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Almaty: O mais recente de arquitetura e notícia

O futuro como propaganda: a arquitetura soviética no Cazaquistão e o imaginário de uma nova era

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Praticamente todos os livros de história registram 1961 como o ano em que a humanidade chegou pela primeira vez ao espaço, um feito que colocou a União Soviética no centro da corrida espacial. O que nem todos sabem é que a jornada de Yuri Gagarin começou em um lugar aparentemente improvável, mais precisamente no Cazaquistão. Do Cosmódromo de Baikonur, Gagarin partiu para além da Terra, inaugurando não apenas uma nova era de exploração espacial, mas também uma história de tecnologia e ambição que transformaria essa paisagem.

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Collab Cafe & Concept Store / Levelstudio

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  • Arquitetos: Levelstudio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  70 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026
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Construindo uma imagem nacional: arquitetura, capital e poder político

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A Pirâmide de Tirana foi inaugurada como um museu dedicado a Enver Hoxha em outubro de 1988, três anos após sua morte e três anos antes do colapso do regime. Nas décadas seguintes, o espaço funcionou como estação de rádio, centro de convenções, boate e base da OTAN durante a Guerra do Kosovo. Em 2023, o escritório MVRDV a reabriu como um parque e escola de tecnologia, adicionando degraus às fachadas para que as pessoas pudessem caminhar sobre o edifício. A inauguração coincidiu com a Cúpula dos Balcãs Ocidentais em 16 de outubro, data que, como apontaram alguns críticos, correspondia ao aniversário de Hoxha. Dois projetos de autodefinição nacional, separados por trinta e cinco anos e concebidos sob premissas políticas opostas, utilizaram a mesma estrutura.

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As influências orientais que moldaram a arquitetura soviética na Ásia Central

Após o fim da Segunda Guerra Mundial e com a clamorosa vitória dos Aliados sobre a Alemanha Nazista, a União Soviética se consolidou como uma das principais potências emergentes junto aos Estados Unidos, ampliando seu limites e expandindo sua influência e domínio sobre um vasto território da Europa Central à Ásia. Ao longo da segunda metade do século XX, em um período marcado por uma vaidosa disputa ideológica contra os EUA, a União Soviética utilizou a arquitetura como uma ferramenta para estabelecer uma aparente uniformidade e concordância sobre um território ocupado extremamente diverso e policromático. Neste contexto, procurava-se combater as especificidades locais em favor da supremacia de uma nova sociedade unificada e homogênea. No entanto, na prática, a arquitetura se mostrou suscetível a adaptações e influências locais—principalmente nos distantes territórios ocupados pela URSS na Ásia Central. Dito isso, este artigo ilustrado com fotografias de Roberto Conte e Stefano Perego procura analisar as especificidades e desdobramentos da arquitetura soviética em um território historicamente excluído das principais narrativas modernas, revelando todas as nuances de seu patrimônio construído e a variedade de tons de suas paisagens urbanas.

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