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Arquitetos: Shape Architecture Practice + Research
- Área: 6450 m²
- Ano: 2023




O campo da arquitetura e do design é dinâmico, frequentemente gerindo investimentos em grande escala e envolvendo uma ampla gama de profissionais. Naturalmente, nesse tipo de ambiente, o sucesso não é definido apenas pela qualidade das estruturas concluídas, mas também pela capacidade interna dos escritórios de arquitetura de gerirem suas operações comerciais com eficácia. Para arquitetos/as e designers, medir o desempenho vai além das métricas financeiras; abrange uma gama diversa de fatores que refletem a eficiência, a criatividade e o impacto do escritório no setor.
Diversas métricas fundamentais podem ser mensuradas, desde objetivos financeiros até a gestão do relacionamento com clientes, inovação, influência e desenvolvimento profissional, ajudando arquitetos/as e designers a avaliarem seu desempenho sob diferentes perspectivas. Como diz o famoso ditado, "o que é medido é gerenciado". Para apoiar essa iniciativa, o 2024 Architecture Business Benchmarks Report, da Monograph, oferece uma análise minuciosa de cinco métricas fundamentais.

O ano de 2024, após um período de incerteza global, testemunhou uma complexa interação de desafios e avanços. Embora as tensões geopolíticas e os efeitos remanescentes de crises passadas tenham continuado evidentes, o foco se voltou para a reconstrução, com comunidades de todo o mundo buscando soluções locais e formas de progredir apesar das adversidades. O panorama arquitetônico de 2024 apresentou uma exploração crescente de novos sistemas construtivos e tecnologias, muitas vezes inspirados em soluções vernáculas. Em escala urbana, os espaços são reconsiderados por seu potencial de transição para atividades mais voltadas para pedestres, mais áreas naturais e oportunidades de encontro comunitário e organização de eventos.
Discussões sobre descolonização, a preservação de técnicas construtivas tradicionais e a integração de narrativas locais nos projetos continuaram a ganhar força. O foco esteve menos em estruturas singulares e icônicas e mais em projetos ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes que atendessem às necessidades específicas das comunidades. Paralelamente, novas tecnologias, como os sistemas de IA, continuaram a impactar a profissão, mas são compreendidas cada vez mais não como substitutos, mas sim como ferramentas à disposição de profissionais de arquitetura e design para aprimorar seus processos.

Como as sociedades apoiam e incentivam arquitetos/as em início de carreira? Jovens arquitetos/as são profundamente influenciados/as por sua educação formal e pelo contato inicial com o setor. Diferentes sistemas organizacionais em cada região — sejam passivos, por meio de fatores contextuais, ou ativos, mediante benefícios tangíveis — existem para ajudá-los/as a ingressar no mercado. No entanto, cabe questionar com que frequência refletimos sobre esses sistemas de apoio estabelecidos. Seriam eles eficazes em formar profissionais completos/as ou, sem querer, acabam reforçando certos vieses na prática da arquitetura?

Mais do que um mero registro visual, a fotografia de arquitetura é um meio poderoso capaz de revelar e explorar os espaços arquitetônicos sob perspectivas únicas. Pelas lentes de um/a fotógrafo/a talentoso/a, a arquitetura manifesta seu jogo de luzes e sombras, a tectônica de seus elementos estruturais, o detalhamento meticuloso dos encontros de materiais e as narrativas mais amplas do patrimônio cultural. No Dia Mundial da Fotografia de 2024, celebramos essa forma de arte singular destacando o trabalho de 25 fotógrafos/as de destaque que capturaram a arquitetura em suas formas mais evocativas.
Entre as séries fotográficas apresentadas, Paul Clemence explora a precisão minimalista dos museus suíços, Iwan Baan oferece uma narrativa visual de Praga, enquanto Simone Bossi destaca o contraste entre as estruturas construídas pelo ser humano e o seu entorno natural. Além disso, Marc Goodwin dá continuidade à sua série sobre escritórios de arquitetura ao redor do mundo, oferecendo um vislumbre dos espaços criativos da profissão. O trabalho de Erieta Attali transporta o público a ruínas antigas para explorar justaposições históricas e paisagens culturais.

O National Council of Architectural Registration Boards (NCARB) divulgou a edição de 2024 do seu relatório “NCARB By The Numbers”, uma pesquisa anual sobre o panorama do registro profissional nos Estados Unidos. Os dados oferecem uma visão geral do setor, apresentando o perfil demográfico de candidatos e candidatas ao registro em arquitetura. Embora os avanços em equidade de gênero e diversidade racial tenham sido graduais, eles evidenciam uma tendência positiva impulsionada por iniciativas que buscam tornar o registro mais acessível a diferentes grupos demográficos, visando promover uma comunidade de arquitetura mais representativa.

Dando continuidade ao seu trabalho de explorar os espaços de trabalho de escritórios de arquitetura pelo mundo, o fotógrafo da Archmospheres, Marc Goodwin, chegou ao Japão, onde registrou o espaço de trabalho de escritórios como Kengo Kuma & Associates, Tato Architects, Akihisa Hirata e Nori Architects. Em colaboração com Marc Goodwin, o/a arquiteto/a e escritor/a Samuel Michaëlsson viajou ao Japão no outono de 2019 para entrevistar os participantes, resultando em uma série de vídeos que aprofundam essa exploração.
As fotografias revelam fragmentos do cotidiano nesses estúdios. Embora nem todos os edifícios tenham sido projetados pelos escritórios de arquitetura que os ocupam, cada estúdio conferiu um toque pessoal ao seu espaço, alinhando-o à sua cultura interna e às suas tradições. Um exemplo disso é o Tato Architects, para quem a cozinha se tornou um importante espaço de encontro, já que os membros da equipe se revezam no preparo do almoço e as refeições conjuntas desempenham um papel significativo na história do escritório.


A arquitetura vive em constante debate sobre as inúmeras questões que impactam nossa prática profissional e como esse trabalho pode — e deve — impactar o mundo ao nosso redor. Como presidente do Young Architects Forum do AIA, estou bastante ciente dos problemas enfrentados pela próxima geração de líderes do setor: modelos de atuação ineficientes que resultam em equipes sobrecarregadas, mal remuneradas e profundamente insatisfeitas. Ouvimos repetidamente que é necessária uma mudança estrutural profunda na forma como os escritórios operam para fazer a profissão avançar com sucesso e reter talentos.
Em outubro, o AIA realizou o seu primeiro Practice Innovation Lab, com o objetivo de desenvolver novos modelos de atuação que elevem o valor de arquitetos/as e dos serviços que oferecem a seus clientes, promovendo um debate capaz de desafiar o status quo da gestão de escritórios. Foram formadas dez equipes de seis pessoas com o intuito de criar dez novos modelos de negócios inovadores, apresentados no estilo "Shark Tank" após uma maratona de desenvolvimento de um dia inteiro. Os participantes votaram no melhor modelo para receber o prêmio de escolha do público (People’s Choice Award). Entre as dez propostas apresentadas, destacaram-se cinco temas principais desenvolvidos no Practice Innovation Lab, detalhados a seguir:

De Barcelona a Pequim, Marc Goodwin está fotografando como trabalham os escritórios de arquitetura em todo o mundo. O destino mais recente de Goodwin? Dubai. A seguir, conheça 15 escritórios, como RMJM e EDGE, localizados em diferentes pontos da cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos.

No campo da arquitetura, o debate sobre o impacto do projeto arquitetônico no mundo é uma constante entre os profissionais da área. Como presidente do Fórum de Jovens Arquitetos/as do AIA, tenho plena consciência dos desafios que a próxima geração de líderes de escritórios enfrentará: modelos de prática ineficientes que resultam em sobrecarga de trabalho, baixa remuneração e insatisfação generalizada na equipe. Diante disso, muitos escritórios reconhecem que, para manter a relevância profissional e reter talentos, é fundamental reformular suas estratégias operacionais tradicionais.
Em outubro, o AIA realizou a primeira edição do Practice Innovation Lab (Laboratório de Inovação na Prática), com o objetivo de desenvolver novos modelos de negócios para elevar o nível dos serviços de arquitetura e otimizar a gestão dos escritórios. Dez equipes formadas por seis integrantes cada apresentaram dez modelos inovadores de prática profissional. Após um dia inteiro de discussões, os participantes elegeram o vencedor do prêmio People's Choice (Escolha do Público) como o melhor modelo de escritório. Entre as dez propostas apresentadas, destacaram-se cinco abordagens inovadoras selecionadas pelo Laboratório de Inovação na Prática:

Na semana passada, o ArchDaily publicou uma matéria sobre a disparidade salarial de gênero no escritório Foster + Partners. Consideramos que a notícia "não era nenhuma surpresa", visto que a diferença de remuneração entre gêneros é amplamente divulgada e está presente em quase todos os setores. Nosso objetivo era compartilhar um caso real ocorrendo em um escritório de arquitetura familiar para muitos de nós. O que não esperávamos, contudo, era que o público leitor considerasse o assunto irrelevante ou que classificasse a cobertura como sensacionalista. Seria possível debatermos questões de gênero no ambiente de trabalho sem exaltação? Por que o tema da disparidade salarial de gênero gera tanto desconforto?
Alguns de nossos editores e editoras discutiram como o gênero influencia suas experiências profissionais, além de apontarem alguns sinais recentes e promissores de que estamos no caminho da mudança.

O fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin continua expandindo seu atlas mundial de escritórios de arquitetura. Ao fotografar estúdios em Barcelona, Goodwin passou um tempo extra na fábrica de cimento do período pós-Primeira Guerra Mundial que Ricardo Bofill transformou em seu estúdio, jardins e residência. Após a revelação dos silos cheios de cimento, Bofill definiu uma nova estrutura e programa para sua fortaleza arquitetônica.
