
-
Arquitetos: Montalba Architects
- Área: 7000 ft²
- Ano: 2023





As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.

A produção de vinho há muito tempo está ligada ao local, ao clima e à cultura e, nas últimas décadas, a arquitetura tornou-se parte central dessa relação. As vinícolas já não são compreendidas apenas como instalações funcionais para fermentação, armazenamento e distribuição, mas também como espaços onde a paisagem, a materialidade e a experiência do/a visitante se cruzam. De adegas subterrâneas escondidas sob os campos a marcos escultóricos que se erguem em territórios rurais, esses edifícios moldam a identidade das regiões vinícolas ao mesmo tempo que oferecem aos/às visitantes um encontro cuidadosamente coreografado com o processo de produção.
Na interseção entre agricultura, turismo e cultura, as vinícolas apresentam aos/às arquitetos/as oportunidades únicas de fundir requisitos técnicos com uma narrativa espacial. Devem responder às condições ambientais, gerenciar a temperatura e a umidade com precisão e integrar-se a ecossistemas delicados, ao mesmo tempo que oferecem espaços para degustação, encontros e celebrações. Como resultado, essa tipologia deu origem a uma ampla gama de soluções arquitetônicas. Enquanto algumas estão enraizadas na tradição e no artesanato local, outras exploram tecnologias avançadas e formas contemporâneas.


A inteligência material refere-se à forma como os materiais se comportam, se adaptam e interagem com os sistemas ecológicos e culturais. Ela analisa como a pedra, o aço ou a madeira respondem a forças interligadas, como esses materiais são obtidos e montados, e como persistem após a demolição. Profissionais de projeto estão colocando a inteligência material no centro da construção de nossas cidades em uma geração marcada pela incerteza ambiental e por cadeias de suprimentos sobrecarregadas.



A mobilidade urbana nos Estados Unidos passou por uma transformação radical com a introdução dos serviços de transporte por aplicativos no final dos anos 2000. A adoção generalizada de serviços como Uber e Lyft alterou a forma como os cidadãos se movimentam pelas cidades, oferecendo conveniência, flexibilidade e acessibilidade como nunca antes. O inovador modelo de negócios que se destaca ao auxiliar os usuários individuais falhou em prever as maiores implicações na escala da cidade - congestionamento, sistemas de transporte público e aquisição de carros. Enquanto cidades europeias como Bruxelas se comprometeram a incentivar o transporte público para reduzir problemas de congestionamento, cidades americanas buscam soluções próprias.


Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".

Cozinhas reúnem a essência da cultura, atuando como museus de memórias, receitas, processos e tradições. Influenciada por práticas e costumes culinários, a arquitetura das cozinhas varia bastante de acordo com a região ou país. Nesse contexto, as cozinhas transcendem seu papel doméstico e se tornam manifestações de fatores culturais, sociais e regionais. Elas não apenas funcionam como espaços funcionais para o preparo de refeições, mas são reflexos do rico tecido cultural e dos estilos de vida dos indivíduos que as habitam.


O Noroeste Pacífico é sinônimo de montanhas chuvosas, costas extensas e florestas densas. Conhecida por suas paisagens majestosas, a região possui uma conexão inata com a água. Ao longo do tempo, esses canais passaram a ser chamados de Mar de Salish. Abrangendo o Estreito de Geórgia, o Estreito de Juan de Fuca e o Puget Sound, essa intrincada rede de baías e enseadas é delimitada pela Colúmbia Britânica e pelo estado de Washington. Pontuado por grandes cidades portuárias, incluindo Bellingham, Vancouver e Seattle, o Mar de Salish também tem sido, historicamente, o lar de muitos povos indígenas.