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Arquitetos: FdMP Architectes
- Área: 434 m²
- Ano: 2019

Há anos, o setor da construção civil vem enfrentando uma escassez de mão de obra especializada, algo que tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas automatizados de construção. A recente crise sanitária apenas exacerbou essa tendência, fazendo com que muitas empresas de automação—que antes se dedicavam principalmente à fabricação de automóveis—voltassem sua atenção à indústria da construção civil. Neste contexto, espera-se que a automatização dos meios de produção na engenharia e na arquitetura cresça até um 30% ao longo dos próximos anos. No artigo a seguir procuramos explorar as atuais capacidades desta tecnologia e as futuras possibilidades que ela ainda poderá trazer para os processos de construção, além de como tem sido integrada na atual prática e as possíveis mudanças que ela poderá nos trazer no futuro.

Um projeto de escala relevante, raramente é obra de um único homem. Desde os primórdios levantamentos de celeiros em aldeias, realizados nos séculos 18 e 19 até a força-tarefa padrão hoje em dia, uma edificação requer muitas mãos a bordo, trazendo diferentes contribuições e conhecimentos para moldá-la e executá-la.

Em Her, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, um solitário escritor desenvolve uma relação de amor com a assistente virtual de um sistema operacional. Admirável Mundo Novo, livro escrito em 1932 pelo inglês Aldous Huxley, fala de uma sociedade cujo culto à eficiência, racionalização e à máquina desencadeou uma humanidade que desconhece o esforço e a dor, mas também reprime o amor e a liberdade. Já em Frankenstein, livro de 1823, considerado o primeiro romance de ficção científica, uma vida é criada artificialmente, produzindo um monstro com características humanas: vontades, desejos e medos. Seja, respectivamente, em relação ao receio com a inteligência artificial, as incertezas com a industrialização ou os limites da ciência, obras de ficção científica nos revelam muito mais que apostas certeiras do futuro – no tempo em que foram criadas, falam sobre os temores e anseios da época.
Quando exploramos as visões urbanas do passado sobre o futuro, é comum encontrarmos exemplos exagerados e até engraçados. Acerca das promessas da arquitetura e, consequentemente, das nossas cidades, também não é tarefa fácil apontar caminhos com clareza. Observando as tendências no campo e usando toda a nossa imaginação, será que podemos afirmar como as cidades se parecerão em dezenas ou centenas de anos? Seus materiais, sua aparência, a maneira de construir e pensar? Este futuro será mais minimalista e impoluto ou mais orgânico e complexo? Como as novas tecnologias e materiais de construção afetarão a forma, a estética e a prosperidade das cidades de amanhã?




Incorporar a figura humana na fotografia de arquitetura é uma das formas mais eficazes de ajudar o espectador a decifrar a escala de uma obra. Com ela, não apenas é possível transmitir noções das medidas dos elementos fotografados, mas também criar interessantes relações que podem favorecer a composição de uma imagem. Com isso em mente, compilamos a seguir uma seleção de nossas fotografias favoritas que têm na escala humana seu principal elemento compositivo.
Em uma entrevista recente para o Louisiana Channel, a arquiteta alemã Anna Heringer fala sobre o recém-inaugurado Centro Anandaloy em Bangladesh, um espaço social que se tornou um catalisador para o desenvolvimento local. A arquiteta compartilha seu compromisso com a sustentabilidade e aborda a importância da transferência de conhecimento para as comunidades locais por meio de processos participativos de construção.

Ao refletir sobre reciclagem, sustentabilidade, medidas a serem tomadas e soluções tecnológicas inovadoras, é inevitável pensar que existem também abordagens já conhecidas que devem ser levadas em consideração. De fato, ao examinar o impacto do ambiente construído no clima, nota-se que, em muitos países, 80% dos edifícios que existirão em 2050 já foram construídos. A forma mais eficaz de sustentabilidade pode ser, portanto, a economia de energia por meio da eliminação ou minimização de novas construções e da prevenção da demolição de estruturas existentes.
É exatamente isso que o reúso adaptativo propõe: atribuir um novo propósito a um “edifício remanescente” existente. Hoje em dia, o processo de requalificação está se tornando essencial devido a inúmeras questões relacionadas à emergência climática, aos custos de terrenos e de construção, à saturação do solo e à mudança nas tendências de moradia.

A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança.
Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas.

No ano passado, o Prêmio Mies van der Rohe foi outorgado a um projeto de reforma de um edifício de habitação social, trazendo à tona a relevância da reabilitação física e moral dos blocos habitacionais construídos no período do pós-guerra em praticamente todas as cidades da Europa.

Muito utilizados em obras de infraestrutura, os muros de gabião são constituídos por gaiolas metálicas conformadas por malhas hexagonais de fios de aço galvanizados, de modo que resistam às intempéries por um extenso período de tempo, livres de oxidação. Internamente são preenchidos por pedras de diferentes tamanhos, tornando-se uma estrutura permeável.