Em dezembro de 2024, a curadora de arte Koyo Kouoh tornou-se a primeira mulher africana selecionada para fazer a curadoria da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza. Ela propôs uma abordagem introspectiva e sensível para a exposição, moldada por temas como luto, memória, espiritualidade e exaustão global. Após seu falecimento precoce em maio de 2025, a Bienal decidiu continuar com o mesmo projeto curatorial, intitulado In Minor Keys. O escritório Wolff Architects foi convidado por Kouoh no início de 2025 para realizar o projeto expográfico e a cenografia, focados no "poder espacial transformador do limiar como um portal para compreensões e experiências alternativas". O evento foi inaugurado no sábado, 9 de maio, e acontecerá até domingo, 22 de novembro de 2026, nos Giardini della Biennale, no Arsenale di Venezia e em outros locais de Veneza.
Nos últimos anos, a arquitetura tem adotado cada vez mais a adaptabilidade, a flexibilidade e a responsividade como princípios fundamentais de projeto. Essa evolução reflete uma transição das noções tradicionais de estruturas estáticas e permanentes para ambientes dinâmicos que conseguem se ajustar a necessidades e condições em constante transformação. No cerne dessa transformação está o conceito de "arquitetura maleável", que utiliza materiais flexíveis e sistemas inovadores para criar espaços funcionais, sustentáveis e centrados nas pessoas. A arquitetura maleável ganha forma por meio de membranas que respiram, fachadas que se movem, estruturas que inflam ou se dobram e superfícies que se curvam em vez de quebrar. Isso envolve projetar para a transformação — não apenas no desempenho ambiental do edifício, mas também em como ele pode acomodar funções dinâmicas, interações de quem o utiliza ou ocupações temporárias. Essa abordagem construtiva contesta as noções tradicionais de durabilidade e controle, propondo, em contrapartida, uma arquitetura mais responsiva e de caráter aberto. Isso reflete uma consciência crescente de que os edifícios, assim como as sociedades que atendem, precisam ser capazes de evoluir.
A Expo 2025 Osaka foi oficialmente inaugurada em 13 de abril de 2025, em Yumeshima, Osaka. Sob o tema central "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", o evento se propõe a explorar três subtemas fundamentais: Salvar Vidas, Empoderar Vidas e Conectar Vidas. Esses temas buscam unir entusiastas de arquitetura e design ao demonstrar como tecnologias de ponta e soluções inovadoras podem enfrentar desafios globais, promover o diálogo e inspirar ações coletivas.
Em áreas urbanas densas, a possibilidade de se conectar com o exterior para lazer e bem-estar torna-se crucial. Isso ficou particularmente evidente durante a pandemia da COVID-19, quando milhões de pessoas em todo o mundo tiveram que permanecer confinadas em suas casas por longos períodos. Independentemente disso, à medida que o mundo se urbaniza cada vez mais, o projeto habitacional de qualidade é vital, o que inclui o acesso ao ambiente externo. Em uma cidade como Londres, essa necessidade foi reconhecida, e garantir um espaço externo em cada habitação tornou-se obrigatório por volta do ano de 2010. Em edifícios multifamiliares de múltiplos pavimentos, a provisão desse espaço externo costuma assumir a forma de uma varanda. As possibilidades de projeto são infinitas; portanto, quais são as principais considerações ao incorporar varandas em um edifício residencial urbano?
O benefício comunitário é um dos principais aspectos destacados ao anunciar um novo projeto público, especialmente no caso dos ginásios esportivos, que prometem melhorias no bem-estar e na coesão social. Existem duas tipologias de ginásios esportivos, cada uma com diferentes níveis de envolvimento com a comunidade: por um lado, há grandes arenas dedicadas a competições internacionais, que podem acomodar milhares de pessoas e se tornam marcos modernos, semelhantes aos estádios. Por outro lado, existem ginásios de menor escala, geralmente anexados a escolas e localizados em bairros ou áreas rurais com acesso limitado a outros serviços públicos. Embora muitas vezes sua presença seja subestimada, esses ginásios desempenham um papel multifuncional importante, oferecendo oportunidades para praticar esportes, promover conexões, organizar eventos e apoiar diversas atividades comunitárias.
Por iniciativa do coletivo Surf Ghana, os/as arquitetos/as Glenn DeRoché e Jurgen Strohmayer, que cofundaram o escritório DeRoché Strohmayer, propuseram-se a transformar um pequeno terreno à beira-mar em Busua, um reduto do surfe na costa oeste de Gana. O resultado é um polo comunitário dinâmico, completo com instalações para surfistas locais, que também oferece espaços de encontro para toda a comunidade, tanto na alta quanto na baixa temporada. O projeto recebeu o Prêmio de Ouro do Holcim Awards 2023 para o Oriente Médio e a África, sendo elogiado por seu profundo impacto local e pela abordagem engenhosa das técnicas construtivas.Em uma entrevista em vídeo para o ArchDaily, os/as arquitetos/as Glenn DeRoché e Jurgen Strohmayer discutem o desenvolvimento dessa iniciativa e as inovações que a moldaram.