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Arquitetos: Atelier Carle
- Área: 2300 ft²
- Ano: 2025
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Fabricantes: Shalwin



Durante muito tempo, a arquitetura foi definida pela permanência. Os edifícios são celebrados por durarem, as cidades por estabelecerem estabilidade perante a incerteza, e os monumentos por resistirem à passagem do tempo. No entanto, algumas das mais antigas tradições urbanas da humanidade surgiram em paisagens onde a permanência, por si só, jamais poderia garantir a sobrevivência. Nos desertos do Norte da África e da Península Arábica, os assentamentos em oásis desenvolveram-se não como refúgios isolados em meio a um vazio estéril, mas como pausas cuidadosamente mantidas dentro de paisagens já moldadas pelo movimento. Muito antes de rodovias e aeroportos conectarem continentes, caravanas, peregrinos/as, pastores/as e comerciantes cruzavam esses territórios por meio de redes de poços, sistemas de irrigação, palmeirais cultivados e cidades mercantis. O oásis nunca foi o fim de uma jornada. Poços, palmeirais sombreados, campos irrigados e mercados de caravanas eram o que permitia o início da próxima etapa da viagem.

Projetado pelo consórcio formado pelos escritórios 3XN, B+H Architects e Zhubo Design, o Museu de História Natural de Shenzhen foi inaugurado e aberto ao público em Shenzhen, na China. Com mais de 100 mil metros quadrados, a instituição é o maior museu de história natural do sul da China e está entre os maiores museus do gênero concluídos recentemente em todo o mundo. Desenvolvido como parte da expansão da infraestrutura cultural de Shenzhen, o projeto reúne áreas de exposição, pesquisa, educação e espaço público em um único destino cívico. O escritório 3XN liderou o projeto de arquitetura, a B+H Architects atuou como consultoria principal, arquitetura executiva e paisagismo, e a Zhubo Design forneceu suporte técnico local e coordenação regulatória ao longo de todo o desenvolvimento do projeto.

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO anunciou 25 novas inclusões na Lista do Patrimônio Mundial durante sua 48ª sessão, expandindo o registro internacional com sítios que refletem uma ampla gama de patrimônio arquitetônico, cultural e natural. As adições de 2026 incluem 19 bens culturais, cinco sítios naturais e um bem misto, além da aprovação de duas modificações significativas de limites e uma revisão nos critérios de uma inscrição existente. Abrangendo todos os continentes habitados, os locais recém-reconhecidos vão de paisagens arqueológicas e centros urbanos históricos a arquitetura modernista e patrimônio industrial, destacando a diversidade do ambiente construído e a evolução do escopo da preservação do patrimônio.


Na segunda-feira, 27 de julho, a lista de finalistas do Prêmio Nacional de Arquitetura de 2026 foi apresentada em uma sessão extraordinária da Diretoria Nacional do Colegio de Arquitectos de Chile. Representando a instituição, os cinco membros da diretoria concederam o prêmio conjuntamente aos arquitetos Alejandro Aravena Mori e Smiljan Radić Clarke, em reconhecimento às suas contribuições para o posicionamento da arquitetura chilena no cenário internacional. Ambos foram laureados com o Prêmio Pritzker de Arquitetura: Aravena em 2016 por seu trabalho com o ELEMENTAL, e Smiljan Radić Clarke este ano. A instituição também destacou a qualidade de suas obras e a contribuição de ambos os profissionais para o desenvolvimento local da disciplina, consolidando-os como duas das principais figuras da arquitetura a partir do contexto de um pequeno país no extremo sul do mundo.

Ao analisar a evolução do morar ao longo da história, percebe-se que os conceitos de espaço, tempo, identidade e lar vão muito além da arquitetura em si. Do início do século XX até os dias atuais, o desenvolvimento humano tem sido moldado por transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas cada vez mais aceleradas. Os avanços nas tecnologias de informação e comunicação promoveram um mundo de conectividade constante — um fenômeno que, por vezes, acaba distanciando os indivíduos dos espaços físicos que habitam. Em meio a um fluxo crescente de estímulos, interações e plataformas digitais, a vida compartilhada em múltiplas escalas e programas arquitetônicos surge tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para reconectar as pessoas com seu entorno, por meio de estratégias de projeto que favorecem a liberdade de movimento e a flexibilidade exigidas pela vida contemporânea.



O Departamento de Cultura e Turismo de Abu Dhabi anunciou que o Guggenheim Abu Dhabi será aberto ao público em 11 de dezembro de 2026, na Ilha Saadiyat. O museu, projetado pelo falecido Frank Gehry, torna-se a quarta instituição na rede global do Guggenheim, juntando-se às filiais de Nova York, Veneza e Bilbao.
O projeto foi anunciado pela primeira vez em 2006. As obras começaram em 2011, foram suspensas por vários anos devido a dificuldades econômicas e alterações contratuais, e acabaram retomadas em 2019. A data de conclusão prevista para 2025, estabelecida em 2021, acabou sendo adiada para dezembro de 2026.




O deslocamento costuma ser compreendido pelo movimento: o momento em que as pessoas são forçadas a se mudar de um lugar para outro. No entanto, sob a perspectiva da arquitetura, esse movimento é apenas o começo do que vem a seguir. Uma casa pode precisar ser reconstruída, uma comunidade inteira realocada ou a vida cotidiana restabelecida em um lugar completamente novo. O que se perde com o deslocamento nem sempre é algo que a arquitetura possa simplesmente substituir.
Essa questão é particularmente relevante na América Latina, onde o deslocamento moldou comunidades sob diferentes circunstâncias e em diversas escalas. O que acontece depois depende do motivo pelo qual as pessoas foram forçadas a se deslocar, se elas podem retornar e do que resta dos lugares que habitavam. Algumas comunidades se reconstroem em ambientes familiares. Outras devem estabelecer a vida cotidiana em um novo lugar. Essas diferenças moldam o que é demandado da arquitetura.


O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO incluiu o conjunto Aalto Works — uma coleção de treze edifícios e complexos arquitetônicos na Finlândia projetados por Aino Marsio-Aalto, Elissa Aalto e Alvar Aalto — na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A nomeação reconhece a relevância internacional de um conjunto de obras que ajudou a redefinir a arquitetura moderna por meio de uma abordagem centrada no ser humano, enfatizando a relação entre as edificações, a vida cotidiana, a natureza e o bem-estar social. Abrangendo projetos concluídos entre o final dos anos 1920 e a década de 1980, a série representa a contribuição da Finlândia para o Movimento Moderno, ao mesmo tempo em que reconhece a prática colaborativa da equipe de arquitetura Aalto e de seu escritório.