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Arquitetos: Simone Jazbik Arquitetura
- Área: 348 m²
- Ano: 2025





O tijolo é um dos materiais mais utilizados na Colômbia e um dos responsáveis por projetar a arquitetura local em escala global. Isso se deve à excelente qualidade da argila encontrada em algumas regiões do país. Além de revestir a maioria dos edifícios que caracterizam a paisagem urbana de Bogotá, este material é utilizado em todas as suas formas, desde o adobe até placas de piso em habitações rurais.
Relativamente próximas à capital encontram-se as icônicas olarias artesanais que abasteceram as construções que definem o cenário arquitetônico colombiano, como costumava fazer o arquiteto Herbert Baresch, para quem se desenhavam até mesmo as fôrmas de suas colunas de concreto com tijolos sob medida, e cujos adobes eram fabricados por artesãos locais nos próprios canteiros de obras. Este material parece imune à obsolescência; pelo contrário, com o avanço tecnológico, novas formas de aplicação continuam sendo descobertas. A seguir, apresentamos 12 exemplos de casas que o utilizam como superfície aparente.



Quando os países africanos conquistaram sua independência do domínio colonial europeu em meados do século XX, a construção nacional envolveu muito mais do que estabelecer novos governos e instituições políticas. Os novos Estados soberanos também precisavam estabelecer uma identidade edificada que os diferenciasse de seu passado colonial, e a arquitetura tornou-se uma ferramenta crucial nesse processo. Em todo o continente, edifícios cívicos monumentais, universidades, centros de convenções e instituições culturais foram encomendados para personificar o progresso e a unidade nacional. No entanto, isso criou uma contradição fundamental: muitos desses edifícios adotaram linguagens arquitetônicas modernistas e brutalistas de origem europeia, sendo que alguns foram inclusive projetados por profissionais de arquitetura das antigas potências coloniais. A Maison du Peuple em Ouagadougou, Burkina Faso, oferece um exemplo particularmente revelador de como uma linguagem arquitetônica associada à Europa pôde ser apropriada e transformada em uma expressão de independência pós-colonial.






