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Arquitetos de interiores: say architects
- Área: 140 m²
- Ano: 2026
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Fabricantes: Nanjing Kuangda Decoration Engineering Co., Ltd.




À medida que o co-living se associa cada vez mais a estudantes, jovens profissionais e outros/as residentes em trânsito, surge uma questão arquitetônica mais ampla: se o lar já não está atrelado à residência de longo prazo, o que a arquitetura deve esperar que a habitação privada ofereça?
As pessoas se mudam por conta de estudos, de um trabalho temporário ou de uma carreira que as leva constantemente a novos lugares. Muitas hoje esperam passar um período definido em um local antes de partir. A habitação projetada para esse público precisa ir além de oferecer abrigo: deve dar suporte às rotinas pelas quais alguém se adapta a um ambiente desconhecido no curto período de tempo de que dispõe ali. Um ano em uma cidade exige de um apartamento algo muito diferente do que uma vida inteira exigiria, mesmo que a metragem quadrada pareça a mesma no papel.



Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".
Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.

Há uma grande diferença entre olhar para a imagem de um edifício e vivenciar o espaço que ela representa. A atmosfera de um lugar, moldada por sua luz, sons, materialidade e relação com a paisagem circundante, há muito pertence ao domínio da experiência física. Hoje, as tecnologias de renderização em tempo real começam a estreitar essa lacuna, permitindo que os projetos sejam explorados e vivenciados antes mesmo de serem construídos.
Muito antes de um edifício ser construído, ele existe como desenhos, maquetes físicas, perspectivas, fotografias e, mais recentemente, renderizações fotorrealistas. Ao longo da história, cada nova ferramenta de representação buscou comunicar não apenas a aparência de um projeto, mas também a experiência de habitá-lo.
Ao sediar o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA pela segunda vez em sua história, trinta anos após a edição de 1996, Barcelona torna-se um espaço de reflexão não apenas sobre a arquitetura, mas também sobre as condições em constante mudança sob as quais ela opera. Intitulado Becoming. Architectures for a Planet in Transition, e desenvolvido pela equipe de curadoria composta por seis integrantes — Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres —, o Congresso de 2026 expande o debate para além da escala urbana em direção a questões planetárias, abordando a arquitetura por meio de sistemas ecológicos, sociais, políticos e materiais, em vez de tratá-la como uma disciplina isolada. No dia de abertura do Congresso, o ArchDaily conversou com Mariona Benedito e Carmen Torres, duas das curadoras da equipe, sobre como esta edição revisita o legado arquitetônico de Barcelona, por que a incerteza tornou-se central para o pensamento arquitetônico e o que esperam que os/as participantes levem do evento.


Em junho de 2026, o reformado Teatro Mauri reabriu suas portas no Cerro Bellavista, em Valparaíso, que já foi o principal porto do Chile. O edifício faz parte do legado modernista da América Latina e fica ao lado de La Sebastiana, uma das renomadas residências do poeta Pablo Neruda. O projeto foi concebido pelo arquiteto Alfredo Vargas Stoller, autor de outros ícones da arquitetura moderna em Valparaíso, como o Edificio Cooperativa Vitalicia e o Conjunto de Viviendas Vargas em Viña del Mar. O Teatro Mauri foi inaugurado em 1951 como um espaço para espetáculos e cinema. Após um incêndio no início dos anos 1990, o edifício entrou em declínio, servindo apenas esporadicamente como espaço para festas e eventos locais. Em 2015, foi adquirido pela Sociedad Chilena de Autores e Intérpretes (SCD), que encomendou sua restauração aos/às arquitetos/as Laura Garrido e Gregorio Garretón.

