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Arquitetos: bruna studio
- Área: 320 m²
- Ano: 2025


No Dia Internacional da Democracia, as Nações Unidas revisitam este ano uma ideia tradicional do conceito: a ampla participação cidadã nas tomadas de decisão governamentais. Na ocasião, o órgão internacional convida a uma reflexão sobre como a participação e a inclusão de vozes diversas nas decisões do governo podem ajudar a construir uma sociedade mais equitativa. Sob uma perspectiva espacial, a reflexão sobre a democracia pode ir além desse enquadramento vertical, passando a compreendê-la a partir do encontro. O que significa um espaço ser democrático? Como a arquitetura pode contribuir para alcançar os princípios historicamente associados à democracia? No atual contexto de crise nos sistemas de organização política em todo o mundo, este dia serve como plataforma para questionar a individualização e o autoritarismo por meio das ferramentas socioespaciais de que dispomos.

Lagos é uma cidade moldada pelo tempo, pela interação humana, pelas forças da natureza e por sua relação em constante evolução — e por vezes complexa — com esses três elementos. Em nenhum lugar isso é mais visível do que quando a chuva chega.
Eko situa-se em uma planície de inundação. Sua condição geográfica precede a própria cidade, remontando a um tempo anterior à abertura da primeira rua ou à demarcação do primeiro limite territorial. Os sistemas de drenagem e os empreendimentos que gradualmente se transformaram em frentes de água privatizadas foram todos construídos sobre uma paisagem que, em sua essência, sempre esteve em constante diálogo com a água. A enchente não é uma anomalia; é a própria terra insistindo em um diálogo que inevitavelmente retornaria.







O que acontece com uma casa quando a vida para a qual ela foi projetada chega ao fim? Na Casa sobre el Arroyo, a resposta se desenrolou gradualmente à medida que o edifício mudou de uso, propriedade e estado de conservação ao longo de quase oito décadas. Mesmo diante dessas transformações, a estrutura, a circulação e a relação com o terreno permaneceram fundamentais para a compreensão da casa e, eventualmente, para seu restauro.
Projetada por Amancio Williams e Delfina Gálvez Bunge de Williams a partir de 1943 para o pai de Amancio, Alberto Williams, a Casa sobre el Arroyo nasceu diretamente das condicionantes de seu terreno em Mar del Plata, Argentina. Em vez de tratar o arroio Las Chacras como um obstáculo a ser contornado, o projeto o utiliza para organizar a própria casa. Um arco de concreto armado cruza as águas e eleva os espaços de permanência, transformando o curso d'água em parte da experiência de circulação e habitação da casa.


Os símbolos sempre transitaram pela arquitetura. Surgem em pedras esculpidas, tecidos entrelaçados, tetos e paredes pintados, ferragens de portas e objetos cotidianos, carregando as crenças, os rituais e as histórias das culturas que os originaram. Em interiores contemporâneos, os/as designers dão continuidade a esse diálogo com o lugar, revisitando símbolos históricos e traduzindo-os por meio de novos materiais, técnicas de fabricação e formas arquitetônicas.
O nó Ruyi é um exemplo emblemático disso. Há séculos, esse motivo entrelaçado faz parte da tradição chinesa de nós, simbolizando continuidade, harmonia e votos de boa sorte. Sua geometria de curvas suaves tem adornado objetos decorativos e peças cerimoniais, demonstrando como as referências culturais podem se integrar a um vocabulário de design que vai muito além do mero ornamento.

O 3DCP Group concluiu o Skovsporet, um empreendimento de habitação estudantil impresso em 3D em Holstebro, na Dinamarca, projetado pelo escritório SAGA Space Architects em colaboração com o MS+. Localizado próximo à VIA University College, o projeto é composto por 36 apartamentos térreos distribuídos em seis blocos de edifícios, totalizando uma área de 1.650 metros quadrados. Construído ao longo de 12 meses, o Skovsporet aplica a impressão 3D de concreto em larga escala no âmbito de um empreendimento residencial, combinando elementos estruturais impressos com métodos tradicionais de construção. O projeto foi desenvolvido para a NordVestBO e está programado para receber seus primeiros estudantes este mês.


O coletivo de arte, arquitetura e design Assemble, com sede em Londres, anunciou recentemente um novo projeto de espaço de trabalho na capital inglesa. Desde sua fundação em 2010, o estúdio construiu uma comunidade em torno do fazer artesanal e manual, oferecendo espaços criativos e de indústria leve resistentes às forças do mercado, funcionando como uma plataforma para trabalhos ecológica e socialmente engajados. O grupo garantiu recentemente um contrato de arrendamento de 25 anos, com opção de compra, de Bromley Hall, um casarão do início do período Tudor considerado uma das casas mais antigas de Londres. O plano é transformar os três edifícios do local — Bromley Hall (c. 1485), a Old Poplar Library (c. 1904–5) e o edifício de contêineres RedBox — no maior espaço de trabalho do Assemble até o momento, adicionando cerca de 1.300 m² (14.000 pés quadrados) à sua oferta atual de espaços de trabalho, com um plano de desenvolvimento de longo prazo que prevê dobrar essa área. O novo projeto do escritório tem um duplo objetivo: restaurar um edifício tombado como patrimônio de Grau II* (Grade II*) e aumentar a estabilidade para a comunidade das indústrias criativas, por meio de contratos de aluguel de longo prazo e um novo espaço de colaboração.