A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas vencedoras de concursos e menções honrosas enviadas pela comunidade ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos em grande escala a pequenas intervenções e instalações, este artigo apresenta uma seleção de projetos que participaram de concursos internacionais ou nacionais e receberam o reconhecimento de seus júris.
De uma renovação de estação de metrô que destaca as cores de Belgrado a um parque memorial na costa de Miami, as propostas premiadas foram desenvolvidas por jovens arquitetos/as que reimaginaram projetos culturais, comerciais e urbanos, oferecendo soluções inovadoras que atendem à cidade e à comunidade. Esta seleção também inclui projetos no Paquistão, República Checa, Alemanha, Vietnã e Turquia.
O surgimento do fenômeno do gêmeo digital (ou mapeamento digital) prenuncia uma enorme transformação no planejamento urbano. Em essência, ele consiste na representação virtual da dinâmica de uma cidade, garantindo que cada elemento — desde estruturas históricas e novas construções até o transporte público — seja refletido em um modelo tridimensional. Além de apresentar os elementos cruciais da paisagem, ele também incorpora condicionantes frequentemente negligenciados, como insolação, sombreamento, vegetação e a presença de árvores. Tudo isso contribui para uma melhor análise preliminar do local.
The Smile. Imagem cortesia de Alison Brooks Architects.
A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.
Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang
É comum ver em filmes de ficção científica residências ou escritórios futuristas repletos de tecnologia. Seja a casa do filme Ela (Her), como mostrado na imagem acima, onde a iluminação se acende automaticamente por sensores assim que o protagonista chega, sem que precise tocar em nada; seja Tony Stark em Homem de Ferro, que ao retornar para casa precisa apenas da voz para se conectar à internet ou preparar um café; ou ainda em Missão: Impossível, em que bastam comandos de voz para acender as luzes e ligar a TV. Com o avanço acelerado da tecnologia, o desenvolvimento da automação residencial transformou essas projeções de ficção científica em realidade. E a centenária marca alemã Gira, como referência absoluta no setor, desenvolveu sistemas de casa inteligente que trazem para a vida real cenários que antes pertenciam apenas às telas de cinema.
Embora a alta tecnologia traga conveniência, ela frequentemente vem acompanhada de complexidade operacional devido a barreiras de conhecimento técnico. A Gira, no entanto, busca conectar a tecnologia às necessidades de quem a utiliza, esforçando-se para oferecer designs confortáveis por meio de produtos práticos e fáceis de operar. Com uma trajetória de 117 anos — desde os primeiros interruptores de alavanca até os modernos sistemas de automação residencial e telas sensíveis ao toque —, a empresa soube aproveitar oportunidades e inovar continuamente. Ao integrar a tecnologia às demandas reais das pessoas usuárias, a Gira consolidou-se como uma das principais referências globais no setor de automação de ambientes, interruptores e tomadas, com presença em mais de 40 países e inúmeros prêmios de prestígio.
3XN I GXN, Gehl Architects e ConAm Management Corporation foram selecionados para a segunda fase de um novo masterplan em San Diego, Califórnia. Intitulada Neighborhood Next, a comunidade de 15 minutos propõe 5.000 moradias para pessoas de todas as faixas de renda, com espaços culturais, comerciais e de lazer integrados a passeios verdes e parques públicos.
Como parte de uma importante iniciativa para modernizar escolas e instalações educacionais na cidade de Düsseldorf, a renovação da escola de ensino médio Friedrich-Rückert representa um primeiro passo rumo ao futuro. Além da reforma interna, houve um grande esforço para tornar o exterior do antigo edifício mais moderno, inspirador e convidativo. A nova fachada de 3.000 m², feita de painéis de concreto reforçado com fibra de vidro da Rieder, estabelece uma ponte arquitetônica com o presente. O concreto inovador representa um passo simbólico em direção à sustentabilidade, ideal para um edifício escolar moderno. A nova textura twine também foi utilizada pela primeira vez neste projeto nos elementos moldados com cores combinadas, destacando com maestria o envelope do edifício.
Renderização de luminância do Daylight Visualizer. Imagem cortesia de VELUX Group
A luz natural molda a experiência de um espaço como nenhum outro elemento e é um aspecto fundamental para a concepção de edifícios saudáveis e sustentáveis. Um bom projeto de iluminação natural pode melhorar a saúde, o humor, as habilidades cognitivas e a produtividade de quem os ocupa — seja em casa, na escola ou no trabalho —, reduzindo ao mesmo tempo o consumo de energia dos edifícios.
O Daylight Visualizer facilita a tomada de decisões fundamentadas sobre estratégias arquitetônicas e de iluminação natural em seus projetos, além de avaliar a conformidade com as exigências de desempenho lumínico em regulamentos de construção e sistemas de certificação ambiental.
O problema em ser um/a escritor/a analítico/a é que quase tudo já foi escrito quando você finalmente se prepara para abordar um assunto. É o caso da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2021 (CAB): The Available City. Já foram publicados diversos ensaios perspicazes e bem escritos sobre a CAB por Zach Mortice, Anjulie Rao,Marianela D’Aprile e outros, de modo que seria tolice percorrer o mesmo território que já mapearam tão bem. Em vez disso, proponho uma jornada por esta edição da CAB, que encerrou uma trajetória bem-sucedida e significativa no último sábado, por um caminho menos percorrido.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134174/rompendo-o-paradigma-morto-das-exposicoes-de-designCraig L. Wilkins
O que representa o sucesso para você pode ser muito diferente de como o mercado de arquitetura o define.
Uma coisa é certa: todos querem e merecem mais. E, para conquistar mais, é preciso aprender como.
Não estou aqui para debater conceitos filosóficos por trás de nossa motivação, como profissionais de arquitetura, para sermos melhores ou termos mais. Meu objetivo é promover uma vida melhor para quem atua na área: mais reconhecimento, mais clientes, mais prêmios e mais dinheiro.
Talvez você esteja contente com sua situação atual, talvez esteja enfrentando dificuldades; de qualquer forma, todos nós podemos nos beneficiar ao saber o que fazer para impulsionar nossas carreiras.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Com o objetivo de reunir inteligência global e ideias avançadas, além de oferecer subsídios para o desenvolvimento da economia aeroportuária de Shenzhen, foi lançada a Consulta Internacional para a Estratégia de Desenvolvimento e Estratégia de Implementação da Economia Aeroportuária de Shenzhen. As inscrições já estão abertas para instituições de consultoria e escritórios de planejamento e projeto de destaque em todo o mundo.
Quatro equipes foram selecionadas como finalistas no concurso para projetar a expansão do campus do Portland Museum of Art, localizado em Portland, no Maine. As equipes finalistas são lideradas por Adjaye Associates, Lever Architecture, MVRDV e Toshiko Mori Architect + Johnston Marklee + Preston Scott Cohen. O projeto prevê uma expansão de aproximadamente 5.570 metros quadrados (60.000 pés quadrados) em uma estrutura de seis ou sete pavimentos, planejada para acomodar o aumento no número de visitantes e um acervo artístico em constante crescimento. O museu abriu uma consulta para receber a opinião do público sobre as propostas, que estarão em exibição no PMA até o dia 11 de dezembro.
Após minha recente entrevista com o diretor da Gensler, Harry Ibbs, sobre como aproveitar os avanços tecnológicos para trazer profissionais de volta ao escritório, decidi abordar o tema da cultura do ambiente de trabalho pós-covid sob uma perspectiva completamente diferente. Em busca de uma abordagem mais íntima, analisei o AL_A, um estúdio vencedor do Prêmio Stirling do RIBA em 2009, fundado por Amanda Levete junto à diretoria composta por Ho-Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet. A diversidade da equipe de liderança e de sua força de trabalho de mais de 30 pessoas traz uma riqueza de pensamento e possibilidades que se reflete em sua cultura, prática profissional e projetos.
Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.
O escritório de arquitetura nova-iorquino ODA revelou o projeto do Ombelle, uma dupla de torres residenciais em Fort Lauderdale, Flórida. Os dois edifícios de 43 andares abrigarão 1.100 unidades de aluguel, complementados por áreas de lazer e espaços comerciais. Na base do complexo, uma praça urbana conecta o empreendimento ao entorno e ao Flanger Village. O complexo Ombelle é o segundo projeto residencial de grande escala da ODA em Fort Lauderdale. O primeiro, a torre Kushner, fica no mesmo distrito.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
A arquitetura reúne influências da arte, da cultura e do cotidiano. Ao projetar para comunidades locais e especificar materiais regionais, profissionais de arquitetura costumam se inspirar nas tradições vernáculas. Ao utilizar recursos e materiais tradicionais da região de implantação da obra, esses profissionais se baseiam no clima local e em uma história compartilhada de técnicas construtivas e ideias. Os canteiros de obras e lotes pelo mundo são locais diversos, moldados por novas tecnologias construtivas, técnicas do passado e pelas transformações da vida cultural.
À medida que a geração pós-pandemia de locais de trabalho ganha forma, o conforto do escritório está se tornando rapidamente seu principal atrativo. Contudo, isso não pode se resumir apenas a sofás de trabalho grandes e confortáveis e algumas almofadas soltas. Com as opções híbridas de casa, escritório ou um terceiro espaço em pauta, a maioria dos/as profissionais ainda opta por passar uma grande parte de seu tempo de trabalho em conjunto, beneficiando-se do sentimento de comunidade e da atmosfera criativa, mas, acima de tudo, do ambiente de trabalho profissional e de seu design de interiores. Assim, embora espaços confortáveis e acolhedores ajudem as pessoas a se sentirem em casa, o arranjo tradicional com mesas e cadeiras individuais voltado ao foco e à concentração não pode ser subestimado.
Diante do aumento no valor dos aluguéis e com grandes empresas já em processo de redução de espaço para sobreviver à era do trabalho digital, apenas locais de trabalho projetados com flexibilidade e adaptabilidade podem oferecer tipologias voltadas tanto ao conforto quanto ao foco.
A Prefeitura de Avellaneda, em conjunto com o Colégio de Arquitetos da Província de Buenos Aires (CAPBA), lançou um concurso nacional de ideias para a realização de um parque público urbano e do edifício para o Museu do Futebol, a ser localizado nas imediações do perímetro urbano da cidade de Avellaneda, província de Buenos Aires.
Vista da Fábrica a partir do Banhado. Projeto de Mathias Klotz e Sebastián Mundi para o Museu da Cerveja CCU Limache. Imagem via CCU
A equipe liderada por Mathias Klotz e Sebastián Mundi, dos escritórios de arquitetura Klotz e SML, foi selecionada por unanimidade na convocatória aberta para a reconversão patrimonial da Antiga Cervejaria CCU em Limache, anunciou hoje a empresa chilena em um comunicado à imprensa.
Este projeto buscava resgatar o patrimônio cervejeiro, representado pelo emblemático edifício fundado em 1883, por meio de um museu aberto ao público.
Traducciones: la utopía y el vacío performativo. Image Cortesía de Juan Manuel Sandoval Perdomo
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, lançamos este ano uma chamada aberta na qual convidamos estudantes de arquitetura a enviarem seus trabalhos de conclusão de curso (TCC) realizados em 2021.
Após avaliar exaustivamente 137 propostas, nossa equipe editorial selecionou e destacou 10 projetos que apresentam um pensamento crítico aguçado diante dos desafios propostos. A seleção não apenas valorizou os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um projeto eficiente, adequado ao seu contexto, programa e público usuário, mas também aqueles que dedicaram uma atenção significativa à escala humana, ao meio ambiente, à experimentação e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.
O edifício Diagonal, projetado e construído entre 1952 e 1954 pelo arquiteto peruano Enrique Seoane Ros, está localizado em um lote triangular delimitado pela Av. Diagonal, pelo então Pasaje Bonilla (hoje Pasaje Champagnat) e pela Calle Mártir Olaya, situados em uma das áreas mais movimentadas do distrito de Miraflores, em Lima, Peru.
Todos os anos, o Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA), por meio do Sistema Nacional de Creadores de Arte (SNCA), homenageia quem constrói a excelência na cultura nacional com o Programa Jóvenes Creadores. Por meio de bolsas de estudo, a iniciativa impulsiona o processo criativo e formativo de jovens artistas no México, criando condições favoráveis para a realização de projetos de criação originais, significativos e positivos.