Nos dez anos desde o lançamento do nosso site, o ArchDaily se tornou o site de arquitetura mais visitado do mundo; trata-se hoje de um projeto com alcance e escala muito maiores do que a própria equipe fundadora do site poderia ter previsto. Graças a leitores e leitoras, colaboradores e colaboradoras, e à nossa liderança, a versão inicial do site (sediada no Chile e conhecida como Plataforma Arquitectura) evoluiu para uma rede global de mídia de arquitetura que inclui o site em inglês que você está lendo agora, além de sites parceiros específicos para cada região e idioma no Brasil, na China, na Colômbia, no México e no Peru.
A história do crescimento do ArchDaily é um dos muitos tópicos abordados em uma nova entrevista de 114 minutos com o cofundador do ArchDaily, David Basulto, no episódio desta semana do podcast Midnight Charette. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, o podcast traz debates semanais sobre temas atuais de design e entrevistas com personalidades da comunidade de arquitetura. Na conversa com Basulto, o bate-papo vai desde a história da nossa empresa e curiosidades dos bastidores sobre o funcionamento do site (você sabia que o nosso sistema de gerenciamento de conteúdo personalizado foi batizado em homenagem ao projetista da bíblica Torre de Babel?) até reflexões sobre como arquitetos e arquitetas moldarão nossas futuras cidades e de que formas a coleta e a análise de dados podem influenciar os projetos do amanhã.
Construye Solar 2017: Proyecto Wilkalpa / Universidad Arturo Prat. Image Cortesía de Construye Solar
Dez projetos universitários de habitação social sustentável no Chile foram selecionados para serem construídos na terceira edição do concurso Construye Solar, e serão exibidos em Santiago em outubro de 2019.
Organizada pela La Ruta Solar e com o apoio do Centro Tecnológico para la Innovación en la Construcción (CTec), a iniciativa Construye Solar tem como objetivo "gerar novas capacidades na área de construção sustentável na América Latina e conscientizar a população sobre os benefícios econômicos, ambientais e sociais das moradias ecologicamente corretas", conforme aponta a organização.
A rápida urbanização do século XX foi possível graças à Revolução Industrial e à linha de montagem, que permitiram a rápida reprodução e replicação de infraestruturas, produtos e padrões urbanos repetitivos em cidades de todo o mundo. A morfologia e a dinâmica urbana produzem formas de vida e padrões padronizados. Paralelamente, e alinhando-se à lógica da economia linear, as cidades consomem a maior parte dos recursos globais e geram a maior parte dos resíduos do planeta (segundo dados das Nações Unidas). No entanto, o crescimento exponencial das tecnologias digitais (computação, comunicação, fabricação) das últimas décadas oferece a oportunidade de viabilizar uma transição para uma economia em espiral (uma abordagem de economia circular aberta), na qual dados (e conhecimento) fluem globalmente, e os materiais fluem localmente: de redes de logística que movem átomos para redes de informação que movem bits.
O Storefront, uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova York, atua na promoção do design e da arquitetura por meio de diálogos interdisciplinares, exposições e projetos que buscam transcender fronteiras geográficas e ideológicas. Charles Renfro, presidente do Conselho de Administração do Storefront, destaca: "Estamos entusiasmados em dar as boas-vindas a José na liderança do Storefront, justamente a instituição onde ele iniciou sua carreira de curador há mais de uma década."
Tatiana Bilbao é uma arquiteta mexicana reconhecida internacionalmente por contribuir para posicionar o México no cenário global da arquitetura. Um dos eixos de sua prática é 'criar espaços dignos para enaltecer a vida das pessoas' e formar comunidades por meio do design do espaço.
No sábado, 12 de maio, às 12h, foi inaugurada a exposição Perspectivas. Tatiana Bilbao Estudiono Museu Amparo, na cidade de Puebla, no México, mostra que foi apresentada pela primeira vez no Museu de Arte Contemporânea de Monterrey (MARCO) em 2017.
O maior edifício comercial de madeira engenheirada da Austrália foi inaugurado em Brisbane, com projeto do escritório Bates Smart . Com 45 metros de altura e 10 pavimentos, o complexo corporativo "25 King" é a estrutura de madeira mais alta do país, "abrindo uma nova fronteira no projeto de edifícios comerciais".
A proposta estética do projeto busca "revelar de forma clara a estrutura de madeira aparente através do fechamento transparente do edifício, promovendo um ambiente de trabalho futuro mais acolhedor e natural".
https://www.archdaily.com.br/pt/1118090/o-edificio-de-madeira-mais-alto-da-australia-25-king-projetado-por-bates-smart-e-inaugurado-em-brisbaneNiall Patrick Walsh
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os finalistas de 2018 do Stephen Lawrence Prize, prêmio de arquitetura criado em memória de um jovem que aspirava à arquitetura e que foi tragicamente assassinado em 1993. Financiada e fundada pela Marco Goldschmied Foundation, a bolsa de estudos foi reajustada este ano de £ 5.000 para £ 25.000 para marcar os 25 anos da morte de Stephen. O prêmio tem como objetivo incentivar novos talentos da arquitetura e premiar as melhores obras com orçamento de construção inferior a £ 1 milhão.
Marco Goldschmied, fundador do Stephen Lawrence Prize, declarou: “Fomos mais uma vez surpreendidos pela habilidade, engenhosidade e determinação demonstradas em cada projeto. A lista de finalistas vai desde habitações novas e convertidas até um memorial emocionante, passando por projetos educacionais e de hotelaria. Cada obra apresenta uma arquitetura excepcional, digna de um prêmio de tamanha tradição.”
O projeto vencedor do Stephen Lawrence Prize 2018 será anunciado na cerimônia do RIBA Stirling Prize em 10 de outubro, na Roundhouse em Camden, Londres.
Na série fotográfica contínua "Façades", de autoria de Zacharie Gaudrillot-Roy, profissional de fotografia de origem francesa, apresenta-se uma sequência de imagens que removem a massa e a profundidade dos edifícios, deixando para trás meros fragmentos de suas peles externas. As fotos, que se assemelham a cenários desertos de Hollywood, ilustram estradas, cidades, complexos residenciais e outros ambientes sem revelar nada além da imagem superficial da fachada—deixando muito para a imaginação.
Em 27 de abril de 2017, o desabamento do edifício Blas de Lezo II trouxe à tona, na cidade de Cartagena, uma grande quantidade de obras que descumprem as diretrizes de licenciamento, possuem licenças falsas ou sequer contam com as autorizações necessárias para a sua execução. Na tragédia, 21 trabalhadores da construção civil morreram e mais de 30 ficaram feridos. Foi somente após esse episódio que um acordo entre a prefeitura de Cartagena e a Procuradoria-Geral estabeleceu um plano de regularização para conter as irregularidades no setor da construção civil na "Heroica".
De acordo com o diagnóstico apresentado, até o final de outubro de 2017 foram registrados 124 imóveis sem licença ou construídos com documentos falsos. No entanto, o debate sobre as irregularidades na emissão de licenças de construção em Cartagena ressurgiu no mesmo mês, após uma denúncia contra o andamento das obras do projeto residencial multifamiliar Aquarela.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118124/pedem-a-demolicao-de-edificio-em-cartagena-por-violar-gravemente-a-fruicao-do-espaco-publicoJulián Jerez V.
Ao resgatar a rica história da arquitetura japonesa, alguns dos elementos que imediatamente vêm à mente são os complexos encaixes de madeira, os telhados de quatro águas e a relação íntima com a água. Hoje, o Japão está na vanguarda da inovação em diversas tipologias arquitetônicas — como arranha-céus, edifícios de escritórios e micro-habitações, para citar apenas algumas. Contudo, este perfil do Instagram prefere colocar em evidência uma tipologia frequentemente subestimada: os banheiros públicos.
Com o nome espirituoso de @toilets_a_go_go, o perfil promete ao público a "descoberta dos banheiros japoneses", reunindo desde pavilhões sanitários inspirados na arquitetura tradicional japonesa até cabines de estética metabolista — além de algumas estruturas inusitadas para complementar. Se o próprio nome do perfil já não revelasse a função de tais estruturas, seria fácil confundir muitas delas com outra coisa. Embora costumemos ignorar os banheiros públicos ou até mesmo associá-los a uma imagem negativa, este perfil demonstra o poder da arquitetura em qualificar uma tipologia negligenciada, mostrando que mesmo uma ida ao banheiro pode (e deve) ser bela.
O Colégio de Arquitetos do Chile (CA) selecionou a equipe curatorial que será responsável pela XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo 2019, que, após duas edições no Parque Cultural de Valparaíso, retorna a Santiago, no bairro Matadero Franklin.
Quando falamos de Le Corbusier, parte de sua obra, sobretudo as primeiras vilas nas quais trabalhou em estreita colaboração com Pierre Jeanneret, ficou conhecida pelo nome de “Villas Brancas”. É curioso que essa cor, o branco, seja associada ao nome de Le Corbusier, sem que ele possua, como ocorre com alguns pintores, uma fase “azul” como Picasso ou uma fase “de ouro” como Klint.
Quando e por que foi cunhado o termo “Villas Brancas” de Le Corbusier? Seria possível que a brancura de seus edifícios tenha sido malinterpretada, assim como ocorre com a arte grega? Essa brancura foi uma ideia muito útil para consolidar as bases do neoclassicismo em sua época, mas totalmente distante da rica paleta de cores de que desfrutavam tais obras no período helênico.
Vista aérea de Assunção (adaptada). Imagem via usuário do Flickr: Tetsumo sob licença CC BY 2.0
Após se consolidar — já com dez edições — como um evento de referência fundamental para conhecer o cenário atual e as perspectivas da arquitetura e do urbanismo na comunidade ibero-americana, a XI BIAU será realizada pela primeira vez na cidade de Assunção em outubro de 2019, com uma programação de atividades que incluirá a apresentação de trabalhos selecionados, palestras magnas, apresentações especializadas e mesas de debate articuladas em torno do tema central: aĩparagua y (habito - a água).
Assim como ocorreu no ano passado com o Gimnasio Maravillas, projetado por Alejandro de la Sota, a Comunidade de Madri concordou em declarar o Edifício Capitol como Bem de Interesse Cultural (BIC), na categoria de Monumento, dando continuidade ao projeto de proteção e difusão da arquitetura moderna espanhola do século XX.
O Edifício Capitol, também conhecido como Edifício Carrión, foi projetado pelos arquitetos Vicente Eced e Luis Martínez Feduchi. Sua construção teve início em 21 de abril de 1931, e a inauguração ocorreu em 15 de outubro de 1933.
Como moradora de Chicago por toda a vida, Carol Ross Barney acompanhou de perto a transição do rio Chicago, que deixou de ser uma hidrovia de carga repleta de efluentes para se tornar um vibrante espaço de lazer, onde seus netos costumam pescar. “Eles podem jogar a linha e fisgar peixes de cinco a sete centímetros imediatamente”, diz ela. O local tornou-se inclusive um habitat para lontras. Para as pessoas, o rio se transformou em uma rota alternativa de deslocamento diário: há quem vá de caiaque para o trabalho. De muitas maneiras, esses trechos historicamente poluídos de Chicago formam agora um corredor que oferece uma rica gama de experiências e atrai diversos visitantes. Essa reviravolta dramática se deve, em grande parte, ao Chicago Riverwalk, que pode ser o projeto que define a carreira de Ross Barney. “A atitude das pessoas em relação ao rio está realmente mudando, e acho que essa é a história principal”, afirma.
Após receber 279 candidaturas provenientes de 179 cidades de 32 países, o júri internacional do Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano 2018 escolheu os 25 projetos finalistas desta edição.
Esta iniciativa liderada pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), juntamente com outras seis instituições europeias, busca reconhecer "a criação, recuperação e melhoria dos espaços públicos, entendendo seu estado como um claro indicador da saúde democrática de nossas cidades".
O júri internacional é presidido pela arquiteta Olga Tarrasó, em representação ao CCCB, e composto por Matevž Celik, diretor do Museum of Architecture and Design de Liubliana; Hans Ibelings, historiador e crítico de arquitetura holandês; Ewa P. Porebska, arquiteta e editora da revista Architektura-murator de Varsóvia; Francis Rambert, crítico de arquitetura e diretor da La Cité de l’Architecture et du Patrimoine de Paris; Peter Cachola Schmal, diretor do Deutsches Architekturmuseum de Frankfurt; Katharina Ritter, em representação ao Architekturzentrum de Viena, e Ellis Woodman, diretor da The Architecture Foundation de Londres.
No sábado, 22 de setembro de 2018, foi realizada na Primeira Seção de San Mateo del Mar, Oaxaca, México (SMM), uma celebração comunitária para a entrega das primeiras casas reconstruídas às famílias beneficiadas. A iniciativa faz parte de um programa piloto promovido pela Fundação San Ignacio de Loyola (Fundação Loyola) com a assessoria técnica, administrativa e operacional da equipe Reconstrucción.istmo, vinculada ao Departamento de Hábitat e Desenvolvimento Urbano (DHDU) do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores do Ocidente, Universidade Jesuíta de Guadalajara (ITESO).
A realidade de 32 famílias deu uma guinada — literalmente — quando as moradias que ocupavam nos anos 1980 se tornaram, em 2009, uma atração turística oficial. Parte dos moradores decidiu aproveitar a circunstância realizando pequenos tours por suas residências. No entanto, apesar de todo o fluxo de turistas que costuma lotar o local, a comunidade de vizinhos permanece tão unida quanto seus cubos.
Estudantes de arquitetura da minha geração — os últimos dos baby boomers, que ingressaram na faculdade na Europa ou nas Américas no final dos anos 1970 — tinham ótimos motivos para valorizar a história da arquitetura. Na época, parecia haver um consenso de que o projeto modernista estava fracassando de forma evidente. Monstros do modernismo tardio causavam estragos em cidades e territórios pelo mundo, e a reação mais imediata e instintiva contra o que muitos viam como uma catástrofe em andamento era tentar resgatar tudo o que o alto modernismo do século XX havia expulsado da cultura do projeto: a começar pela história. Desenhei meu primeiro capitel dórico, por volta de 1979, em um estúdio de projeto, e não em uma aula de história (e meu tutor imediatamente mandou que eu o raspasse, o que fiz).
No mês passado, em Estocolmo, o sócio do OMA Reinier de Graaf deu uma alfinetada nada sutil em Bjarke Ingels: “Não sou a reencarnação de Harry Potter”, disse ele para um auditório lotado na Universidade KTH de Estocolmo.
A primeira categoria inclui os trabalhos de arcos e abóbadas, escadas de abóbada, cantaria e outros trabalhos de alvenaria. O júri decidiu conceder este prêmio à Cantería Jaurrieta, de Olite (Navarra), formada por Valeriano Jaurrieta e Agustina Rodríguez Orduña.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118146/o-trabalho-de-forja-da-sagrada-familia-e-a-azulejaria-nazari-entre-os-vencedores-dos-premios-driehaus-das-artes-da-construcaoJavier García Librero
A arquitetura há muito tempo serve de inspiração para profissionais da música, com artistas tão diversos quanto Art Garfunkel e Kanye inspirando-se (por assim dizer) na área. Alguns nomes da música, inclusive, iniciaram suas carreiras profissionais na arquitetura — entre eles, Weird Al, Ice Cube e três dos membros fundadores do Pink Floyd.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118151/a-nova-mixtape-com-seus-suas-designers-favoritos-asKatherine Allen
No contexto do XV Taller Social Latinoamericano, que atualmente ocorre em Puno, no Peru, visitamos a região de Iruito Tupi (província de Huancané) acompanhados por Francisco Mariscal, Diretor da Direção Desconcentrada de Cultura de Puno do Ministério da Cultura, que em sua conferência apresentou a história dos putucos, habitações construídas unicamente com blocos de terra e capim extraídos do próprio solo.
Às vezes, tem-se a impressão de que a história gira sobre si mesma. Um mesmo roteiro com outros nomes, outros rostos e outros lugares. Há 10.000 anos, o planalto andino e a bacia do Lago Titicaca — atualmente compartilhada por Peru e Bolívia — começaram a ser povoados por grupos de caçadores e coletores que chegaram a essas altitudes atraídos pelas lhamas, vicunhas, aves e peixes disponíveis.
É nosso dever colocar a dignidade humana no centro do processo de reconstrução. - Telar Social México
Em 19 de setembro de 2017, o México sofreu um dos terremotos mais fortes de sua história. Com 7,1 graus na escala Richter, o sismo deixou mais de 369 vítimas e 150 mil residências destruídas em cinco estados do país, sendo os mais afetados Oaxaca, Morelos, Estado do México e Guerrero.
Ecatzingo, localizado a sudoeste do vulcão Popocatépetl, no Estado do México, continua sendo um dos municípios com mais danos causados pelo terremoto, com 1.587 residências afetadas — das quais 601 ficaram inabitáveis —, deixando famílias inteiras desabrigadas.