O escritório Aedas revelou o projeto do Jurong East Integrated Transport Hub, um empreendimento que combina ambiente de trabalho e lazer, localizado em uma vibrante área comercial fora do centro de Singapura. Composto por uma estação de integração de transportes e uma torre de escritórios, além de equipamentos voltados à comunidade, o projeto foi concebido como um catalisador para o surgimento de um segundo distrito financeiro na zona oeste da cidade.
Praça do Pôr do Sol cercada por tapumes. Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Conflitos, disputas e antagonismos são frequentes na dinâmica da vida em sociedade, sendo necessário conciliar diferentes interesses e necessidades da melhor forma possível. Hoje, conflitos urbanos são reduzidos a dois polos. De um lado, aqueles que se opõem a novos projetos, comumente chamados de NIMBYs (acrônimo em inglês “Not In My BackYard”, ou “não no meu quintal”), mas que também podem ser vistos como “defensores do bairro”.
De 24 a 26 de setembro de 2021, será realizada a sétima edição do Open House Madrid, o festival internacional de arquitetura que abre gratuitamente as portas da arquitetura madrilenha com visitas a mais de 100 edifícios e espaços emblemáticos da capital que, em geral, permanecem fechados ao público. Sob o lema “Não sei nem onde vivo”, o objetivo é difundir a cultura arquitetônica, redescobrir a cidade a partir de sua arquitetura e proporcionar uma experiência que permita conhecer e valorizar os espaços que nos cercam.
Nesta reedição, o autor Mark Alan Hewitt discute as maquetes e sua relevância. "Para quem teve a sorte de crescer nas décadas de 1950 e 1960, as maquetes eram a grande sensação — e não apenas as do tipo que essa expressão costuma sugerir", afirma ele. Recuperando a trajetória das maquetes realistas dos anos 1970, semelhantes às renderizações virtuais atuais, este ensaio reconstitui a sua história e a dos artistas que as produziram.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130703/o-fascinio-e-a-importancia-das-maquetesMark Alan Hewitt
A quarta edição da Bienal de Arquitetura de Chicago abriu ao público no dia 17 de setembro apresentando uma série de 15 intervenções site-specific espalhadas pela cidade que exploram ideias de espaço compartilhado e trabalho coletivo, sob a frase “quem pode participar do projeto da cidade". Liderada pelo diretor artístico David Brown, a edição deste ano, operando sob o tema The Available City, pretende destacar o potencial das áreas urbanas vagas como espaços coletivos por meio de intervenções desenvolvidas em estreita colaboração com a comunidade local. Ao mesmo tempo, o evento ressalta o potencial para “novas possibilidades imediatas” e ilustra o impacto significativo de pequenos gestos urbanos.
Boston City Hall . Imagem Cortesia de Utile and Reed Hilderbrand
“A demolição é um desperdício em todos os sentidos—um desperdício de energia, de materiais e também da nossa memória coletiva”, disse a arquiteta vencedora do Pritzker Anne Lacaton. Ao longo dos últimos anos, porém, a reciclagem de antigas estruturas e o reuso adaptativo de edifícios obsoletos se tornaram onipresentes no discurso arquitetônico contemporâneo, à medida que os profissionais estão se tornando mais conscientes sobre questões relativas aos resíduos, a exploração de recursos naturais e a pegada de carbono na industria da construção civil. Ainda assim, a prática de renovação e adaptação de estruturas existentes carece de consistência, especialmente quando tratamos de edifícios do pós-guerra. A seguir, procuramos analisar alguns dos muitos desafios e oportunidades dos projetos de renovação e reutilização de edifícios construídos durante a segunda metade do século XX, destacando como algumas destas estratégias podem desempenhar um papel significativo para minimizar o impacto da construção civil no agravamento da crise climática e na busca por construir cidades mais equilibras, ao mesmo tempo em que recupera importantes estruturas e lugares de memória.
Quando olhamos para a arquitetura africana, vemos a diversidade arquitetônica de um continente moldado em sua forma atual, por uma combinação de fatores internos e externos. Ao analisar a arquitetura africana, há também uma tendência de certas regiões terem precedência sobre outras partes do continente. As obras modernistas tropicais de Maxwell Fry e Jane Drew em Gana e na Nigéria, por exemplo, são extremamente bem documentadas. Assim como a arquitetura da era colonial extremamente bem preservada da capital da Eritreia, Asmara. No entanto, parecem haver partes do continente que “escapam do radar” nas conversas sobre arquitetura africana — assim o livro Architectural Guide: Subsaharan Africaé uma adição bem-vinda aos estudos da arquitetura africana.
A instalação temporária L’Arc de Triomphe, Wrapped, de Christo e Jeanne-Claude, abriu ao público em 18 de setembro. Vinte e cinco mil metros quadrados de tecido reciclável azul-prateado, amarrados por 3 mil metros de corda vermelha, recobrem o marco parisiense, transformando o cenário urbano. O fotógrafo Jad Sylla registrou a instalação concluída.
“Calles compartidas” (“Ruas compartilhadas”), o projeto do Laboratório de Inovação Urbana Ciudad Emergente, foi reconhecido no prêmio Scroll of Honour pelo impacto urbano da transformação de algumas ruas de Santiago, no Chile, em espaços de encontro capazes de reduzir consideravelmente a pegada de carbono da cidade. A iniciativa da ONU-Habitat busca incentivar o trabalho de quem se dedica a inovar no campo do desenvolvimento urbano sustentável. Nesta edição, as 80 candidaturas foram avaliadas com base em suas respostas à crise gerada pela pandemia atual e em relação ao tema do Dia Mundial do Habitat 2021, "Acelerar a ação urbana para um mundo livre de carbono", bem como por seu potencial de replicabilidade em diferentes cidades ao redor do mundo. Conheça, a seguir, os cinco vencedores que se destacaram pela resiliência, sustentabilidade e inclusão de suas propostas.
Indian Institute of Management, Bangalore, foto de Vinay Panjwani. Imagem cortesia de Vitra Design Museum
A pandemia da COVID-19 representa um momento de ruptura para o nosso mundo e deve impulsionar transformações profundas no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas mudanças — abordando também questões como as mudanças climáticas, a desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias do campo da arquitetura, do design, do planejamento urbano e do pensamento contemporâneo, propondo soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
Edificio ZETA en Buenos Aires, diseñado por ODA. Image Cortesía de ODA
ODA, escritório de arquitetura sediado em Nova York, apresentou recentemente o projeto do Paseo Gigena, um antigo estacionamento que será transformado em um empreendimento de uso misto com parque público em Buenos Aires. Ao mesmo tempo, anunciou que já iniciou a construção de seu primeiro projeto residencial na mesma cidade: o edifício ZETA.
Localizado no bairro de Belgrano, ao lado da arquitetura moderna da Universidad de Belgrano e em frente à mansão histórica que abriga a Embaixada da Austrália, o futuro edifício de 126 unidades pretende "reimaginar a linguagem dos edifícios residenciais de Buenos Aires", segundo os/as arquitetos/as.
A JKP Jaeger Kahlen Partner oferece serviços de projeto arquitetônico para clientes globais. Os sócios da empresa, Johannes Jaeger e Peter Jaeger, lideraram em diversas ocasiões o projeto e o gerenciamento de obras de edifícios de renome internacional. A gama de projetos abrange sedes corporativas, escritórios comerciais, complexos de uso misto e residenciais, instalações culturais e renovações de patrimônios históricos. A JKP acredita firmemente que o design e os serviços de excelência geram um valor excepcional para os clientes. Focamos no desenvolvimento de espaços centrados nas pessoas, e nossas obras são reconhecidas por suas fachadas modernistas singulares, tornando-se marcos nas cidades.
Visando reduzir as emissões de carbono da Suécia produzidas pela indústria florestal, Anders Berensson Architects propuseram construir a maior estrutura de madeira do mundo, intitulada Banco de Norrland. O projeto visa armazenar um ano de produção de madeira – e seu equivalente em dióxido de carbono –, garantindo a continuidade das indústrias de construção e manufatura suecas, independentemente do clima e do consumo.
Paseo Gigena, diseñado por ODA. Image Cortesía de ODA
No dia 28 de junho, teve início a demolição parcial do antigo estacionamento situado entre o hipódromo e o Rosedal de Palermo, em Buenos Aires. A antiga estrutura chamada Playa Gigena, em homenagem ao jóquei de mesmo nome, será convertida em um edifício de escritórios Classe A e um parque público, incluindo cafés, restaurantes, lojas e um estacionamento coberto.
O futuro Paseo Gigena foi projetado pelo escritório de arquitetura norte-americano ODA, apresentando aquele que será seu primeiro projeto de uso misto na capital portenha. A equipe também conta com a participação do escritório Aisenson, Inscape Landscape, Coinsa e da incorporadora BSD Investments (o governo da Cidade de Buenos Aires concedeu a esta última a concessão do imóvel conhecido como Ámbito Gigena por um período de 15 anos).
Pastilhas, cerâmicas, porcelanatos, azulejos: ao nos referirmos aos revestimentos, muitas são as possibilidades que podemos escolher para dar acabamento, e identidade, aos nossos projetos. Porém, quando nos deparamos com a variedade que existe no mercado fica difícil decidir entre todas as opções. Neste texto iremos explorar a diferença entre os revestimentos frios e dar dicas de como escolher o que melhor se encaixa em seu projeto.
O projeto Paisagens Sensoriais faz parte da Biennale do Giardino Mediterrâneo e está localizado no Parque Botânico Radicepura, na ilha da Sicília, Itália. Entre o vulcão Etna e o Mar Jônico, Ivan Juarez propõe este laboratório de pesquisa e iniciativa educacional que se concentra em sentir a paisagem através da conceituação e descoberta de métodos inovadores. A ideia está centrada na compreensão do meio ambiente através da experiência dos sentidos, razão pela qual ele decidiu homenagear a paisagem criando um jardim caminhável, didático e sensorial que inclui uma coleção de plantas representantes da cultura mediterrânea.
Os carros ainda são um dos principais meios de locomoção e seguem como um dos vilões da crise climática, pois a grande maioria deles consome combustíveis fósseis e geram poluentes, principalmente o gás carbônico - que intensifica o efeito estufa e, por consequência, o aquecimento global. Sendo assim, no dia 22 de setembro se celebra internacionalmente o Dia Mundial sem Carro, como incentivo para que as pessoas passem um dia sem utilizar seu automóvel e possam refletir sobre o uso excessivo dele. Para trazer novas ideias a esta reflexão, apresentamos hoje o trabalho do arquiteto letão Oto Ozols, que imagina as cidades projetadas para as pessoas e não para os automóveis, através de vídeos que demonstram como o espaço público pode ser aprimorado a partir desta perspectiva.
https://www.archdaily.com.br/pt/968930/dia-mundial-sem-carro-como-seria-uma-cidade-que-nao-prioriza-eleEquipe ArchDaily Brasil
Como reflexo do crescente interesse por tours virtuais diante das condições sanitárias em que nos encontramos, tornou-se cada vez mais comum o acesso a esse tipo de experiência que, embora não seja nova, evolui com rapidez para atender aos entusiastas da arte e da arquitetura. Com isso em mente, foi desenvolvido o projeto "San Lázaro 40 (X) 5 / 40 anos, 5 murais", que busca promover um dos espaços mais emblemáticos projetados pelo arquiteto Pedro Ramírez Vázquez: o Palácio Legislativo de San Lázaro.
Com a crescente viabilidade de viagens espaciais, viver com acesso à Lua pode deixar de ser uma fantasia de ficção científica. Há décadas, Equitone busca inspiração para o futuro na aparência e nas matérias-primas da Terra. Agora, refletindo o fascínio pelo que está além da nossa própria atmosfera, seus novos painéis de fachada Lunara parecem, ao mesmo tempo, de outro mundo e naturais. Sua superfície singular, coberta por pequenas elevações e depressões irregulares, remete à paisagem repleta de crateras da Lua e convida arquitetos/as e planejadores/as a projetarem envoltórias de edifícios visionárias.
O escritório de arquitetura sediado em Brisbane bureau^proberts revelou seu projeto para o Pavilhão da Austrália na Expo 2020 em Dubai, Emirados Árabes Unidos. O pavilhão funciona como uma contribuição cultural, apresentando um grande espaço de convivência que traduz a paisagem e o céu singulares da Austrália por meio de uma forma semelhante a uma nuvem suspensa sobre painéis de madeira dobrada. A estrutura "captura a sensibilidade local" ao destacar a natureza acolhedora e calorosa do povo australiano por meio de uma área de encontro central e abrigada.
O escritório 3XN concluiu recentemente o espaço de exposições Grognon, dedicado à história das tecnologias digitais. Localizado em Namur, na Bélgica, na confluência de dois rios e próximo tanto à cidadela romana quanto ao Parlamento da Valônia, o projeto se insere na área histórica protegida como uma nova topografia — uma paisagem que flui ao longo do terreno, integrando o contexto ao novo programa.
Após uma ausência de um ano, a Semana de Design de Milão encerrou mais um ano de criatividade e inovação. De 5 a 10 de setembro, milhares de marcas de design exibiram suas criações para mais de 200 mil visitantes vindos de diferentes países, perfis demográficos e setores. Embora a feira de design tenha se voltado majoritariamente para o universo do design de interiores, diversos/as arquitetos/as de renome, como Bjarke Ingels, Foster + Partners e Herzog & de Meuron, participaram do evento e uniram forças com marcas de design de interiores e de mobiliário para criar peças autorais.
O trabalho do Bjarke Ingels Group para o bairro CityLife de Milão foi oficialmente iniciado. O prédio de escritórios de última geração marca a conclusão da área CityLife na cidade italiana, um projeto de regeneração urbana para fornecer um ambiente habitável caracterizado pela sustentabilidade, melhoria da qualidade de vida e serviços com tudo incluído. A estrutura pretende “ser um novo paradigma para os escritórios do futuro, fruto de uma nova ideia de local de trabalho baseada em soluções inovadoras que colocam a qualidade de vida no centro e redefinem o conceito de sustentabilidade”.
O pequeno vilarejo de Vals, nos Alpes suíços, se encontra em uma das regiões mais pitorescas do país e está localizada a uma altitude de 1.250 metros acima do nível do mar. Além de sua incomparável e exuberante paisagem natural, Vals conta com alguns dos projetos de arquitetura mais excepcionais já construídos na Suíça. Além disso, no coração da vila encontra-se uma diminuta praça central, a qual é cercada por antigas casas construídas com peculiares telhas de quartzito, preservadas ao longo dos séculos – algo que faz de Vals uma das vilas rurais mais autenticas de toda a região. A água, como o recurso natural mais abundante em todo o vale, nutre uma paisagem exuberante e selvagem. Por milhões de anos, a água do degelo e das chuvas torrenciais foi pouco a pouco forjando a topografia do vale até transformá-lo em uma riquíssima fonte de águas termais – a única no Cantão dos Grisões.
Um dos projetos de arquitetura mais famosos de todo o vale são as Termas de Vals, projetadas por ninguém menos que o arquiteto Peter Zumthor. Toda a estrutura do edifício principal foi construída com quartzito local, uma pedra que combina perfeitamente as principais características naturais da região, criando uma experiência singular de tranquilidade e bem-estar. Outra impressionante obra de arquitetura encontrada na região é a Villa Vals, uma casa de final de semana construída inteiramente a partir de materiais locais, belamente integrada à topografia e a paisagem natural do vale.