O Prêmio Aga Khan de Arquitetura anunciou o Grande Júri que selecionará os vencedores do ciclo 2020-2022. O júri, que conta com nomes como Anne Lacaton, Francis Kéré, Nader Tehrani e Amale Andraos, buscará projetos que respondam às aspirações culturais de seu contexto social e demonstrem o uso inovador de recursos locais e tecnologias construtivas. Fundado em 1988 por Aga Khan IV, o prêmio, que abrange ciclos de três anos, visa destacar projetos de relevância e impacto positivo para as comunidades islâmicas.
O Estado do México é um estado localizado na região centro-sul do país, que faz fronteira com os estados de Querétaro, Hidalgo, Tlaxcala, Puebla, Morelos e Cidade do México. Tem 22.357 km² de área e é o sétimo estado menos extenso do país. Sua capital mais populosa é Toluca, e sua cidade mais populosa é Ecatepec.
“Local” é uma palavra amplamente usada para descrever algo particular sobre um lugar, que o torna diferente de qualquer outro. Em todo o mundo, a “localidade / regionalidade” de cada cidade é o que a torna única — na maneira como as pessoas vivem, trabalham, se socializam e, especialmente, na maneira como planejam e constroem cidades e infraestrutura. Para alguém que mora em um subúrbio, a maneira como se deslocam de um lugar para outro pode ser por meio de um carro, enquanto alguém que mora em uma metrópole densa, utiliza um metrô ou sistema de ônibus como parte de sua vida cotidiana.
À medida que nossas cidades se densificam e os tipos de edifícios se tornam cada vez mais mistos, tendemos a passar muito tempo em ambientes barulhentos. Quando falamos em conforto acústico, raramente pensamos em lugares como restaurantes, casas de show e grandes escritórios; locais com muitas pessoas, máquinas e ruído de fundo. A qualidade do som pode mudar totalmente a experiência das pessoas em um espaço interior, e melhorar a qualidade acústica do espaço depende do tratamento de todas as superfícies, desde paredes a tetos e pisos. Neste artigo, apresentaremos uma variedade de soluções para tetos, pisos e paredes, suas diferentes combinações, e um guia simples de como aplicá-las corretamente em espaços públicos sem comprometer a estética do interior.
Ondas de calor prolongadas têm sido cada vez mais frequentes ao longo dos últimos anos, e para tentar resolver este problema, muitas cidades ao redor do mundo estão testando diferentes estratégias para combater o efeito das ilhas de calor urbanas. Procurando minimizar os efeitos negativos das ondas de calor na cidade Sidney, onde os termômetros chegam na casa dos 50 graus celsius durante o verão, as autoridades locais aprovaram uma lei que proíbe construir novas casas e edifícios com coberturas de cores escuras. No caso da Europa, em um dos países mais quentes do continente, as autoridades de Atenas decidiram seguir o exemplo da cidade de Miami, contratado um especialista em ilhas de calor para delinear uma série de estratégias que permitam a cidade enfrentar as ondas de calor e os consequentes incêndios florestais que estão levando um grande número de moradores a trocar a capital pelo interior do país.
Neste episódio o Arquicast atravessa o Atlântico e dá um mergulho em nossas raízes lusitanas. As relações entre a arquitetura portuguesa e brasileira é tema de constantes reflexões teóricas e já orientou importantes práticas de projeto, como as que Lucio Costa empreendeu nos primórdios do movimento moderno no Brasil, quando buscou uma linguagem arquitetônica nacional, inovadora, mas coerente com suas origens.
Hoje, num momento de globalização cultural e de intensa circulação de conhecimento, já sabemos que os diálogos entre Brasil e Portugal se estendem para além da arquitetura, encontrando reflexos também na abordagem ecossistêmica da paisagem e numa visão humanizada do território. Ainda há muito a aprender juntos e nada melhor que aprender dialogando.
Fundado em 2010, o escritório Origin Architect busca se enraizar na complexidade e nos conflitos da realidade contemporânea, extraindo desse contexto o poder da coexistência e da integração.
Letreiro de hotel no Centro da Cidade de São Paulo. Image via Acervo de Giovana Martino
Criado informalmente em uma campanha de marketing, o dia do sexo é comemorado no Brasil no dia 6 de setembro e coloca em pauta um dos grandes tabus da sociedade moderna: a sexualidade. Dentro das perspectivas da arquitetura e da cidade, a imoralidade vinculada à prática sexual, principalmente remunerada, impacta amplamente na nossa sociedade, refletindo em questões territoriais.
Se por um lado é moralmente pecaminoso, proibido e impuro, por outro, o sexo, a sexualidade e o prazer fazem parte da fisiologia humana. A prostituição é a pratica profissional mais antiga de que se tem registro na sociedade, desempenhando um papel fundamental nas nossas sociedades e também no território, na organização espacial e na dinâmica das cidades. Assim como na sociedade moderna a sexualidade foi marginalizada, nas cidades suas atividades acabaram por ocupar espaços segregados.
Shibam, a Manhattan do Deserto, uma cidade de tijolo de barro de 500 anos no leste do Iêmen. Fotografia de Don Whitebread. Imagem via Shutterstock
O impacto da construção na atual crise climática é preocupante - entre a produção de materiais, a execução e o funcionamento de edifícios, o setor é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as populações urbanas estão crescendo a taxas históricas e na produção de grandes cidades, importantes consumidoras de energia, parece que a redução do impacto do mercado se resume a pequenos interesses e iniciativas pessoais em vez de grandes ações nos âmbitos universitário, profissional ou político.
A história nos ensinou muitas técnicas de construção e usos de materiais locais que conseguiram ser sustentáveis ao longo do tempo. O uso eficiente de recursos que não precisam ser transformados por grandes etapas de processamento industrial e que eliminam a necessidade de longos transportes. Em alguns casos, no final de sua vida útil, eles podem até ser devolvidos ao meio ambiente, como o adobe e a madeira. Em outros casos, até se pode considerar recuperá-los como lixo e resíduos recicláveis gerados no próprio local. É possível desenvolver projetos de baixo impacto ambiental e adaptá-los aos contextos urbanos densos? É este o caminho futuro para os materiais de construção?
Batlleiroig é um escritório de arquitetura sediado na cidade de Barcelona, cujo extenso de portfólio abrange projetos urbanos, paisagismo, edificações e design de interiores. Conversamos com Joan Batlle Blay, Arquiteto e paisagista, sócio do escritório, sobre as inovações e desafios em sua obra. Ele aponta que, “Em nosso escritório consideramos que P + D (pesquisa e desenvolvimento) é a principal ferramenta para inovar e transformar nosso método de trabalho em uma crença absoluta para o planeta.” Veja a entrevista na íntegra a seguir:
O mercado imobiliário e a demanda habitacional diminui cada vez mais a área dos apartamentos. Além disso, nem sempre a planta traz uma solução funcional e confortável para seus moradores, desafiando os arquitetos a pensarem formas de converter essa situação em algo favorável. Aqui, selecionamos trinta e cinco projetos brasileiros que lidam bem com a pequena escala e servem como referência no momento de enfrentar este desafio.
A escolha de Lacaton & Vassal para receber o Prêmio Pritzker de 2021 foi, acima de tudo, emblemática. Sob o mantra “nunca demolir, nunca remover ou substituir, sempre adicionar, transformar e reutilizar”, a dupla francesa construiu uma carreira focada em reformar edificações, dotando-as de qualidade espacial, eficiência e novos programas. Sua abordagem contrasta com grande parte das arquiteturas que estamos acostumados a prestigiar: obras icônicas, imponentes e grandiosas. Também, com a noção da tabula rasa, de construir e reconstruir do zero, tão bem representada na Ville Radieuse de Le Corbusier, e que tem fascinado arquitetos e urbanistas desde então.
Seja por conta das demandas de sustentabilidade em voga atualmente, ou simplesmente por já existirem construções o suficiente em muitas partes do mundo, o ofício de reabilitar espaços e edificações tem sido visto como importante motor de mudanças. O foco é, geralmente, centrar os esforços nos espaços interiores, dando especial atenção à qualidade ambiental e ao conforto dos habitantes, além de adequar os usos às demandas contemporâneas. A principal questão gira em torno de que forma atualizar (e até automatizar) os edifícios do passado para se adaptarem às novas necessidades de eficiência, sustentabilidade e bem-estar.
Planejar mobilidade urbana vai além de projetos pontuais, de ciclovias ou reestruturação de vias, (que são extremamente importantes, mas não suficientes). Uma cidade com um bom padrão de mobilidade deve viabilizar que a população realize os deslocamentos necessários para desenvolver suas atividades de forma eficiente, segura e agradável. Mas o planejamento de mobilidade precisa atender às necessidades de toda a diversidade de usuários da cidade.
Ampliar os deslocamentos a pé e por bicicleta é altamente desejável por vários motivos, por questões de saúde (uma população que pratica exercício é mais saudável); por questões econômicas individuais (são mais baratos); mas principalmente por questões ambientais e pela eficiência sob o ponto de vista de uso do espaço. Modos ativos de deslocamento contribuem para a qualidade do espaço urbano (uma região com pedestres e ciclistas é mais viva, mais agradável).
Em 1792, o presidente dos Estados Unidos da época, George Washington, organizou um concurso para projetar a casa presidencial. A proposta do arquiteto James Hoban foi a vencedora, uma mansão neoclássica que hoje conhecemos como Casa Branca, ficando gravada no imaginário coletivo dos Estados Unidos.
A proposta consistia em levar para Dubai em um galpão modular composto por uma malha de elementos de madeira, originalmente construído no Chile em meados do século XX. Na altura da sua apresentação oficial em 2019, os arquitetos definiram o projecto como "uma marca primitiva no solo, como as tribos nómadas o fazem há séculos neste deserto agora globalizado [Dubai]. Esta dimensão física e cultural é necessária para adaptar o pavilhão como um espaço amigável e austero."
Muitas vezes nos deparamos com projetos nos quais precisamos combinar uma série de usos em um só lugar, ou ainda, garantir a integração de espaços, sem comprometer ventilação e iluminação natural. Para este propósito, é interessante pensar em aproveitar cada centímetro do espaço disponível de maneira otimizada e criativa. Reunimos a seguir nove projetos de interiores brasileiros que enfrentam problemas diferentes e chegam em soluções interessantes que dão identidade ao projeto.
O Concurso Provincial de Ideias “Faro Verde”, organizado pelo Colégio de Arquitetos da Província de Buenos Aires/Distrito 8 (CAPBA) e promovido pela empresa BAHMS S.A, integrante do Grupo Faro Verde, buscava propostas de ideias para um novo edifício de habitação, escritórios, comércio e garagens a ser construído na cidade de Tandil, Província de Buenos Aires, Argentina.
O júri concedeu o primeiro prêmio aos/às arquitetos/as autores/as María Cristina Carasatorre e Luis Federico Risso, em conjunto com os/as colaboradores/as arquitetos/as Emilio Beilinson, Enrique Nakano e María Sol Villaverde, e com a assessoria estrutural do engenheiro Alejandro Nico. Confira o projeto a seguir.
Zuccardi Valle de Uco em Mendoza, Argentina, foi eleita pela terceira vez como a melhor vinícola do mundo no ranking World's Best Vineyards. Além do vinho, merece destaque o trabalho na adega realizado pelos arquitetos Tom Hughes, Fernando Raganato e Eugenia Mora. Conheça o projeto a seguir, acompanhado de fotografias do estudio García+Betancourt.
O México Territorio Creativo apresenta a programação da décima terceira edição da Design Week México sob o lema: o design é tudo. O evento será realizado de 6 a 31 de outubro deste ano, contando tanto com as atividades do programa tradicional quanto com as iniciativas digitais adotadas na edição anterior. Além disso, todos os eventos programados seguirão as diretrizes nacionais e internacionais, especialmente as orientações sobre medidas sanitárias do governo da Cidade do México, com o objetivo de preservar a saúde de participantes, público e de todas as pessoas envolvidas na realização das diversas atividades que compõem a programação de 2021.
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Maquete da Slow House. Imagem cortesia de Stewart Hicks
Boas-vindas à Slow House, o primeiro projeto encomendado ao escritório Diller and Scofidio (hoje Diller, Scofidio + Renfro) em Long Island, Nova York. O projeto, com sua silhueta em crescente que evoca uma lesma, foi um marco para o escritório — e para a arquitetura em geral — quando revelado em 1990. No entanto, a casa nunca chegou a ser construída, existindo apenas em seu extenso catálogo de maquetes e desenhos. Neste vídeo, a Slow House é reconstruída digitalmente, analisada e explorada para revelar elementos singulares ocultos em seu projeto que só podem ser percebidos por meio de uma experiência em primeira pessoa. De vistas postergadas de "um milhão de dólares" a transmissões de circuito fechado de TV (CCTV) mostrando a água, passando por dezenas de portas e painéis de compensado móveis, a casa é verdadeiramente uma máquina de ver. E agora, você pode vê-la por conta própria.
Após vencer o concurso para o Museu Munch em 2009, o escritório de arquitetura espanhol Estudio Herreros finalmente concluiu a construção do edifício, que abrirá suas portas em 22 de outubro de 2021. O tão aguardado museu abrigará uma rica coleção do patrimônio e da cultura norueguesa, além de milhares de obras do artista Edvard Munch. O projeto também apresenta um conceito de museu contemporâneo que destaca o papel urbano e a responsabilidade histórica da arquitetura em relação a Oslo e a todo o país.
O escritório Aedas revelou o projeto do Jurong East Integrated Transport Hub, um empreendimento que combina ambiente de trabalho e lazer, localizado em uma vibrante área comercial fora do centro de Singapura. Composto por uma estação de integração de transportes e uma torre de escritórios, além de equipamentos voltados à comunidade, o projeto foi concebido como um catalisador para o surgimento de um segundo distrito financeiro na zona oeste da cidade.
Praça do Pôr do Sol cercada por tapumes. Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Conflitos, disputas e antagonismos são frequentes na dinâmica da vida em sociedade, sendo necessário conciliar diferentes interesses e necessidades da melhor forma possível. Hoje, conflitos urbanos são reduzidos a dois polos. De um lado, aqueles que se opõem a novos projetos, comumente chamados de NIMBYs (acrônimo em inglês “Not In My BackYard”, ou “não no meu quintal”), mas que também podem ser vistos como “defensores do bairro”.
De 24 a 26 de setembro de 2021, será realizada a sétima edição do Open House Madrid, o festival internacional de arquitetura que abre gratuitamente as portas da arquitetura madrilenha com visitas a mais de 100 edifícios e espaços emblemáticos da capital que, em geral, permanecem fechados ao público. Sob o lema “Não sei nem onde vivo”, o objetivo é difundir a cultura arquitetônica, redescobrir a cidade a partir de sua arquitetura e proporcionar uma experiência que permita conhecer e valorizar os espaços que nos cercam.