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Conforto e Sustentabilidade na Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Substituindo cimento por resíduos: economia circular através da tecnologia de polímeros

Ao abordarmos sobre reciclagem de materiais de construção há algumas dificuldades a se enfrentar para um resultado realmente abrangente e efetivo. Primeiramente, uma demolição sem cuidado pode tornar o processo muito complexo, misturando produtos com destinações distintas. Além disso, nem todos os materiais contam com processos realmente eficientes para sua reciclagem ou processamento como um outro produto. Muitos ainda são caros ou complexos demais. Mas a indústria da construção, sendo uma enorme contribuidora para a produção de resíduos e a emissão de gases do efeito estufa, também tem desenvolvido múltiplas novas tecnologias para melhorar suas práticas. É o caso do projeto WOOL2LOOP, que busca resolver um dos maiores desafios na utilização de resíduos de construção e demolição com uma abordagem de circularidade.

O edifício mais sustentável é o que já está construído: espaços polivalentes e saudáveis

O edifício mais sustentável é o que já está construído: espaços polivalentes e saudáveis - Imagem de Destaque
This Once-Abandoned Chinese Cloth Factory Was Refurbished Into a Thriving Cultural Center by O-Office. Image © Laurian Ghinitoiu

A teoria da seleção natural de Charles Darwin buscava explicar a origem e a sobrevivência das espécies no Planeta. Em suma, aponta que o organismo mais apto sobrevive e pode reproduzir-se, perpetuando as variações úteis a cada espécie em determinado local. A adaptação é, portanto, uma característica que favorece a sobrevivência dos indivíduos em um contexto. No mundo da construção poderíamos traçar alguns paralelos. Seria a adaptação uma qualidade realmente importante para acrescer a vida útil e a eficiência de uma edificação ao longo do tempo, considerando as mudanças e demandas da sociedade, bem como as tecnologias e os estilos de vida?

O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé?

A política do Carbono Zero tem como intuito criar uma espécie de balança ecológica para neutralizar a emissão de gases do efeito estufa. Diversos estudos relatam que o setor da construção civil é um um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio no qual nos encontramos atualmente, afinal, consome recursos naturais em escala gigantesca e ainda constrói edifícios que não colaboram com a manutenção do meio ambiente. Sendo assim, buscar por caminhos para uma arquitetura neutra em carbono se tornou fundamental e um deles está em aprender com mestres do passado, como o arquiteto brasileiro João Filgueiras Lima, o Lelé.

O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé? - Image 1 of 4O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé? - Image 2 of 4O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé? - Image 3 of 4O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé? - Image 4 of 4O que podemos aprender sobre Carbono Zero com a obra de Lelé? - Mais Imagens+ 8

A construção "off-site" pode mudar radicalmente as regras do projeto de arquitetura

A popularidade de casas pré-projetadas e pré-fabricadas vem crescendo, transferindo grande parte do processo de construção do canteiro de obras para as fábricas. Enquanto países como Cingapura, Austrália e Reino Unido estão adotando cada vez mais edifícios modulares para atender à escassez de mão de obra e moradias, países nórdicos como a Suécia já constroem 90% das residências unifamiliares em madeira pré-fabricada. Apesar do recente aumento de interesse, a construção off-site não é, de forma alguma, um conceito novo. Na verdade, o método construtivo esteve presente ao longo da história em muitas tentativas de consolidar seu uso: ainda em 43 DC, o exército romano trouxe consigo fortes pré-fabricados para a Grã-Bretanha, enquanto o Japão já vinha construindo em madeira off-site e partes móveis em pré-montagens por pelo menos mil anos.

Como os vidros com resistência ao fogo podem salvar vidas sem comprometer o projeto

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Embora o vidro seja geralmente apontado como a parte mais frágil de um edifício, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e as contínuas inovações do setor, há vidros que, mesmo permitindo a entrada de luz natural em um ambiente, podem proteger o edifício das chamas. Além do fogo, existem também outras ameaças, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, que colocam em risco a evacuação segura de pessoas e a proteção de bens.

Como projetar uma acústica perfeita em pisos, tetos e paredes

À medida que nossas cidades se densificam e os tipos de edifícios se tornam cada vez mais mistos, tendemos a passar muito tempo em ambientes barulhentos. Quando falamos em conforto acústico, raramente pensamos em lugares como restaurantes, casas de show e grandes escritórios; locais com muitas pessoas, máquinas e ruído de fundo. A qualidade do som pode mudar totalmente a experiência das pessoas em um espaço interior, e melhorar a qualidade acústica do espaço depende do tratamento de todas as superfícies, desde paredes a tetos e pisos. Neste artigo, apresentaremos uma variedade de soluções para tetos, pisos e paredes, suas diferentes combinações, e um guia simples de como aplicá-las corretamente em espaços públicos sem comprometer a estética do interior.

Multi Comfort: conheça os vencedores da 16ª edição do Concurso Internacional de Estudantes da Saint-Gobain

A Saint-Gobain anunciou os resultados da 16ª edição do Multi Comfort Student Contest internacional. Este ano, o desafio foi converter a área pós-industrial da empresa Coignet em Saint-Denis (França) num espaço de vivência, aprendizagem e lazer no seio de um grande espaço verde, respeitando o patrimônio histórico e as necessidades de desenvolvimento sustentável de bairros modernos, em colaboração com a cidade de Saint-Denis.

Saiba mais sobre os três principais projetos vencedores abaixo.

Fim do desperdício: dez maneiras de incorporar a economia circular em um projeto arquitetônico

Uma economia circular é um sistema econômico que visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos. Olhando para além do atual modelo industrial extrativo de coleta e descarte, uma economia circular visa redefinir o crescimento, com foco em benefícios positivos para toda a sociedade. Implica desvincular gradualmente a atividade econômica do consumo de recursos finitos e projetar os resíduos para fora do sistema. Apoiado por uma transição para fontes de energia renováveis, o modelo circular constrói capital econômico, natural e social.

É baseado em três princípios:

  • Eliminar o desperdício e a poluição.
  • Manter os produtos e materiais em uso.
  • Regenerar sistemas naturais.

Acústica mal projetada em salas de aula prejudica o desempenho e o bem estar dos alunos e professores

Poucas coisas irritam mais que a exposição a ruídos excessivos, por longos períodos de tempo ou a incapacidade de entender o que precisamos ouvir. Seja uma obra próxima, o tráfego de uma rodovia, o ar condicionado ou o vizinho aprendendo saxofone, pesquisas mostram que ruídos podem contribuir para doenças cardiovasculares, aumento de pressão, dores de cabeça, alterações hormonais, distúrbios no sono, redução no desempenho físico e mental e a redução do bem-estar. Por outro lado, em um ambiente acusticamente "confortável", além de ouvirmos o que desejamos, nos concentramos melhor e nos sentimos mais calmos.

A preocupação com a criação de ambientes acusticamente confortáveis é geralmente relegada a cinemas, salas de concertos e estúdios de gravação. Mas é particularmente importante em ambientes de aprendizado, como salas de aulas, já que influencia diretamente na relação ensino-aprendizagem. O desconforto acústico pode prejudicar o processo de aquisição de conhecimento, interferindo na atenção e piorando a comunicação entre aluno e professor.

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Conforto e Sustentabilidade na Arquitetura: Tendências 2021

Pouco antes do início dos bloqueios globais em resposta à disseminação da COVID-19, nos reunimos com especialistas da Saint Gobain em sua nova sede em Paris para discutir uma extensa investigação conduzida em 2019, com o objetivo de compreender as transformações que a arquitetura e construção experienciou nos últimos anos. Após uma interessante troca de ideias, escolhemos os temas mais relevantes para serem analisados em profundidade por nossa equipe de editores, resultando em uma série de artigos que combinaram as tendências identificadas com os acontecimentos inesperados ocorridos durante 2020, conectando-os diretamente ao projeto arquitetônico.

Agora, entrando em um 2021 incerto e promissor, paramos e relemos esses artigos com atenção. Quantas dessas tendências ainda são válidas e quanto elas evoluíram? Que novas tendências provavelmente surgirão nos próximos anos?

Acústica: por que os arquitetos não deveriam deixar tudo para os consultores

Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas densas. Restaurantes, lojas, hotéis ou escritórios desconfortavelmente barulhentos são suficientes para manter os clientes afastados. Ao planejar uma reunião ou mesmo sair à noite com amigos, estamos conscientes de selecionar um local onde possamos nos concentrar e ouvir um ao outro. Quanto mais barulhento fica nosso mundo, mais difícil é nos concentramos nos sons que realmente queremos ouvir.

Desde o começo dos tempos, nossos ouvidos nos alertaram sobre o perigo que se aproxima. Enquanto sua função permanece a mesma, os perigos de hoje são diferentes do que eram no passado. Sons indesejados podem ter efeitos graves para a saúde, tais como: perda auditiva, pressão alta, dores de cabeça, alterações hormonais, doenças psicossomáticas, distúrbios do sono, redução do desempenho físico e mental, reações de estresse, agressividade, sentimentos constantes de desprazer e redução geral bem-estar. Com essa lista de efeitos colaterais, seria tolice deixar o conforto acústico de nossos espaços apenas para consultores. Quando os arquitetos tem a consciência do conforto acústico, o resultado final pode ser extraordinário.

Quais são as megatendências que estão remodelando o campo da arquitetura e a indústria da construção?

Antes da pandemia, o mundo já enfrentava uma série de transformações globais no campo da construção, e os países emergentes estavam na vanguarda de uma poderosa mudança econômica. Como a população mundial deve atingir a marca de 10 bilhões de pessoas antes de 2100, o setor de construção deve ser capaz de entender e se adaptar às tendências que estão remodelando o globo.

Questão urgente: 10 estratégias para descarbonizar a arquitetura

O conceito de “descarbonização” esteve em voga recentemente em discursos políticos e eventos ambientais globais, mas ainda não ganhou atenção suficiente no campo da arquitetura para mudar profundamente a maneira como projetamos e construímos. Atualmente, os edifícios são responsáveis por 33% do consumo global de energia e 39% das emissões de gases de efeito estufa, o que indica que os arquitetos devem desempenhar um papel significativo se quisermos parar ou reverter as mudanças climáticas. Com o carbono agindo como uma métrica universalmente acordada em que as emissões de gases de efeito estufa de um edifício podem ser rastreadas [1], uma das maneiras mais importantes pelas quais esse objetivo pode ser alcançado é, portanto, a descarbonização dos edifícios.

Como transformar um ambiente interno poluído em um lar saudável

Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.

Como podemos reduzir a emissão de carbono em projetos de arquitetura?

Estima-se que, desde a década de 70, as demandas de recursos do estilo de vida atual da sociedade excedam a capacidade biológica do planeta para atendê-las. Ou seja, estamos retirando e poluindo a natureza mais do que ela pode se recuperar naturalmente. Segundo o Banco Mundial, se a população mundial chegar mesmo ao número projetado de 9,6 bilhões de pessoas em 2050, serão necessários quase três Planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade.

Diariamente uma quantidade enorme de dióxido de carbono é liberada na atmosfera, através da indústria, transporte, da queima de combustíveis fósseis e até mesmo pela respiração de plantas e seres vivos. À medida que as consequências das mudanças climáticas se tornam mais claras, tanto os governos quanto as empresas do setor privado vêm estabelecendo metas para as reduções de emissões de carbono. O dióxido de carbono é apontado como o principal gás do efeito estufa, e sua alta concentração na atmosfera leva à poluição do ar, chuvas ácidas, entre outras consequências.

Projetar visando a boa qualidade do ar pode determinar o resultado de uma reunião

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Os seres humanos podem sobreviver 30 dias sem comer, 3 dias sem beber, mas apenas 3 minutos sem respirar. Naturalmente, a nossa necessidade de ar é constante, dependemos dele em todos os momentos, tanto em ambientes internos como externos, embora muitas vezes este seja menos limpo do que o esperado. Odores desagradáveis nos alertam para um ar ruim, mas muitas substâncias irritantes e gases insalubres não são facilmente detectáveis pelo cheiro embora ainda afetem nossa saúde. Os cheiros são o sinal mais óbvio, pois são conscientemente percebidos pelo cérebro e pelo sistema nervoso, permitindo-nos fazer julgamentos sobre o nosso ambiente.

Saiba mais sobre as origens da má qualidade do ar interior, a importância de abordá-la dentro do ambiente construído e como projetar almejando conforto e uma boa qualidade do ar interior.

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Cones de argila funcionam como um ar condicionado sem energia elétrica

Esta instalação é uma tentativa feita sob medida para simplificar e reinterpretar o conceito de ar condicionado, entendendo que as soluções padronizadas podem não ser universalmente aplicáveis, dadas as restrições de custo e entorno. Usando tecnologias computacionais, a equipe do Ant Studio reinterpretou as técnicas tradicionais de refrigeração evaporativa para construir um protótipo de cones de argila cilíndrica, cada um com um design e tamanho personalizados.

14 salas de concertos: uma combinação perfeita entre acústica e estética

Quando pensamos em uma combinação perfeita entre acústica e bons projetos, isso pode não ser tão fácil quanto parece. Uma série de decisões técnicas para tornar um espaço interior acusticamente eficiente - e para alcançar sua finalidade programática corretamente - pode fazer com que algumas das intenções projetuais do arquiteto diminuam e sejam substituídas por painéis padrão e pré-fabricados.

Neste artigo, apresentamos uma seleção de projetos de arquitetura capazes de criar um impacto visual memorável, bem como uma solução interior impecável para a acústica. Estes são os nossos 14 locais favoritos de música que fascinam por dentro e por fora.

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