O mercado imobiliário e a demanda habitacional diminui cada vez mais a área dos apartamentos. Além disso, nem sempre a planta traz uma solução funcional e confortável para seus moradores, desafiando os arquitetos a pensarem formas de converter essa situação em algo favorável. Aqui, selecionamos trinta e cinco projetos brasileiros que lidam bem com a pequena escala e servem como referência no momento de enfrentar este desafio.
A escolha de Lacaton & Vassal para receber o Prêmio Pritzker de 2021 foi, acima de tudo, emblemática. Sob o mantra “nunca demolir, nunca remover ou substituir, sempre adicionar, transformar e reutilizar”, a dupla francesa construiu uma carreira focada em reformar edificações, dotando-as de qualidade espacial, eficiência e novos programas. Sua abordagem contrasta com grande parte das arquiteturas que estamos acostumados a prestigiar: obras icônicas, imponentes e grandiosas. Também, com a noção da tabula rasa, de construir e reconstruir do zero, tão bem representada na Ville Radieuse de Le Corbusier, e que tem fascinado arquitetos e urbanistas desde então.
Seja por conta das demandas de sustentabilidade em voga atualmente, ou simplesmente por já existirem construções o suficiente em muitas partes do mundo, o ofício de reabilitar espaços e edificações tem sido visto como importante motor de mudanças. O foco é, geralmente, centrar os esforços nos espaços interiores, dando especial atenção à qualidade ambiental e ao conforto dos habitantes, além de adequar os usos às demandas contemporâneas. A principal questão gira em torno de que forma atualizar (e até automatizar) os edifícios do passado para se adaptarem às novas necessidades de eficiência, sustentabilidade e bem-estar.
Planejar mobilidade urbana vai além de projetos pontuais, de ciclovias ou reestruturação de vias, (que são extremamente importantes, mas não suficientes). Uma cidade com um bom padrão de mobilidade deve viabilizar que a população realize os deslocamentos necessários para desenvolver suas atividades de forma eficiente, segura e agradável. Mas o planejamento de mobilidade precisa atender às necessidades de toda a diversidade de usuários da cidade.
Ampliar os deslocamentos a pé e por bicicleta é altamente desejável por vários motivos, por questões de saúde (uma população que pratica exercício é mais saudável); por questões econômicas individuais (são mais baratos); mas principalmente por questões ambientais e pela eficiência sob o ponto de vista de uso do espaço. Modos ativos de deslocamento contribuem para a qualidade do espaço urbano (uma região com pedestres e ciclistas é mais viva, mais agradável).
Em 1792, o presidente dos Estados Unidos da época, George Washington, organizou um concurso para projetar a casa presidencial. A proposta do arquiteto James Hoban foi a vencedora, uma mansão neoclássica que hoje conhecemos como Casa Branca, ficando gravada no imaginário coletivo dos Estados Unidos.
A proposta consistia em levar para Dubai em um galpão modular composto por uma malha de elementos de madeira, originalmente construído no Chile em meados do século XX. Na altura da sua apresentação oficial em 2019, os arquitetos definiram o projecto como "uma marca primitiva no solo, como as tribos nómadas o fazem há séculos neste deserto agora globalizado [Dubai]. Esta dimensão física e cultural é necessária para adaptar o pavilhão como um espaço amigável e austero."
Muitas vezes nos deparamos com projetos nos quais precisamos combinar uma série de usos em um só lugar, ou ainda, garantir a integração de espaços, sem comprometer ventilação e iluminação natural. Para este propósito, é interessante pensar em aproveitar cada centímetro do espaço disponível de maneira otimizada e criativa. Reunimos a seguir nove projetos de interiores brasileiros que enfrentam problemas diferentes e chegam em soluções interessantes que dão identidade ao projeto.
O Concurso Provincial de Ideias “Faro Verde”, organizado pelo Colégio de Arquitetos da Província de Buenos Aires/Distrito 8 (CAPBA) e promovido pela empresa BAHMS S.A, integrante do Grupo Faro Verde, buscava propostas de ideias para um novo edifício de habitação, escritórios, comércio e garagens a ser construído na cidade de Tandil, Província de Buenos Aires, Argentina.
O júri concedeu o primeiro prêmio aos/às arquitetos/as autores/as María Cristina Carasatorre e Luis Federico Risso, em conjunto com os/as colaboradores/as arquitetos/as Emilio Beilinson, Enrique Nakano e María Sol Villaverde, e com a assessoria estrutural do engenheiro Alejandro Nico. Confira o projeto a seguir.
Zuccardi Valle de Uco em Mendoza, Argentina, foi eleita pela terceira vez como a melhor vinícola do mundo no ranking World's Best Vineyards. Além do vinho, merece destaque o trabalho na adega realizado pelos arquitetos Tom Hughes, Fernando Raganato e Eugenia Mora. Conheça o projeto a seguir, acompanhado de fotografias do estudio García+Betancourt.
O México Territorio Creativo apresenta a programação da décima terceira edição da Design Week México sob o lema: o design é tudo. O evento será realizado de 6 a 31 de outubro deste ano, contando tanto com as atividades do programa tradicional quanto com as iniciativas digitais adotadas na edição anterior. Além disso, todos os eventos programados seguirão as diretrizes nacionais e internacionais, especialmente as orientações sobre medidas sanitárias do governo da Cidade do México, com o objetivo de preservar a saúde de participantes, público e de todas as pessoas envolvidas na realização das diversas atividades que compõem a programação de 2021.
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Maquete da Slow House. Imagem cortesia de Stewart Hicks
Boas-vindas à Slow House, o primeiro projeto encomendado ao escritório Diller and Scofidio (hoje Diller, Scofidio + Renfro) em Long Island, Nova York. O projeto, com sua silhueta em crescente que evoca uma lesma, foi um marco para o escritório — e para a arquitetura em geral — quando revelado em 1990. No entanto, a casa nunca chegou a ser construída, existindo apenas em seu extenso catálogo de maquetes e desenhos. Neste vídeo, a Slow House é reconstruída digitalmente, analisada e explorada para revelar elementos singulares ocultos em seu projeto que só podem ser percebidos por meio de uma experiência em primeira pessoa. De vistas postergadas de "um milhão de dólares" a transmissões de circuito fechado de TV (CCTV) mostrando a água, passando por dezenas de portas e painéis de compensado móveis, a casa é verdadeiramente uma máquina de ver. E agora, você pode vê-la por conta própria.
Após vencer o concurso para o Museu Munch em 2009, o escritório de arquitetura espanhol Estudio Herreros finalmente concluiu a construção do edifício, que abrirá suas portas em 22 de outubro de 2021. O tão aguardado museu abrigará uma rica coleção do patrimônio e da cultura norueguesa, além de milhares de obras do artista Edvard Munch. O projeto também apresenta um conceito de museu contemporâneo que destaca o papel urbano e a responsabilidade histórica da arquitetura em relação a Oslo e a todo o país.
O escritório Aedas revelou o projeto do Jurong East Integrated Transport Hub, um empreendimento que combina ambiente de trabalho e lazer, localizado em uma vibrante área comercial fora do centro de Singapura. Composto por uma estação de integração de transportes e uma torre de escritórios, além de equipamentos voltados à comunidade, o projeto foi concebido como um catalisador para o surgimento de um segundo distrito financeiro na zona oeste da cidade.
Praça do Pôr do Sol cercada por tapumes. Foto: Daniel Teixeira / Estadão
Conflitos, disputas e antagonismos são frequentes na dinâmica da vida em sociedade, sendo necessário conciliar diferentes interesses e necessidades da melhor forma possível. Hoje, conflitos urbanos são reduzidos a dois polos. De um lado, aqueles que se opõem a novos projetos, comumente chamados de NIMBYs (acrônimo em inglês “Not In My BackYard”, ou “não no meu quintal”), mas que também podem ser vistos como “defensores do bairro”.
De 24 a 26 de setembro de 2021, será realizada a sétima edição do Open House Madrid, o festival internacional de arquitetura que abre gratuitamente as portas da arquitetura madrilenha com visitas a mais de 100 edifícios e espaços emblemáticos da capital que, em geral, permanecem fechados ao público. Sob o lema “Não sei nem onde vivo”, o objetivo é difundir a cultura arquitetônica, redescobrir a cidade a partir de sua arquitetura e proporcionar uma experiência que permita conhecer e valorizar os espaços que nos cercam.
Nesta reedição, o autor Mark Alan Hewitt discute as maquetes e sua relevância. "Para quem teve a sorte de crescer nas décadas de 1950 e 1960, as maquetes eram a grande sensação — e não apenas as do tipo que essa expressão costuma sugerir", afirma ele. Recuperando a trajetória das maquetes realistas dos anos 1970, semelhantes às renderizações virtuais atuais, este ensaio reconstitui a sua história e a dos artistas que as produziram.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130703/o-fascinio-e-a-importancia-das-maquetesMark Alan Hewitt
A quarta edição da Bienal de Arquitetura de Chicago abriu ao público no dia 17 de setembro apresentando uma série de 15 intervenções site-specific espalhadas pela cidade que exploram ideias de espaço compartilhado e trabalho coletivo, sob a frase “quem pode participar do projeto da cidade". Liderada pelo diretor artístico David Brown, a edição deste ano, operando sob o tema The Available City, pretende destacar o potencial das áreas urbanas vagas como espaços coletivos por meio de intervenções desenvolvidas em estreita colaboração com a comunidade local. Ao mesmo tempo, o evento ressalta o potencial para “novas possibilidades imediatas” e ilustra o impacto significativo de pequenos gestos urbanos.
Boston City Hall . Imagem Cortesia de Utile and Reed Hilderbrand
“A demolição é um desperdício em todos os sentidos—um desperdício de energia, de materiais e também da nossa memória coletiva”, disse a arquiteta vencedora do Pritzker Anne Lacaton. Ao longo dos últimos anos, porém, a reciclagem de antigas estruturas e o reuso adaptativo de edifícios obsoletos se tornaram onipresentes no discurso arquitetônico contemporâneo, à medida que os profissionais estão se tornando mais conscientes sobre questões relativas aos resíduos, a exploração de recursos naturais e a pegada de carbono na industria da construção civil. Ainda assim, a prática de renovação e adaptação de estruturas existentes carece de consistência, especialmente quando tratamos de edifícios do pós-guerra. A seguir, procuramos analisar alguns dos muitos desafios e oportunidades dos projetos de renovação e reutilização de edifícios construídos durante a segunda metade do século XX, destacando como algumas destas estratégias podem desempenhar um papel significativo para minimizar o impacto da construção civil no agravamento da crise climática e na busca por construir cidades mais equilibras, ao mesmo tempo em que recupera importantes estruturas e lugares de memória.
Quando olhamos para a arquitetura africana, vemos a diversidade arquitetônica de um continente moldado em sua forma atual, por uma combinação de fatores internos e externos. Ao analisar a arquitetura africana, há também uma tendência de certas regiões terem precedência sobre outras partes do continente. As obras modernistas tropicais de Maxwell Fry e Jane Drew em Gana e na Nigéria, por exemplo, são extremamente bem documentadas. Assim como a arquitetura da era colonial extremamente bem preservada da capital da Eritreia, Asmara. No entanto, parecem haver partes do continente que “escapam do radar” nas conversas sobre arquitetura africana — assim o livro Architectural Guide: Subsaharan Africaé uma adição bem-vinda aos estudos da arquitetura africana.
A instalação temporária L’Arc de Triomphe, Wrapped, de Christo e Jeanne-Claude, abriu ao público em 18 de setembro. Vinte e cinco mil metros quadrados de tecido reciclável azul-prateado, amarrados por 3 mil metros de corda vermelha, recobrem o marco parisiense, transformando o cenário urbano. O fotógrafo Jad Sylla registrou a instalação concluída.
“Calles compartidas” (“Ruas compartilhadas”), o projeto do Laboratório de Inovação Urbana Ciudad Emergente, foi reconhecido no prêmio Scroll of Honour pelo impacto urbano da transformação de algumas ruas de Santiago, no Chile, em espaços de encontro capazes de reduzir consideravelmente a pegada de carbono da cidade. A iniciativa da ONU-Habitat busca incentivar o trabalho de quem se dedica a inovar no campo do desenvolvimento urbano sustentável. Nesta edição, as 80 candidaturas foram avaliadas com base em suas respostas à crise gerada pela pandemia atual e em relação ao tema do Dia Mundial do Habitat 2021, "Acelerar a ação urbana para um mundo livre de carbono", bem como por seu potencial de replicabilidade em diferentes cidades ao redor do mundo. Conheça, a seguir, os cinco vencedores que se destacaram pela resiliência, sustentabilidade e inclusão de suas propostas.
Indian Institute of Management, Bangalore, foto de Vinay Panjwani. Imagem cortesia de Vitra Design Museum
A pandemia da COVID-19 representa um momento de ruptura para o nosso mundo e deve impulsionar transformações profundas no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas mudanças — abordando também questões como as mudanças climáticas, a desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias do campo da arquitetura, do design, do planejamento urbano e do pensamento contemporâneo, propondo soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
Edificio ZETA en Buenos Aires, diseñado por ODA. Image Cortesía de ODA
ODA, escritório de arquitetura sediado em Nova York, apresentou recentemente o projeto do Paseo Gigena, um antigo estacionamento que será transformado em um empreendimento de uso misto com parque público em Buenos Aires. Ao mesmo tempo, anunciou que já iniciou a construção de seu primeiro projeto residencial na mesma cidade: o edifício ZETA.
Localizado no bairro de Belgrano, ao lado da arquitetura moderna da Universidad de Belgrano e em frente à mansão histórica que abriga a Embaixada da Austrália, o futuro edifício de 126 unidades pretende "reimaginar a linguagem dos edifícios residenciais de Buenos Aires", segundo os/as arquitetos/as.
A JKP Jaeger Kahlen Partner oferece serviços de projeto arquitetônico para clientes globais. Os sócios da empresa, Johannes Jaeger e Peter Jaeger, lideraram em diversas ocasiões o projeto e o gerenciamento de obras de edifícios de renome internacional. A gama de projetos abrange sedes corporativas, escritórios comerciais, complexos de uso misto e residenciais, instalações culturais e renovações de patrimônios históricos. A JKP acredita firmemente que o design e os serviços de excelência geram um valor excepcional para os clientes. Focamos no desenvolvimento de espaços centrados nas pessoas, e nossas obras são reconhecidas por suas fachadas modernistas singulares, tornando-se marcos nas cidades.
Visando reduzir as emissões de carbono da Suécia produzidas pela indústria florestal, Anders Berensson Architects propuseram construir a maior estrutura de madeira do mundo, intitulada Banco de Norrland. O projeto visa armazenar um ano de produção de madeira – e seu equivalente em dióxido de carbono –, garantindo a continuidade das indústrias de construção e manufatura suecas, independentemente do clima e do consumo.