Um ícone na arquitetura e no design carrega um amplo nível de reconhecimento, admiração e originalidade, seja uma edificação famosa, uma obra de arte ou uma peça de mobiliário popular. Contudo, ele também deve ser capaz de se manter relevante ao longo dos anos e nunca sair de moda, atraindo constantemente o público sem precisar se reinventar por completo. Em uma era dominada pelas redes sociais e pela busca por gratificação instantânea, a indústria do design tornou-se mais voltada a tendências do que nunca, gerando produtos que desaparecem tão rápido quanto surgem. É precisamente aí que reside o valor da atemporalidade: produtos funcionais clássicos, de alta qualidade e durabilidade raramente se tornam obsoletos.
Com sua ampla gama de produtos e serviços, SPLACES da Interstuhl oferece mais espaço no ambiente e a solução certa para cada novo contexto de trabalho. Imagem cortesia de Interstuhl
O SPLACES reúne os produtos e serviços da Interstuhl para criar ambientes de trabalho estéticos, funcionais e flexíveis.
O OMA / Reinier de Graaf, em parceria com o Buro Happold, acaba de divulgar novas imagens de seu projeto para o Distrito de Saúde Al Daayan de Doha, Catar. O projeto procura combinar todo o “potencial da modularidade, pré-fabricação e automação na arquitetura com as novas tecnologias que rapidamente estão transformando as ciências médicas no mundo hoje”. Implantado em um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, o novo Distrito de Saúde Al Daayan está composto por uma série de edifícios modulares—os quais serão totalmente pré-fabricadas e montados no local. Além da estrutura do Centro de Saúde, o Distrito contará ainda com um ampla área de cultivo de plantas medicinais, vegetais e hortaliças, os quais serão utilizados tanto para a produção de alimentos quanto para a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, e finalmente um centro de produção de energia solar, o qual permitirá que o distrito funcione de forma autônoma e independente.
Concebidos com o objetivo de aproveitar ao máximo o espaço, os móveis embutidos se tornaram cada vez mais populares como uma forma prática de atender às necessidades domésticas. A capacidade de adaptação ao espaço arquitetônico lhes permite, através de diferentes configurações ou materialidades, satisfazer diversos usos e funções e ser integrados à arquitetura. Entretanto, pode ser interessante nos fazermos a pergunta: este tipo de mobiliário é o que se adapta aos espaços residuais de nossas casas ou pode se tornar o protagonista e gerador dos espaços que projetamos?
À medida que as cidades crescem em dimensão e número de habitantes, chegando a abrigar 60% da população mundial, as Nações Unidas criaram o “Dia Mundial das Cidades”, celebrado em 31 de outubro, como uma oportunidade para debater a urbanização global, seus desafios, oportunidades e soluções. Este ano, o mote foi “Adaptando as Cidades para a Resiliência Climática” – uma iniciativa para discutir a crise climática e suas repercussões no ambiente construído.
Compreendendo a importância de pensar a cidade, reunimos aqui artigos publicados pelos editores do ArchDaily que oferecem ferramentas e diretrizes de planejamento, abordam os diferentes componentes do espaço urbano e destacam questões e respostas contextuais em todo o mundo.
A União Europeia pretende alcançar a neutralidade climática até 2050. Isso exigirá a descarbonização em todos os setores da economia, com a construção civil desempenhando um papel fundamental. O setor responde por cerca de 40% das emissões globais de CO2, e a produção de aço e concreto, especificamente, consome enormes quantidades de energia. Diante disso, é necessária uma mudança de paradigma para substituir esses materiais de construção e mitigar seu impacto ambiental. Nesse cenário, os materiais de construção naturais e renováveis desempenham um papel crucial.
Se você ainda não assistiu a Respect, recomendo fortemente. A cinebiografia dirigida por Liesl Tommy sobre a vida da cantora norte-americana Aretha Franklin nos transporta visualmente de volta aos anos 1960 por meio de um trabalho cenográfico impecável. Aqui, a designer de produção Ina Mayhew teve a tarefa de criar uma série de locações onde as paletas de cores sem dúvida evocam muito mais do que emoções: sua casa suburbana de infância em Detroit, os vibrantes clubes de jazz de Nova York, seu luxuoso apartamento no Upper West Side e, por fim, sua residência ultramoderna em Los Angeles.
A casa original é para onde retornamos em tempos de crise. Ela é uma ficção móvel, quase como uma utopia invertida. O espelho perfeito do futuro inalcançável, não porque é passado, mas porque é um ponto de partida criado para dar sentido a esse mesmo futuro utópico. A casa original pode ser muitas coisas. O útero, a caverna, a cabana, a roupa, a tenda, a terra. Mas ela é antes de tudo a história que contamos sobre nós mesmos para nos sentirmos menos perdidos no processo de expulsão desse primeiro local de identidade. Lançados no mundo, ficamos numa constante busca de um lugar que faça sentido, um lar.
Os modos de abordar o tema infantil ao redor da arquitetura são infinitos: desde projetar em outra escala que não a padrão pensada para adultos até campos mais lúdicos como o projeto de brinquedos e artefatos. O olhar arquitetônico para a infância aposta na construção de uma qualidade espacial que, além de representar espaços mais seguros no ponto de vista urbano, também são um investimento para um melhor futuro da sociedade, visto que a arquitetura pode desempenhar papel fundamental no desenvolvimento infantil.
O futuro centro CaixaForum València ganha forma com mais da metade da obra executada, avançando conforme o cronograma previsto, como destacou nesta quinta-feira a diretora-geral adjunta da Fundación ”la Caixa”, Elisa Durán. A afirmação foi feita durante uma visita às obras, na qual ela esteve acompanhada pelo arquiteto responsável pelo projeto, Enric Ruiz-Geli, líder do escritório Cloud 9 em Barcelona e professor da universidade Virginia Tech.
Casas coloridas contornam um vasto pátio que se estende à frente da igreja de fachada franciscana: o visitante que chega a Marechal Deodoro (AL) é logo cativado por essa paisagem singular. Trata-se da Igreja Nosso Senhor do Bonfim, situada no Largo de Taperaguá, que está sendo restaurada com investimentos de R$ 1,3 milhão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O interior da edificação também guarda atrativos, como a recém-descoberta pintura do forro.
Jacob K. Javits Convention Center em New York City, Abril, 2020. New York National Guard. (U.S. Air National Guard foto por Major Patrick Cordova)
A cidade sempre foi um palco de transformações. Mudam-se os direcionamentos, os fluxos, as formas como as pessoas se apropriam dos espaços, alteram-se os desejos, surgem novas demandas, novos lugares. Tal abundância, ao mesmo tempo em que permite um caráter inovador e mutável à cidade, tende também a exigir da arquitetura uma flexibilidade programática e estrutural. No último ano, especialmente, pudemos acompanhar – em vertiginosa velocidade – grandes mudanças nas cidades e nos seus espaços. A pandemia trouxe consigo novos paradigmas, desestruturando repentinamente ordens há muito estabelecidas. As casas viraram escritórios, os escritórios viraram desertos, hotéis deram lugares a leitos médicos e estádios se transformaram em hospitais. A arquitetura, em meio a tudo isso, teve de mostrar sua flexibilidade abrigando usos que antes eram inimagináveis. Uma adaptabilidade que parece ser cada vez mais a chave para a criação de espaços coerentes com o modo (e a velocidade) como vivemos.
Por necessidade, edifícios mudam de uso ao longo do tempo. Igrejas passam a ser bibliotecas, armazéns abandonados são transformados em centros culturais. Embora muito tenha sido escrito sobre o assunto, desde o conceito de open building de N. John Habraken nos anos 70, há, hoje, um interessante debate global sobre isso em curso. É necessário ter tantos metros quadrados dedicados a escritórios quando, com a pandemia, percebemos que muito do trabalho pode ser feito remotamente?
O relatório de 2021 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deixou muitos de nós questionando se o mundo pode de fato manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, o limite que os cientistas consideram seguro para evitar os impactos mais perigosos das mudanças climáticas. Uma nova pesquisa do WRI e da Climate Analytics mostra que os países do G20, que respondem por cerca de 75% das emissões globais de gases de efeito estufa, podem conduzir o mundo em direção a essa meta – se aumentarem consideravelmente sua ambição.
https://www.archdaily.com.br/pt/969689/acao-climatica-ambiciosa-dos-paises-do-g20-pode-limitar-o-aquecimento-global-a-17-degrees-cJamal Srouji, Taryn Fransen e David Waskow
Um dos teóricos mais importantes do século XX, o educador brasileiro Paulo Freire faria 100 anos em 19 de setembro de 2021, não fosse seu falecimento em 1997. Um mês depois, o Brasil comemora o Dia dos Professores no dia 15 de outubro, ao mesmo tempo em que a educação pública enfrenta cortes massivos no orçamento federal, dando continuidade a um antigo processo de sucateamento do ensino brasileiro. Dentro desse contexto, Freire se tornou um dos teóricos mais lidos e citados no mundo na área das humanas. Apesar do reconhecimento mundial, sua teoria ainda não foi totalmente incorporada à bibliografia da arquitetura e urbanismo. Propomos aqui uma breve reflexão sobre como as práticas da arquitetura podem visitar a teoria de Paulo Freire.
O planejamento urbano e a maneira como o espaço construído afeta a vida cotidiana de seus habitantes são dois elementos que não podem ser considerados separadamente ao analisar a qualidade de vida em uma determinada cidade. Estratégias de planejamento urbano incluem a construção de moradias acessíveis, instalações e serviços públicos, sistemas de mobilidade, áreas verdes etc. Ainda assim, gerir uma cidade não é tarefa fácil, e muitos dos motivos pelos quais as cidades de hoje estão se tornando cada vez mais caras, densas e desiguais, têm a ver com regras de zoneamento desatualizadas e pouco flexíveis, as quais, consequentemente, não facilitam em nada o acesso à moradia digna e o direito à cidade de forma equitativa a todos os seus habitantes.
Localizado na Av. Leandro N. Alem, 852, na Cidade Autônoma de Buenos Aires, o Mercado de los Carruajes abrigava a “Cochera Garaje Presidencial” e funcionava como local de guarda e manutenção de carruagens. Com o passar do tempo, o edifício passou a ser utilizado para a frota de veículos da Presidência da Nação. Após uma série de intervenções e ampliações, desde 2017 o edifício de patrimônio histórico começou seu processo de reconversão, encontrando-se atualmente finalizado e em fase de acabamentos. Uma proposta de mercado gourmet com boxes de alimentação, venda de produtos, lojas comerciais e um terraço para eventos ainda aguarda ansiosamente sua inauguração, que foi adiada devido à pandemia.
A responsabilidade perante o uso e consumo de recursos naturais e os impactos da construção civil tem sido uma pauta constante nas discussões do campo da arquitetura e do urbanismo. Se no passado as ideias de “tábulas rasas”, demolições em massa e novas construções eram aceitas e incentivadas, hoje em dia parece haver uma transformação no cenário, no qual se faz necessária a discussão sobre reutilização, reuso adaptativo e reformas, partindo e utilizando daquilo que é existente. Neste texto propomos um olhar atento à como grandes arquitetos interagem com construções pré-existentes em seus projetos, a partir da análise de alguns casos.
Cortesía de Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio
O projeto de reconversão das ruínas dos antigos galpões da Estação Ferroviária de Chillán, liderado pelos arquitetos Cristóbal Tirado e Alberto Moletto, foi escolhido pelo júri como a proposta vencedora do concurso de anteprojetos de arquitetura convocado pela Diretoria de Arquitetura do Ministério de Obras Públicas, sob encomenda do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio. A convocatória, que tinha como objetivo reabilitar essa infraestrutura e transformá-la em um espaço para a cultura e as artes, resultou na definição do programa e da fisionomia geral do futuro Museu Regional de Ñuble. Além de contribuir para a consolidação da identidade do patrimônio regional, o projeto busca colaborar tanto para a regeneração urbana da cidade de Chillán quanto do setor e do futuro Parque Intercomunal Ultraestación, cujas infraestruturas industriais fazem parte do legado arquitetônico da modernidade. A Secretaria de Estado destacou na proposta vencedora a sua capacidade de “dar vida a este espaço emblemático para a cidade e, ao mesmo tempo, iniciar aqui um novo marco urbano para Chillán”.
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo buscava um recomeço e a população dos Estados Unidos, o lugar certo para viver o sonho americano. Passando por um amplo processo de desenvolvimento e crescimento populacional, porém com um estoque habitacional insuficiente, soluções rápidas e eficientes tiveram que ser inventadas da noite para o dia para poder suprir a paulatina demanda por moradia. Neste sentido, o surgimento de novas técnicas de construção e a popularização de materiais de construção industriais e pré-fabricados pareciam abrir caminho para um novo futuro mais digno e equitativo para todos.
https://www.archdaily.com.br/pt/969639/a-evolucao-da-planta-residencial-nos-eua-o-periodo-pos-guerraAgustina Coulleri, Hana Abdel & Clara Ott
Propuesta Fundación Urbanismo Social, imagen. Image Cortesía de MINVU
O terremoto de 2015 que atingiu a região de Coquimbo, no Chile, resultou na realocação de 88 famílias do setor de Baquedano para zonas de segurança. Diante disso, o Ministério da Habitação e Urbanismo (MINVU), por meio do SERVIU, lançou um edital para o projeto de conjuntos de moradia pública para aluguel, seguindo critérios gerais de desenho, eficiência energética e participação social.
A equipe composta pela Fundación Urbanismo Social em conjunto com o escritório Cristián Fernández Arquitectos conquistou o primeiro lugar no concurso, seguida pelo projeto apresentado pela TECHO + Sabbagh Arquitectos. A proposta vencedora contempla a implementação de um plano de acompanhamento que, aliado à construção de espaços públicos e habitação de interesse social com medidas de mitigação, busca oferecer às famílias deslocadas um espaço seguro para se estabelecerem e reconstituírem o senso de comunidade.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
No episódio desta semana, Sara conversa com o arquiteto Guilherme Machado Vaz, sobre o impacto que a Casa da Arquitectura e a antiga Real Companhia Vinícola assumem na cidade de Matosinhos, norte de Portugal. Reveja as outras entrevistas realizadas pelo podcast No Pais dos Arquitectos e leia a transcrição da entrevista com Vaz, a seguir: