Parte da Universidade de Tecnologia de Delft (TU Delft), na Holanda, o Echo é um novo edifício interdisciplinar multifuncional e flexível, agora em construção e com conclusão prevista para dezembro de 2021. Projetado pelo UNStudio, em colaboração com Arup e BBN, a instalação inovadora atende às necessidades de um número cada vez maior de estudantes.
Um intervenção criada pelo Lmnts Outdoor Studio em Toronto, Canadá, disponibilizou 50 pequenos domos translúcidos individuais para a prática de ioga ao ar livre em isolamento. A principal intenção por trás do projeto é incentivar as atividades físicas em locais abertos, respeitando obviamente, as medidas de distanciamento social.
Florença, Itália. Foto de Jonathan Körner, via Unsplash
Pouco mais de quatro meses após o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, e cerca de três meses e meio após os primeiros decretos da quarentena, muitas cidades ainda mantêm medidas restritivas como forma de promover o isolamento social. Apesar da recente flexibilização que alguns estados e municípios têm adotado, as mudanças no cotidiano de arquitetos e estudantes permanecem e a popularidade de atividades remotas, como os cursos online, tem crescido nos últimos meses.
Enquanto muitos escritórios de arquitetura se encontram diante de demandas reduzidas e obras paradas, estudantes estão com aulas interrompidas ou transferidas para a modalidade online. Com mais tempo livre, seja pela diminuição dos deslocamentos ou pela redução de atividades, estudantes e arquitetos têm buscado nos cursos online uma forma de aprimorar ou ampliar conhecimentos em ferramentas, programas e conteúdos teóricos.
As técnicas de visualização evoluíram de forma notável ao longo do tempo e com os adventos tecnológicos, os resultados finais estão cada vez mais próximos de simular de maneira fiel aspectos próprios da realidade. Podemos dizer que, no campo da arquitetura, um projeto de visualização busca principalmente evidenciar as características e qualidades de um espaço tridimensional - ainda não construído ou em processo de construção - através de imagens, renderizações, vídeos ou ferramentas de realidade virtual - projetados, de forma geral, em suportes bidimensionais como as telas ou o papel -, considerados ferramentas essenciais para que os clientes, em geral pouco familiarizados com as representações técnicas, ou para um júri nos casos de concursos, compreendam um projeto de forma integral em uma etapa prévia a sua materialização.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) publicou orientações para ajudar escritórios a passar por este momento de recuperação da crise do COVID-19 que alguns países já vivenciam. O Roteiro de Recuperação é dividido em três partes: Resposta, Recuperação e Resiliência. Cada fase considera uma série de ações que os escritórios podem adotar para responder aos desafios em diferentes áreas de seus negócios ao longo desta crise e para além dela.
O Bjarke Ingels Group e a fabricante norueguesa Vestre divulgaram oThe Plus, um novo projeto anunciado como a fábrica de móveis mais sustentável do mundo. Localizada em Magnor, na Noruega, a fábrica é dedicada à fabricação limpa e neutra em carbono de mobiliário urbano e doméstico.
A coletiva Terra Preta Cidade é um lugar inventado a partir do desejo de cinco mulheres negras, residentes em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de burlar o distanciamento geográfico, para promover e celebrar o encontro. Emmily Leandro, Gabriela Gaia, Luciana Mayrink, Malu de Barros e Natalia Alves dão forma e voz à esse exercício de criação de um território virtual, partilhado — que é tanto uma aposta política quanto estética -, através do podcast Des-embranquecendo a Cidade, que chega ao seu quarto episódio com o tema: "Ferve Território — Firmeza Permanente".
https://www.archdaily.com.br/pt/942831/des-embranquecendo-a-cidade-number-4-ferve-territorio-firmeza-permanenteTerra Preta Cidade
Paulo Mendes da Rocha é entrevistado por Paulo Markun em mais um episódio da série “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp em parceria com o portal UOL. A entrevista abordará temas como o impacto da pandemia de coronavírus nas cidades, a crise sanitária e a precariedade da habitação urbana no Brasil.
Este artigo faz parte da série colaborativa “Arquitetura do Leste Europeu: 50 Edifícios que Definiram uma Era”, desenvolvida em parceria entre o The Calvert Journal e o ArchDaily. Celebrando alguns dos principais ícones da arquitetura do leste europeu, publicaremos periodicamente uma lista com cinco projetos —organizados por tipologia — construídos no então Bloco de Leste.
https://www.archdaily.com.br/pt/942372/arquitetura-do-leste-europeu-o-modernismo-futurista-de-hoteis-e-resortsLucía de la Torre
A alteridade é fundamental para o desenvolvimento humano. Se privado de estímulos variados, o cérebro não se desenvolve, perde a plasticidade e se deteriora como um músculo atrofiado. Tal argumento é amplamente aceito quando se trata de relações sociais, atividades cognitivas ou físicas. E quanto aos estímulos promovidos pelo ambiente construído?
https://www.archdaily.com.br/pt/942361/a-cidade-como-um-jogo-de-pecasMarina Oba, Daniela Moro e Gabriel Tomich
De cabanas isoladas no meio da mata a projetos inteiramente construídos em bambu, a arquitetura residencial no Equador é um prato cheio para quem gosta de casas construídas em madeira. Abundante em todo território nacional, este material construtivo é utilizado de forma versátil, capaz de atender a todos os requisitos estruturais e necessidades arquitetônica com louvor. Como estrutura portante, revestimento ou mobiliário, a madeira esta sendo utilizada tanto quanto o concreto, a pedra, o tijolo ou o metal, oferecendo uma infinidade de aplicações que têm provocado o desenvolvimento de uma nova linguagem e uma expressão única, intimamente integrada à paisagem característica dos trópicos.
O desafio de projetar uma casa com um orçamento apertado e metros quadrados escassos, juntamente com o dever essencial de responder corretamente aos requisitos específicos do usuário, pode ser uma das atribuições mais motivadoras e provocativas para um arquiteto. Como aproveitar o espaço da melhor maneira? Como evitar o desperdício de material? Como antecipar a possível expansão futura da habitação? Como desenvolver uma arquitetura simples e ao mesmo tempo entregar um alto valor a seus habitantes?
Mergulhamos em nossa biblioteca de obras para ajudá-lo neste processo, selecionando 30 casas que oferecem soluções arquitetônicas interessantes em 70, 80 e 90 metros quadrados.
Arquitetos não constroem edifícios. Arquitetos fazem desenhos de edifícios. Mas é claro, alguém tem que construir o edifício. A indústria da construção é um dos maiores setores econômicos e todos interagimos diariamente com o ambiente construído, mas o trabalho real de obter um edifício do desenho à estrutura evoluiu pouco ao longo das décadas. Enquanto o restante do mundo esteja mudado para a Indústria 4.0, o setor da construção não acompanhou o ritmo. A arquitetura começou a adotar alguma digitalização. Afinal, a maioria de nós já não trabalha com compassos e nanquins sobre pranchetas. Assim, com o vínculo eterno do setor de arquitetura ao setor de construção, este último adotará alguns novos artifícios tecnológicos por associação? E quando isso acontecer, como isso mudará o papel do arquiteto?
Um dos efeitos colaterais da pandemia global de coronavírus no campo da arquitetura é a reflexão sobre o futuro das cidades e do ambiente construído. Talvez nunca se tenha debatido tanto sobre isso e muitas propostas e visões vêm sendo divulgadas, abordando desde o convívio nos espaços públicos até os pormenores dos novos usos para espaços privados. Em relação às dinâmicas urbanas, mudanças de programa talvez sejam uma possível saída para garantir que bairros comerciais e de serviço mantenham sua vitalidade.
Com mais pessoas trabalhando remotamente, há uma possibilidade de que alguns edifícios comerciais sofram ligeiro esvaziamento. A partir desta reflexão, os arquitetos Matheus Marques, Ricardo Goncalves, Luis Favilla e Rolando Figueiredo, do escritório paulistano Hiperstudio, desenvolveram uma proposta que aborda a conversão de edifícios comerciais monofuncionais em conjuntos de uso misto, incorporando unidades residenciais e espaços de convívio público.
O projeto do maior mercado de peixes do hemisfério sul, projetado pela 3XN, acaba de ser aprovado pelas autoridades de Nova Gales do Sul, liberando o alvará de construção, a qual deverá ser iniciada dentro das próximas semanas. Inserido no projeto de revitalização da Baía de Blackwattle, o novo mercado de peixes de Sidney é uma estrutura de mais de 65.000 m2, um edifício que deverá atrair milhares de pessoas todos os dias, transformando-se em um novo ponto de referência da maior cidade da Austrália.
A New Generations é uma plataforma dedicada a descobrir e promover o trabalho de arquitetos jovens e emergentes no cenário europeu, proporcionando um espaço de troca e aprendizado, voltado tanto aqueles que se dedicam a prática quanto a teoria na arquitetura. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
A New Generationslançou recentemente uma nova plataforma na qual oferece um espaço único onde arquitetos de toda Europa podem se reunir para trocar idéias, e por que não, construir novas redes de trabalho colaborativo. Projetos de todo o tipo, oportunidades de emprego, idéias, notícias e perfis de escritórios serão publicados todos os dias na nova plataforma da NG. A seção 'perfis' é um convite àqueles indivíduos e coletivos que pretendem se juntar à esta rede de escritórios emergentes, proporcionando uma oportunidade única para que estes se engajem e fortaleçam a comunidade européia de jovens arquitetos.
Pensando nisso, o ArchDaily e a New Generations decidiram unir forças! A cada duas semanas publicaremosaquino ArchDaily uma seleção dos principais escritórios europeus emergentes de arquitetura.
Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.
Jardins verticais, paredes verdes ou paredes vivas são algumas das diferentes denominações usadas para uma mesma solução: a disposição vertical de diferentes espécies vegetais como forma de adquirir os benefícios proporcionados pela vegetação, mas em uma menor área projetada. Ou seja, a aplicação vertical das espécies permite um ganho de área útil horizontal, uma vantagem sobretudo para locais onde existe pouco espaço disponível para plantio diretamente no solo.
Oosterdokbrug: ponte para pedestres e ciclistas em Amsterdã. Foto: Mariano Mantel/Flickr
A explicação para algumas pessoas caminharem mais do que outras pode ir além da escolha pessoal: em muitos casos, os níveis de caminhada no dia a dia são determinados pelo desenho urbano. A maneira como as ruas e bairros são traçados ultrapassa questões estéticas ou de planejamento e afeta diretamente o estilo de vida, a saúde, a prática de atividade física e o bem-estar de quem mora ou frequenta cada área da cidade.
Os seres humanos usam espelhos desde 600 aC, empregando a rocha obsidiana altamente polida como superfície reflexiva básica. Com o tempo, as pessoas começaram a usar pequenos pedaços de ouro, prata e alumínio de maneira semelhante, tanto por suas propriedades refletivas quanto por decoração. No século I dC, as pessoas começaram a usar o vidro para fazer espelhos, mas foi apenas durante o Renascimento Europeu que os fabricantes venezianos começaram a fabricar espelhos aplicando suportes metálicos nas folhas de vidro, permanecendo o método geral mais comum hoje em dia. Desde então, os espelhos continuam a desempenhar papel decorativo e funcional na arquitetura, proporcionando uma estética moderna e limpa, apesar de suas origens antigas. Abaixo, investigamos como os espelhos são feitos, fornecemos um pouco de sua história na arquitetura e oferecemos várias dicas para arquitetos que desejam usá-los em seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/942185/espelhos-na-arquitetura-possibilidades-de-espacos-refletidosLilly Cao
Ao contrário de uma série de sistemas e materiais construtivos, a paisagem não é um elemento especificável, ou mesmo desenhável, no projeto arquitetônico de um apartamento. No entanto, as paisagens são, de certa forma, atingidas pelas definições projetuais do edifício em questão, tanto do ponto de vista interno, como externo – ou seja, do seu entorno. As orientações das fachadas de um edifício e os tamanhos das janelas, por exemplo, são algumas das formas a partir das quais as vistas de um apartamento são afetadas, enquanto as dimensões da construção e seu gabarito afetam diretamente o contexto em que está inserida.
Arquitetos e arquitetas em geral são pessoas que gostam de falar o quanto influenciam comunidades através de seus desenhos e estão corretos ao dizer isso. Afinal, os espaços junto de diversos fatores sociais influenciam o modo como cada indivíduo se sente ao ocupar a cidade ou um edifício. Mas esses projetos respondem a todos os usuários da mesma maneira? Nos propomos a questionar o modo como a arquitetura lida com a comunidade LGBTQIA+ através de uma chamada aberta em nossos canais das redes sociais, trazendo o depoimento de nossos leitores sobre como eles vivem estes espaços e como seria possível representar, também, a própria comunidade LGBTQIA+ no campo arquitetônico.
Este artigo é um trecho extraído do capítulo final do livro Draw in Order to See: A Cognitive History of Architectural Design, no qual Mark Alan Hewitt esboça algumas recomendações para uma reforma integral da prática e do ensino da arquitetura. Ele parte da teoria da cognição corporificada — a ciência que estuda a importância dos nossos sentidos no processo de cognição humana, e como através deles, percebemos e nos relacionamos com o espaço — para ressaltar a urgente necessidade de renunciarmos ao legado alienante do racionalismo iluminista que se estende desde a revolução industrial até os dias de hoje e que, tanto nos afasta de uma arquitetura menos visual e consequentemente, mais sensível. Embora a importância da cognição estendida para a nossa compreensão do espaço e portanto, para o desenvolvimento da prática e do ensino da arquitetura já esteja sendo explorada há décadas por muitos arquitetos e algumas poucas instituições de ensino ao redor do mundo, tais conceitos permanecem ocultos em um território inexplorado pela grande maioria de nossos colegas arquitetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/942060/12-conselhos-para-reinventar-o-ensino-da-arquiteturaMark Alan Hewitt
A história da representação na arquitetura passou por inúmeras transformações ao longo dos séculos. Sua relação com o objeto construído vai muito além da mera e simples reprodução de sua imagem objetiva, atuando principalmente, como uma ferramenta de expressão e crítica que, tem influenciado diretamente a forma como percebemos, nos relacionamos e até mesmo, como concebemos e construímos nossos edifícios e cidades.