Como parte dos esforços conjuntos da equipe da Design Week realizados anualmente na Cidade do México, foi inaugurada em 14 de outubro a exposição "Inédito" na galeria Espacio CDMX Arquitectura y Diseño. Esta mostra integra a séptima edição consecutiva da convocatória aberta, cujo objetivo é apoiar, difundir e promover projetos de design utilitário nas categorias de: impacto social, impacto ambiental, inovação, função, estética, conceito, experiência do usuário, materiais e processos. Longe de estabelecer uma competição, a mostra — dividida nas categorias profissional, universitária e edição limitada — abre um amplo panorama de oportunidades para o bom design nos mercados nacional e internacional, com foco na viabilidade comercial e produtiva.
Em um mundo cada vez mais conectado, o Architects, not Architecture apoia o intercâmbio cultural na comunidade de arquitetura e conecta arquitetos e arquitetas em um nível pessoal para além das fronteiras. Se você perdeu as apresentações mais recentes, assista aqui à palestra de Dong Gong, fundador e diretor de projeto do Vector Architects, escritório sediado em Xangai, na China.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131370/architects-not-architecture-dong-gong-da-vector-architectsAbhinav Thakar / Architects, not Architecture
Este vídeo nos leva aos bastidores de um ateliê profissional de maquetaria em Chicago chamado Presentation Studios International (PSI). O local produz maquetes para diversos tipos de clientes, mas principalmente para incorporadoras e profissionais de arquitetura. O designer de arquitetura e ex-funcionário Robert Becker nos guia em uma visita pelo espaço, ajudando-nos a compreender como a conceituação de maquetes nesse ambiente difere daquela de um escritório de arquitetura ou do meio acadêmico. Ali, elas são quase estritamente edifícios em miniatura, cujo papel é retratar fielmente o projeto e servir como uma ferramenta persuasiva para atrair investimentos. Em seguida, conversamos com Martin Chadwick, maquetista de longa data, que detalha o processo de criação de edifícios e paisagens em miniatura de alta qualidade.
A madeira como recurso construtivo é uma questão milenar, tendo sua origem antes mesmo do desenvolvimento das ferramentas necessárias para trabalhá-la e explorar seu potencial. Este material caracteriza-se principalmente por sua grande versatilidade, cujas ilimitadas formas de uso e grande capacidade de dotar os espaços de atmosferas acolhedoras o tornam uma matéria-prima frequentemente escolhida na arquitetura.
"E se o ambiente construído pudesse ser uma solução para a crise climática, em vez de parte do problema? E se os edifícios pudessem agir como árvores – capturando carbono, purificando o ar e regenerando o meio ambiente?" Em resposta a essas questões, Skidmore, Owings & Merrill (SOM) propôs o Urban Sequoia, um conceito arquitetônico inspirado no ecossistema, apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021 em Glasgow - COP26. O projeto propõe “florestas de edifícios" que sequestram carbono e produzem biomateriais, criando um novo ambiente urbano ecológico e resiliente.
Na reedição desta semana, o autor Andrés Duany apresenta uma série de declarações sobre o mundo da arquitetura atual. Ele considera que esses entendimentos são fruto de nossa época, uma reação direta e uma consequência dos padrões observados.
O MVRDV, em parceria com o Hyde Park BV, acaba de revelar novas imagens do plano diretor desenvolvido para a área central de Hoofddorp, Holanda, uma iniciativa que visa transformar toda a região em torno à antiga estação de trens em um novo bairro ecológico e acessível. O plano diretor desenvolvido pelo MVRDV e pelo Hyde Park BV inclui mais de 8.500 novas unidades residenciais além de prever a completa transformação da estação de trens e da rodoviária existente além de incluir uma nova linha de metrô, apresentando uma alternativa para a carência de moradias na região central de Hoofddorp além de promover o acesso ao transporte público e a qualidade de vida na região.
Muitas das cidades que conhecemos hoje, não apenas foram fundadas a séculos mas cresceram e floresceram devido a uma série de diferentes razões. Alguns dos mais importantes assentamentos humanos e urbanos se desenvolveram devido à sua proximidade com a água, como no o caso de Dar es Salaam, atualmente uma das mais importantes cidades portuárias da África Oriental. Outras famosas capitais do mundo foram planejadas e construídas do zero muito mais recentemente, como no caso do Brasil e também da Nigéria. Existem ainda cidades e até regiões criadas para servir a um determinado setor da economia ou industria, como é o caso do Vale do Silício, no estado americano da Califórnia. Entre a infinidade de distintas razões que podem provocar o surgimento ou o desenvolvimento de uma determinada cidade, existe uma que no entanto, foi capaz não apenas de criá-las da noite para o dia, mas também de destruí-las em um curto espaço de tempo.
Esta semana, a rede C40—que reúne as principais grandes cidades do mundo—em parceira com a empresa de engenharia e sustentabilidade Arup, inaugurou uma exposição virtual apresentando uma série de iniciativas que procuram promover a resiliência urbana frente aos desafios provocados pelas mudanças climáticas, as quais foram desenvolvidas em 11 cidades comprometidas com a causa. Considerando que as cidades são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de carbono, a Exposição Global Cities Climate Action tem como objetivo destacar a importância do engajamento das maiores cidades do planeta para alcançarmos as metas climáticas estabelecidas, o que será possível apenas através de uma atuação conjunta, integrada e sustentável.
O desejo de um bom paisagismo vai além da tendência inata de buscar estar sempre próximo à natureza. Pensar a paisagem dos espaços públicos, jardins ou, até mesmo, entre quatro paredes, é um assunto que cada vez ganha mais importância devido a forma como a disposição de elementos no espaço afeta não apenas a percepção espacial, mas também psicológica, agregando conforto e uma qualidade ainda maior para seus usuários.
Durante a década de 1980, as ONGs e outros órgãos interessados no tema da moradia evidenciavam a necessidade de atender à questão habitacional de maneira integral e urgente; a busca por um lar e um entorno dignos para as pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente na América Latina, a região mais urbanizada do mundo no início do século XXI. Oito megacidades concentravam 14% da população mundial, entre as quais se encontram a Cidade do México, São Paulo, Buenos Aires e o Rio de Janeiro, entre outras. Além disso, a urbe se expandiu a um ritmo tão acelerado que superou o crescimento demográfico devido à construção de complexos residenciais, centros comerciais e industriais.
Com projeto e incorporação de SinHei Kwok, foi concluído o Polker, um empreendimento multifamiliar de seis unidades no bairro histórico de Garfield, próximo ao centro de Phoenix, no Arizona. Composto por unidades de dois quartos e outras em estilo loft, o projeto propõe uma releitura do contexto circundante de residências unifamiliares. O Polker oferece um novo modelo de residência para pessoas que buscam viver no ambiente urbano e não desejam morar em uma casa unifamiliar ou em grandes blocos de apartamentos, mas que preferem viver e trabalhar perto do centro.
De acordo com o Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos de 2021 da Organização das Nações Unidas, 17% da produção global de alimentos é desperdiçada, tornando-se a terceira maior fonte de emissões de gases de efeito estufa. Desses resíduos, 11% são gerados por residências, o que não apenas contribui para a crise climática, mas também gera altos custos econômicos, perda de biodiversidade e o aumento dos níveis de poluição a taxas sem precedentes. Portanto, considerando o papel fundamental que a arquitetura e o design desempenham na oferta de opções de moradia mais ecológicas, torna-se essencial adotar e aprimorar uma abordagem mais autossustentável e de resíduo zero.
O fotógrafo de arquitetura Paul Clemence divulgou uma recente série de imagens do 30 E 31, uma luxuosa torre de apartamentos em Midtown Manhattan projetada por Morris Adjmi Architects. Inspirados nos arranha-céus de Nova Iorque da década de 1920, os arquitetos revisitam os estilos neogótico e art déco em um projeto que mescla duas eras arquitetônicas ao horizonte icônico da cidade.
A África Subsaariana é um lugar onde coexistem muitas religiões e, consequentemente, um grande número de fiéis. Edifícios icônicos, estandartes de diferentes culturas e crenças, podem ser encontrados espalhados pelos quatro cantos do continente, como a famosa Basílica da Sagrada Família no centro de Nairóbi ou o impressionante Templo Hare Krishna na África do Sul. Seja qual for o credo que estes edifícios representem, o que é evidente é que a arquitetura religiosa hoje constitui uma parte fundamental do tecido urbano das cidades da África Subsaariana. Em muitos casos, estas estruturas simbólicas e representativas operam ainda como um terreno fértil para a experimentação na arquitetura.
O Prêmio de Fotografia de Arquitetura 2021 [Architectural Photography Awards 2021] anunciou os finalistas de sua nona edição. Com o apoio da Aluprof UK e do World Architecture Festival (WAF), os finalistas foram selecionados entre cerca de duas mil inscrições de 42 países. As fotografias estão divididas em 6 categorias: exterior, interior,sentido do lugar, edifícios em uso, mobile (que este ano tem como tema tornar a cidade verde) e portfólio (com o tema construindo com a história).
Durante o mês de novembro, a Diez Company apresentará ao público mexicano e internacional a terceira edição do projeto Maison Diez Company, um espaço dedicado ao design de iluminação que reúne designers, profissionais de criação, arquitetos/as, designers de interiores, parceiros comerciais, especialistas em iluminação e representantes de marcas internacionais para celebrar a luz. Após o sucesso de suas edições anteriores, realizadas em 2018 e 2019, a Maison Diez Company apresenta suas novas propostas em um casarão no bairro de Escandón, que permanecerá aberto de 6 de novembro até 20 de maio de 2022.
Xifré’s Rooftop: “Floating” Wild Garden (Barcelona, España). Image Cortesía de New European Bauhaus
A New European Bauhaus celebrou a edição de 2021 de seus prêmios durante o mês de outubro nos Ateliers des Tanneurs, em Bruxelas. A premiação teve como objetivos principais reconhecer as conquistas atuais e apoiar as gerações mais jovens no desenvolvimento de conceitos e ideias emergentes. O evento deu visibilidade a exemplos de projetos, conceitos e ideias que ilustram como o triângulo formado por sustentabilidade, estética e inclusão já se materializou em nossos territórios, comunidades e práticas cotidianas.
No mundo inteiro, os países estão enfrentando uma crise habitacional. As estatísticas das Nações Unidas estimam que o número de pessoas que vivem em moradias abaixo do padrão é de 1,6 bilhão, e 100 milhões de pessoas não tem acesso a uma casa. À medida que os conflitos e as mudanças climáticas forçam os refugiados a se deslocarem para novos países, e os preços das casas continuam a subir, as cidades estão tendo que buscar opções para fornecer moradia segura e acessível para seus habitantes.
O escritório MAD Architects deu início às obras do One River North, um edifício residencial de 16 pavimentos que apresenta uma trilha natural descendente esculpida em sua fachada. O projeto busca "atenuar os limites entre o ambiente construído e o natural" com mais de 1.200 m² de espaços ao ar livre, um espelho d'água e caminhos semelhantes a trilhas que ecoam o relevo diverso do Colorado. A previsão de conclusão da obra é para o final de 2023.
O escritório Aedas revelou o projeto de transformação do Pragati Maidan, um importante espaço cívico em Nova Déli, em um centro de exposições e convenções concebido para ser o novo ícone da cidade. Transformada em área de exposições nacionais em 1972, a área localizada às margens do rio Yamuna — vizinha a diversos marcos culturais e históricos — foi objeto de um concurso internacional de arquitetura em 2016, cujo objetivo era atualizar seu programa de necessidades de forma contemporânea. A proposta vencedora, desenvolvida pelo consórcio entre os escritórios Aedas e Arcop, apresenta um centro de convenções circular integrado a um amplo espaço público paisagístico, priorizando a acessibilidade.
O ambiente construído no Extremo Oriente asiático vem desafiando paradigmas por meio de empreendimentos urbanos focados nos princípios de sustentabilidade, comunidade e design centrado no usuário. Diante das preocupações com bairros de alta densidade e a degradação de paisagens naturais, profissionais da arquitetura da região compreenderam que projetar para o futuro exige mudar a perspectiva sobre empreendimentos puramente financeiros e de estratégias insustentáveis, substituindo-os por estruturas que priorizam o usuário e o meio ambiente.
De um hotel com vista panorâmica contínua na orla das Filipinas a um memorial emocionante inspirado pela chuva na Coreia do Sul, esta seleção de projetos não construídos demonstra como equipes de arquitetura integraram a cultura, a história e a geografia singular do Extremo Oriente a propostas contemporâneas, resultando em projetos de vanguarda. Esta compilação também inclui projetos na China, no Vietnã, na Indonésia e em Hong Kong.
O UNStudio acaba de publicar as últimas imagens do Project H1, um plano diretor para um bairro inteligente e sustentável próximo ao centro de Seul. Buscando transformar uma antiga zona industrial da capital coreana, incluindo um pátio de estacionamento de trens, em um novo ambiente urbano denso e de uso misto, repleto de diferentes atividades e comodidades para a vida contemporânea, o Project H1 será um bairro diversificado e acessível, complementado por um amplo projeto de infraestrutura digital desenvolvido pela UNSense, o qual pretende transformar o bairro em um sinônimo de alta tecnologia e eficiência energética, contando ainda com espaços para a produção local de alimentos e áreas comuns de uso compartilhado.
A Polônia é um país geograficamente muito diverso, com distintas paisagens e territórios além de uma vasta história e cultura milenar. Suas mais importantes cidades são como um inventário de distintas arquiteturas, do românico ao gótico, passando pelo barroco ao pós-moderno. Além de suas históricas e exuberantes capitais e topografia única, a Polônia conta hoje com dezessete sítios históricos de interesse mundial reconhecidos pela UNESCO. De cidades medievais a reservas naturais, passando por pequenas igrejas de madeira até o impressionante Castelo de Malbork, esta seleta lista de lugares e edifícios históricos e naturais esconde um verdadeiro tesouro desconhecido. Escondida em um pequeno vale ao sul de Cracóvia, encontra-se uma das maiores e mais antigas minas subterrâneas cavadas à mão—a qual foi transformada ao longo dos séculos em um amplo complexo multiuso com tudo aquilo que você é capaz de imaginar (e do que não é capaz também). De um centro de tratamento de saúde, beleza e bem-estar a uma pequena e reclusa igreja enterrada dezenas de metros abaixo do nível do solo, a famosa Mina de Sal de Wieliczka conta ainda com a primeira plataforma subterrânea de bungee jumping do mundo.