O primeiro edifício super alto do Brooklyn, concebido em parceria entre os arquitetos da SHoP e o JDS Development Group, acaba de entrar em fase final de construção, alcançando sua altura máxima de 1.066 pés. Implantada na Avenida DeKalb número 9, a estrutra do arranha-céu está composta por elementos hexagonais, os quais se refletem em uma fachada dinâmica e dramática revestida em painéis reflexivos de bronze, a partir da qual os residentes poderão desfrutar de vistas panorâmicas para o skyline da cidade, do rio e do porto. Os incorporadores planejam começar as vendas das unidades já no início de 2022, com a expectativa que o habite-se esteja liberado até o final do ano que vem.
Modelos sinuosos, curvas acentuadas, formas geometricamente complexas. Quando se aborda o tema da arquitetura paramétrica, essas são, provavelmente, as primeiras imagens que surgem em mente. E não é à toa. Enquanto modo de projetar, a utilização de parâmetros no processo de criação tem possibilitado a criação de formas impressionantes no enlaçamento entre a tecnologia digital e a construção civil.
Indústria Comunitária na Amazônia. Image Cortesia de Estúdio Gustavo Utrabo
O Estúdio Gustavo Utrabo foi um dos vencedores do prêmio de sustentabilidade LafargeHolcim Awards, categoria prata na América Latina, com o projeto para a Indústria Comunitária na Amazônia, um edifício de beneficiamento de castanha do Pará localizado na vila de São Francisco, às margens do rio Iratapuru na Bacia Amazônica.
O projeto de modernização da fábrica busca oferecer oportunidades produtivas, culturais e econômicas para a comunidade local. A obra é resultado de um processo participativo entre os arquitetos, a comunidade local e a Natura, empresa de cosméticos que usa ingredientes extraídos da castanha em suas mercadorias e que foi a principal financiadora do projeto.
O escritório de arquitetura OF. Studio está a cargo da valorização do Palacio Zapata em Mendoza, Argentina. Fundado no ano de 2017, este escritório de arquitetura e design com sede em Londres venceu diversos concursos em Dubai, nos Estados Unidos, na Grécia e em Mendoza. A seguir, conheça o projeto de valorização desse edifício histórico na capital da província que, por meio de uma envoltória curva, busca recriar o tradicional pátio das casas de Cuyo.
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Cidade da Guatemala. Fotografia por photosounds. Imagem via Shutterstock
Começa hoje a Bienal de Arquitetura da Guatemala 2021, plataforma que reunirá, entre os dias 16 e 18 de novembro, no Centro Cultural Miguel Ángel Asturias, os/as profissionais mais importantes do setor na região por meio de simpósios, palestras e exposições.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou sua lista de finalistas para o Prêmio Internacional de 2021, uma prestigiada premiação bienal que celebra os melhores novos projetos do mundo que "promovem edifícios que mudam o mundo e impactam positivamente a comunidade ao seu redor". O júri selecionou três projetos de uma lista de 16 finalistas em 11 países e anunciará o/a vencedor/a na quinta-feira, 2 de dezembro.
Com o estilo de vida contemporâneo priorizando o ato de receber em casa, as ilhas de cozinha voltadas para a área social — com assentos integrados — transformaram o "ficar em casa" no novo "sair". Mas o que define a ilha de cozinha perfeita?
Como parte da conferência online Build for Life, da Velux, o ArchDaily sediará as Sessões Daylight in Architecture. Hoje, Li Hu, Sun Yimin, Song Yehao, Ye Qing e Joerg Lonkwitz discutirão como potencializar as edificações para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
O escritório de David Chipperfield acaba de ser escolhido como o grande vencedor do concurso para o projeto de renovação do histórico casarão da Quinta Avenida número 1014 na cidade de Nova Iorque, um edifício de 1907 e de propriedade do governo alemão, o qual deverá ser utilizado como espaço cultural e lugar de encontro. Intitulada “An Open House”, a proposta apresentada pela David Chipperfield Architects, e desenvolvida em conjunto com os escritórios de Nova Iorque KARO Architects e Patarus Group, procura reorganizar todo o programa o edifício, redesenhando seus espaços interiores de forma promover uma maior acessibilidade e integração dos mesmos, ao mesmo tempo em que procura resgatar algumas das mais importantes características do histórico edifício. Buscando inspiração no diálogo entre as esferas públicas e privadas da antiga residência do embaixador alemão, a gênese deste projeto encontra-se na busca por redefinir o equilíbrio entre os programas públicos e privados da mais nova instituição cultural de Manhattan.
Cotidianamente nos deparamos com imagens de edifícios históricos que foram recentemente modernizados, ressignificados e trazidos de volta à vida. O contraste entre passado e presente, entre memória e a história viva de um determinado lugar ou edifício e a tensão entre estas duas coisas é algo que muito contribui para com a experiência da arquitetura e do espaço construído. E mais do que isso, a reabilitação de estruturas históricas pode ter um significado ainda mais profundo, principalmente quando tratamos da vida das pessoas que habitam estes lugares. Neste sentido, a arquitetura pode ser vista como um contentor de memórias coletivas compartilhadas, e o seu desenvolvimento, um livro que narra a própria história da humanidade, seus desafios, conquistas e traumas.
Quatro jovens escritórios de arquitetura com sedes na Grécia, Lituânia, Itália e Dinamarca foram escolhidos pela New Generations, uma plataforma que observa o que há de mais inovador dentre os arquitetos europeus, proporcionando um espaço para troca de conhecimento e confronto, teoria e produção. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe a público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
Este artigo de Ana María López-Ortego foi publicado originalmente com o título "Transformações territoriais e transbordamentos na zona rurbana da localidade de Bosa (Bogotá) sob a perspectiva de movimentos urbanos de base" no número 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.06).
Este artigo gira em torno dos conflitos entre a cultura urbanística e a cultura urbana nas áreas rurbanas da localidade de Bosa (Bogotá, Colômbia), onde se reproduz um modelo urbanístico distante da condição territorial de borda e das identidades culturais de seus habitantes (migrantes do campo, população indígena e coletivos de jovens vinculados à cultura urbana, ao esporte e ao hip-hop). A partir da análise bottom-up das transformações da região, emergem percepções de segregação urbana e perda de mecanismos de governança, embora se reconheçam processos de apropriação e ressignificação espacial por parte de movimentos de base de caráter rururbano, coletivo e independente.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que la comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas da cidade e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131080/transformacoes-territoriais-e-transbordamentos-na-zona-rurbana-da-localidade-de-bosa-bogotaAna María López-Ortego
Como parte da conferência online Build for Life da Velux, o ArchDaily sediará as sessões Daylight in Architecture. Hoje, Chris Precht, Sanne van der Burgh e Louis Becker discutirão como potencializar os edifícios para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
O uso de materiais orgânicos e naturais, bem como de produtos que os emulam com sucesso, tem sido uma forte tendência que continua a ganhar popularidade no design de interiores. Especialmente no último ano, quando as restrições de isolamento influenciaram drasticamente o tempo que as pessoas passaram em suas casas, o setor registrou uma demanda crescente por produtos capazes de trazer a natureza e o conforto visual para os ambientes internos — seja na forma de mobiliário ou de outros elementos decorativos. Trata-se, sem dúvida, de um movimento de design que veio para ficar.
No entanto, além do interesse por objetos inspirados na natureza, a principal consideração de arquitetos/as e designers ao selecionar um material costuma ser sua qualidade, resistência e facilidade de manutenção. Por isso, o ideal é aliar o aspecto natural à funcionalidade ao criar ambientes internos práticos e acolhedores. Com isso em mente, a fabricante de materiais derivados de madeira EGGER expandiu seu portfólio de lacas para desenvolver uma nova linha que une a estética orgânica a outras propriedades vantajosas.
A tensão entre forma e estrutura na arquitetura é um dilema antigo; muitas vezes, as ideias mais ousadas, vanguardistas e imaginativas de arquitetos e arquitetas acabam restritas ao papel devido a exigências estruturais e limitações técnicas. Como, então, viabilizar projetos que rompem com as formas convencionais e traduzir essas visões criativas em realidade construída?
Nesta edição, o ArchDaily apresenta a Eckersley O'Callaghan, um escritório de engenharia estrutural e de fachadas de referência global. A empresa acumula colaborações de sucesso com alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial. Sua parceria duradoura com a Foster + Partners resultou em diversas Apple Stores icônicas ao redor do mundo, conhecidas por suas fachadas de "vidro puro". Além disso, o escritório mantém parcerias sólidas com firmas como Zaha Hadid Architects, SOM, Gensler, KPF, Snøhetta e Heatherwick Studio. Com inovações e avanços significativos na tecnologia de fabricação de vidro e no design estrutural, a Eckersley O'Callaghan destaca-se por sua capacidade de liderar e viabilizar soluções estruturais inéditas no cenário internacional.
O escritório de arquitetura alemão Meyer-Grohbruegge propôs uma nova tipologia residencial que "adiciona uma dimensão espacial dinâmica a um pequeno vazio entre edifícios e enfatiza a experiência física na habitação". O projeto vencedor do concurso apresenta uma escada helicoidal central que conecta toda a estrutura, oferecendo um interior fluido e dinâmico que integra os espaços interno e externo.
O Grupo VELUX apresenta o conceito “Build for Life”, voltado para a criação de comunidades e ambientes construídos sustentáveis por meio de projetos acessíveis e de orientação social, novos modelos de habitação, ambientes internos saudáveis e o uso de materiais de baixo impacto. Desenvolvido em conjunto com o escritório EFFEKT, a equipe de engenharia da MOE e a construtora dinamarquesa Enemaerke & Petersen A/S, o conceito oferece a arquitetos/as e urbanistas uma “bússola” para navegar pelas urgências de sustentabilidade do momento, ao mesmo tempo em que incentiva a concepção de espaços habitacionais mais saudáveis.
As demandas técnicas da construção de pontes frequentemente orientam o desenvolvimento do próprio projeto. No entanto, a arquitetura nunca é deixada de lado — pelo contrário. A estética das pontes reunidas neste artigo é o resultado de um diálogo intenso, exigente e estimulante entre arquitetura e engenharia, em que a busca por soluções só termina quando ambas as disciplinas estão plenamente satisfeitas.
The Ithaca Commons, um calçadão de pedestres no centro da cidade, fotografado em 2012.. Imagem via Paul Sableman/Flickr/CC BY 2.0
Na semana passada, a Câmara Municipal de Ithaca, no estado de Nova York, aprovou um plano de descarbonização inédito nos Estados Unidos. Pelo projeto, as cerca de 6.000 residências e edifícios localizados nessa cidade universitária à beira de um lago, notoriamente conhecida por seu perfil “progressista”, serão eletrificados para atingir as metas estabelecidas pelo impressionante e ambicioso plano Green New Deal (GND) do município. Esse plano de neutralidade de carbono até 2030 foi adotado por unanimidade pela Câmara em junho de 2019 com o objetivo de “enfrentar as mudanças climáticas, a desigualdade econômica e a injustiça racial”, segundo a prefeitura.
A escassez de moradias é o catalisador para a especulação arquitetônica sobre cenários de resgate adaptativos ou a valorização de locais subutilizados nas cidades. Ao mesmo tempo, a crise da saúde e seus imperativos de trabalho em casa, trouxeram para o foco o potencial de reutilização adaptativa dos espaços de escritórios em habitações. A probabilidade de que alguns edifícios comerciais permaneçam vazios após a pandemia abre a possibilidade de trazer de volta moradias para os centros das cidades, possibilitando a implementação de uma visão de cidade de 15 minutos. A seguir, discutiremos os desafios e oportunidades de transformar espaços de escritórios em moradias, destacando a viabilidade e o impacto desse fenômeno limitado a longo prazo.
O fotógrafo de arquitetura e cineasta Kevin Siyuan lançou seu mais recente curta-metragem, intitulado A Wes Anderson-ish Singapore. O documentário de 30 minutos foi produzido como parte da exposição virtual Singapore Through My Eyes, parte do Singapore Archifest, e enfoca o planejamento urbano, arquitetura, bairros, parques, espaços verdes e como a população de Singapura se adaptou à pandemia.
FIRST 500 é uma iniciativa global que documenta as realizações de arquitetas negras e agora a organização lançou um novo site. Servindo como um arquivo digital, o site tem como objetivo aumentar a conscientização sobre as mulheres negras arquitetas e suas realizações, fornecer recursos para estudantes, profissionais e aspirantes a arquitetas e construir uma comunidade para mulheres negras no campo arquitetônico.
Casa Collage / S+PS Architects. Image Cortesia de S+PS Architects
Reformas e adaptações de espaços representam uma parcela significativa de projetos encomendados a escritórios de arquitetura, e o reuso de estruturas preexistentes não é um novidade. Funções e necessidades mudam ao longo do tempo e consequentemente adaptações são necessárias para cumprir novas demandas. No entanto, por mais que a manutenção de um edifício seja, na maioria dos casos, preferível no sentido econômico e ecológico à sua demolição e a uma nova construção desde o princípio, a lógica do reaproveitamento de um espaço não costuma ser extendida às suas partes constituintes que tornam-se, assim, entulho.
O Pier 54 em Nova York tem uma história que remonta aos primeiros habitantes da cidade. Depois de ser severamente danificado em 2012 com a passagem do furacão Sandy, Barry Diller e a instituição Hudson River Park Trust trabalharam para criar soluções para reativá-lo e devolver o espaço ao público.
O projeto resultante, Little Island Park, tornou-se um oásis urbano de quase 10.000 metros quadrados, que se estrutura sobre 132 pilares e abriga anfiteatros, várias espécies de árvores e outras vegetações, além de outros atributos. A arquitetura foi desenvolvida pelo Heatherwick Studio, com paisagismo da MNLA, a obra apresentou inúmeras dificuldades, o que exigiu grande inovação e colaboração de diversos profissionais. A Arup, empresa global que desenvolve projetos de consultoria e engenharia, esteve envolvida no projeto desde o início. Conversamos com David Farnsworth, Diretor do escritório da Arup em Nova York e Diretor de Projetos no Little Island, Park sobre os desafios e a aprendizagem envolvidos neste processo: