Com canais que somam mais de 100 quilômetros de extensão, Amsterdã acaba de apresentar um barco totalmente elétrico e autônomo. A ideia é que o modelo funcione como um táxi aquático, transportando até cinco pessoas por vez.
Batizado de Roboat, o veículo é capaz de operar por 10 horas ininterruptamente sem um piloto a bordo. A recarga é feita sem fio, por aproximação e sem intervenção humana. Outras tecnologias incluem sensores e câmeras de 360 graus com inteligência artificial.
Conhecida por sua experiência em vidro, a Sovet agora explora uma rica paleta de materiais adicionais, como cerâmica, metais, tecidos e madeiras, com os quais mistura sua matéria-prima principal. Imagem cortesia de Sovet
As peças de mobiliário da Sovet, especialista em vidro, combinam uma ampla paleta de cores, materiais e texturas, unindo cerâmica, madeira e metal ao seu característico acabamento em vidro liso.
No centro de Kuala Lumpur, na Malásia, o Merdeka 118 atingiu sua altura máxima, com 678,9 metros e 118 andares, tornando-se o segundo edifício mais alto do mundo. Cinco anos após o início da construção, a silhueta final da torre é revelada, redefinindo o horizonte da cidade atualmente dominado pelas Torres Petronas e pela Torre de Kuala Lumpur. Projetado pela firma australiana Fender Katsalidis, o edifício mostra uma fachada triangular de vidro facetada inspirada nos padrões encontrados na arte malaia e, juntamente com o parque projetado pelo escritório Sasaki, estabelece uma nova identidade para a região.
Em diferentes partes do mundo as mulheres estão transformando as cidades e ocupando espaços no planejamento e na gestão urbana como nunca havia acontecido. Paris, Barcelona e Roma, por exemplo, além de serem cidades onde quase qualquer pessoa gostaria de viver, são, hoje, cidades gerenciadas por mulheres pela primeira vez em sua história, ambas em seu segundo mandato. Grandes mudanças e planos celebrados atualmente, como a “cidade de 15 minutos”, em Paris, a abertura da Times Square para as pessoas, em Nova Iorque, e a digitalização urbana de Barcelona como cidade inteligente, foram capitaneadas por mulheres.
Durante séculos, a pintura de fachadas foi uma forma simples e eficaz de adicionar um toque de individualidade a edifícios residenciais e comerciais - especialmente em áreas onde os edifícios são parecidos entre si. Por ser um meio tão fluido, os potenciais do que pode ser alcançado com a pintura são ilimitados - tanto internos quanto externos.
A arquitetura no México tem uma vasta história que se compões de diversos aspectos que abordam temas astrológicos, políticos, espirituais e econômicos. Embora hoje restem apenas ruínas de alguns dos complexos pré-hispânicos mais importantes, graças a profundas pesquisas que foram realizadas, podemos ter algumas representações de como eram aqueles edifícios que lançaram os alicerces do que hoje nos define. Nessas representações, é possível notar a presença de materiais naturais que respondiam ao seu entorno, tais como a pedra basáltica, o estuque e algumas tintas vegetais cujos vestígios resistiram até os nossos dias.
O concreto e a sustentabilidade são duas palavras frequentemente consideradas incompatíveis. Utilizado desde a era romana, o concreto moldou grande parte do nosso ambiente construído, sendo o material manufaturado mais consumido no planeta devido à sua resistência, versatilidade, excelente relação custo-benefício e acessibilidade, entre outros benefícios inerentes. Seu uso generalizado em edifícios e infraestruturas constitui a base das cidades, conecta comunidades e continuará a desempenhar um papel vital no desenvolvimento de soluções para os desafios do futuro — especialmente diante da necessidade de resposta das cidades a uma população global em constante crescimento. No entanto, tendo o cimento como ingrediente principal, ele também acarreta custos ambientais significativos, sendo responsável por pelo menos 8% das emissões globais de carbono no contexto das mudanças climáticas. Contudo, esse cenário não é inevitável. Com o surgimento de tecnologias e produtos inovadores, existem hoje diversas formas de tornar o concreto mais ecológico.
Após anos de análise federal, a National Capital Planning Commission finalmente aprovou a proposta de renovação do Jardim de Esculturas de Hiroshi Sugimoto. O novo projeto de Sugimoto, apresentado na primavera de 2019, transforma o Hirshhorn Museum em uma estrutura acessível e convidativa para receber os mais de 30 milhões de visitantes que frequentam a região anualmente. A proposta apresenta espaços flexíveis para abrigar esculturas de grande escala e performances temporais, além de incluir reparos há muito necessários na infraestrutura do local.
"Under The Zhengyangmen". Imagem cortesia de DRAWING ARCHITECTURE STUDIO
A arquitetura nunca se limitou a edifícios e construções; alguns arquitetos e arquitetas notáveis contribuíram com inúmeras obras fantásticas para os campos da moda, do mobiliário, da joalheria e de outras vertentes do design. Os nomes de jovens profissionais da arquitetura atuantes na indústria da construção civil chinesa aparecem em diversos setores. Por meio de intersecções, extensões e explorações, essa nova geração busca atuar além das fronteiras da arquitetura.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como *The Midnight Charette*) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Eric Johnson, fundador e diretor da EJA Lighting Design, para discutir o papel e o valor do/a designer de iluminação, falhas de iluminação mais comuns, a colaboração com arquitetos/as, a iluminação de diferentes tipos e estilos de arquitetura, tecnologias de iluminação, as qualidades essenciais de um/a bom/a profissional de iluminação, entre outros assuntos.
Antes que o ar-condicionado, movido a combustível fóssil, se tornasse amplamente disponível, as pessoas que viviam em climas adversos não tinham nada além de meios naturais para ventilar seus espaços e controlar a temperatura interna. Para isso, eles consideravam vários fatores externos, como sua localização, orientação em relação ao sol e ao vento, as condições climáticas da área e os materiais locais. Neste artigo, exploramos como civilizações antigas na Ásia Ocidental e no Norte da África utilizaram as torres de vento para se adaptar ao clima rigoroso da região, de forma a fornecer soluções de resfriamento passivo. As torres de vento ainda estão sendo usadas na arquitetura contemporânea, provando que as abordagens locais para adaptabilidade climática são fundamentais para o desenvolvimento do ambiente construído de hoje.
A prefeitura de Parisanunciou que irá investir cerca de 250 milhões de euros em infraestrutura para bicicletas na cidade ao longo dos próximos anos, melhorando e expandindo a sua já vasta rede de ciclovias com o principal objetivo de se tornar a cidade “mais ciclável” do planeta. Chamado de Bike Plan, o programa será implantado ao longo dos próximos 5 anos, qualificando a infraestrutura existente e e expandindo o alcance de suas rotas e percursos além de proporcionar maior conforto e segurança para ciclistas e também pedestres.
Biblioteca e Centro Comunitário Pinch / Olivier Ottevaere + John Lin. Imagem Cortesia de Olivier Ottevaere + John Lin
Após a realização da mesa digital “Como ser antirracista na prática profissional”, a coletiva Arquitetas inVisíveis disponibilizou um pequeno guia com pontos fundamentais para a construção de uma profissão equânime e antirracista, junto de uma indicação de diversos textos que ajudam a compreender o panorama social e trazem modos de enfrentar questões racistas não apenas no campo da arquitetura e do urbanismo, mas na vida.
Talvez uma das decisões mais importantes inerentes a um processo de projeto seja a forma de implantação dos volumes construídos dentro dos limites do terreno. Essa escolha pode render diversas virtudes à obra, desde uma boa orientação para receber luz natural, até funcionalidade em relação a acessos e distribuição de funções do programa. Um dos fatores centrais na hora de entender qual é a melhor forma de pousar um projeto sobre o chão é a inclinação do terreno.
Este episódio do Arquicast vai falar sobre como a agenda dasustentabilidade influi diretamente nos projetos de arquitetura, em especial no design de interiores. As transformações dos meios de produção e modos de vida ao longo das últimas décadas impactaram negativamente nas relações que desenvolvemos com o planeta Terra. O tema da sustentabilidade atravessa diversas camadas desses problemas e não poderia ser diferente quando o assunto é a arquitetura, o design e o mercado da construção.
Integrantes do Coletivo Prende La Vela em manifestação na Avenida Paulista. Image Cortesia de Prende La Vela
Do deslocamento entre fronteiras ao deslocamento intra-urbano, a população migrante participa e transforma as paisagens e relações de sociabilidade estabelecidas no território onde habitam. A cidade, espaço de encontro e confronto de diferentes perspectivas, intensifica essa característica ao receber fluxos migratórios e acolher de formas distintas os diferentes atores deste processo. Migrantes latino-americanas – grupo múltiplo em raça, identidade de gênero, orientação sexual e classe – confrontam lógicas conservadoras ao se deslocarem por entre fronteiras nacionais e territórios urbanos. Dentro desta realidade, migrantes organizadas em coletivos reivindicam suas demandas e participação na cidade através de manifestações de suas culturas de origem.
Desde minha primeira tentativa de fotografar arquitetura, em dezembro de 1995, percebi querer que tanto a construção quanto a paisagem narrassem uma história comum, e formassem um todo inseparável. Existem dois processos-chave quando fotografo a arquitetura como um componente da paisagem circundante: um direcionado para o interior, e outro direcionado para o exterior, e eles ocorrem simultaneamente.
O Cora Coletivo, um grupo brasileiro transdisciplinar, desenvolveu um projeto na cidade de Dongguan/China, para o concurso Urban Greenhouse Challenge II (UGC2). A proposta de uma fazenda vertical icônica em madeira abriga cultura, lazer e toda a cadeia de produção e distribuição alimentar. Além disso, a área também conta com projeto paisagístico nos espaços livres, e Sistema Agroflorestal (SAF) de produção alimentar.
Quintana Roo é um estado localizado na região sudeste do México, faz fronteira geográfica com Belize e os estados de Yucatan e Campeche, e tem frente para o Golfo do México e o Mar do Caribe. Tem 50 212 km² e é o nono estado menos populoso do país. Sua capital é Chetumal e sua cidade mais populosa é Cancún. Há várias razões pelas quais Quintana Roo é um estado com uma importante riqueza cultural, uma delas é seu turismo de classe mundial, que o levou a ter um dos oito aeroportos internacionais do país, além de ser reconhecido pela Organização Mundial do Turismo.
Consagrados com uma cultura milenar, os arquitetos libaneses mostram em seus projetos como lidar com o entorno e com os desafios atuais da arquitetura. Em homenagem à comunidade libanesa no Brasil, celebrada oficialmente no dia 22 de novembro, selecionamos sete escritórios para conhecer melhor a arquitetura libanesa contemporânea.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio, Sara conversa com o arquiteto Paulo Martins Barata, do atelier PROMONTORIO, sobre o projeto da Casa da Volta, localizada em Grândola, Portugal. Ouça a entrevista e leia a transcrição da conversa, a seguir:
Entrearcos, arquitecturas de conexión - Colección. Image Cortesía de Daniela Silva Landeros
O olhar é uma ferramenta que o/a arquiteto/a usa constantemente, mas não valoriza por completo. É um instrumento que, além de nos permitir conhecer e reconhecer nossa realidade e os fenômenos que dela surgem, pode funcionar como método de análise. “Entrearcos: arquitecturas de conexión” é um trabalho de pesquisa desenvolvido pela arquiteta Daniela Silva Landeros que estuda, a partir do caso específico do bairro de Ciutat Vella, na cidade de Barcelona, a questão dos arcos em nossas cidades. E o faz a partir de pontos de vista alternativos que põem em xeque a maneira como estamos acostumados a olhar.
A Comissão de Ensino e Formação (CEF) do CAU/RJ está realizando a pesquisa Impactos do Ensino Remoto na Formação de Arquitetas e Arquitetos Urbanistas. O objetivo é analisar o impacto da pandemia da Covid-19 na graduação e na formação profissional durante o período pandêmico e seus desdobramentos futuros, considerando a implementação de aulas remotas e restrições de atividades curriculares e extracurriculares nas escolas de arquitetura e urbanismo do estado do Rio de Janeiro.