O Royal Botanic Gardens, Kew, e o Museum of Architecture (MoA) lançaram um concurso para selecionar três projetos excepcionais para a criação de três casas na árvore no sítio do RBG Kew, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, como parte de uma exposição mais ampla intitulada ‘Treehouses at Kew’.
‘Treehouses at Kew’ será a principal exposição do Kew, em cartaz de abril a outubro de 2023, oferecendo uma das experiências de visitação mais imperdíveis do calendário cultural de Londres em 2023.
Há muito mais a se descobrir sobre arquitetos/as e seus projetos quando começamos a conhecer as histórias por trás de suas obras. Compreender de onde e como vem sua inspiração, e de que forma uma ideia se transforma em uma realidade palpável, sensorial e vivenciável, nos permite entender melhor por que o projeto chegou ao seu resultado final.
Em parceria com o fotógrafo Marc Goodwin, como parte de seu projeto Atlas of Architectural Atmospheres — desta vez na cidade de Berlim —, tivemos a oportunidade de nos reunir com o arquiteto alemão Christoph Hesse, do escritório Christoph Hesse Architects, sediado em Korbach e Berlim, para conversar sobre os elementos que compõem sua visão de arquitetura e sua produção. Encontrar um profissional em seu próprio espaço de trabalho é também um diferencial; analisamos diferentes projetos enquanto observávamos maquetes físicas, e a narrativa de seu trabalho transformou-se em uma bela história sobre um lugar — uma cidade do interior da Alemanha —, suas pessoas, suas vidas e um futuro sustentável em harmonia com a natureza.
Os cineastas de arquitetura 9sekunden colaboraram com os arquitetos do escritório de David Chipperfield para criar um curta-metragem sobre a extensão do Museu Kunsthaus em Zurique, Suíça. O recurso mostra a jornada dos visitantes pelo novo edifício, encontrando a instalação interativa "The Sense of Things" do renomado coreógrafo William Forsythe. Percorrendo a arquitetura, combinado com a curiosidade das pessoas entrando no espaço, o filme destaca a interação entre cultura, urbanidade e o ambiente construído da cidade de Zurique.
Uma frase de efeito, muito conhecida — "Do Cabo para o Cairo" — gerou inúmeros livros e despertou a imaginação de incontáveis viajantes do continente africano. As origens da frase são de natureza imperial, nascida de uma proposta de 1874 do jornalista inglês Edwin Arnold, que procurava descobrir as origens do rio Congo. Este projeto foi mais tarde retomado pelo imperialista Cecil Rhodes, que imaginou uma ferrovia contínua de territórios governados pela Inglaterra que se estendia do Norte ao Sul do continente.
Como parte da política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, o Conselho Metropolitano de Milão aprovou seu projeto Biciplan “Cambio”, um novo sistema que introduz corredores chamados “superciclo” por toda a cidade. Assim, o projeto tem como objetivo valorizar o ciclismo, a preservação ambiental e a segurança e o bem-estar da população. O plano complementará as ciclovias já existentes com a adição de 750 quilômetros de novas vias que ligarão as 133 comunas da cidade à região metropolitana, aumentando a cobertura interna do sistema de vias em 10% e 20% em uma escala maior.
No dia 1º de outubro, a arquiteta Rozana Montiel apresentou a exposição "Blanco en tres actos" no Colegio de San Ildefonso, na Cidade do México. A mostra convida a vivenciar os processos de projeto do escritório da arquiteta em três momentos: "Habitar o vazio", "Folhas em branco" e "Um manifesto", em um espaço interno revestido de papel, buscando ressignificar a página em branco a partir de um desdobramento de tempo e texturas. Nesta tela, desdobram-se cinquenta projetos desenhados à mão livre em diferentes escalas, formando uma retícula que revela o ato, o misterioso instante em que uma ideia se gesta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134220/rozana-montiel-apresenta-exposicao-branco-em-tres-atos-no-colegio-de-san-ildefonsoArchDaily Team
Metha Arquitectos e Be Maarch receberam o primeiro prêmio no concurso de projeto para a remodelação da Praça de Armas da cidade de Juliaca, no Peru. Entre os aspectos da proposta destacados pelo júri estão: a prioridade do pedestre sobre o veículo, o reforço do caráter institucional e o valor ambiental, e a criação de um espaço que integre a natureza. Além disso, o júri ressaltou que o projeto compreende e aceita as dinâmicas do comércio informal, propondo um eixo hierárquico longitudinal entre a praça e o colégio para criar um espaço urbano de pedestres. O desenho é complementado por um eixo secundário de trânsito transversal e se organiza de modo a evitar a presença de barreiras arquitetônicas, gerando espaços mais inclusivos. Confira o projeto a seguir.
“What's color? para arquitetos/as e designers” é uma exposição da artista Claudia Valsells. Com curadoria de Julia Ruiz-Cabello y Gonzalo de Benito, a mostra reúne depoimentos de escritórios de arquitetura sobre o uso da cor em seus projetos. O evento ocorreu de 10 a 14 de dezembro de 2021 no espaço Pavilion do escritório de arquitetura PLANTEA, em Madri. A montagem de um espaço expositivo, à semelhança do ateliê no qual a artista trabalhou por mais de duas décadas para criar sua própria cartela de cores, configura o espaço.
A camada externa das superfícies e dos edifícios é a interface com o mundo, expressando grande parte de sua aparência, características e condições. Em alguns momentos, seja por restrições orçamentárias, complexidades técnicas ou falta de tempo, torna-se necessário buscar soluções rápidas e de fácil instalação. Os revestimentos 3M™ DI-NOC™ Architectural Finishes são películas decorativas adesivas que oferecem uma opção sustentável e econômica para a renovação de superfícies, reduzindo o descarte em aterros sanitários e minimizando o tempo de inatividade, o ruído e a poeira. São ideais para aplicação em marcenaria, portas, colunas e paredes internas. Há também uma versão para soluções externas, a linha de produtos 3M™ DI-NOC™ Architectural Finishes Exterior EX Series. Os acabamentos podem ser aplicados diretamente sobre o material existente da fachada, proporcionando um design sofisticado aliado a outros benefícios técnicos. A seguir, apresentamos dois exemplos que demonstram as possibilidades dos revestimentos de superfície da 3M.
A Powerhouse Company revelou seu projeto para o novo edifício de salas de aula da Universidade de Tilburg que, quando concluído, será o primeiro edifício acadêmico dos Países Baixos construído em madeira laminada cruzada (CLT). Inserido em uma paisagem arborizada, o edifício faz uma referência à arquitetura modernista tombada dos anos 1960 do campus, ecoando sua atmosfera monástica através do ritmo das janelas e das fachadas de calcário.
Dübendorf, na Suíça, é uma espécie de solo sagrado para especialistas em tecnologia da arquitetura. Lá, no campus acadêmico compartilhado dos Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais e do Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática, a universidade pública ETH Zürich vem realizando há quase uma década experimentos de engenharia e construção no NEST, um edifício de pesquisa em constante evolução. Em agosto, ETH Zürich revelou sua mais recente extensão do edifício, o HiLo (abreviação de high performance-low emissions, ou alto desempenho e baixas emissões) — uma adição modular de dois pavimentos a essa estrutura camaleônica que combina princípios construtivos medievais e métodos digitais contemporâneos para elevar o patamar das aplicações mais sustentáveis de concreto.
Com o V-Ray 5 para SketchUp, Update 2, a Chaos introduziu novas ferramentas inteligentes que facilitam a criação de renderizações incríveis por arquitetos/as e artistas de visualização de arquitetura (arch-viz). É possível aproveitar os modelos e materiais gratuitos disponíveis no Chaos Cosmos, personalizar superfícies com o V-Ray Decal e ajustar a renderização com o LightMix e pós-processamento.
Neste tutorial, Ricardo Ortiz, Especialista de Produto do V-Ray, utiliza uma cena de interior para demonstrar como essas novas e poderosas adições podem acelerar seus processos criativos e adicionar detalhes extras para um fotorrealismo excepcional.
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang
A cidade de Budapeste, por meio da Agência de Desenvolvimento de Budapeste (BFK), lançou um concurso internacional de projeto no final do ano passado para a ampla reforma da Estação Ferroviária de Nyugati e de seus arredores. A iniciativa busca expandir a capacidade da estação para atingir as metas de transporte ferroviário da capital húngara de dobrar o n´¨mero de trens das redes suburbana e metropolitana. Após uma fase inicial que atraiu 36 participantes, 12 escritórios foram escolhidos para a segunda rodada da competição, dentre os quais estão Benthem Crouwel Architects, Grimshaw Architects, a Zaha Hadid Architects, Foster + Partners, Kengo Kuma & Associates e Sweco.
El colectivito - Cincuenta concursos. Image Cortesía de El colectivito
El colectivito nasceu como tal há cerca de cinco anos. Sem nome nem forma, reunia de maneira quase casual um grupo de estudantes interessados em refletir criticamente sobre a arquitetura e o território. Seu nome alude ironicamente ao momento histórico em que nasceu. Entende-se como um dos infinitos coletivos de arquitetos e se faz pequeno por reconhecer sua gestação incipiente. Hoje em dia, é um espaço de encontro no qual arquitetas, arquitetos e estudantes de arquitetura da província de Misiones, na Argentina, compartilham e discutem interesses e inquietações em relação à cultura arquitetônica do lugar particular que habitan.
Testimonial Spaces, o tema do pavilhão do Chile na recente Bienal de Veneza 2021, abriu ao público neste dia 18 de janeiro no Museu de Arte Contemporânea de Santiago.
Com curadoria dos arquitetos Emilio Marín e Rodrigo Sepúlveda, Testimonial Spaces reúne 525 pinturas baseadas em depoimentos e relatos cotidianos de moradores e moradoras do bairro José María Caro, em Santiago, alinhando-se a How will we live together? ("Como viveremos juntos?"), o tema da bienal sob a curadoria do arquiteto libanês Hashim Sarkis.
Se a Natureza tivesse sido confortável, a humanidade nunca teria inventado a arquitetura. - Oscar Wilde
A arquitetura é humana. Apesar de sua beleza primorosa, tocas, colmeias, ninhos e formigueiros são criações do instinto. O projeto desenvolvido por seres humanos, por outro lado, avalia opções, meios e métodos de criação, solucionando anseios que vão muito além de meras adequações funcionais.
Quantas vezes você já ouviu a antiga afirmação de que o “e-mail está morto”? Certamente mais de uma vez. Para a surpresa de muitos/as, e apesar do surgimento de novas ferramentas de mensagens como o Slack e o Microsoft Teams durante a pandemia, o e-mail continua sendo, de longe, a ferramenta de comunicação mais utilizada em muitas empresas. Todos os dias, mais de 300 bilhões de e-mails são enviados e recebidos globalmente, e colaboradores/as passam em média 5 horas verificando suas correspondências online. Espera-se que essa tendência apenas aumente nos próximos anos, especialmente em setores baseados em projetos e clientes – como arquitetura, engenharia e construção – que dependem fortemente desse meio de comunicação.
No entanto, seu uso consolidado nem sempre é sinônimo de eficiência, particularmente em empresas que não estabelecem os processos internos necessários para arquivar e-mails em um espaço centralizado. Diante da ameaça silenciosa de uma gestão de e-mails ineficaz, muitos escritórios de arquitetura e outras empresas enfrentam riscos desnecessários, perda de tempo e produtividade, além de maior estresse entre seus/suas profissionais.
A Çanakkale Antenna Tower projetada pela IND [Inter.National.Design] e Powerhouse Company está quase concluída. Localizada em uma colina da cidade de Çanakkale, Turquia, a estrutura de aço tem um embasamento que envolve a paisagem antes de se erguer em uma torre de 100 metros de altura com vista panorâmica para a histórica cidade.
A síntese entre arte e arquitetura remonta à origem da própria disciplina. Das formas elaboradas do barroco à estrutura geométrica do modernismo, a arte tem sido historicamente uma determinante fonte de inspiração para muitos arquitetos, os quais se tornaram responsáveis por traduzir estilos, técnicas e conceitos em estruturas habitáveis. Pensando nisso, neste artigo procuramos explorar a influência de cinco dos principais movimentos da história da arte na arquitetura, observando a forma como os arquitetos se apropriaram de algumas de suas características mais elementares para criar as suas próprias composições arquitetônicas.
Buscando seu objetivo de registrar diversos escritórios de arquitetura e design, em sua passagem por Berlim, Goodwin capturou imagens de 13 escritórios: Hesse, LAVA, JWA, Tchoban Voss, Richter Musikowski, Barkow Leibinger, FAR frohn&rojas, studio Karhard, Jasper, Kleihues + Kleihues, Graft, Bundschuh Architekten e Sauerbruch Hutton.
Ao longo dos anos, a prática da arquitetura manteve uma linha muito clara em relação às soluções e serviços que oferece à sociedade. No entanto, devido à velocidade e ao contexto dinâmico em que vivemos hoje, é cada vez mais comum encontrar escritórios emergentes que se consolidam propondo novos discursos, pautados pela transparência e pela horizontalidade na profissão. Atualmente, é interessante notar como as novas gerações se aproximam cada vez mais de uma perspectiva limítrofe com o teatro e as artes, moldando a construção de uma cena que se complementa e se inspira em outras disciplinas, indo além dos limites da própria arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134286/javier-puga-a-arquitetura-deve-se-adaptar-as-novas-tecnologias-para-criar-experiencias-ultrapersonalizadasArchDaily Team
A Comissão Europeia e a Fundação Mies van der Rohe anunciaram as 40 obras pré-selecionadas que concorrerão ao Prêmio da União Europeia de Arquitetura Contemporânea 2022 – Prêmio Mies van der Rohe. A lista conta com projetos construídos em 18 países europeus, com Espanha, Áustria e França liderando com cinco obras cada. Os vencedores serão anunciados em abril deste e a cerimônia de premiação ocorrerá em maio.
Pavilhão dos Estados Unidos. Imagem cortesia de reSITE
Neste episódio em duas partes de Design and the City — um podcast sobre como tornar as cidades mais habitáveis —, o reSITE aborda a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, explorando a questão "Como viveremos juntos?". A primeira parte analisa o trabalho das curadorias dos pavilhões dos EUA, dos Países Nórdicos e de Luxemburgo, focando no uso da construção em madeira como resposta ao tema da exposição. A segunda parte traz o curador Hashim Sarkis e Greg Lindsay, ao lado das curadorias dos pavilhões britânico e austríaco, explorando o tema da acessibilidade.