Diversas métricas fundamentais podem ser mensuradas, desde objetivos financeiros até a gestão do relacionamento com clientes, inovação, influência e desenvolvimento profissional, ajudando arquitetos/as e designers a avaliarem seu desempenho sob diferentes perspectivas. Como diz o famoso ditado, "o que é medido é gerenciado". Para apoiar essa iniciativa, o 2024 Architecture Business Benchmarks Report, da Monograph, oferece uma análise minuciosa de cinco métricas fundamentais.
O mundo perdeu 60% de suas populações de animais desde 1970. Esse declínio impressionante reflete as crescentes pressões sobre os ecossistemas, desde a destruição de habitats até as mudanças climáticas. Além disso, um milhão de espécies enfrentam hoje a ameaça de extinção. À medida que esses problemas continuam a se agravar, a importância de preservar a biodiversidade e restaurar os ecossistemas torna-se cada vez mais evidente.
Em comemoração ao Outubro Urbano, mês dedicado a reconhecer a importância de espaços urbanos inovadores, esta seleção apresenta 8 projetos conceituais que demonstram o potencial transformador dos espaços públicos. Esses projetos, enviados pela comunidade do ArchDaily, mostram as inúmeras maneiras pelas quais os espaços públicos podem potencializar a identidade cultural, a interação comunitária e a qualidade ambiental. Projetos conceituais e propostas de concurso servem como plataforma para a experimentação arquitetônica, desafiando normas e estimulando debates sobre o futuro das paisagens urbanas. De contextos rurais a praças históricas estratificadas ou intervenções urbanas de pequena escala, as propostas dialogam com seus contextos com o objetivo de melhorar a experiência de residentes e visitantes, destacar as memórias do espaço e garantir acessibilidade para todas as pessoas.
A cada mês, a equipe editorial do ArchDaily seleciona uma coleção de projetos conceituais centrados em um tema ou programa específico, enviados ao nosso site. Desenvolvidos por escritórios de arquitetura de diversas escalas em todo o mundo, os projetos são enviados abertamente à plataforma do ArchDaily, formando uma comunidade global de profissionais que compartilham seus trabalhos — sejam eles puramente conceituais, propostas de concursos ou fases iniciais de projeto. O envio de projetos está aberto a qualquer pessoa interessada. Se você deseja contribuir, envie seu trabalho seguindo as instruções aqui.
Apartamentos urbanos são frequentemente elogiados pelo uso inteligente do espaço, mas como tem sido sua abordagem em relação às cores? Incorporar cores de forma pensada vai além de uma decisão estética; tem o potencial de moldar respostas emocionais, influenciar o humor e criar ilusões espaciais. Pesquisas em psicologia das cores mostram que as cores afetam nossas reações sociais, culturais e psicológicas, tornando-se ferramentas de projeto poderosas. Variações de azul, por exemplo, demonstraram retardar a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais despertas e alertas, enquanto tons de verde aliviam a tensão do sistema nervoso, ajudando-nos a sentir mais calma e equilíbrio. A cor nos espaços arquitetônicos pode inclusive alterar nossa percepção, criando ilusões de profundidade, movimento e textura que influenciam a maneira como vivenciamos o espaço. Tons mais quentes, como laranjas e vermelhos, tendem a tornar o ambiente mais íntimo e acolhedor, ao passo que brancos e azuis frios conferem uma sensação de abertura, fazendo com que os espaços pareçam mais altos e amplos.
A probabilidade de que sua próxima partida de basquete favorita aconteça sobre um piso de vidro personalizável e interativo é relativamente alta. Mais do que isso, as chances de que essa maravilha de vidro seja fabricada pela ASB GlassFloor são significativamente maiores. No mundo em constante evolução da arquitetura esportiva e corporativa, elementos de design inovadores ganham cada vez mais protagonismo. Um desses marcos que vem chamando a atenção é o piso de vidro—um recurso que, embora pareça uma novidade recente, tornou-se um elemento essencial em arenas de grande prestígio ao redor do mundo. Mas, além de iluminar quadras esportivas, a ASB GlassFloor tem muitas cartas na manga para surpreender o mercado. A entrada no segmento corporativo é apenas um desses movimentos estratégicos.
O Aedes Architectural Forum, em Berlim, apresenta ao longo dos próximos dois meses a trajetória e as obras de Christoph Hesse Architects. A exposição, intitulada "Rural Rebellion", concentra-se nos projetos arquitetônicos do escritório que abordam os desafios de se trabalhar em áreas rurais, especialmente em Korbach — cidade natal de Hesse — e em outros vilarejos da Alemanha. A mostra destaca como a prática reimagina e reinterpreta métodos construtivos tradicionais, traduzindo-os para contextos contemporâneos e enfatizando uma abordagem coletiva e colaborativa da arquitetura.
Documentário “Women in Architecture”: Tosin Oshinowo. Imagem cortesia de SkyFrame
A arquitetura é uma disciplina em que teoria e prática se encontram, transformando ideias abstratas em espaços que moldam e respondem às vidas e identidades humanas. Para a arquiteta e curadora nigeriana Tosin Oshinowo, essa dinâmica está no cerne de seu trabalho. Como fundadora do Oshinowo Studio e curadora da Trienal de Arquitetura de Sharjah de 2023, ela traçou um caminho singular na arquitetura contemporânea, combinando especificidade cultural, consciência climática e relevância global.
Porto, a segunda maior cidade de Portugal, é uma mistura cativante de charme histórico e inovação contemporânea. Situado às margens do Rio Douro, este local declarado Patrimônio Mundial da UNESCO ostenta uma rica tapeçaria arquitetônica que atravessa séculos. A paisagem urbana do Porto é um testemunho de sua identidade em constante evolução, desde o bairro medieval da Ribeira, com suas ruelas de paralelepípedos, até a icônica Ponte Luís I. A silhueta da cidade é pontuada por igrejas barrocas, palácios neoclássicos e estruturas modernistas, criando um contraste visual marcante que reflete sua história dinâmica.
O Porto passou por um notável renascimento arquitetônico nos últimos anos, tornando-se um polo de atração para talentos locais e internacionais. A cidade se transformou em uma tela dinâmica onde projetos contemporâneos ousados se integram perfeitamente ao seu rico tecido histórico. A influência de arquitetos de renome como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, ambos laureados com o Prêmio Pritzker e naturais do Porto, consolidou o status da cidade como protagonista no cenário arquitetônico global. Entre os marcos contemporâneos mais impressionantes da cidade está a Casa da Música, um centro cultural futurista em forma de diamante projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, que se ergue como um testemunho do espírito vanguardista do Porto. Essa sofisticada fusão entre tradição e modernidade, aliada a um forte compromisso com a regeneração urbana, transformou o Porto em um vibrante polo de inovação arquitetônica, tornando-o um destino indispensável para entusiastas da arquitetura e exploradores culturais.
O projeto de um edifício residencial típico raramente envolve as pessoas que irão habitá-lo. Muitas vezes concebidos por incorporadoras imobiliárias para responder a demandas predefinidas do mercado, esses projetos raramente são otimizados para a habitabilidade. Um sistema de desenvolvimento emergente que surgiu na Alemanha busca mudar essa dinâmica, recolocando as pessoas residentes no centro dos novos projetos habitacionais. O sistema Baugruppe, que significa "grupo de construção" em alemão, propõe uma abordagem alternativa à habitação que permite a grupos de indivíduos se unirem para projetar e construir seus espaços residenciais. Dessa forma, contornam-se as incorporadoras tradicionais para criar ambientes de vida personalizados e sustentáveis.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, dois aviões comerciais sequestrados atingiram as Torres Gêmeas em Lower Manhattan, um terceiro avião atingiu o Pentágono e um quarto caiu na área rural da Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas perderam a vida nos ataques terroristas. Diante dessa perda sem precedentes, a cidade de Nova York prometeu reconstruir Lower Manhattan como um bairro vibrante, ao mesmo tempo em que honraria e preservaria a memória daquele dia. Teve início, assim, um dos maiores projetos de reconstrução da cidade de Nova York, um processo que continua em andamento hoje, 23 anos após a tragédia.
Diz o ditado popular: 'Diga-me com quem andas e te direi quem és'. Em outras palavras, as pessoas com quem escolhemos nos associar revelam muito sobre o nosso próprio caráter.
A julgar por esse provérbio, a reputação da Mara, empresa sediada em Brescia, parece estar em alta. A marca com o selo Made in Italy, há muito especializada na produção de sistemas e elementos de mobiliário com forte componente técnica, vive um momento de renovação de identidade, transitando de uma fabricante tradicional de escritórios para uma marca que atende tanto ao segmento corporativo quanto ao residencial. Além disso, as parcerias de design externo que firmou recentemente revelam o nível de sua ambição. AMDL CIRCLE e Michele De Lucchi, Christophe Pillet, Ferruccio Laviani e Marcello Ziliani trazem, cada um, uma indiscutível bagagem de experiência em design e uma produção amplamente premiada.
As reclamações de arquitetos e arquitetas são inúteis. O edifício com estrutura leve de madeira sobre embasamento — o chamado 5-over-1 — veio para ficar. "A Caixa", como gosto de chamá-la, utiliza a tecnologia híbrida de uma base de concreto e aço sob uma estrutura leve de madeira, sendo usada predominantemente para habitação a preço de mercado. Apesar da reação negativa comum à sua estética banal, seu apelo para uma grande parcela de consumidores de apartamentos é inegável. É também, obviamente, um sucesso entre as incorporadoras.
À medida que Kharkiv inicia sua longa jornada de recuperação após o devastador conflito na Ucrânia, um concurso global de projetos foi lançado pela Norman Foster Foundation e pela Buildner para reimaginar um dos marcos mais importantes da cidade: a Praça da Liberdade. Símbolo do planejamento urbano da era soviética, a praça, juntamente com o Edifício da Administração Regional, foi severamente danificada por um ataque de mísseis em 1º de março de 2022. O ataque deixou o edifício em ruínas e a praça com as marcas do conflito.
Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.
Essencialmente, o projeto de fachadas deve aliar proteção, desempenho e impacto visual, tornando-se um elemento arquitetônico definidor. A evolução das fachadas reflete os avanços em materiais, tecnologia e flexibilidade de projeto. Antigamente, as fachadas utilizavam materiais simples como tijolo, pedra e madeira, oferecendo suporte estrutural ao mesmo tempo em que expressavam estilos regionais. Com o tempo, novos materiais como ferro e aço foram introduzidos, permitindo edifícios mais altos com fachadas de vidro contínuas que marcaram o início do modernismo nos centros urbanos. O século XX trouxe o concreto armado e o alumínio para o perímetro das edificações, possibilitando projetos mais leves e variados. Avanços recentes em materiais de alto desempenho, como os painéis compostos e revestimentos de base biológica, oferecem aos profissionais de arquitetura novas opções estéticas e de eficiência energética. A STACBOND exemplifica essa inovação, viabilizando soluções de projeto criativas e sustentáveis.
O Córrego Cheonggye, conhecido como Cheonggyecheon (청계천) em coreano, corre em direção ao leste pelo coração de Seul, atravessando 13 bairros em quatro distritos da capital da Coreia do Sul. Ao longo de sua história, o córrego desempenhou diferentes papéis na cidade até ser coberto por uma via expressa elevada na década de 1970. Por mais de 30 anos, essa artéria natural permaneceu oculta. Foi apenas em 2003 que o governo municipal lançou um projeto de restauração para reintegrar esse curso d'água urbano ao tecido da cidade, revitalizar a economia local e resgatar a história e a cultura da região. Os esforços de revitalização foram liderados pelo escritório Mikyoung Kim Design. Desde a conclusão do projeto em 2005, o local tornou-se rapidamente uma das atrações turísticas mais visitadas de Seul. Além disso, transformou-se em ponto focal para extensas pesquisas urbanas, com diversos estudos apresentando avaliações positivas sobre o impacto causado no contexto urbano, econômico e ecológico de Seul.
O clima do Canadá é conhecido por seus contrastes drásticos, variando de invernos rigorosos a verões quentes. Grandes áreas metropolitanas como Toronto, Montreal e Vancouver enfrentam uma variedade de condições climáticas extremas: nevascas intensas, tempestades de gelo e temperaturas congelantes são comuns. Em alguns casos, os termômetros podem despencar para menos de -30 °C, especialmente em cidades como Montreal ou Quebec. Por sua vez, essas condições climáticas impõem desafios significativos a profissionais de arquitetura e engenharia ao projetarem com determinados materiais. Nesse cenário, o tijolo continua sendo um material de construção popular, não apenas por sua condutividade térmica relativamente baixa — o que o torna um bom isolante durante o inverno —, mas também por sua profunda ligação com o patrimônio arquitetônico do país.
Se outrora o tijolo era um material estrutural primário, seu papel na arquitetura moderna mudou, passando a ser utilizado predominantemente em vedações e revestimentos externos. Isso permite que profissionais de arquitetura experimentem com o tijolo como elemento de textura e design, em vez de se concentrarem em suas capacidades estruturais. Embora o clima de fato influencie a escolha dos materiais, a importância histórica do tijolo e sua capacidade de criar texturas e padrões complexos em fachadas fazem dele uma escolha atraente para projetos contemporâneos em todo o Canadá. Profissionais da arquitetura contemporânea estão constantemente encontrando novas maneiras de reinterpretar esse material clássico, explorando diferentes paginações e texturas de superfície que agregam riqueza estética, ao mesmo tempo que garantem a resiliência dos edifícios diante das condições climáticas extremas.
Conceito de cápsula EGGER - Decorative Collection 24+ . Imagem cortesia de EGGER
Atualmente, os ciclos de mudança na sociedade e na arquitetura têm gerado novos modelos urbanos, tecnologias emergentes e tendências de design que reforçam a necessidade de uma adaptabilidade constante em todas as áreas. Nesse contexto, aspectos como flexibilidade, confiabilidade e simplicidade surgem como elementos distintivos, tanto na arquitetura quanto nos componentes que a constituem, incluindo os materiais. Por essa razão, linhas como a Coleção Decorativa EGGER 24+, desenvolvida a partir de materiais derivados da madeira, buscam redefinir conceitos por meio de uma série rotativa, atualizada no máximo a cada dois anos. Essa dinâmica possibilita uma resposta mais ágil às novas tendências, influências e inovações de produtos que surgem no ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140759/de-madeira-pedra-aco-e-cores-unicolores-uma-colecao-decorativa-para-tendencias-em-rapida-evolucaoEnrique Tovar
Caminhar sobre um piso de vidro é uma experiência única que mistura deslumbramento com um toque de inquietação. A transparência cria a ilusão de vazio sob os pés, apesar do suporte firme, gerando uma desconexão visual que faz com que cada passo pareça hesitante, como se estivesse flutuando ou cruzando uma ponte invisível. Embora o vidro seja projetado para garantir a segurança, a mente muitas vezes o associa à fragilidade, gerando uma curiosa tensão entre confiança e dúvida. É essa mistura de emoções que torna a caminhada sobre um piso de vidro algo tão inesquecível.
Os pisos de vidro modernos são incrivelmente resistentes, graças a materiais e processos de fabricação avançados. Geralmente feitos de vidro laminado — composto por múltiplas camadas unidas por uma película intermediária durável —, eles são projetados para evitar o estilhaçamento em fragmentos cortantes. Em termos de capacidade de carga, um piso de vidro bem projetado pode suportar pesos equivalentes ou superiores aos dos materiais de revestimento tradicionais, muitas vezes ultrapassando 500 quilos por metro quadrado, dependendo do projeto e da aplicação. Ao pisar em um piso de vidro, não se trata apenas de caminhar: é flutuar, suspenso entre a realidade e a ilusão, em uma proeza emocionante do design moderno.
Al-Imam Al-Shafi'i. Imagem cortesia de Megawra - Built Environment Collective
Cairo, muitas vezes chamada de "Cidade dos Mil Minaretes", ostenta uma das tapeçarias culturais e arquitetônicas mais ricas do mundo. Seu patrimônio reflete séculos de influências diversas, desde monumentos faraônicos até a arquitetura islâmica e mameluca. No entanto, a preservação desse legado é um desafio constante diante das pressões urbanas, das mudanças climáticas e das dinâmicas socioeconômicas. A conservação do patrimônio no Cairo não se resume a salvaguardar essas estruturas, mas sim a integrá-las à vida das comunidades locais, garantindo que permaneçam como espaços dinâmicos e acessíveis.
Na vanguarda dessa missão está a Dra. May al-Ibrashy, arquiteta e conservadora cuja abordagem inovadora e voltada para a comunidade redefiniu a forma como o patrimônio é preservado. Como fundadora do Megawra–Built Environment Collective, ela tem trabalhado incansavelmente em bairros como Al-Khalifa, Al-Hattaba e Sayyida Zeinab para restaurar monumentos históricos ao mesmo tempo em que cria espaços públicos vibrantes. Seu trabalho faz a ponte entre a preservação arquitetônica e a regeneração urbana, garantindo que esses distritos históricos funcionem tanto como marcos culturais quanto como espaços vivos e funcionais para a população local.
Vencedor do Primeiro Prêmio. Imagem cortesia de Buildner
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, distribuindo um prêmio total de 150.000 EUR. A competição deste ano, agora em sua sétima edição, atraiu arquitetos/as e designers, tanto profissionais quanto estudantes, de 115 países.
O que faz de um edifício arquitetura? O eterno debate sobre o que distingue a arquitetura da mera construção utilitária frequentemente inclui a habitação social e de baixo custo como um tema de grande influência, despertando diferentes pontos de vista. Esta questão é particularmente significativa no contexto latino-americano, onde condições singulares vão além das preocupações com custos, sejam elas impostas ou inevitáveis. O acesso limitado ao financiamento, a prevalência da autoconstrução e a disseminação de assentamentos informais são fatores interligados que moldam o ambiente construído. Essas dinâmicas fomentam uma estética que, para alguns, desafia as noções de boa arquitetura, manifestando-se em paisagens urbanas onde os materiais aparentes se tornam uma característica definidora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140763/narrativas-nao-polidas-materiais-aparentes-na-habitacao-social-da-america-latinaEnrique Tovar & José Tomás Franco
O A' Design Award está de volta com uma nova seleção de premiados/as e uma chamada para inscrições, expandindo os limites do design criativo com uma mensagem clara: "o bom design merece grande reconhecimento". Este ano, um júri composto por 278 membros avaliou propostas em 185 categorias distintas, que incluem o Good Industrial Design Award, o Good Product Design Award e o Architecture Design Award, destacando o melhor do design global.
A Villa Cavrois se consolida como um poderoso testemunho do modernismo inicial e da visão do arquiteto Robert Mallet-Stevens. Construída entre 1929 and 1932 em Croix, na França, esta residência histórica foi encomendada por Paul Cavrois, um importante industrial do setor têxtil, com o objetivo de materializar os valores modernos e abrigar sua família em crescimento. O projeto de Mallet-Stevens funde os ideais modernistas a uma estética luxuosa e funcional que rompe drasticamente com os estilos tradicionais, configurando um espaço definido por linhas puras, proporções equilibradas e materiais inovadores.
Muito mais do que uma casa de família, a Villa Cavrois foi concebida como um manifesto arquitetônico, apresentando novas e ousadas ideias para o desenho residencial que inspirariam gerações futuras. Sua distribuição espacial meticulosamente planejada, seus recursos tecnológicos avançados e a conexão harmoniosa com a paisagem circundante a posicionaram como um símbolo do habitar moderno.