Primeiro Lugar. Imagem cortesia de Galiasgar Kamal Tatarian State Academic Theatre
O Concurso Internacional Aberto para o Desenvolvimento de um Conceito Arquitetônico para o Teatro Acadêmico Estatal Tártaro Galiasgar Kamal anunciou seus resultados. O consórcio que inclui o escritório Kengo Kuma & Associates conquistou o primeiro lugar, enquanto o segundo lugar ficou com a proposta liderada pelo Asif Khan Studio e o terceiro lugar com o Coop Himmelb(l)au e sua equipe.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
A Dra. Steffi Burkhart conhece bem a geração millennial. Ela sabe — ou, pelo menos, tem uma opinião muito bem fundamentada e profundamente pesquisada — como essas pessoas querem viver e trabalhar. Considerando que os/as millennials – comumente identificados/as como as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 – em breve dominarão a força de trabalho, compreender suas necessidades e aspirações profissionais e pessoais é uma informação valiosa. Isso é vital para empresas, cidades e países que desejam atrair e empregar de maneira produtiva os melhores talentos dessa geração.
Como parte da exposição internacional de arte contemporânea Desert X, a segunda edição do Desert X AlUla apresenta 15 instalações contextualizadas pelo deserto da Arábia Saudita que exploram "ideias de miragem e oásis". A edição deste ano tem curadoria de Reem Fadda, Raneem Farsi e Neville Wakefield sob o tema de Sarab (termo em árabe para 'Miragem') e convida os/as artistas a abordarem a história e a cultura do deserto, seu significado contemporâneo e a dicotomia entre o mundo natural e o construído pelo ser humano.
A Boss Design defende que o escritório não é mais um espaço de trabalho baseado na rotina, mas sim um espaço de destino impulsionado por um propósito. Imagem cortesia de Boss Design
As exigências e expectativas em relação ao ambiente de trabalho mudaram drasticamente nos últimos dois anos. O próprio propósito do escritório está sendo reescrito, e seu papel e função, redefinidos. Mark Barrell, Diretor de Design da fabricante global de mobiliário Boss Design, argumenta que o avanço do trabalho híbrido — modelo adotado por 80% dos clientes da Boss — significa que os escritórios devem se transformar em "espaços de destino", ou melhor, em uma série de diferentes espaços de destino.
Como parte do programa Essência do Design, o Hong Kong Design Institute (HKDI), o Hong Kong Institute of Vocational Education (IVE) e a Galeria HKDI apresentam Zaha Hadid Architects: Vertical Urbanism. A exposição online apresenta as inovações de ZHA na arquitetura através de uma exibição de desenhos técnicos, visualizações geradas por computador, modelos arquitetônicos, projeções de vídeo e experiências de realidade aumentada. A mostra imersiva está disponível online e permite aos visitantes explorar o mundo de ZHA, oferecendo uma visão privilegiada com detalhes dos projetos do escritório.
Delft Hotel Interiors. Imagem via Frame Magazine utilizada sob os termos de "fair use"
Nos últimos anos houve um clamor significativo em torno dos hábitos e impactos da geração millennial. Manchetes como "millennials são o motivo de não usarmos mais guardanapos" ou "os millennials estão matando o mercado imobiliário" eram comuns. Depois de serem culpados pela morte de praticamente qualquer coisa, a força de trabalho millennial se afastou dos holofotes para abrir caminho para a próximo geração, a Geração Z, ou "Gen Z", que segundo muitos acreditam deve gerar perturbações significativas na sociedade, incluindo a arquitetura e o design.
Seria possível um espaço ser um e muitos ao mesmo tempo? Sob o nome Mínimo Múltiplo Comum, Estudio BNAA projetou um espaço de superfícies mínimas, comumente utilizado para fins comerciais ou escritórios, com a particularidade de poder se transformar em múltiplos espaços ao mesmo tempo. Localizado em San Luis, Argentina, trata-se de um projeto que faz referência ao conceito matemático (MMC), mas sob outra perspectiva e função, combinando movimento, flexibilidade e o uso do magnetismo como sistema construtivo.
Todos os aspectos da sociedade estão se tornando cada vez mais digitais. A interconexão e velocidade com que somos capazes de pesquisar e transferir informações nos deixaram acostumados a explorar novas maneiras pelas quais a tecnologia pode impactar nossas vidas. Nos últimos anos, a ascensão do bitcoin, do blockchain e agora do metaverso, fez com que arquitetos e designers reconsiderassem a noção de espaço físico e virtual. Mas, além disso, existe um "meio-termo" entre os espaços que serão projetados para receber o escapismo tecnológico que o metaverso e a web3 oferecem. Embora esses mundos virtuais estejam na fronteira da digitalização de tudo, os arquitetos desempenharão um enorme papel na concepção dos espaços físicos do mundo real que podem suportá-los.
Ao projetar o espaço interno de uma residência, é comum cometer o erro de não dar a devida importância ao piso. Frequentemente, a prioridade costuma ser as paredes, o mobiliário e a iluminação, sem levar em conta essa grande superfície que, com sua textura e aparência, pode definir a percepção, o caráter e o estilo de um ambiente. No entanto, para além do seu valor estético, a resistência do piso é indispensável – afinal, os móveis ou a decoração podem mudar com frequência, mas o revestimento deve permanecer em bom estado por anos. Isso se aplica especialmente no caso da cozinha, considerando que é uma das áreas da casa que mais sofre com o uso intenso, o tráfego e o desgaste.
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.
A visualização em tempo real é utilizada para gerar renderizações com excelente qualidade visual a partir de um modelo BIM ou CAD. Ao ser integrada ao fluxo de trabalho de projeto, ela também facilita a colaboração e permite que todas as partes envolvidas em um projeto de arquitetura participem ativamente ao longo de todo o processo de desenvolvimento.
A seguir, apresentamos cinco maneiras pelas quais a integração da visualização em tempo real pode proporcionar uma compreensão completa do projeto em suas diversas etapas.
O escritório OPEN revelou recentemente o projeto da Sun Tower, um novo marco arquitetônico para a cidade costeira chinesa de Yantai. O projeto remete às torres de vigia características da dinastia Ming na região e propõe um equipamento cultural que restabelece a conexão dos visitantes com a natureza. Composto por um teatro semiaberto, um espaço de exposições, uma biblioteca e um deque de observação no topo — batizado de "espaço dos fenômenos" —, o edifício foi concebido como um local "de reflexão e contemplação".
Buscando um destino mais nobre para seu Mercado Municipal, a prefeitura de Ponta Grossa, Paraná, lançou em setembro de 2021 um concurso nacional de projeto. O local, até então repleto de entulho e tapumes, será requalificado para receber 180 estandes comerciais, praça de alimentação e estacionamento. Em dezembro passado, o júri anunciou o Austral Studio, escritório liderado pelo arquiteto Henrique Wosiack Zulian e sediado em Curitiba, como vencedor do concurso.
À medida que as discussões sobre a forma como trabalhamos avançam para além das preocupações iniciais da pandemia e de formatos híbridos, remotos ou do chamado escritório tradicional, tanto empregadores quanto profissionais continuam a reavaliar as necessidades de bem-estar mental no cenário pós-pandemia. Embora existam diversos tipos de ambientes de trabalho e necessidades profissionais que devem ser tratados de forma distinta (indo muito além dos profissionais de escritório ou do conhecimento), tanto no âmbito do design quanto das políticas corporativas, um modelo específico e recente vem despontando nos últimos anos. Trata-se de uma proposta observada, até o momento, em alguns escritórios japoneses singulares que, apesar de pequena escala, desafiam as convenções vigentes.
No ano passado, o Centro Culinário Basco anunciou a criação do GOe – Ecossistema Aberto de Gastronomia, um projeto que busca gerar um ecossistema gastronômico focado em pesquisa, inovação e empreendedorismo. Ele terá um edifício próprio em San Sebastián, Espanha, sendo uma nova sede complementar ao edifício BCC projetado pela VAUMM em 2011.
Para selecionar as melhores propostas, foi lançado em dezembro de 2021 um concurso internacional de arquitetura. Depois de receber e analisar diferentes propostas, cinco foram os escritórios finalistas que passaram à fase seguinte do processo: 3xn (Dinamarca), BIG - Bjarke Ingels Group (Dinamarca), OMA - Office of Metropolitan Architecture (Holanda), Snøhetta (Noruega) e Toyo Ito & Associates (Japão).
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Ecologic Pavilion In Alsace / Studio 1984. Image Cortesia de Studio 1984
O conceito de upcycling refere-se a pegar um item que seria considerado resíduo e melhorá-lo de forma a torná-lo útil novamente, agregando valor e funcionalidades novas ao mesmo. Essa é uma palavra já comum em diversas indústrias, como da moda e mobiliário. Na construção civil este conceito também pode ser incorporado, fazendo recircular os resíduos que a própria indústria gera ou mesmo importando o que seria descartado de outras para serem processados e incorporados às construções. É este o caso de transformar os resíduos da agricultura em materiais de construção, trazendo um novo uso aos descartes, reduzindo a utilização de recursos naturais e criando produtos com excelentes características.
Os cosmopolitas se orgulham de seus locais culturais célebres, seus cronistas de perspicácia intelectual e suas façanhas arquitetônicas. Enquanto esses ícones se divertiam com os projetos ornamentados, a grandiosidade imersiva e a acústica marcante, a pandemia introduziu vários desafios às regras de aglomeração.
Reconhecendo as mudanças nos rituais de assistir a um espetáculo – do cortejo de entrada ao encontro e à aglomeração – arquitetos e líderes culturais estão projetando a próxima geração de teatros enquanto fazem a pergunta: como a arquitetura resolve questões pelo propósito inerente de um edifício? É possível manter a essência de um local por meio de mudanças suaves, mas eficazes, nos hábitos das pessoas? As respostas parecem depender da atualização da cultura do auditório (que remonta ao Coliseu) com soluções de projeto contemporâneas e enraizadas em novas tecnologias.
https://www.archdaily.com.br/pt/976861/como-serao-os-espacos-para-eventos-pos-pandemiaOsman Can Yerebakan
O Museu ICO de Madri apresenta "Anna Heringer. A beleza essencial". De 9 de fevereiro a 8 de maio, será realizada a primeira exposição monográfica sobre a arquiteta alemã na Espanha. A mostra, com curadoria de Luis Fernández-Galiano, foi organizada pela Fundação ICO.
Um consórcio formado pelas incorporadoras Dream Unlimited e Great Gulf, juntamente com os escritórios líderes de arquitetura Alison Brooks Architects, Adjaye Associates, Henning Larsen e o escritório de paisagismo SLA, foi selecionado para transformar a região de Quayside, em Toronto, em um novo bairro com moradias acessíveis, espaços públicos vibrantes e novas oportunidades de negócios. O projeto para a área de 4,9 hectares na orla de Toronto propõe mais de 800 unidades de habitação acessível, além de uma área verde florestada de 8.000 metros quadrados e uma fazenda urbana, acompanhadas por espaços culturais e áreas educacionais flexíveis.
O piso é uma das maiores áreas de cobertura de um ambiente, e portanto, sua escolha passa por diversos critérios relacionados tanto a questões estéticas e de identidade visual, quanto questões técnicas de resistência e manutenção. É comum usar pisos diferentes para áreas com usos distintos e muitas vezes essa transição não é demarcada por paredes nem portas. A seguir, traremos dicas de como fazer essa transição de maneira harmônica quando não há um limite físico entre os pisos.
A luz serve a um propósito essencial na arquitetura: nos ajudar a ver. Seja através de métodos naturais ou artificiais, os ambientes devem ser iluminados adequadamente para que os ocupantes possam habitá-los com segurança e cumprir suas funções diárias. Quando o sistema certo é selecionado, a iluminação também pode contribuir para a eficiência energética e sustentabilidade no edifício como um todo. No entanto, para além do seu evidente valor funcional e ambiental, o projeto de iluminação pode ter um grande impacto no conforto visual e na atmosfera dos interiores, chamando a atenção para as texturas, realçando as cores e definindo os volumes. Portanto, das muitas peças envolvidas no design de interiores, a iluminação é certamente aquela que pode melhorar ou destruir um espaço e até afetar o bem-estar dos usuários, razão pela qual deve ser considerada um elemento crucial do design por si só.
Para algumas pessoas pendurar quadros nem sempre é uma tarefa fácil, afinal, além das obras retratarem uma imagem que traduz parte da personalidade dos moradores, imaginar formas de composição que tornem o ambiente ainda mais agradável pode ser desafiador. Pensando nisso, trazemos aqui alguns exemplos e diretrizes que podem ser adotadas para facilitar o momento de criar uma exposição na sua casa.
Preservar e restaurar matas ciliares tem múltiplos benefícios para adaptação e resiliência climática. Na foto, Rio Atibaia, em Campinas. Foto: Renan Pissolatti, WRI Brasil
O ano de 2022 vai colocar o Brasil na rota da transição econômica necessária para cumprir as metas climáticas e manter viável o objetivo de longo prazo de zerar as emissões líquidas até 2050? Ainda há uma janela de oportunidade para o mundo limitar o aquecimento a 1,5°C, mas a falta de ambição dos países até aqui tem tornado esse cenário cada vez mais custoso de alcançar. Cada ano que passa torna o cenário mais urgente e a ciência tem deixado claro que as decisões tomadas nesta década vão definir o equilíbrio climático do planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/975722/5-fatos-e-tendencias-que-vao-marcar-a-agenda-ambiental-no-brasil-em-2022WRI Brasil