Poucas religiões têm tanta história e simbolismo quanto o judaísmo. Como a religião monoteísta mais antiga do mundo, remonta a cerca de quatro mil anos. No judaísmo, a arquitetura e as casas de culto servem como locais não apenas para serviços litúrgicos, mas também para reuniões e estudos. Hoje, os arquitetos estão repensando o projeto de sinagogas e espaços de encontro comunitário para celebrar o judaísmo, a reflexão e a comunidade.
Casa Calera del Rey / gualano + gualano: arquitectos. Image
A Sociedade de Arquitetos do Uruguai divulgou a lista de obras selecionadas entre os 129 projetos que participaram do Concurso de Obra Realizada 2021. A fim de garantir a maior equidade territorial possível, foram consideradas as obras realizadas entre 2014 e 2020 em diferentes regiões do território uruguaio. Divididas em sete categorias distintas — que abrangem desde habitação, infraestrutura cultural, social e equipamentos até intervenções no patrimônio construído ou no espaço público —, as premiações consistiram em um prêmio e duas menções honrosas para cada uma delas.
O júri foi composto por Alma Varela, Humberto Eliash, Bernardo Martín, Héctor Berio, María Samaniego, Fernando Giordano, Alejandro Baptista, Nivaldo Andrade e Angela Perdomo, que atuaram em suas respectivas categorias. O grupo contou com a assessoria de Juan A. Articardi, Cristina Bausero e Salvador Schelotto. A seguir, apresentamos os projetos premiados em cada categoria.
Cortesia de UN-Habitat and Global Utmaning/ Edited by ArchDaily
O ambiente construído destinado a todos, na verdade ainda não chega a ser imaginado por todos. No ano passado, no Dia Internacional da Mulher, afirmamos que “a batalha pela equidade está longe de acabar”. Este ano, o ArchDaily está virando a mesa e buscando orientação de nosso público, além do conteúdo normal que publicamos, destacando mulheres arquitetas e tópicos relacionados a gênero. Valorizamos muito as opiniões de nossos leitores e agora, mais do que nunca, estamos buscando sua opinião, para alcançar âmbitos mais amplos e lançar luz sobre figuras femininas desconhecidas no cenário internacional.
Na sua opinião, quais são as arquitetas que faltam na nossa plataforma? Ajude-nos a destacar as mulheres envolvidas no ambiente construído e nomear as principais personagens femininas de todo o mundo, para que possamos ajustar as narrativas, apresentar seus trabalhos e compartilhar conhecimentos e ferramentas para um mundo mais inclusivo. Essas mulheres podem pertencer a qualquer época da história: de jovens forças em ascensão a indivíduos ou empresas estabelecidas, a figuras que fizeram parte da história da arquitetura. Elas também podem ter diversas formações profissionais, desde arquitetas, urbanistas, designers, até construtoras e tomadoras de decisão; todos os perfis envolvidos na formação do ambiente que nos cerca são elegíveis.
Pouco menos de dois anos após o início de uma pandemia global, a inclusão na profissão de arquiteto infelizmente ainda é um tema limitado. Uma pesquisa de 2020 do Architects' Journal do Reino Unido revelou uma quantidade preocupante de obstáculos para arquitetos negros naquele país. Nos Estados Unidos, por sua vez, profissionais negros renomados, como Mabel O. Wilson, do Studio &, questionaram a natureza eurocêntrica de uma grande quantidade de estudos arquitetônicos.
Proyecto en desarrollo con productos Panel Rey. Image Cortesía de Panel Rey
A partir da pandemia iniciada em 2019, muitas organizações optaram por uma nova metodologia de trabalho desenvolvida de forma remota, visando proteger contra o contágio o maior número possível de seus colaboradores e colaboradoras. O teletrabalho ou “Home Office” tem mostrado uma alta porcentagem de eficácia, pois estima-se que a produtividade de funcionários e funcionárias subiu até 45%. Por essa razão, concluiu-se que, em nível mundial, quase 64% das empresas consideram muito viável que grande parte de sua equipe continue trabalhando remotamente, enquanto outros 30% planejam implementar este sistema de trabalho no curto prazo.
Tudo isso significa que as pessoas agora necessitam de um novo espaço em seus lares, o qual deve ser inteiramente destinado ao cumprimento de suas atividades profissionais, tendo como principal requisito a ausência de elementos de distração. Paralelamente, a economia de tempo gerada pelo “Home Office” (evitando o deslocamento até o escritório), bem como o crescimento acelerado das plataformas de negócios digitais, motivou muitas pessoas a empreender ou a monetizar seus hobbies. Isso também significa destinar outro espaço em suas residências para o desenvolvimento e/ou administração de tais projetos de negócios.
Durante a última década, testemunhamos como a profissão tem se diversificado para atuar em diferentes frentes — seja por curiosidade, mas principalmente devido a fatores econômicos atrelados às crises financeiras e ambientais que nos assolaram nos últimos anos. Acredito que um dos grandes mitos cultivados nas faculdades de arquitetura seja pensar que, ao se formar, toda essa geração se dedicará a construir grandes edifícios. A realidade, porém, é bem diferente: ao longo dos anos, é muito comum que, de acordo com os interesses específicos de cada pessoa, as oportunidades se diversifiquem, integrando-as a outras áreas que compõem a arquitetura de forma integral.
Um novo espaço para o design — State of Address (SOFA) — é a primeira comunidade de design do mundo baseada em blockchain, transformando a maneira como o design e a arquitetura são criados, adquiridos e colecionados.
Fundada por quatro mentes empreendedoras de Melbourne — Chris Stribley, Domenic Cerantonio, AJ Batra e Anmol Sekhon —, a SOFA utiliza tokens não fungíveis (NFTs) para transformar produtos de arquitetura e design em ativos tokenizados e passíveis de investimento que são únicos, escassos e transferíveis. Todos esses ativos oferecem uma ampla gama de utilidades físicas e digitais, além de apresentarem potencial de revenda para ganhos a longo prazo.
À medida que as torres residenciais de Greenpoint Landing, projetadas pelo OMA New York / Jason Long, se aproximam da conclusão, novos renders foram divulgados para apresentar as áreas de lazer, os espaços internos e o paisagismo do projeto. Desenvolvidas pela Brookfield Properties e pelo Park Tower Group, as Eagle + West Towers contam com 745 unidades residenciais de renda mista, 8.600 pés quadrados de áreas comerciais, além de comodidades de lazer como piscina, lounge, academia, oficinas e cozinha experimental.
Farshid Moussavi (fotografia: Anne Purkiss) e Mona Hatoum (crédito: The Japan Art Association / The Sankei Shimbun / Mizuho Miyazaki). Imagem cortesia de Architectural Review
Farshid Moussavi e Mona Hatoum foram anunciadas como as vencedoras deste ano dos prêmios Jane Drew e Ada Louise Huxtable, duas distinções que celebram a contribuição das mulheres para a arquitetura e para a cultura arquitetônica em um sentido mais amplo. O Prêmio Jane Drew 2022 reconhece Farshid Moussavi por suas realizações como arquiteta, educadora e escritora, enquanto a artista Mona Hatoum, cujas obras assumem uma escala arquitetônica, recebeu o Prêmio Ada Louise Huxtable em reconhecimento à sua contribuição significativa para a arquitetura.
Uma reforma pode ser sinônimo de dor de cabeça para muitas pessoas. Para evitar isso, quanto maior for o planejamento e mais tempo for investido num projeto que garanta que todas as etapas sejam executadas dentro do prazo e, principalmente, do orçamento é fundamental. Pensando nisso, apresentamos aqui algumas dicas e elementos que devem ser ponderados antes de fazer uma reforma básica na sua cozinha.
O que representa o sucesso para você pode ser muito diferente de como o mercado de arquitetura o define.
Uma coisa é certa: todos querem e merecem mais. E, para conquistar mais, é preciso aprender como.
Não estou aqui para debater conceitos filosóficos por trás de nossa motivação, como profissionais de arquitetura, para sermos melhores ou termos mais. Meu objetivo é promover uma vida melhor para quem atua na área: mais reconhecimento, mais clientes, mais prêmios e mais dinheiro.
Talvez você esteja contente com sua situação atual, talvez esteja enfrentando dificuldades; de qualquer forma, todos nós podemos nos beneficiar ao saber o que fazer para impulsionar nossas carreiras.
É curioso pensar como uma região geográfica tão pequena tenha uma influência tão marcante no design, desde o meio do século XX e continuando em voga por todo o mundo atualmente. O design escandinavo é conhecido por unir simplicidade, craftsmanship, elegant functionality e quality materials. A sofisticação fica a cargo dos detalhes e seus mobiliários caracterizam-se pelas dimensões bem estudadas, economia de materiais e o não excesso de informações. De fato, há inclusive um termo dinamarquês e sueco que define a filosofia: “hygge” diz respeito ao aconchego que proporciona a sensação de bem-estar e contentamento. Mas de que forma podemos incorporar algumas lições do design escandinavo para que nossos projetos de interiores possam tornar-se mais aconchegantes e confortáveis?
Em apartamentos e casas pequenas, os espaços de descanso e de entretenimento costumam dividir o mesmo ambiente fazendo com que a sala de estar esteja totalmente voltada para a televisão. Porém, o que fazer quando a televisão é removida do espaço? Veja a seguir ideias de como organizar a sala de estar sem ter a televisão como principal objeto do cômodo.
La ciudad en el espacio. Image Cortesía de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
Corria o ano de 1968 quando o Ricardo Bofill Taller de Arquitectura publicava uma espécie de manifesto em resposta às prementes demandas de uma sociedade em constante transformação. A ideia da Cidade no Espaço surgia pela primeira vez e se apresentava como uma arquitetura absoluta, capaz de resolver todas as complexidades de sua contemporaneidade por meio de um modelo único, aberto, flexível e tridimensional.
Salzburgo visto do Festung Hohensalzburg (Fortaleza de Hohensalzburg). Imagem via Flickr User Janusz Sliwinski
Os rios há muito são considerados as artérias da Terra, servindo como a essência das comunidades urbanas à medida que os assentamentos humanos desenvolveram seus abrigos ao longo deles. Séculos depois, a arquitetura ribeirinha permaneceu vital à medida que essas áreas se expandiam para além das tipologias residenciais e aproveitavam estruturas dinâmicas de uso misto e funções públicas. Por mais valiosas que possam parecer, essas paisagens trazem o risco de inundações inesperadas, aumento dos níveis de água ou secas completas, o que obrigou os arquitetos a projetarem ambientes construídos capazes de responder a essas mudanças abruptas. Então, como esses assentamentos foram construídos no passado e como a densificação urbana de hoje e os avanços tecnológicos influenciam na maneira como são construídos?
A concentração da população mundial em centros urbanos torna os terrenos cada vez mais caros nas grandes cidades. Além disso, com as mudanças climáticas, o aumento do nível do mar coloca em risco a moradia de milhões de pessoas em todo o mundo – calcula-se que 800 milhões de pessoas estarão em risco até 2050.
A vida sobre a água pode ser uma solução para estes dois grandes problemas. Esta ideia deu origem a um bairro em Amsterdã, capital da Holanda, país que sempre se adaptou muito bem às adversidades e tem um quarto do seu território abaixo do nível do mar.
Nordic Structures. Imagem cortesia de Quebec Wood Export Bureau
A construção offsite é um setor em rápida expansão na indústria global da construção civil. Com esse crescimento, surgem diversos desafios para todas as partes envolvidas, especialmente para profissionais de arquitetura, que historicamente se mantiveram distantes dos meios e métodos de construção. Os desafios relacionados aos custos têm levado muitos escritórios a buscar entender melhor como otimizar os projetos para os métodos de viabilização offsite. Para ajudar a acelerar a transformação do setor, uma iniciativa cooperativa e de código aberto liderada pelo Quebec Wood Export Bureau vem desenvolvendo um conjunto de ferramentas colaborativas e sem fins lucrativos voltadas a arquitetos e arquitetas. Em www.offsitewood.org, a iniciativa oferece um plug-in gratuito para o Revit, pacotes de conteúdo detalhados e um estimador de carbono incorporado para fases iniciais de projeto integrado ao BIM, chamado Carbon Fixers.
Um projeto arquitetônico vai muito além das plantas finais, imagens impressionantes ou uma maquete. Ele passa por diversas etapas que geram um conjunto de documentos baseados em desenhos técnicos, textos e diversas outras formas de representações que abrangem desde a concepção do projeto até sua construção. Mais do que uma metodologia, essas etapas são regidas por normas, tendo a NBR 13532, Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura, como base das condições necessárias para a elaboração projetual arquitetônica.
Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática?
A arquitetura dos tribunais é geralmente representada por projetos cívicos e monumentais. Projetos que fazem uso de uma linguagem contemporânea, superam as representações tradicionais e exploram novas abordagens da forma. De maneira geral, tribunais são tidos como grandes marcos nas cidades e refletem alguns valores fundamentais da sociedade; funcionam, também, como pontos de encontro comunitário.
Solar Greenhouse é uma estufa projetada para a geração de energia e o cultivo autossuficiente de alimentos. Seus/suas autores/as a definem como o próximo passo em direção a uma transformação agrícola mais ecológica e um avanço na luta contra a pobreza alimentar e energética. O projeto foi desenvolvido por um grupo de estudantes, profissionais e especialistas — do Mestrado em Edifícios Ecológicos Avançados e Biocidades (MAEBB) do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) Valldaura Labs — e construído no parque natural de Collserola, nos arredores de Barcelona.
Kowloon Walled City, Hong Kong. Image Courtesy of 'City of Darkness Revisited’
As cidades estão crescendo, e crescendo para cima. Isso está longe de ser um fenômeno contemporâneo apenas, claro, e por mais de um século, os arranha-céus têm sido uma parte integral dos cenários urbanos por todo o mundo. Esse crescimento urbano engloba uma rede complexa de processos – avanços em conexões de transporte, urbanização e migração, para mencionar alguns deles. O crescimento, no entanto, é muito frequentemente associado a um fracasso governamental em atender todas as demandas da população urbana. Assentamentos informais são nascidos disso: pessoas encontrando seu espaço por si próprias para viver em meio à falta de apoio do Estado.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
No primeiro episódio da terceira temporada Sara conversa com os arquitetos Carlos Antunes e Désirée Pedro, do Atelier do Corvo, sobre o projeto para a Casa de Saúde Rainha Santa Isabel em Condeixa-a-Nova. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
Neste novo e impactante vídeo do Spirit of Space, somos apresentados à sede de Ricardo Bofill, ‘The Factory’ ou La Fábrica, do Taller de Arquitectura. Antiga fábrica de cimento desativada e em ruínas da virada do século, que contava com 30 silos, salas de máquinas e galerias, o local é hoje um importante projeto de transformação, que atendeu ao desejo do arquiteto por espaço por meio do reuso adaptativo.
Um refúgio em meio à expansão urbana, envolto por uma profusão de palmeiras, oliveiras e eucaliptos. O Spirit of Space visita este antigo centro de intensa atividade, transformado hoje em um tranquilo refúgio urbano que contrasta fortemente com a sujeira industrial de outrora. As imagens em movimento e a experiência multissensorial exploram a forma brutalista: uma casca de concreto... um esqueleto entrelaçado com a própria natureza.