Machu Picchu, também conhecida como "A cidade perdida dos Incas", localizada no alto dos Andes peruanos (2430 metros de altitude), é um dos complexos arqueológicos mais famosos e uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Ali, embaixo da densa folhagem da selva andina, foi descoberta uma rede de canais fluviais ocultos.
O termo "arquiteto" pode ser aberto à interpretações tal como "artista". No entanto, a definição universalmente reconhecida do papel é considerada como aquele que projeta e planeja edifícios, um membro fundamental em termos de construção de edificações. A arquitetura como profissão, no entanto, apresenta-se como uma ocupação muito diversificada. Como uma arte e ciência em todos os sentidos, oferece aportes sobre uma vasta gama de assuntos que podem ser aplicados a uma variedade de empreendimentos diferentes.
Muitas vezes aos estudantes de arquitetura são oferecidos caminhos tão rígidos, limitados por essas ideias míopes de que um arquiteto deve seguir uma direção específica para florescer no campo. Quando na verdade é interessante notar as vastas oportunidades que surgem quando se dá a oportunidade de diversificar. Aqui estão os arquitetos que se ramificaram e se tornaram designers de moda de sucesso…
Imagem de termografia infravermelha que mostra a falta de isolamento térmico de uma residência. Imagem de Ivan Smuk. Image via Shutterstock
Como poderíamos analisar o impacto ambiental gerado pelas edificações? Que estratégias poderiam ser desenvolvidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e alcançar uma relação de harmonia com o meio ambiente? Ano após ano, cada vez mais questionamentos se somam à lista de decisões de projeto de milhares de arquitetos e arquitetas em todo o mundo que buscam tomar medidas e implementar políticas para promover a melhoria do desempenho ambiental de suas construções, diminuindo o consumo de energia e de recursos, bem como reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e a geração de resíduos.
Com prédios envidraçados de todos os lados e salas brilhantemente iluminadas de maneira monótona, não é supresa que queiramos espaços internos e externos que sejam menos claros. Refúgios de sombra no sol escaldante, salas escurecidas e contrastes são bem recebidos pelos olhos como um oásis. O alto consumo de energia e o aumento da poluição por iluminação no mundo todo mostram o quão sério o problema do excesso de luz é, e sua contribuição alarmante para as mudanças climáticas. Para um futuro melhor, é imperativo explorar maneiras de projetar e focar no potencial da escuridão.
Antes vista como um espaço de serviço essencial, cada vez mais a cozinha passou a integrar o cotidiano familiar e se estabeleceu como um dos ambientes mais utilizados de uma casa. Para facilitar a junção com toda a residência, principalmente no caso de pequenos apartamentos, a solução da cozinha americana se tornou uma das prediletas entre os clientes.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com o arquiteto Eduardo Souto de Moura sobre o Estádio de Braga. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
O arquiteto, artista, professor e cenógrafo polonês-americano Daniel Libeskind, fundador do Studio Libeskind em 1989, acredita que os edifícios são concebidos com uma energia humana perceptível, construídos com o intuito de dialogar com o contexto cultural mais amplo no qual se inserem. Seu compromisso em expandir o escopo da arquitetura reflete seu profundo interesse e envolvimento com a filosofia, a arte, a literatura e a música.
Ele aborda a noção de que o desenho se assemelha a uma partitura, uma peça musical interpretada por uma comunidade em sintonia. Proporções, luz e materialidade estão todas implicadas no desenho e, da mesma forma, os edifícios também são chamados a apresentar espaço e atmosfera, iluminando a própria prática.
Pela primeira vez na história a população urbana superou a rural. Hoje 55% das pessoas vivem em centros urbanos e as projeções mostram que esse número deve chegar a quase 70% em 2050. Isso representa um aumento de 2.5 bilhões de pessoas vivendo em áreas urbanas. Dessa forma nos perguntamos, qual é o modelo de urbanização que queremos para as próximas décadas? A resposta a essa pergunta depende da compreensão do aumento nos índices de urbanização como um desafio não só para as áreas urbanas mas também para as áreas rurais e periurbanas – sejam elas produtivas ou naturais.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com o arquiteto João Maria Trindade sobre a Estação Biológica do Garducho e a importância na preservação da biodiversidade. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
“Se você é pintor/a, precisa de uma tela. Se é escultor/a, precisa de mármore ou gesso. Se quer construir uma casa, precisa de um terreno.” Boas-vindas ao fascinante universo de Not Vital. Neste vídeo, o multifacetado artista suíço nos apresenta seu parque de esculturas, fundações e castelos.
O canal de televisão Louisiana Channel encontrou-se com Not Vital em seu ateliê em Sent, uma pequena comuna suíça onde cresceu e onde ainda reside hoje. Desde a infância, ele constrói abrigos: “Meu primeiro trabalho foi mais uma tentativa de construir uma casa ou um habitat. A primeira vez foi em 1951, quando eu tinha apenas três anos. Havia nevado tanto que meu irmão e eu construímos um túnel,” ele continua: “Acho que ali percebi pela primeira vez que gostava de construir meus próprios habitats. Embora fosse muito mais confortável morar dentro de casa, passei o dia no túnel. Lembro-me do cheiro do sol e da neve. Foi uma sensação maravilhosa.”
Com o objetivo de impulsionar a transição sustentável de recursos na indústria da construção, a ETH Zurich, em colaboração com a FenX AG, está utilizando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar fôrmas de geometria complexa destinadas à produção de elementos especiais de concreto.
Tsz Yan Ng é diretora, professora, pesquisadora e artista de uma empresa com sede em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e melhorar as práticas modernas de construção e processos de manufatura. “Não mudamos a maneira como construímos há tanto tempo”, disse Ng. “Precisamos pensar nisso de forma mais produtiva – não apenas economicamente – mas como uma coleção de vozes diferentes. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, onde a soma é maior do que as partes.”
O ensino de arquitetura nunca foi concebido para preparar você para o lado empreendedor da gestão de um escritório. Na mente dos criadores que construíram o sistema que hoje define o caminho para a obtenção do registro profissional, a ideia nunca foi que você iniciasse um negócio de arquitetura de forma precoce. Existe um código, um conjunto de regras que o/a impulsiona a obedecer e a seguir uma visão unilateral de sucesso.
Royal Manor Mobile Home Park. Imagem Cortesia de MH Village
O futuro das casas fabricadas pode reinventar algo que já existe amplamente nos Estados Unidos – os estacionamentos de trailers. Por todo o país, essas pequenas casas estão sendo reimaginadas por arquitetos, que estão utilizando materiais mais sustentáveis e técnicas de construção inventivas para criar casas acessíveis e ressignificar a conotação negativa que já cercou esse tipo de moradia.
Casa John Chapman. Imagem cortesia de Plus Architecture
As moradias estudantis assumem muitas formas ao redor do mundo, porém, a tipologia mais comum é um alojamento fechado. Enquanto os futuros alunos escolhem as universidades com base no rigor acadêmico, programas esportivos, atividades extracurriculares e futuras oportunidades de carreira, eles agora querem saber como será viver dentro e fora do campus. Isso forçou os arquitetos a repensarem os projetos tradicionais de dormitórios buscando algo mais inovador que reflita melhor o que os alunos querem (e esperam) em suas residências universitárias.
Enquanto a vida útil de um edifício médio é de cerca de 50 a 100 anos, uma cobertura costuma durar entre 15 e 30 anos.
Por que essa diferença tão marcante?
Por estar em contato direto com a radiação solar, umidade, chuva, variações de temperatura e vento, as coberturas e lajes são as áreas mais críticas e expostas de um edifício. Sendo assim, sem manutenção e cuidados adequados, há o risco de surgirem danos que reduzem drasticamente sua vida útil.
Una ciudad de habitaciones: La casa compartida como laboratorio urbano. Image Cortesía de Paula Olea Fonti
“Uma cidade de quartos” é um trabalho de pesquisa da arquiteta Paula Olea Fonti que se centra no estudo da moradia compartilhada, uma das formas mais utilizadas por jovens estudantes e profissionais para habitar a cidade. Uma casa popular e comum, por assim dizer. Uma que muitos/as arquitetos/as caracterizariam por seu escasso valor arquitetônico.
Islas de los Uros en el lago Titicaca. Image Cortesía de Leyda Aza Medina
A importância da arquitetura voltada para a sustentabilidade leva os/as arquitetos/as a explorar novas alternativas de materiais de construção sustentável que possam ser implementados em novas edificações. A pesquisa “La totora como material de aislamiento térmico: propiedades y potencialidades” foi publicada pela arquiteta Leyda Aza Medina como dissertação de mestrado em 2016 e venceu o prêmio de práticas acadêmicas ADUS 2021. O estudo apresenta uma alternativa sustentável, utilizando como base o recurso renovável da totora para o uso de isolantes térmicos em edificações no altiplano peruano.
Superior, da esquerda para a direita: Bernard Tschumi, Anupama Kundoo, Catherine Opie. Centro, da esquerda para a direita: Erin Besler, Héctor Esrawe, Ana María León. Inferior, da esquerda para a direita: Mario Gooden, Sekou Cooke, Liam Young. Imagem cortesia de SCI-Arc
O SCI-Arc (Southern California Institute of Architecture) foi fundado em 1972 com base no conceito de uma "faculdade sem paredes". Seu nome original era New School, simbolizando uma mudança de paradigma no ensino de arquitetura, com foco em uma relação horizontal entre docentes e estudantes e na experimentação, tornando a instituição uma das poucas escolas de arquitetura independentes do mundo. Em 2022, a instituição completa 50 anos e planejou um calendário repleto de eventos e projetos que acontecerão ao longo do ano.
O escritório de arquitetura australiano Angelo Candalepas and Associates foi selecionado pelo Governo de Victoria e pela National Gallery of Victoria para projetar a NGV Contemporary, a maior galeria da Austrália dedicada à arte e ao design contemporâneos. O marco urbano de 30.000 m² em Victoria contará com imponentes entradas em arco, um hall esférico de 40 metros de altura, mais de 13.000 m² de galerias de exposição, além de um amplo terraço na cobertura e um jardim de esculturas com vista para Melbourne.
O escritório MVRDV, em parceria com a equipe de arquitetura espanhola GRAS Reynés Arquitectos, está transformando o emblemático bairro de El Terreno, em Palma de Maiorca, em uma vibrante área residencial, por meio de reformas e novas construções. Após décadas de declínio, uma série de lotes vizinhos na Plaza Gomila será revitalizada através de uma iniciativa público-privada, com o objetivo de recuperar a essência do bairro boêmio. Cada um executado com uma cor e material distintos, os sete edifícios diversos formam um distrito reconhecível com uma variedade de tipologias.
Essa frase chamou a atenção durante a palestra de Diébédo Francis Kéré no AAICO (Architecture and Art International Congress), que ocorreu no Porto, em Portugal, entre 3 e 8 de setembro. Após ser introduzido por ninguém menos que Eduardo Souto de Moura, Kéré iniciou sua fala com a simplicidade e humildade que pautam seu trabalho. Suas obras mais conhecidas foram construídas em locais bastante remotos, onde materiais são escassos e a força de trabalho é dos próprios moradores, utilizando os recursos e técnicas locais.
Qual é, exatamente, o sentido da crítica de arquitetura? A palavra “crítica” deriva do termo grego krinein, que significa separar, peneirar, distinguir, discernir, examinar ou julgar. Segundo Wayne Attoe, arquiteto e educador que discorre sobre a crítica de arquitetura em seu livro Architecture and Critical Imagination (infelizmente hoje fora de catálogo), isso não significa necessariamente desaprovar ou apontar falhas. A crítica pode ser favorável ou desfavorável; pode elogiar ou condenar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134199/para-que-serve-a-critica-de-arquiteturaMichael J. Crosbie
Desde 2017, a ONU-Habitat, juntamente com Shigeru Ban Architects, Philippe Monteil e a ONG Voluntary Architects' Network, desenvolveu várias tipologias de abrigos para um bairro piloto no Assentamento Kalobeyei, no Quênia. As Casas Turkana destinam-se a abrigar os sudaneses do sul e outros refugiados que vivem no norte do Quênia e não puderam retornar às suas aldeias originais devido a intermináveis guerras civis e conflitos. Ao contrário dos abrigos de refugiados típicos, essas estruturas foram feitas para fornecer um lar para longos períodos de deslocamento e as quatro tipologias desenvolvidas são informadas pela vasta experiência do Shigeru Ban Architects com projetos de suporte a desastres e as técnicas de construção da população local.