Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, no início deste ano lançamos uma chamada aberta convidando estudantes de arquitetura a enviarem seus projetos de conclusão de curso realizados em 2022. Após agradecer e avaliar detalhadamente as 157 propostas recebidas, nossa equipe editorial pré-selecionou 30 projetos e, finalmente, escolheu os 10 que apresentam um elevado pensamento crítico diante dos desafios propostos.
Atualmente, a cozinha tornou-se um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de encontro e convívio, substituindo a sala de estar ou de jantar como o centro social no programa arquitetônico. Além disso, na concepção dos projetos, o banheiro assumiu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um segmento da arquitetura em ascensão, graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais fáceis de executar. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
Atualmente, a cozinha se transformou em um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de reunião e convívio, desbancando a sala de estar ou de jantar como o centro social do programa arquitetônico. Além disso, na concepção do projeto, o banheiro adquiriu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um nicho da arquitetura em franca expansão graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais viáveis de serem executados. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
Como um dos principais eventos de destaque realizados em celebração a Copenhague como Capital Mundial da Arquitetura da UNESCO em 2023, o Open House Copenhagen revelou os mais de 50 locais que integram sua programação. O evento é um convite para o público conhecer o interior de edifícios icônicos que normalmente só podem ser vistos por fora. A lista inclui exemplos de arquitetura flutuante em Refshaleøen, uma das obras-primas de Arne Jacobsen, além de espaços incomuns, como o interior de uma usina de energia ou um túnel subaquático. O Open House Copenhagen acontece no fim de semana de 25 e 26 de março de 2023. O evento é gratuito e aberto a todos, mas exige inscrição prévia.
West Village, Nova Iorque. Foto de Nathalia Segato, via Unsplash
Um artigo recente do professor de Direito Richard Schragger invoca o livro Morte e Vida das Grandes Cidades, de Jane Jacobs, em defesa do zoneamento. Schragger escreve que, de acordo com Jacobs, os bairros da cidade florescem por causa da “diversidade dos usos do solo no espaço” e o zoneamento deve proteger as qualidades desses bairros por meio do “zoneamento para a diversidade”, o que requer “limitar o desenvolvimento, controlar a densidade e preservar estruturas históricas”.
Quando elementos transparentes de fachada se transformam deliberadamente a partir do curso do sol, podemos explorar um fascinante movimento lento em forte contraste com a agitação da vida urbana ao nível da rua. O designer francês Pierre Brault, em particular, responde ao ritmo acelerado de nossa sociedade com instalações de fachada que combinam o princípio do relógio de sol com um design pop colorido. Suas obras tridimensionais, feitas de acrílico colorido reciclado, hipnotizam por meio de movimentos simples, porém dramáticos, de sombras coloridas. Na entrevista, Brault explica sua inspiração, sua abordagem experimental e seu interesse em trabalhar de forma responsável com os materiais.
El Cosmico Hotel impresso em 3D - exterior. Cortesia de imagem de ICON, BIG para El Cosmico
A especialista em arquitetura hoteleira Liz Lambert anunciou uma colaboração com a ICON, o escritório pioneiro na impressão 3D em larga escala, e o BIG para reconstruir o El Cosmico, um hotel de acampamento em Marfa, Texas. O empreendimento contará com acomodações para hóspedes e um programa que inclui piscina, spa e instalações compartilhadas. O projeto tem início previsto para 2024.
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Jenny Holzer, installation at Guggenheim New York. Foto: fluido & franz, CC BY-NC-SA 2.0 via Flickr
A luz está presente na arte há séculos. Pensar o barroco ou o gótico sem este elemento seria impossível. No entanto, foi no século XX que artistas começaram a explorar qualidades lumínicas e as transformaram num meio próprio para materializar a arte. Esculturas, instalações imersivas e formas de moldar o ambiente através da luz, suas cores e intensidades, trouxeram novas percepções espaciais ao traçar uma relação única com a arquitetura.
A sustentabilidade é muito mais do que simplesmente decidir a favor ou contra um produto específico. É um conceito que deve ser integrado à maneira como construímos e projetamos a arquitetura, bem como ao uso inteligente de edifícios existentes e suas potenciais reformas. Sob a perspectiva da sustentabilidade, demolir um edifício antigo é tão insustentável quanto construir um novo. Ambos consomem grandes volumes de energia incorporada que poderiam ser evitados se todas as partes envolvidas no planejamento considerassem novas formas de trabalhar e colaborassem de maneira mais estreita.
Nesse sentido, o uso eficiente de matérias-primas e a redução de resíduos para reutilização são fundamentais. O policarbonato em fachadas, por exemplo, tem um ciclo de vida médio de pelo menos 20 anos e pode ser reciclado e reutilizado de várias maneiras, duplicando assim sua vida útil até que não possa mais ser reciclado de forma viável.
O Danish Architecture Center (DAC) anunciou que a primeira exposição permanente sobre arquitetura dinamarquesa será inaugurada em 24 de março de 2023, em Copenhague. A mostra, intitulada “So Danish!”, conta a história da evolução da arquitetura no país, desde a Era Viking até os dias atuais. Ao apresentar essa trajetória, o objetivo é ajudar o público a compreender o papel e a influência da arquitetura na sociedade democrática dinamarquesa.
O novo Centro Museológico Aalto2, projetado pelo escritório A-Konsultit Architects, apresentará o legado cultural da arquitetura e do design do renomado arquiteto Alvar Aalto. O museu abrirá as portas ao público em 27 de maio de 2023, realizando o desejo do arquiteto de estabelecer um espaço para a fusão de diferentes mídias e formas de arte no parque Ruusupuisto, em Jyväskylä, na Finlândia Central.
O Centro Museológico Aalto2 é composto por três edifícios: o renovado Museu Alvar Aalto, o Museu da Finlândia Central e o novo anexo do centro Aalto2 que se une a eles este ano. O Museu Alvar Aalto original abrirá suas portas após passar por reparos estruturais e adaptações em suas instalações para atender ao novo conceito do Aalto2. O projeto do Aalto2 conecta ambos os museus e baseia-se em um concurso internacional realizado em 2015, que atraiu quase 700 propostas de todo o mundo, demonstrando o apelo internacional do estilo arquitetônico de Aalto.
Muito além de ser apenas um fenômeno físico perceptível pelo olho humano, a luz natural é um recurso arquitetônico inesgotável que, por vezes, não recebe o devido valor. Assim como o ar que respiramos, todos temos consciência da existência da luz, mas raramente buscamos ir além em seu aproveitamento. É fundamental reconhecer sua presença como um agente viabilizador de experiências no espaço, dada a sua relação intrínseca com a arquitetura e o ser humano.
A incidência de luz na arquitetura influencia diretamente a nossa percepção da passagem do tempo. Desde a antiguidade, construções como os zigurates já integravam estratégias para capturar as variações da luz do dia através de suas coberturas — uma abordagem que evoluiu e se manteve presente em obras modernas, como a Villa Savoye. Mais recentemente, a horizontalidade das coberturas planas na arquitetura contemporânea consolidou-se como um excelente recurso para incorporar elementos de projeto que também viabilizam seu uso habitável, como as escotilhas de acesso à cobertura, que funcionam como um elo entre a luz natural e os terraços.
A seguir, apresentamos algumas das tecnologias mais recentes em claraboias e escotilhas de acesso, como as desenvolvidas pela LAMILUX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138490/o-limiar-entre-a-luz-natural-e-a-arquitetura-alcapoes-de-acesso-a-coberturas-planasEnrique Tovar
Quase duas décadas atrás, no corredor do centro de Columbus, Ohio, o centenário edifício Lazarus passou por uma extensa reforma para salvar a loja de departamentos e restaurá-la à sua antiga glória. Sessenta milhões de dólares foram investidos em sua restauração e transformação em um complexo comercial e de escritórios. Durante a construção, os trabalhadores reciclaram quase 2.300 kg de aço, 900 kg de concreto e quantidades significativas de carpetes, forros e vários tipos de madeira, evitando que 10.000 kg de detritos fossem para os aterros sanitários de Ohio. Eles também economizaram mais de US$ 25 milhões implementando esse rigoroso processo de reciclagem.
A rampa é um dos elementos arquitetônicos que, além de viabilizar a circulação entre diferentes alturas e pavimentos, proporciona uma maior acessibilidade aos espaços. No Brasil, uma série de decretos e regulamentações, como as dispostas na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, buscam assegurar os direitos de cidadania e promover a igualdade e inclusão social da pessoa com deficiência, o que perpassa questões relativas à sua mobilidade e liberdade de ir e vir. A arquitetura tem um papel fundamental nessa inclusão, ao elaborar estratégias para garantir que essas pessoas possam transitar, participar e interagir em qualquer ambiente, seja ele público ou privado.
Esta semana, o Museu de Arte Moderna lança oficialmente uma nova série de exposições intitulada Architecture Now. De acordo com o MoMA, “a primeira iteração da série, New York, New Publics, irá explorar as maneiras pelas quais os escritórios com sede na cidade de Nova York têm expandido a relação da arquitetura metropolitana com diferentes públicos através de 12 projetos concluídos recentemente.”
A exposição mostrará trabalhos voltados para o público, como parques, jardins e piscinas comunitárias, feitos por Adjaye Associates, Agency—Agency e Chris Woebken, CO Adaptive, James Corner Field Operations, Kinfolk Foundation, nArchitects, New Affiliates e Samuel Stewart-Halevy, Olalekan Jeyifous, Only If, PetersonRich Office, SO – IL e SWA/Balsley e Weiss/Manfredi.
A Bienal de Arquitetura de Veneza é um evento organizado pelo Estado italiano que reúne algumas das mais prestigiadas exposições internacionais de arquitetura do mundo. O Giardini e o Arsenale são os principais palcos das exposições e pavilhões nacionais, aos quais se unem outros eventos paralelos distribuídos pelo território de Veneza.
As cidades são ecologias complexas de sistemas naturais e infraestrutura urbana que se cruzam. Nesse sentido, a degradação ambiental chamou a atenção para a relação simbiótica entre sistemas artificiais e naturais. Uma nova economia está surgindo, onde a interdependência e a gestão ambiental são valorizadas. Projetar para uma economia circular requer a consideração dos habitats humanos não como vilas ou cidades, mas como biorregiões.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que dialogam diretamente com seus contextos locais, oferecendo espaços seguros para grupos vulneráveis e em situação de risco. De um santuário para meninas desabrigadas no Iraque a um projeto de habitação social no primeiro arranha-céu de Praga, esta seleção reúne propostas focadas nas pessoas, em suas necessidades e aspirações. Muitos desses projetos utilizam materiais locais, como tijolos de argila, para reduzir os custos de construção. Além disso, propõem a reutilização de edifícios existentes e buscam engajar a comunidade local tanto na construção quanto na apropriação dos espaços propostos.
Continue lendo para conhecer 10 projetos com engajamento social, acompanhados de suas descrições enviadas pelas equipes de arquitetura.
Com uma população de mais de 17,5 milhões de habitantes e 23 milhões de bicicletas — sendo mais de três milhões delas elétricas —, a Holanda é uma referência quando o assunto é mobilidade e o desenvolvimento de localidades que priorizam os pedestres e ciclistas em seus projetos urbanos. Cerca de 27% de todas as viagens realizadas no país são feitas pedalando, anualmente são percorridos mais de 15,5 bilhões de quilômetros, apontam dados do governo da nação. Apesar do índice elevado, o objetivo é adotar iniciativas que estimulem ainda mais os municípios a transformarem seus espaços e darem mais lugar para o ciclismo como principal opção para o deslocamento entre trajetos curtos, de até 15 quilômetros.
https://www.archdaily.com.br/pt/998139/fietsgeluk-o-conceito-holandes-de-felicidade-do-ciclismoSomos Cidade
O trabalho jornalístico de Koolhaas lhe rendeu fama na arquitetura antes mesmo de ele concluir seu primeiro edifício. A transição de contador de histórias para arquiteto foi mais uma mudança de roteiro do que uma virada profissional. Ele apontou que "[a arquitetura] é uma forma de roteirização que descreve implicitamente as relações humanas e espaciais." Ao reafirmar o papel da arquitetura na definição da vida cotidiana, para além da mera construção de edifícios e cidades, ela se revela também como uma ferramenta escrita e falada capaz de explicar os acontecimentos globais diários, dar voz a projetos que não foram ouvidos e moldar ativamente o futuro da atuação do/a arquiteto/a.
Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia após uma grande escalada do conflito que existia desde 2014. Um ano depois, a guerra ainda está em andamento. Tanto soldados quanto civis foram vítimas, além de milhões de pessoas que se tornaram refugiados, migrando para áreas mais seguras na Europa ou na própria Ucrânia. Instalou-se, assim, uma grave crise humanitária e de refugiados. Os conflitos também ameaçaram o patrimônio cultural e arquitetônico da Ucrânia, já que museus, monumentos e marcos históricos se tornaram alvos.
As implicações também estão atingindo a Europa e o mundo, à medida que os recursos energéticos e os suprimentos de alimentos se tornam mais escassos, prejudicando algumas economias. Ainda assim, os países ocidentais permaneceram unidos em seu apoio à Ucrânia, conforme relatado por agências de notícias internacionais. Apesar das dificuldades econômicas, o apoio internacional foi mobilizado por meio de várias iniciativas na esperança de ajudar os deslocados, proteger o patrimônio cultural e traçar um plano de reconstrução.
O governo da Arábia Saudita revelou o projeto do Mukaab, um arranha-céu em forma de cubo que se tornará o coração do distrito de New Murabba no centro de Riad. O Mukaab tem a ambição de se tornar a maior estrutura construída do mundo, com medidas de 400 metros de altura, largura e comprimento. O edifício estará situado no noroeste de Riad, em uma área de 19 quilômetros quadrados, que se tornará um dos maiores empreendimentos urbanos do mundo. O arranha-céu Mukaab e o distrito de Murabba foram anunciados por Sua Alteza Real, o Príncipe Herdeiro Mohammad bin Salman bin Abdulaziz, que é Primeiro Ministro e Presidente da Nova Companhia de Desenvolvimento de Murabba (NMDC).
A24 e Atomic Monster confirmaram recentemente uma adaptação cinematográfica de The Backrooms, um curta-metragem de terror do Youtube (expandido para uma série) criado pelo diretor de 17 anos e artista de efeitos visuais Kane Parsons.
Com base na lenda urbana homônima, The Backrooms se passa em 1996 em um labirinto aparentemente infinito de espaços de escritório com paredes amarelas e carpetes, banhados com uma iluminação interna fluorescente, lembrando um edifício abandonado. Sua estética corporativa kitsch é reforçada pelo filtro VHS, estilo de gravação de fita o qual permite que Parsons oculte imperfeições (ou evite algum efeito estranho) que um simples cenário 3D criado no Blender e editado no Adobe After Effects poderia apresentar durante o estágio de pós-produção.
Temos menos de sete anos para reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa se quisermos manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C, o limite considerado necessário pela ciência para evitar alguns dos impactos mais perigosos das mudanças climáticas. Em 2022, inundações, secas e ondas severas de calor tiraram milhares de vidas e afetaram milhões de pessoas em todo o mundo, oferecendo um vislumbre do que devemos esperar se falharmos na ação climática. Uma vez que as cidades são responsáveis por mais de 60% das emissões globais e abrigam mais da metade da população mundial, mudar a maneira como lidamos com o ambiente urbano precisa estar no centro de nossos esforços para conter a crise do clima.
https://www.archdaily.com.br/pt/997123/5-acoes-pelo-clima-que-cidades-devem-priorizar-a-partir-de-2023Rogier van den Berg e Leo Horn-Phathanothai