Library of Muyinga. Image Courtesy of BC Architects
Atualmente, o entendimento da cultura de construção e a aplicação de métodos construtivos locais podem parecer um conceito distante e obsoleto, dado o papel da industrialização e da globalização na indústria. Podemos obter quase qualquer material de todo o mundo apenas pesquisando na Internet um distribuidor em nossa região. Mas essa prática tem implicações para a nossa sociedade, desde a perda de identidade arquitetônica até os custos ambientais relacionados a altas emissões de CO₂ associadas aos processos de extração, fabricação, transporte e descarte desses materiais.
A crescente necessidade global de reduzir nossas emissões de carbono e utilizar materiais de maneiras mais eficientes tem nos levado a pesquisar e aprender sobre a origem dos recursos de nossas regiões, levando ao melhor entendimento de suas aplicações dentro de uma abordagem de economia circular. Mas por que não olhar bem debaixo dos nossos pés? O solo é um dos materiais mais comuns do planeta e, quando é de origem local, não gera quantidades consideráveis de CO₂ incorporado. Parece que, após a industrialização, esquecemos que a construção com terra foi por muitos anos um método viável para nossos ancestrais em diferentes partes do mundo. Conversamos com Nicolas Coeckelberghs, um dos quatro fundadores da BC Materials, uma cooperativa com sede em Bruxelas que trabalha com terra, redescobrindo seu uso e compartilhando seu conhecimento em escala global através de uma consciência local.
https://www.archdaily.com.br/pt/999688/construindo-com-residuos-transformando-solo-escavado-em-arquiteturaEnrique Tovar
Embora se tenha assumido por muito tempo que os recém-nascidos não enxergam cores, estudos mais recentes mostram que eles conseguem, de fato, distinguir diferentes tonalidades. E mesmo que as mentes jovens ainda não compreendam totalmente o que estão vendo, a impressão e o impacto de um estímulo visual vibrante geram uma resposta potente. Isso permanece válido ao longo de toda a vida: as cores podem influenciar nossos sentimentos de maneira profunda. Profissionais de arquitetura e design há muito utilizam essa relação a seu favor, especialmente em espaços internos. Seja para destacar elementos arquitetônicos específicos, criar determinadas atmosferas, delimitar áreas em layouts de conceito aberto ou iluminar um ambiente através dos acabamentos, as cores são ferramentas fundamentais para os/as profissionais durante todo o processo de projeto. Em especial, a combinação de múltiplos tons vibrantes — técnica conhecida como color blocking — pode ser um verdadeiro sucesso se bem executada.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com os arquitetos Luís Tavares Pereira e Guiomar Rosa sobre a Casa na Montanha, no Gerês. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem como se preparar para a faculdade de arquitetura. A dupla aborda o aprendizado de diferentes habilidades e ferramentas — como softwares, escultura, desenho e pintura —, noções de construção civil, os desafios mais comuns enfrentados por estudantes, o ensino de arquitetura de modo geral, como lidar com a negatividade na profissão, entre outros temas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1137838/the-second-studio-podcast-preparando-se-para-a-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Ao abordar o projeto de espaços culturais, como museus, locais de espetáculos ou locais de pesquisa e estudo, os profissionais de arquitetura e design muitas vezes têm que montar peças de um quebra-cabeça desafiador para fazer a estrutura dialogar com uma variedade de visitantes e ocupantes. Isso pode ser difícil, especialmente ao tentar combinar formas em um todo que respeite o uso pretendido para o edifício e seja atemporal em sua universalidade.
Uma maneira de garantir que o senso de cultura seja onipresente: a reutilização adaptativa. A prática de dar vida a estruturas históricas tem aumentado nos últimos anos e é particularmente adequada para criar espaços que abordam e incorporam questões contemporâneas enquanto conectam seus habitantes ao passado. Mas não é apenas um senso de herança atualizado que os faz sobressair; edifícios de reuso adaptável podem combater a expansão urbana e práticas de construção insustentáveis simplesmente por existir.
A mesquita, lugar sagrado da cultura islâmica, possui características estruturais e identidade distintas. É uma arquitetura serena e espiritual que aproxima os indivíduos de sua fé e do divino. A casa original do Profeta Muhammad em Medina (na atual Arábia Saudita) é considerada o primeiro local de oração, e serviu como modelo para a arquitetura das primeiras mesquitas: uma estrutura de tijolos de barro com áreas de convivência em um lado de um pátio retangular fechado. A alocação de espaços abertos no centro das cidades onde muçulmanos poderiam se reunir e orar tornou-se mais frequente, resultando em vários espaços de culto com uma característica espacial universal: sua orientação para Meca.
O processo de design da mesquita começou com uma única forma geométrica fechada, reforçando a ideia de espiritualidade e isolamento. Logo após, esse simples protótipo espacial evoluiu para a primeira mesquita hypostyle formal, conhecida por sua vasta sala de oração e série de arcadas. São variações desse modelo a primeira mesquita em Medina, conhecida como Mesquita Quba (622 DC), a Mesquita Kairouan em Túnis (670 DC), e a Mesquita Umayyad em Damasco (715 DC), algumas das quais incorporavam detalhes das colunas da arquitetura grega e romana. No entanto, o papel das mesquitas evoluiu ao longo dos anos de apenas um lugar de culto para uma arquitetura que ajuda a restabelecer os valores do Islã e oferece contribuições à sociedade.
Tóquio é interminável. Trata-se de uma cidade feita de várias cidades, onde tudo é superlativo e é constante o encontro com a escala descomunal. Para quem pisa pela primeira vez lá, vindo de um país tão plural quanto o Brasil, o choque cultural é enorme. Tudo é extremamente limpo mesmo não havendo lixeiras públicas, a impressão é de zero violência e percebe-se toda a sociedade seguindo exemplarmente os rígidos códigos disciplinares. Fica uma sensação de que as relações humanas e sentimentos individuais são deixados em segundo plano e a coletividade é priorizada, com tudo de bom e de ruim que este modo de vida possa trazer.
Marc Ferrez: Praça XV de Novembro, circa 1903 / Coleção Gilberto Ferrez, Acervo Instituto Moreira Salles
Assim como muitas instituições nacionais e internacionais que já disponibilizam parte de seus acervos em domínio público, o Instituto Moreira Salles (IMS) agora apresenta parte do seu acervo fotográfico e iconográfico para livre acesso.
Com uma alta proporção de branco misturado a uma pequena quantidade de pigmentos coloridos, as cores pastéis fornecem uma variedade de tons pálidos e moderados. Relacionados a ambientes suaves e calmantes, essas cores têm uma qualidade atemporal e podem ser vistas em diferentes estilos arquitetônicos, como o Rococó, o Art Déco ou mid-century. Aplicado em exteriores, interiores ou ambos, os tons pastel fazem com que os cômodos pareçam mais leves, arejados e espaçosos.
Desde detalhes sutis até se destacar na estratégia geral de um projeto, tons pastéis são alternativas versáteis que podem ser usadas de várias maneiras. Seguindo as propostas de cores de Ricardo Bofill, interiores de Paulo Mendes da Rocha e os edifícios de Michael Graves, a arquitetura contemporânea brinca com cores suaves para fins estéticos e funcionais, além de proporcionar uma experiência sensorial. Analisando diferentes exemplos de sua aplicação em arquitetura e design, mostramos como quatro cores predominantes - verde-menta, rosa claro, amarelo limão e azul bebê - estão atualmente ganhando protagonismo.
Perspectiva exterior por Nicolás Belcic. Image Cortesía de Bruno Stagno
A partir da Costa Rica, o arquiteto Bruno Stagno não apenas reflete sobre como as respostas ao meio ambiente podem constituir a base principal de inspiração e identidade da arquitetura, mas propõe ir além, apresentando uma arquitetura tropical contemporânea voltada para toda uma latitude.
O que acontece quando esses limites se expandem? O que ocorre quando tais motivações extrapolam o contexto tropical? Bruno Stagno nos apresenta aqui o projeto “Um Manguezal para Berlim”, sua proposta para o concurso de 1995 voltado à reconstrução da Academia de Arquitetura de Berlim ("Berliner Bauakademie"), obra emblemática do arquiteto Friedrich Schinkel.
Durante a Rio2C, o palco Arts&Crafts recebeu mais um episódio especial do Arquicast para uma gravação ao vivo. Desta vez, o entrevistado foi Alberto Renault, cenógrafo, escritor, roteirista, diretor de teatro e TV, além de indicado ao EMMY Internacional e criador de diversas séries, como “Casa Brasileira”, “Lar: Vida Interior”, “Morar” e “De Casa em Casa”.
O National Museums Liverpool (NML) anunciou uma versão revisada do projeto da orla da cidade, desenvolvido pelo arquiteto Asif Khan e pelo artista Theaster Gates. Os planos incluem a reforma dos espaços públicos em Canning Dock, uma área histórica central nos portos de Liverpool. Como parte do Waterfront Transformation Project, as intervenções visam criar espaços públicos acessíveis para atender melhor a comunidade e criar uma ligação entre os museus próximos. A proposta preliminar está aberta para consulta pública.
O Hábitat X faz parte de uma pesquisa com mais de 12 anos de desenvolvimento, liderada pelo arquiteto argentino Alejandro Borrachia, que contou com a participação de mais de 100 professores/as, estudantes e graduados/as da Universidade de Morón – Escola Superior de Arquitetura e Design (UM-ESAD), juntamente com atores multidisciplinares e aliados estratégicos privados e estatais. Focado na busca teórica e na materialização de uma série de protótipos, o projeto propõe relacionar-se com um programa específico com base nas preocupações e necessidades atuais da sociedade, além de vincular-se a processos, hipóteses e estudos de caso que deem origem a mudanças disciplinares inéditas.
Uma cidade lúdica é uma cidade projetada com o objetivo de promover o jogo, o lazer e a criatividade em seu espaço público e arquitetura. Ela oferece oportunidades de encontro que ajudam a desenvolver social e culturalmente uma comunidade, e melhora a qualidade de vida, trazendo elementos essenciais para hábitos mais saudáveis e equilibrados. Assim, interfere diretamente no desenvolvimento cognitivo e emocional de seus cidadãos, ao estimular a criatividade e a imaginação ao proporcionar espaços para a diversão.
César Portela, arquiteto nascido em Pontevedra em 1937, foi laureado com a Medalha de Ouro da Arquitetura, uma das distinções mais prestigiadas outorgadas pela profissão na Espanha. Esta honraria, instituída pelo Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) em 1981, reconhece o trabalho de indivíduos e instituições que enriquecem a prática arquitetônica com sua atuação.
O Minimaforms apresenta The Order of Time na galeria da Architectural Association School of Architecture. Trata-se de uma instalação imersiva que busca conectar as preocupações da física, da arte e da arquitetura, revelando a ordenação dos espaços e as relações construídas por meio da experiência direta.
Três instalações escultóricas são o destaque da exposição. Organizações esféricas implantadas através de uma lógica matemática e projetadas para ampliar o espaço dentro de caixas de luz reflexivas, oferecendo ao espectador um novo momento de imersão a cada passo. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Theodore Spyropoulos, artista, arquiteto/a no Minimaforms e diretor/a do Design Research Lab da Architectural Association, sobre temas que abordam a natureza interdisciplinar da arquitetura, o processo criativo da instalação e como ela influencia a criação de espaços, edifícios e cidades.
Realizado a cada dois anos desde 1998, o Saint-Gobain International Gypsum Trophy premia os mais recentes avanços na excelência de execução em sistemas de drywall e gesso. Este ano, a 13ª edição do Gypsum Trophy aconteceu em Atenas, no dia 28 de abril de 2023. Das Américas à Ásia, da Europa à África, 73 projetos de 27 países concorreram em seis categorias para conquistar um dos 15 prêmios da competição.
As empresas executoras participantes aliam seu conhecimento técnico e criatividade aos sistemas de gesso e drywall da Saint-Gobain para viabilizar projetos de alto desempenho. Se por um lado algumas propostas intervêm em estruturas históricas existentes, por outro, há as que propõem edifícios totalmente novos. Da mesma forma, enquanto certos projetos mobilizaram mais de mil profissionais, outros foram concluídos por equipes de apenas algumas pessoas.
Confira a seguir os vencedores deste ano, bem como os detalhes da premiação.
A identidade é um conceito complexo e em constante evolução, resultado de uma construção social composta por elementos históricos, fatores culturais, circunstâncias e fenômenos que se manifestam em um determinado lugar. No caso da arquitetura mexicana, a identidade se reflete na produção arquitetônica concebida sob a ótica de artistas e arquitetos/as, como Diego Rivera e Agustín Hernández, que plasmaram em obras como o Museu Anahuacalli e a Casa en el Aire as proporções colossais, a simetria e as formas simples do passado pré-hispânico mexicano. Por sua vez, atributos distintivos, como a singularidade folclórica das tradições, refletem-se na sensibilidade do uso da cor em obras de Luis Barragán e Javier Senosiain, criando um rico amálgama de expressões artísticas que encarnam a identidade arquitetônica mexicana em sua diversidade e constante evolução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138246/revestimentos-ceramicos-em-evolucao-identidade-arquitetonica-mexicana-no-design-de-interiores-do-futuroEnrique Tovar
Este ano marca o centenário da primeira edição de Vers Une Architecture, o livro que marcou época de Le Corbusier. Embora uma nova tradução para o inglês tenha surgido em 2007 sob calorosos elogios, a maioria dos(as) arquitetos(as) em atividade leu a primeira edição em inglês, publicada em 1928 sob o título Towards a New Architecture. Comparar as três edições é instrutivo, em especial por um aspecto crucial: a inserção da palavra "novo" no título. O livro não tratava propriamente de uma nova arquitetura, uma vez que muito pouco de seu conteúdo exibia edifícios no Estilo Internacional. Em vez disso, era sob muitos aspectos uma diatribe astuta destinada a convencer os europeus de que não tinham outra escolha senão renunciar a qualquer tipo de arquitetura construída antes da Grande Guerra e recomeçar do zero. A obra foi extraordinariamente bem-sucedida em alcançar esse objetivo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138317/afastando-se-da-antiga-arquitetura-o-que-le-corbusier-realmente-quis-dizerMark Alan Hewitt
Para a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Pavilhão da Albânia se propôs a responder ao tema geral O Laboratório do Futuro com a exposição Meditações Intempestivas ou: Como Aprendemos a Viver em Realidades Sintetizadas. O projeto procura introduzir e compreender novas tipologias de espaços cívicos, reaproveitando a renderização como um mecanismo de exploração. A equipe curatorial é composta pelos arquitetos Martin Gjoleka e Era Merkuri, que expõem juntamente com o arquiteto Ani Marku e o artista digital 3D Geraldo Prendushi.
A moradia não é apenas o lugar onde vivemos. É um reflexo da nossa sociedade, da nossa cultura e das nossas aspirações. É um espaço que influencia nossa qualidade de vida, nossa saúde e nosso bem-estar. E em um mundo que muda a ritmos sem precedentes, no qual as tecnologias avançam a passos largos, a população cresce e os recursos escasseiam, é fundamental refletir sobre como habitamos e como podemos tornar nossas moradias melhores.
O ArchDaily abriu o debate sobre o tema da habitação contemporânea durante todo o mês de abril. Fizemos um convite a nossos leitores e leitoras para que se somassem à discussão sobre seu estado atual e seu futuro. Após analisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar pontos em comum sobre como, antes de mais nada, a habitação contemporânea diz muito tanto sobre adaptabilidade, inovação e diversidade, quanto sobre especulação imobiliária, falta de políticas públicas adequadas e desigualdade econômica. Conheça em detalhes os principais pontos de vista a seguir.
Nos dias 26, 27 e 28 de abril deste ano, foi realizado na cidade de Los Mochis, Sinaloa, o "FESTA Visiones", marcando a retomada das atividades presenciais e a reativação de eventos. Para isso, o Comitê de Arquitetura do Tecnológico Nacional de México Campus Los Mochis e o Colegio de Arquitectos del Norte de Sinaloa A.C. uniram forças para retomar o evento educativo mais importante em âmbito local e convidar novamente os e as estudantes a se inspirarem e aprenderem com referências nacionais da profissão.
Um número crescente de estudos sugere que uma iluminação bem pensada afeta e impulsiona o comportamento do consumidor. Acrescente a isso a "instagramabilidade" e requisitos promocionais, e o papel da iluminação torna-se fundamental para alcançar um visual diferenciado e comercialmente atraente. Isso levou a implementação de painéis e luminárias com novas tecnologias que oferecem uma gama de cores e capacidade de dimerização, modificando o clima e a paleta de cores geral de um espaço. Os resultados são algumas configurações divertidas, às vezes quase caricaturais, que sugerem os melhores cenários e locais convidativos.
Nesta primeira matéria, conversamos com a coordenadora do Comitê Científico, Mette Ramsgaard Thomsen, professora e chefe do CITA (Centro de TI e Arquitetura) na Escola de Arquitetura, Design e Conservação da Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes. Ela também co-preside o painel design para Repensar Recursos ao lado de Carlo Ratti, professor e diretor do Senseable City Lab do MIT e sócio-fundador do escritório CRA-Carlo Ratti Associati.