Superfícies táteis, materiais ricos e curvas esculturais assumem o papel principal na nova coleção de Primavera/Verão '23 da fabricante dinamarquesa de mobiliário BoConcept. Conhecida pela simplicidade de seu DNA de design escandinavo, a nova linha de mobiliário e acessórios desta temporada convida os sentidos a despertarem, estimulando o olhar atento e o toque nestas novas peças, marcadas por uma materialidade e formas arredondadas cativantes.
Como construir edifícios usando menos água? O processo de construção consome uma grande quantidade de recursos hídricos e é hora de pensar em como reduzir esse impacto no meio ambiente.
O Office for Political Innovation, liderado por Andrés Jaque, colaborou com uma rede de ativistas e representantes da comunidade de Xholobeni, África do Sul, especialistas em sismógrafos e transdução da Polônia, além de pesquisadores e editores de som para trazer uma instalação ao Arsenale durante a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Intitulada XHOLOBENI YARDS. Titanium and the Planetary Making of SHININESS / DUSTINESS, a intervenção aborda o problemático fascínio da arquitetura pelo brilho.
A relação muitas vezes complexa entre artistas, a arte e os algoritmos estará no centro de uma exposição na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada "CHAOS//LOOP 2023". Desenvolvida por Christof Babinsky, CEO da ASB GlassFloor, a mostra reunirá dez obras de arte que utilizam tecnologia digital, exibidas em painéis de LED chamados "Digital Wallpaper" (papel de parede digital), os quais também ampliam o escopo do projeto arquitetônico e agora ganham um novo contexto em Veneza.
A escassez de água é sazonal em muitos locais e uma maneira de se precaver é captando e armazenando água da chuva. Outra forma é reaproveitar as águas cinzas domésticas. Jardins e telhados verdes podem ser usados como cisternas para essa finalidade.
João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo e especialista em design biofílico, explica que águas cinzas são as águas residuais de chuveiros, pias, banheiras, tanques e máquinas de lavar roupas ou louças. Elas correspondem a uma grande porcentagem do esgoto residencial: de 50 a 80%.
Conceito do projeto do Canberra Theatre Center. Cortesia da imagem de Henning Larsen, Architectus e Arup
O consórcio formado pelo escritório internacional Henning Larsen, o escritório australiano Architectus e a consultoria global Arup foi selecionado para realizar o projeto que transformará o Canberra Theater Center em um espaço vibrante e inclusivo. O projeto contará com consultas públicas para garantir que o Distrito Cívico e Cultural de Canberra se torne um espaço acolhedor tanto para artistas quanto para o público geral. Vencedora de um concurso, a proposta inclui estudos preliminares que mostram um novo edifício de teatro que será acrescentado ao distrito, além da renovação do Courtyard Studio, do Canberra Theater e The Playhouse.
Hoje, 5 de junho, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente 2023, uma data que, entre outras coisas, formenta a busca por soluções para o problema global da poluição por plástico. O evento foi coordenado pela Costa do Marfim com o objetivo de nos lembrar da importância de nossas ações individuais em relação ao tema — e a importância de os governos e as empresas intensificarem urgentemente suas medidas.
A poluição por plástico é um problema ambiental que afeta diversos setores e a arquitetura não fica excluída. O plástico é um material amplamente utilizado na indústria da construção devido à sua durabilidade, resistência e baixo custo. No entanto, sua produção, uso e descarte inadequado têm um impacto significativo no meio ambiente. Para abordar esse problema, é importante tomar medidas em várias etapas, que incluem redução, reciclagem, conscientização e regulamentações. A seguir, apresentamos alguns projetos que abordam esses pontos.
A Teoria da Relatividade de Einstein introduz o conceito de que o tempo, como o conhecemos, não é tão estável e confiável como parece. Como característica definidora que é referência em toda a história da humanidade, a falibilidade do tempo é uma perspectiva confusa. Quinze minutos, por exemplo, parecem uma eternidade enquanto se espera em uma fila, e ainda assim, os trezentos mil anos de história humana parecem ser poucos minutos na vida da Terra.
Então, quando falamos em "salvar o planeta" ao desacelerar e reverter a crise climática, o que realmente queremos dizer é prolongar nossa própria existência nele. Porque não importa o que façamos, essa massa rochosa que chamamos de casa continuará seguindo seu curso no Sistema Solar por mais alguns bilhões de anos. Com efeito, a humanidade em si é apenas uma instalação temporária.
As quatro instalações apresentadas a seguir investigam nossa relação humana com o tempo e como isso afeta nossas vidas na Terra.
Novo Estádio Skenderbeu / CEBRA. Imagem cortesia de CEBRA
O escritório de arquitetura dinamarquês CEBRA venceu um concurso internacional para o projeto do novo Estádio Skenderbeu em Korça, Albânia. A proposta vencedora insere o estádio de 10.000 assentos em um bairro dinâmico para criar um ambiente atraente para torcedores, cidadãos ativos, comércios e visitantes da cidade albanesa. O plano diretor propõe edifícios e ruelas inspirados nas tipologias de Korça para criar uma experiência cultural familiar tanto dentro quanto no entorno do estádio.
OUTIN DESIGN Uma empresa de design integrado que oferece serviços em diversas disciplinas. Suas áreas de atuação abrangem arquitetura (interação social e comunitária, novos espaços de varejo, exposições e mostras, co-working, hotéis criativos), residencial e estilo de vida, design de interiores (soft decoration) e produção visual, além de design de produto e desenvolvimento de instalações. As quatro equipes de design da OUTIN DESIGN operam de forma independente, mas colaboram em projetos transdisciplinares.
R.E.C Equipe responsável por arquitetura (interação social e comunitária, novos espaços de varejo, exposições e mostras, co-working, hotéis criativos), direção de arte e consultoria estratégica. Seu nome surge de uma reflexão sobre a “reciclagem do tempo” (Time recycle) — a “longevidade cíclica” de 24h, 1440min e 86400s. Desde a compreensão da essência das coisas até a elaboração de soluções de design, o trabalho integra o ciclo e a simbiose do tempo para garantir que os projetos sejam tanto poéticos quanto pragmáticos, unindo o design de pesquisa à viabilidade comercial e sustentável dos empreendimentos.
WMT Equipe responsável pela divisão residencial e de estilo de vida. Sua premissa central, “inspirar pontos de virada na vida”, reflete novas inspirações e formas, estimulando novos estilos de viver. Todos os nossos projetos expressam uma abordagem flexível, prática e relaxante, além de um conceito personalizado, resultando em espaços habitáveis acolhedores. Ao longo dos anos, isso consolidou o valor fundamental da WMT — “Uma vida confortável em cada ambiente”, “Comfortable life comes from WMT”.
SIBAN (Sìbān) Equipe responsável pelo design de interiores (soft decoration) e ambientação. Foca na relação entre os espaços arquitetônicos sociais, o novo comércio e a vida cotidiana. Com anos de experiência no design de ambientação e planejamento geral de espaços expositivos para marcas internacionais de mobiliário, a SIBAN possui uma visão global e profunda compreensão de visual merchandising. Nos projetos residenciais particulares, a equipe se concentra em refletir o estilo de vida único e irrepetível de cada morador, rejeitando decorações puramente formais ou cenográficas.
JEDI 404 Equipe de incubação criativa responsável pelo design de produtos e desenvolvimento de displays e instalações. O JEDI 404 busca construir conceitos de design originais por meio de caminhos não convencionais e “inexistentes”, percebendo e capturando emoções primordiais a partir da prática de design e de espaços multidimensionais. O JEDI 404 propõe uma plataforma sem fronteiras, onde imaginações diversas convergem para cocriar possibilidades infinitas para os objetos.
Calçada de Copacabana. Foto: Donatas Dabravolskas, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Um dos maiores símbolos cariocas, a calçada de Copacabana é um marco na deslumbrante paisagem do Rio de Janeiro. O que nem todos sabem é que sua história (e desenho) precede a intervenção de Roberto Burle Marx na década de 1970. A origem do desenho é, assim como suas pedras, portuguesa.
Localizada na parte sul da República do Benin, perto da cidade portuária de Cotonou, Ganvie é a maior vila flutuante da África. Situada no meio do Lago Nokoué, é caracterizada por casas coloridas sobre palafitas de madeira construídas ao redor de ilhas artificiais do século XVII.
Essa arquitetura única nasceu da história da tribo Tofinu, que a construiu como um refúgio contra o comércio de escravos. Foi mantida ao longo do tempo pelos seus sistemas socioecológicos aquaculturais comunitários e hoje se tornou uma atração turística do país. A vila foi reconhecida como patrimônio cultural mundial pela UNESCO em 1996, atraindo até 10.000 visitantes anualmente. No entanto, esse fluxo de turistas impactou os moradores e as práticas socioecológicas que sustentam esse ambiente aquático. A aquacultura tornou-se cada vez mais desafiadora de manter, pois a vila luta para sustentar sua base econômica. Além disso, as práticas tradicionais de construção foram substituídas por modernas, e a vila enfrenta desafios ambientais contínuos. No entanto, o estilo de vida único dos moradores em torno da água ainda pode oferecer muitas lições para o design de futuras cidades flutuantes.
Mais do que apenas esconder e proteger instalações, o forro pode transformar toda a percepção de um ambiente. Combinando funcionalidade e estética, este elemento, além de servir de suporte para a iluminação, pode adicionar camadas de textura e cores que aprimoram a qualidade e o conforto dos interiores. Fatores que se alteram conforme o material escolhido. Por isso, compreender as diferenças, benefícios e desvantagens de cada tipo de forro é fundamental na hora de conceber os espaços internos.
Há algo muito atraente na combinação entre vegetação exuberante e a aspereza do concreto aparente. É isso que se propõe a investigar o livro Concrete Jungle: Tropical architecture and its surprising origins, publicado pela editora alemã gestalten. A publicação traz uma leitura sobre "arquiteturas tropicais" modernas, apresentando casas situadas entre os trópicos de Câncer e Capricórnio e suas relações com seus meios culturais, construtivos e ambientais de origem. Mobiliza diversos projetos e arquitetos, num longo período de tempo que vai desde os anos de 1950 até os dias de hoje, traçando um panorama multifacetado que abrange construções residenciais localizadas em regiões tão distintas quando o Brasil, México, Índia e Quênia.
Ópera de Paris, de Charles Garnier. Foto de Francesco Zivoli, via Unsplash
Existem estilos arquitetônicos mal-quistos no decorrer histórico. Em geral, o apogeu de um movimento significa o ocaso de outro. Com o passar do tempo, pode ser que a situação se inverta, como no caso do pós-modernismo, que divide opiniões desde seu surgimento, mas que experimentou um revival nas primeiras décadas dos anos 2000 (ou talvez não). O distanciamento temporal contribui para a revisão da relevância de certos estilos, e avaliação de suas qualidades – ou problemas.
Quando se trata de resistência sísmica, existem vários mitos que questionam a capacidade da madeira de desempenhar um papel adequado no caso de um terremoto. No entanto, sua ductilidade permite que ela se deforme plasticamente sem quebrar, absorvendo e dissipando a energia gerada pelo movimento e vibração. Além disso, ao contrário do aço ou concreto, a madeira é um material leve com uma boa relação resistência-peso, permitindo que suporte forças sísmicas sem adicionar cargas excessivas à construção. Isso foi amplamente verificado em residências ao redor do mundo. No entanto, como se comporta um edifício de madeira engenheirada de grande altura diante de um terremoto?
Para dissipar dúvidas, o Projeto Tallwood recentemente construiu um prédio de 10 andares feito de madeira laminada cruzada (CLT) na Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD). A estrutura foi testada em uma mesa de vibração que simulou o terremoto de Northridge de 1994, que teve magnitude 6,7, e o terremoto de Chi-Chi em Taiwan em 1999, com magnitude 7,7.
Enlace. Imagem cortesia de Brick Industry Association
Desde 1989, a Brick Industry Association (BIA) patrocina um dos programas de premiação de arquitetura mais prestigiados dos EUA: o Brick in Architecture Awards. Sendo a única associação nacional a representar tanto fabricantes quanto distribuidoras, a BIA é uma autoridade no setor de tijolos cerâmicos. Ao longo dos anos, o Brick in Architecture Awards consolidou-se como a principal premiação de arquitetura voltada ao uso de tijolos cerâmicos.
Este ano, o prêmio introduziu a nova categoria Thin Brick (tijolos de espessura reduzida), contemplando 45 projetos vencedores distribuídos por Estados Unidos, Austrália, Canadá, China e Alemanha. Conforme apresentado neste vídeo, entre os vencedores estão nove projetos Best in Class, dez de Ouro (Gold), oito de Prata (Silver), 17 de Bronze, além do prêmio geral de excelência construtiva (Craftsmanship Award).
Ayrson Heráclito, "O Sacudimento da Casa da Torre e o Sacudimento da Maison des Esclaves em Gorée", 2015, videoinstalação. Cortesia do artista
Questionar a história canônica da arquitetura e lançar luz sobre práticas espaciais por muito tempo invisibilizadas é o que propõem Gabriela de Matos e Paulo Tavares em Terra, exposição que ocupa o pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. “É nossa maneira de fazer um sacudimento”, comentam os curadores, que voltam sua atenção para modos ancestrais de lidar com a terra, mirando possibilidades de presente e futuro mais justas e completas.
Abordando a terra em todos os significados que a palavra carrega, os curadores sobrepõem questões ligadas ao solo e ao território com problemáticas planetárias, propondo uma aproximação entre os temas da reparação e decolonialidade — emergentes ao contexto brasileiro — com tópicos abrangentes, como descarbonização e meio ambiente, decisivos no debate global contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1000485/terra-como-tecnologia-ancestral-e-do-futuro-entrevista-com-gabriela-de-matos-e-paulo-tavaresRomullo Baratto e Victor Delaqua
A origem dos pátios internos é antiga. Eles serviam como uma forma de abrigo, segurança e proteção e, ao mesmo tempo, visavam o conforto e o bem-estar internos por meio da inserção de elementos externos. Nas habitações contemporâneas, há uma ampla gama de usos e atividades que promovem a relação entre o ambiente interno e o exterior e, ao mesmo tempo, incorporam noções de eficiência energética, regulação térmica, ventilação e iluminação naturais, entre outras.
A Fundação Naomi Milgrom divulgou o projeto da décima edição do MPavilion, feita pelo vencedor do Prêmio Pritzker, Tadao Ando. Concebido em concreto, como boa parte das obras mais emblemáticas de Ando, este será o primeiro projeto do arquiteto japonês na Austrália. Criado como um novo local de encontro no distrito cultural e botânico de Melbourne, pavilhão responde diretamente ao entorno do parque, enfatizando a pureza espacial por meio de formas geométricas básicas quadradas e circulares. O pavilhão tem inauguração prevista para 16 de novembro de 2023.
Ambientes que inspiram, promovem o bem-estar e estimulam a conexão com a natureza. O paisagismo biofílico em espaços de aprendizagem reconhece a importância desse vínculo para o desenvolvimento dos estudantes, uma vez que ele beneficia o bem-estar, o desempenho acadêmico e a saúde das pessoas. Selecionamos oito projetos que trazem elementos naturais para a sala de aula, ou que a colocam diretamente na natureza, para ilustrar as qualidades que estes espaços podem conter.
Construída em um conjunto de 118 pequenas ilhas na rasa Lagoa de Veneza, a cidade de Veneza, na Itália, tem cativado a imaginação de arquitetos e turistas há séculos. A área é habitada desde a antiguidade. Teve grande poder financeiro e marítimo durante a idade média e o período do renascimento, como comprovado pela rica arquitetura que caracteriza a cidade até hoje. Com influências dos estilos bizantino, gótico e renascentista, a cidade representa um palimpsesto de narrativas arquitetônicas, sobrepostas que influenciaram umas às outras. Veneza também se tornou uma grande atração para arquitetos atraídos pela La Biennale di Venezia, que reúne pavilhões nacionais, exposições e eventos sobre temas urgentes relacionados à profissão.
Além da Bienal, Veneza em si é um museu ao ar livre para amantes da arquitetura. Como a cidade é conhecida por seus edifícios históricos, as intervenções modernistas e contemporâneas adicionam uma nova camada de interesse, com muitos arquitetos contemporâneos trabalhando com o tecido histórico, como a intervenção e reabilitação da Fondaco dei Tedeschi da OMA, ou a restauração da Procuratie Vecchie de David Chipperfield, um dos edifícios que definem a Piazza San Marco. Além do que a cidade tem a oferecer, o local da Bienal de Veneza também é marcado por intervenções de arquitetos famosos como Carlo Scarpa, Sverre Fehn e Alvar Aalto, tornadas permanentes devido às suas qualidades excepcionais.
Profissionais das indústrias de arquitetura, engenharia e construção estão bem cientes dos problemas que afetam o ambiente construído. A indústria da construção civil ser a maior consumidora de materiais e também responsável por 40% de todas as emissões de carbono é um fato conhecido. O trabalho de construção também é um grande gerador de resíduos e poderia se beneficiar muito dos princípios do design circular. Quase três quartos de todos os projetos de construção tendem a exceder o orçamento, e quase metade dos gastos em edifícios são destinados às despesas gerais. Em um mundo acelerado com desafios multifacetados, a tecnologia e a digitalização buscam fornecer soluções significativas.