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Os fractais no coração da arquitetura indígena africana

Os fractais são formas geométricas complexas com propriedades dimensionais fracionárias. Eles surgiram como padrões turbilhonantes dentro das fronteiras da matemática, tecnologia da informação e gráficos de computador. Nos últimos 30 anos, esses padrões também se tornaram importantes ferramentas de modelagem em outros campos, incluindo biologia, geologia e outras ciências naturais. No entanto, os fractais existem muito além do surgimento dos computadores e foram observados por antropólogos em sociedades africanas indígenas. Um deles é Ron Eglash; um cientista americano que apresenta a evidência de fractais na arquitetura, arte, escultura têxtil e religião de sociedades africanas indígenas. Em seu livro, "Fractais africanos: computação moderna e design indígena", os fractais nas sociedades africanas não são simplesmente acidentais ou intuitivos, mas sim temas de design que evoluem a partir de práticas culturais e estruturas sociais. Embora a África seja um continente com grande diversidade de culturas, exemplos de arquitetura e padrões urbanos fractais podem ser encontrados em muitas sociedades indígenas. Essas formas de padrões urbanos e espaciais podem ser identificadas por características básicas, incluindo recursão, escala, auto-similaridade, infinito e dimensão fractal. Elas formam a base do caráter de looping contínuo desses padrões em diferentes escalas que podem se projetar ao infinito. Enquanto os termos usados para descrever o caráter fractal muitas vezes se encontram em matemática e semiótica da natureza, os padrões urbanos nas sociedades africanas indígenas, que são precursoras dessas terminologias, são originárias de práticas culturais e normas sociais. Um exemplo de design urbano fractal é a cidade indígena de Logone-Birni, em Camarões, fundada pelo povo Kotoko. As visões aéreas da cidade mostram iterações contínuas de edifícios retangulares formando um padrão fractal como design urbano. Esses complexos de construções são casas de barro locais construídas pelo povo Kotoko e, como descrito por Eglash em seu livro, "uma arquitetura de acreção", onde novos recintos retangulares crescem adotando e projetando-se a partir das paredes preexistentes de edifícios antigos. O padrão urbano resultante nasce de uma cultura de casa patrilocal e da necessidade de defesa coletiva da cidade. "Um homem gostaria que seus filhos morassem ao lado dele, então construímos adicionando paredes à casa do pai" era a história da arquitetura contada pelos descendentes dessa comunidade. Conforme a montagem de famílias cresce, os padrões fractais emergem, os edifícios coletivos formam um recinto defensivo e a escala de um edifício na paisagem é um testemunho da hierarquia familiar. Os assentamentos Ba-ila do sul da Zâmbia fornecem outro exemplo. As visões aéreas revelam uma série de cercados circulares dispostos dentro de um anel maior que abriga a comunidade, suas casas e cercados para animais. Cada cercado circular contém uma habitação familiar, cercada por um cercado para animais à frente e um altar sagrado atrás. Os cercados diminuem gradualmente de tamanho do topo para a base do anel, revelando a hierarquia de cada família na sociedade. Esse design urbano fractal único reflete a estrutura social do povo Ila, com o chefe da comunidade no ápice e novos membros na base do anel. Designs semelhantes são encontrados em outras comunidades indígenas, como Mokoulek em Camarões e Labbenzanga no Mali. Os fractais estão presentes não apenas no planejamento urbano da arquitetura indígena africana, mas também em seus planos de construção, arte, tecidos, penteados, ritos religiosos, jogos infantis e outros elementos culturais. Em sua palestra TED, Ron Eglash destacou a Insígnia Real, que é o palácio do rei de Logone-Birni. O palácio implica uma recursão de retângulos como padrão espacial. O padrão espacial revela saguões como espirais retangulares onde, à medida que alguém se move mais para o interior do recinto, é necessário se tornar mais educado. Esses planos espaciais fractais essencialmente mapeiam uma escala social para o comportamento das pessoas. A recursão desses fractais também continua em escalas menores, como a forma como os utensílios são empilhados dentro da casa e os padrões que adornam o design de objetos domésticos. Consequentemente, a presença de fractais em vários aspectos da cultura dentro de sociedades indígenas sugere a existência de algoritmos culturais dentro de sua ética. Por exemplo, ritos religiosos, como a Adivinhação de Areia Bamana, são algoritmos fractais importantes em sociedades da África Ocidental. Essa adivinhação, que é nativa dos moradores de Dakar, Senegal, usa um código simbólico de linhas com palavras binárias de 4 bits como modos de busca de conhecimento do sobrenatural. Eglash observa em sua palestra que essa adivinhação não apenas influenciou padrões fractais na África Ocidental, mas também códigos binários e álgebra booleana nos anos 1800, que foram usados para criar o computador digital. Outro algoritmo cultural em sociedades africanas pré-coloniais foi a ausência de hierarquia política e a presença de grupos sociais descentralizados. Essas sociedades apresentavam uma abordagem ascendente para a organização comunitária, que não impunha um plano urbano fixo, mas sim ideais sociais para interpretações arquitetônicas. Essas interpretações foram exploradas com diferentes iterações de famílias individuais e, coletivamente, projetaram um padrão que era fractal. Esses padrões não apenas auxiliaram no design, mas também foram celebrados e adotados como estéticas de práticas culturais dentro dessas comunidades. Essencialmente, os fractais no coração do design indígena africano não eram uma dinâmica social inconsciente, mas sim uma representação abstrata e técnica prática para definir suas estruturas socioculturais. Bibliografia Chétima, Melchisedek. "Além das fronteiras étnicas: práticas arquitetônicas e identidade social nas Terras Altas de Mandara, Camarões". Revista Arqueológica de Cambridge 29, nº 1 (2019): 45-63. Eglash, Ron. "Fractais na arquitetura de assentamentos africanos." Complexidade 4, nº 2 (1998): 21-29. Eglash, Ron. "Fractais africanos: computação moderna e design indígena." (1999). Eglash, Ron, e Toluwalogo B. Odumosu. "Fractais, complexidade e conectividade na África." O que as matemáticas da África 4 (2005): 101-9. Kitchley, Jinu Louishidha. "Fractais na arquitetura." ARQUITETURA E DESIGN-NOVA DELHI- 20, nº 3 (2003): 42-51. Lorenz, Wolfgang E. Fractais e arquitetura fractal. na, 2002.

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Requalificação de orlas marítimas e fluviais: projetos que repensam a relação da cidade com a água

A requalificação de orlas marítimas e fluviais é um elemento importante para a transformação de muitas áreas urbanas, podendo proporcionar uma série de benefícios significativos para as cidades e seus habitantes. A presença da água, seja na forma de rios, lagos ou mares, historicamente desempenhou um papel fundamental para a formação e desenvolvimento de muitas cidades, relacionando-se intimamente com suas dinâmicas. Essa relação modificou-se e apresentou-se de maneiras distintas ao longo do tempo e muitas vezes esses espaços foram negligenciados de inúmeras formas, sobretudo por determinado tipo de planejamento urbano que desconsiderou suas potencialidades em detrimento de outros imperativos, como o transporte rodoviário e a implantação de equipamentos industriais.

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É possível usar criptomoedas para comprar a casa própria?

A aquisição de imóveis através de criptomoedas, como o Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Binance Coin (BNB), já é uma realidade em muitos países como os Estados Unidos, a Inglaterra e o Brasil. Com a ascensão desse mercado e a maior aceitação desses ativos como uma forma legítima de pagamento, investidores e compradores estão explorando novas possibilidades de transação com as criptomoedas, o que, nos anos recentes, vem incluindo o setor imobiliário entre as negociações.

Desconstruir Juntos: Em conversa com o Studio KO, curadores do Pavilhão Nacional do Uzbequistão na Bienal de Veneza de 2023

A curadoria do Studio KO para o Pavilhão do Uzbequistão na Bienal de Veneza baseia-se em pesquisa, curiosidade, oficinas e experimentação sensorial. Há mais de dois anos, o escritório colabora com a Arts and Cultural Development Foundation no projeto do Centro de Arte Contemporânea e em suas iniciativas de restauração e reabilitação de casas vernáculas, transformando-as em residências artísticas. Durante a cobertura presencial da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura em Veneza, o ArchDaily conversou com os fundadores do Studio KO, Karl Fournier e Olivier Marty, curadores do Pavilhão Nacional do Uzbequistão. A exposição desenvolvida para o tema deste ano, “O Laboratório do Futuro”, enfoca o rico patrimônio do país como ferramenta potencial e inspiração para o desenvolvimento de um futuro mais sustentável.

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Acessibilidade à habitação de qualidade: entrevista com Branco del Río, Arquitectos

No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.

Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com os arquitetos Paula del Rio e João Branco, do escritório Branco del Río, Arquitectos, sobre habitação coletiva. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.

Pavilhão croata investiga modelos de coexistência na Bienal de Veneza 2023

O Pavilhão Croata na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023 celebra a coexistência harmoniosa dos elementos selvagens e domesticados, naturais e artificiais, inanimados e vivos. Inspirado nas zonas úmidas de Lonja, na Croácia, onde comunidades que se adaptaram à paisagem em constante mudança coexistem harmoniosamente há gerações para criar um habitat dinâmico, o Pavilhão é um centro de pesquisa contínua sobre futuros potenciais por meio de experimentação e prática educacionais. Com curadoria de Mia Roth e Toni Erina, Same As It Ever Was, foca nas conexões entre atores de diferentes origens ao redor do mundo.

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Regionalismo no design de varejo: personalizar de acordo com o lugar

Há dois anos, a filial do Starbucks em Al Seef, Dubai, chamou a atenção do público por seu design "contextual". Localizado na parte mais antiga de Dubai, o popular café possui um telhado de palha, acabamentos exteriores que lembram barro, telas tradicionais e móveis de madeira, todos mantendo o charme pitoresco da paisagem. O design não apenas chamou muita atenção nas redes sociais, mas também atraiu clientes curiosos para a loja. Misturando-se facilmente com seu contexto, a filial de Al Seef se tornou uma parte do lugar — ao menos visualmente. A loja é uma das muitas ações da Starbucks para regionalizar suas filiais internacionais e se aproximar dos clientes. Em uma era em que os consumidores buscam conexões mais profundas, o regionalismo no design de varejo emerge como uma poderosa estratégia de design.

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Arquiteturas que celebram o sol: o solstício incorporado ao projeto

Em dois dias específicos do ano, 21 de junho e 21 de dezembro, se você olhar para o céu vai perceber que o sol parece estagnado em seu limite sul ou norte, antes de completar seu caminho diário e interver a direção. Essa impressão de que o astro rei está parado no espaço fez com que o evento fosse denominado de solstício, derivado das palavras em latim 'sol' e 'sistere' que significa parado. Ele ocorre quando o sol atinge seu arco diurno mais ao norte ou sul em relação ao Equador, portanto, há dois solstícios que acontecem anualmente e marcam o início do inverno e o início do verão nos hemisférios.

Historicamente, este momento é muito importante para diferentes culturas, indicando feriados, rituais, festivais e cerimônias que, por sua vez, envolvem a religião, a agricultura e simbolizam a fertilidade. Ao reconhecer a importância desses rituais para o patrimônio cultural e suas tradições milenares, a ONU instituiu dia 21 de junho como Dia Internacional da Celebração do Solstício procurando assim incentivar o respeito mútuo entre as diferentes culturas.

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Por que os Estados Unidos têm mais espaço para abrigar carros do que pessoas?

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Como chegamos ao ponto de construir ambientes onde o carro é tratado de maneira melhor do que muitos dos nossos semelhantes? Nos Estados Unidos, centro da cultura automobilística, espera-se que os estacionamentos sejam convenientes, disponíveis e gratuitos, escreve Henry Grabar em seu novo livro, Paved Paradise: How Parking Explains the World (Penguin Press). Os estacionamentos consomem vastas áreas de terra; em Los Angeles, por exemplo, totalizam cerca de 520 quilômetros quadrados. Apenas em Nova York, há 3 milhões de vagas de meio-fio (sem contar os estacionamentos), que correspondem a 6% da área da cidade - o equivalente a 13 Celtra Parks! Grabar pergunta: que melhor uso poderíamos dar a este espaço? Um estudo de 2021 revelou que, se Nova York recuperasse apenas um quarto do espaço de rua destinado aos carros, poderiam ser criados os seguintes espaços: 800 quilômetros de faixas de ônibus; 65 quilômetros de vias exclusivas de ônibus; 3,5 milhões de metros quadrados de espaço comunitário; 1.600 quilômetros de ruas abertas; 280 mil metros quadrados de novos espaços para pedestres; e 500 mil metros quadrados para restaurantes, empresas e instituições culturais.

Conheça as 9 obras vencedoras dos Prêmios ARQUITECTURA do CSCAE: Reconhecendo o compromisso social, cultural e ambiental na Espanha

Foram anunciadas as 9 obras vencedoras da segunda edição dos Prêmios ARQUITECTURA do Conselho Superior de Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE). Evidenciando valores fundamentais da arquitetura e do urbanismo, como a responsabilidade social, a preservação cultural e a sustentabilidade ambiental, foram apresentados 429 projetos no total, dos quais 177 propostas foram selecionadas pelos Colégios Oficiais de Arquitetos e Conselhos Autônomos em uma primeira fase, restando apenas 21 obras finalistas.

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Qual é o papel futuro dos/as arquitetos/as na era da IA e dos dados?

A complexidade do nosso mundo está em constante crescimento e, com ela, aumentam a pressão e as exigências sobre o ambiente construído. Os/as arquitetos/as enfrentam uma tarefa monumental: traduzir as necessidades em constante mudança da sociedade em soluções tangíveis, eficazes e sustentáveis. Questões urgentes como a crise climática, a rápida urbanização, a densidade populacional e o déficit habitacional exigem uma nova arquitetura — que não tenha medo de questionar as formas tradicionais de trabalho e que esteja preparada para assumir esse desafio. Hoje, o setor precisa se adaptar, evoluir e inovar para lidar com tais desafios. A disponibilidade de dados está mudando as regras do jogo e, à medida que a tecnologia continua a avançar, novas formas de pensar, criar e interagir com o ambiente construído serão viabilizadas.

Neste artigo, investigamos os efeitos da transformação digital, de que forma ela está reconfigurando o setor e os questionamentos que levanta sobre o futuro papel dos/as arquitetos/as. 

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Campinas integra soluções baseadas na natureza em planos ambientais

Campinas revisou seus planos ambientais e formalizou as soluções baseadas na natureza (SBN) como parte central das políticas, ações e metas para o meio ambiente do município. Instituída por decreto municipal, a revisão fortalece o compromisso da cidade paulista com a adaptação climática, resiliência, visão de longo prazo e priorização de um desenvolvimento urbano sustentável, equitativo e inclusivo.

"Construir de Forma Simples" com Søren Pihlmann: Explorando os Valores e Fascínios da Arquitetura

O Pihlmann Architects é um jovem escritório de arquitetura com sede em Copenhague liderado por Søren Pihlmann. Nesta entrevista ao Louisiana Channel, o promissor arquiteto detalha sua prática singular, seus valores e o que o fascina na arquitetura. Acima de tudo, Pihlmann explica que sua visão sobre a profissão se transformou: de projetista a uma espécie de curador, que seleciona poucos elementos com extrema sensibilidade.

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A falta de moradia em Santa Clara: uma oportunidade perdida para a equidade e a sustentabilidade

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Um dos princípios do humor é bater “para cima”. Se for preciso fazer piada com algo ou alguém, certifique-se de mirar em quem é mais proeminente que você e realmente merece. Não dá para subir muito mais alto do que Santa Clara, na Califórnia, e é difícil encontrar alvo mais merecedor. Santa Clara é, sem dúvida, a cidade no coração do Vale do Silício — uma região urbana mundialmente famosa, mas tão mal definida que chega a negar a própria existência. Suas casas térreas de estilo “ranch” e sedes corporativas representam uma marca de poder tipicamente do século XXI, combinada a um modelo de urbanismo nitidamente do século XX. 

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Sinergia entre Interior e Exterior: Coleção 2023 da Minotti

Em um mundo em rápida transformação, a busca da Minotti por um design atemporal, somada ao seu aprimorado conhecimento técnico, resulta em peças elegantes prontas para elevar qualquer ambiente com sofisticação e estilo. A Coleção 2023 demonstra essa premissa ao equilibrar classicismo e contemporaneidade, linhas orgânicas e volumes sólidos.

Sob a coordenação de Rodolfo Dordoni com o Minotti Studio, a nova coleção expressa uma linguagem única de coerência estilística, traduzida por vozes internacionais como Marcio Kogan / studio mk27, Nendo, GamFratesi, Inoda+Sveje e Gordon Guillaumier. Mesmo mantendo-se fiel à visão de design da Minotti, a Coleção 2023 explora novos horizontes para responder à natureza dinâmica do habitar contemporâneo.

Perkins&Will vence concurso para projetar o Bezos Learning Center do Instituto Smithsonian

O Instituto Smithsonian selecionou a Perkins&Will para projetar o Bezos Learning Center no Museu Nacional do Ar e do Espaço, localizado no proeminente National Mall em Washington D.C. A Perkins&Will foi uma dos cinco finalistas selecionadas para a competição. Segundo o Smithsonian, a seleção foi baseada na ampla experiência dos arquitetos em projetar espaços culturais e educacionais, na confiabilidade de sua equipe de gestão e na abordagem estética do projeto.

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Antes e depois: o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá

Há quase uma década, uma notícia inundou os meios de comunicação colombianos: o anúncio do projeto vencedor para o Tropicário do Jardim Botânico de Bogotá. Hoje, trazemos todas as informações que coletamos desde aquele momento, tanto sobre o concurso vencido pelo DARP e o processo de construção — até a inauguração em 2021 e sua evolução nos últimos tempos.

Esperamos que este caminho arquitetônico ajude você a conhecer cada passo, cada decisão e cada detalhe que contribuiu para essa realização, entendendo que seu verdadeiro legado está na forma como transforma vidas, inspira comunidades e perdura no tempo.

RIBA anuncia os 30 vencedores dos Prêmios Nacionais de 2023

O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os 30 vencedores do RIBA National Awards for Architecture de 2023, oferecendo um panorama da arquitetura, do design e das tendências sociais do país. Entre os principais temas observados este ano, a necessidade de reconstruir comunidades e encontrar formas sustentáveis de atuação destacam-se como as maiores preocupações dos/as arquitetos/as participantes. A resposta a esses temas é variada, abrangendo desde edifícios que visam oferecer oportunidades de colaboração para estudantes até a criação de espaços sociais estimulantes para pessoas idosas ou a oferta de programas criativos na escala do bairro. Todos os projetos selecionados estão em uso há pelo menos um ano e forneceram dados sobre seu desempenho ambiental. Exemplos de design sustentável incluem tanto edifícios novos, que seguem a certificação Passivhaus, quanto a renovação de estruturas existentes.

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Design para a Saúde no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023

O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 é um convite para que arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reúnam em Copenhague, de 2 a 6 de julho, para explorar e debater como a arquitetura influencia todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Há mais de dois anos, o Painel Científico e seu Comitê Científico internacional vêm analisando as diversas maneiras pelas quais a arquitetura responde aos ODS. Esse trabalho resultou na formulação de seis painéis científicos: design para Adaptação Climática, design para Repensar Recursos, design para Comunidades Resilientes, design para a Saúde, design para a Inclusão, e design para Parcerias por Mudança. Uma chamada internacional de trabalhos foi lançada em 2022 e 296 das mais de 750 submissões de 77 países foram selecionadas para apresentação no Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas, preparando o público para a abertura do Congresso.

Nesta quarta reportagem especial, conversamos com os copresidentes do painel design para a Saúde: o arquiteto Arif Hasan, ex-professor visitante na NED University de Karachi e membro do Grupo Consultivo da ONU sobre Despejos Forçados, e o arquiteto Christian Benimana, diretor principal e codiretor executivo do MASS Design Group.

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Pavilhão das Filipinas usa acupuntura urbana para falar da ecologia de Manila na Bienal de Veneza

Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, o Pavilhão das Filipinas apresenta uma mostra que investiga a ecologia e as implicações sociais do estuário Tripa de Gallina em Manila. O corpo de água, que já foi um mecanismo para mitigação de enchentes, agora está congestionado e poluído, afetando a vida das comunidades próximas. O pavilhão tem como objetivo apresentar a iniciativa que se propõe a reunir e investigar as entranhas do estuário e trabalhar com os moradores para encontrar soluções de arquitetura adequadas e sustentáveis. Intitulada "Tripa de Gallina: Entranhas do Estuário", a exposição tem curadoria dos arquitetos Choie Funk e Sam Domingo e apresenta o trabalho do Architecture Collective, representado por Bien Alvarez, Matthew Gan, Ar. Lyle La Madrid, Noel Narciso e Arnold Rañada.

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Diller Scofidio + Renfro vence concurso para projetar o novo Pina Bausch Center em Wuppertal, Alemanha

Diller Scofilio + Renfro venceu um concurso internacional para projetar o novo Pina Bausch Zentrum em Wuppertal, Alemanha. O legado de Pina Bausch como dançarina e coreógrafa será celebrado no projeto e revitalização do Tanztheater Wuppertal, bem como na criação de um novo centro de produção. O edifício tem inspiração no ethos de Pina Bausch, estabelecendo um exemplo para uma nova geração de profissionais da coreografia no mundo.

Além dos centros de produção, o projeto inclui um arquivo do enorme legado artístico de Pina Bausch, compreendendo uma biblioteca, áreas de estudo e pesquisa, e uma plataforma pública para promover o envolvimento da comunidade com muitas disciplinas criativas e acadêmicas. Vários espaços contrastantes e flexíveis, que incentivam e promovem a conversa através dos numerosos componentes do projeto são encontrados em toda a proposta.

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Como projetar uma casa em um terreno estreito? Exemplos em Mérida, México

A cidade de Mérida – capital do estado de Yucatán, no México –, é uma das regiões que tem experimentado um boom importante na arquitetura nos últimos anos, graças ao talento emergente que vem se destacando em prêmios e bienais por todo o país. Devido ao seu clima tropical, a arquitetura local responde a condições geográficas específicas que a tornam um dos destinos mais visitados. Mérida é uma cidade construída sobre os vestígios da cidade maia chamada T'Ho e é composta por uma vasta cultura que conjuga diferentes momentos da história. Por conta disso, a arquitetura contemporânea desta região é composta por elementos tradicionais, como abóbadas, elementos vazados e acabamentos artesanais e sustentáveis, reinterpretados para criar uma nova linguagem que expressa o momento em que foram construídos.

Uma metrópole fluvial: projeto para a Bacia Hidrográfica do Lageado em São Paulo

Rios urbanos, nas suas diferentes escalas, podem ser eixos estruturadores de uma urbanização com qualidade ambiental urbana. O objeto deste artigo, que se baseia em conceitos desenvolvidos pelo Grupo Metrópole Fluvial, é a Bacia Hidrográfica do córrego Lageado, situada no extremo leste do município de São Paulo e parte do município de Ferraz de Vasconcelos. O Tietê, rio para onde confluem as águas dessa bacia, o Lageado e seus afluentes estabelecem três escalas de rios e de urbanização, que comportam programas distintos relacionados aos usos da água: da navegação e energia, no âmbito regional, ao parque fluvial do bairro, passando pelo abastecimento, drenagem, energia e irrigação.

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Sauerbruch Hutton vence concurso para o HQ2 no bairro Haidenauplatz, em Munique

O escritório Sauerbruch Hutton venceu o concurso para o Headquarters 2 (HQ2) no bairro de Haidenauplatz, em Munique. Este arranha-céu será o ponto focal do recém-desenvolvido distrito de Haidenauplatz, no leste de Munique. Servindo como a segunda sede central do HypoVereinsbank, o edifício se somará ao icônico arranha-céu do Hypo da década de 1970, no distrito vizinho de Bogenhausen. O projeto de Sauerbruch Hutton e do/a arquiteto/a paisagista MDP Michel Desvigne Paysagiste foi selecionado entre as propostas de outros nove participantes internacionais.

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