Parte da concepção de arquitetura – como se entende desde a modernidade – passa necessariamente pela permanência. A construção tectônica pretende-se durável, e muitas são as reflexões articuladas a partir dessa durabilidade. O que significa, então, associar a arquitetura com a efemeridade? E quando a própria ideia de permanência está atrelada ao transitório? A cerimônia do Shikinen Sengu, no Japão, pode ajudar a responder a essas perguntas.
Após um longo período de declínio, em setembro de 476 d.C., o Império Romano perdeu autoridade sobre seu vasto território e se dividiu em inúmeras entidades políticas sucessoras. Este acontecimento marcou a queda do Império Romano do Ocidente. Embora tenha ocorrido há séculos, sua influência continua presente por meio de inúmeras contribuições para a sociedade atual. Uma dessas contribuições para a arquitetura é o banheiro público, do qual ainda se conserva um de seus maiores expoentes: as termas romanas de Bath, na Inglaterra.
Os primeiros banheiros públicos contavam com um programa arquitetônico próprio e diverso, incorporando desde piscinas frias, mornas e quentes até serviços como lojas, academias e bibliotecas. Com o passar do tempo, os banheiros públicos evoluíram, sofisticando-se e tornando-se unidades mais compactas que incorporaram novos materiais e tecnologias, integrando-se ao programa de edifícios de grande escala. Dentro dessa evolução, materiais contemporâneos como o aço inoxidável foram incorporados aos equipamentos desenvolvidos pela Sanilock, devido às suas qualidades higiênicas e de manutenção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138250/por-que-o-aco-inoxidavel-e-um-bom-material-para-banheiros-publicosEnrique Tovar
Na semana passada, o President*s Design (P*DA) Award escolheu oito premiados para sua edição de 2023. A premiação, que homenageia profissionais de design que causam um impacto transformador e positivo na sociedade de Cingapura e na comunidade global, reconheceu o escritório Henning Larsen, o BIG e o Pavilhão de Cingapura para a Expo 2020 Dubai.
O P*DA apresenta duas categorias: Designer do Ano e Design do Ano. Organizado em conjunto pelo DesignSingapore Council e pela Urban Redevelopment Authority (URA), o prêmio bienal contemplou dois nomes na categoria "Designer do Ano" e seis projetos na de "Design do Ano". Para além da excelência na execução de seus projetos, as pessoas e equipes homenageadas demonstraram um verdadeiro senso de propósito e missão alinhado aos valores fundamentais do P*DA. Os trabalhos de destaque deste ano abordam questões fundamentais e sistêmicas, como o consumismo e a circularidade, a demência e o ato de cuidar, as mudanças climáticas e a sustentabilidade, demonstrando como Cingapura desenvolve suas melhores práticas de design de modo a melhorar vidas em todo o mundo.
A partir da produção de um apartamento decorado totalmente novo em Londres, fica claro que a dupla de designers do 2LG Studio está de olho tanto no passado quanto no futuro. Com uma mistura de móveis de design contemporâneo, peças vintage e obras de arte exclusivas, o interior parece atual e moderno. Imagem cortesia de BoConcept
Reflexivo, cativante e espetacular: os/as designers de interiores de hoje demonstram com ousadia como criar conceitos marcantes em espaços internos. Seja expressando um minimalismo reservado, uma ludicidade exuberante ou uma naturalidade orgânica, os conceitos de interiores desenvolvidos atualmente costumam ser fundamentados por uma ideia forte e elaborada. Basta observar o crescimento e a popularidade dos hotéis de design, bem como o número de restaurantes singulares e altamente estilizados. O impacto que o ambiente físico exerce sobre nós — formas, cores, materiais e iluminação — desempenha um papel central no desenvolvimento de novos espaços comerciais e de hospitalidade. O design de interiores proporciona experiências marcantes e, por isso, pode ser inteligentemente aplicado para dialogar com os nossos sentidos, despertando emoções e reações específicas.
A escassez de água é uma das situações mais degradantes que alguém pode enfrentar. E, no entanto, na Índia, um país que abriga 18% da população mundial, mas possui apenas 4% dos seus recursos hídricos, essa é uma luta recorrente, com um número significativo de famílias indianas tendo que lidar com a escassez de água diariamente.
Lá, o ciclo da água oscila entre extremos. Monções severas e períodos de enchentes se transformam em secas implacáveis, tornando cada vez mais difícil controlar e preservar os recursos hídricos. Embora a maioria das ações em larga escala se concentre nas consequências para os setores agrícola e de produção, o resultado também é percebido no nível individual das residências. Assim, ações cumulativas em pequena escala oferecem um caminho possível para os cidadãos mitigarem o problema.
A biofilia, ou amor à vida e à natureza, é um conceito que tem inspirado arquitetos ao redor do mundo a criarem espaços que se conectam de forma profunda com os elementos naturais. Esses projetos arquitetônicos buscam reintroduzir estes nos ambientes construídos, resultando em espaços que promovem o bem-estar, a saúde, a inspiração e, até mesmo, a produtividade. No caso brasileiro, as possibilidades são ainda maiores, visto o clima e a vegetação exuberante que encontramos nos diversos biomas presentes no país. Neste artigo, exploraremos sete projetos de distintos programas que abraçam o conceito, e possibilitam uma simbiose entre arquitetura, humanos e natureza.
A pontuação do índice global deste ano voltou aos dias pré-Covid-19, sugerindo que o mundo se recuperou quase totalmente da pandemia. Classificando as condições de vida em 173 cidades com base em estabilidade, cuidados de saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a pesquisa sugere que atualmente "a vida nas cidades está um pouco melhor do que em qualquer outro momento dos últimos 15 anos", embora as pontuações de estabilidade tenham caído em média em 2023, devido a conflitos, crises políticas, protestos sociais, inflação e guerras.
Quando se trata de fachadas, há muitas opções a serem consideradas para definir a aparência e a mensagem que um edifício busca transmitir. Enquanto superfícies envidraçadas trazem sofisticação e remetem ao mundo corporativo, o concreto aparente sobriedade e a madeira aconchego, poucos materiais são tão versáteis quanto o HPL (laminado de alta pressão) para fachadas. Com uma ampla variedade de dimensões, cores e texturas, esses painéis se adaptam facilmente a diferentes estilos arquitetônicos, proporcionando uma infinidade de possibilidades criativas.
Um ambiente árido remete a regiões específicas caracterizadas por uma severa falta de água disponível e condições climáticas extremamente secas. Por definição, as regiões áridas são as que recebem menos de 25 centímetros de chuva por ano. Na imensa vastidão dos ambientes áridos, onde climas extremos trazem grandes desafios, o papel da água na arquitetura assume uma nova dimensão.
Por séculos, arquitetos e designers inventaram técnicas, tecnologias e novas estruturas para lidar com paisagens desérticas áridas e a necessidade de água. Além disso, é preciso criatividade para aproveitar, coletar e resfriar a água em ambientes áridos.
O jardim de infância não é apenas um lugar para deixar os pequenos, mas sim um espaço onde eles podem se conectar com sua imaginação e seus sentidos por meio das cores, texturas e da distribuição do ambiente. No Chile, vários/as arquitetos/as têm trabalhado para que esses aprendizados se reflitam na arquitetura.
Desde o recente Jardim de infância e creche Golondrina em Valparaíso até o reconhecido Jardim de infância Bambú em Santiago,apresentamos estes projetos marcantes que potencializam tais atributos, permitindo que tanto as crianças quanto os/as educadores/as desenvolvam suas atividades de maneira didática e criativa.
Nadia Somekh, convidada do Betoneira, fala sobre habitação para todos. Com sua larga experiência no poder público, atuando como arquiteta, gestora e militante, Nadia começa a conversa dizendo que ainda não estamos em um bom momento de políticas públicas de habitação, mas estamos caminhando. Seus estudos sobre a verticalização mostram que desde 1957 a legislação e regulação urbanística da cidade de São Paulo excluiu os mais pobres dos apartamentos. A legislação impediu a construção de quitinetes na Avenida Nove de Julho e Avenida Paulista, por exemplo.
A falta de água potável e saneamento adequado é uma problemática que ainda afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, mesmo no século XXI, uma grande parcela da população ainda carece de pleno acesso a tais recursos básicos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontam que cerca de 3 em cada 10 pessoas, o equivalente a 2,1 bilhões de pessoas em todo o mundo, não possuem acesso à água potável em casa, e cerca de 60% da população global, não tem acesso a sistemas de saneamento adequados e geridos de forma segura, mesmo os que residem em áreas urbanizadas.
Arquitetura é um negócio. Quer os arquitetos admitam abertamente ou não, administrar um escritório de arquitetura funciona como qualquer outra empresa. As empresas – e seus fundadores, líderes e partes interessadas – são influenciadas pelas forças da economia do mundo real. Você não pode fazer folha de pagamento com amor ao trabalho.
Em nosso sistema econômico atual, as empresas devem considerar a lucratividade para poder pagar a seus funcionários um salário digno, operar de forma sustentável e ética e continuar oferecendo seus serviços.
É fácil se sentir perdido e ansioso em um ambiente novo. Mesmo com a qualidade dos aplicativos de mapas via satélite, ainda nos estressamos quando nosso mapa mental do lugar onde estamos falha.
Enquanto os mapas digitais nos ajudam a encontrar a rota mais rápida pelas ruas, quando nossa necessidade de direção é mais urgente — como encontrar o departamento certo em um vasto campus hospitalar, o alívio de um banheiro em um aeroporto ou a plataforma certa 30 segundos antes do trem partir — mesmo com a tecnologia IPS inovadora, as interfaces digitais ainda ficam em segundo plano em relação às placas bem posicionadas ou outras soluções mais intuitivas.
Segundo pesquisas recentes, o mercado da moda movimenta anualmente cerca de 2,4 trilhões de dólares no mundo. Um número exorbitante que, infelizmente, compara-se aos dados do seu desperdício. Estima-se que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecidos é queimado ou descartado em aterros sanitários. Levando em conta que tecidos como o poliéster, amplamente utilizado na confecção, demora em média 200 anos para se decompor, é fácil prever o futuro catastrófico dessa operação. Nesse sentido, notícias alarmantes constantemente vêm à tona como as imagens do imenso cemitério de roupas usadas no deserto do Atacama divulgadas alguns anos atrás ou o relato de que a famosa marca de luxo britânica Burberry incinerou roupas, acessórios e perfumes não vendidos no valor de 28,6 milhões de libras no ano passado para preservar a marca, alegando que a o gás carbônico emitido com a ação foi compensado, tornando a atitude “ambientalmente sustentável”.
Ambientado em Recife, mais especificamente na praia de Boa Viagem, Aquarius (2016)retrata um conflito presente em diversas cidades ao redor do mundo. Com uma história que se desenrola em partes, o filme busca estabelecer um paralelo entre os conflitos pessoais da protagonista e sua luta contra uma construtora que deseja adquirir seu apartamento para dar lugar a um novo empreendimento.
O The Architect Show em Atenas oferece um fórum para apresentar os mais recentes produtos de construção e discutir temas fundamentais que a profissão da arquitetura enfrenta. Imagem cortesia de The Architect Show
Com tantas feiras de arquitetura e design acontecendo anualmente ao redor do mundo, identificar quais eventos realmente oferecem experiências úteis e valiosas para expositores/as e visitantes pode ser um desafio. Nos últimos anos, observa-se uma tendência de realizar eventos de caráter mais regional, criando oportunidades para que profissionais do setor estabeleçam conexões significativas com potenciais parceiros/as. Desde sua criação em 2019, o The Architect Show consolidou-se como um fórum fundamental para a comunidade de arquitetura da Grécia, reunindo representantes de marcas nacionais e internacionais e impulsionando o dinâmico mercado imobiliário do país.
Mario Cucinella Architects anunciou o projeto para a nova Piazza dei Navigatori em Roma, na Itália. Planejada como um empreendimento de uso misto, majoritariamente para espaços residenciais, com um componente de varejo e escritório, estacionamento e "salas de plantas". Está localizado em uma área rica em elementos naturais, aspecto que inspirou o projeto.
A mudança de uma ideologia de design explorador para uma ideologia de design restaurador e circular é fundamental para transformar a arquitetura e o ambiente construído em algo mais sustentável. Analisamos estratégias para uma nova engenhosidade na arquitetura e discutimos como trazer o ambiente construído de volta aos limites do planeta Terra.
Esta sessão é um diálogo moderado por Connie Hedegaard. Os diálogos destaques do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 são projetados como uma série de diálogos entre arquitetos pioneiros e especialistas em ciência, negócios e política. Todos os principais diálogos são moderados por Connie Hedegaard.
De 7 de julho a 2 de setembro de 2023, a exposição “Nicolás Campodonico: Muros” fica em cartaz na Galería y Residencia de Arquitectura de Bisman Ediciones, localizada na esquina portenha que abriga a “Casa de Estudios para Artistas”, uma obra-prima da habitação do século XX na Argentina projetada por Antonio Bonet, Abel López Chas e Horacio Vera Barros.
A Prefeitura de Miramar de Ansenuza, juntamente com o Colégio de Arquitetos da Província de Córdoba, promoveu um Concurso Nacional de Ideias para a criação do Parque Urbano Costeiro do Bairro 105 em Miramar de Ansenuza, Córdoba, Argentina. O objetivo foi reunir ideias e propostas em que o parque integre o sistema de espaços públicos do local, conformando espaços de qualidade de vida para viabilizar o encontro, o lazer, a recreação e o usufruto de passeios ao ar livre.
A barreira foi projetada e construída numa troca de saberes entre os pesquisadores e pescadores artesanais da Ilha do Fundão. Foto: Ana Vitória Villar
Uma barreira experimental para a coleta de lixo flutuante na Prainha da Ilha do Fundão, localizada na área costeira da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, foi instalada no início de junho, pelo Projeto Orla Sem Lixo. A iniciativa tem por objetivo encontrar uma alternativa sustentável para a questão do resíduo flutuante em áreas costeiras e oceânicas adjacentes, em uma dinâmica de troca de conhecimento entre a comunidade local pesqueira e pesquisadores.
A equipe composta por KCAP e V2S foi anunciada como vencedora do concurso internacional para o projeto do Altiplano, um novo complexo residencial e comercial no novo bairro de ZAC Aerospace em Toulouse, França. A proposta inclui um edifício alto com apartamentos de co-living e um volume mais baixo com escritórios e espaços de co-working. Entre os dois volumes, um arco de 25 metros de largura conecta visualmente o conjunto à antiga pista de pouso, a Piste des Géants, que será transformada em uma floresta urbana linear, como parte do plano diretor para o novo bairro projetado por David Mangin, da Agence Seura.
Zaha Hadid Architects (ZHA) celebra sua trajetória de 15 anos na China com uma exposição no Guardian Art Center em Pequim. “The New World” destaca seu trabalho e pesquisa nos campos da arquitetura e do urbanismo. A mostra detalha, ainda, a evolução dos projetos da ZHA desde a abertura de seu primeiro escritório na China, apresentando a abordagem do estúdio com foco central em suas novas ferramentas digitais de projeto e tecnologia.