Em 2018, a equipe de pesquisa chilena integrada por Teodoro Dannemann, Boris Sotomayor-Gómez e Horacio Samaniego publicou na Royal Society Open Science os resultados de uma investigação que, a partir do registro anônimo do "rastro" de 350.000 telefones celulares em horário de trabalho, visualizava a segregação urbana de Santiago.
Durante o curso ministrado pelo arquiteto chileno Felipe Assadi no Taller de Verano 2019 da Faculdade de Arquitetura da Universidade IUAV de Veneza, refletiu-se sobre a ideia de uma cidade flutuante e de sua população, resultando em uma arquitetura flutuante para uma população flutuante. Diante disso, estudantes de arquitetura construíram um pavilhão flutuante em madeira como protótipo em escala de uma pequena habitação, que integra um sistema geométrico de expansão da cidade sobre a água.
Conheça o projeto em detalhes, a partir do relato de seus autores.
Por meio da escultura e do desenho, Ivan Kurov (Cidade do México, 1982) explora a natureza e a transformação em suas definições mais amplas. Enquanto na primeira ele estuda as propriedades químicas do material e a física do objeto, suas telas enquadram o confronto entre a paisagem orgânica e a intervenção da arquitetura humana. Para Ivan, a arte plena é aquela que se alcança à margem da intenção discursiva, quando o fazer das mãos sobre o material acontece sem a mediação de um conceito. Dessa forma, suas peças emergem da autonomia dos processos e da matéria na liberdade de sua essência. O resultado é espontâneo, flui como a conversa do artista.
O Laboratório de Agricultura Urbana é um projeto do escritório Transversal / Arquitectura Paisaje Urbanismo, localizado no Museo Semilla, em Chihuahua, México. O projeto é resultado de uma iniciativa cidadã que conjuga elementos de desenho paisagístico, arquitetônico e museográfico, articulados em torno da agricultura urbana, da permacultura e da observação dos fenômenos naturais. Desse modo, propõe a ressignificação da tradicional caixa expográfica de "cubo branco" em um lugar onde a experimentação constrói um espaço pedagógico, de encontro cívico e de laboratório.
O departamento de Conservação e Restauro da Alhambra de Granada trabalha na área do muro da ravina de Fuentepeña, situado no setor conhecido como ‘Cuesta del Rey Chico’, para consolidar um dos trechos que desabaram na madrugada da última sexta-feira, 8 de fevereiro.
A informação foi divulgada pelo Patronato da Alhambra e do Generalife em sua conta oficial no Twitter. Segundo detalhou o diretor do órgão, Reynaldo Fernández Manzano, o muro foi erguido em 1915 pelo arquiteto e conservador da Alhambra, Modesto Cendoya. O muro foi construído com materiais muito precários que, com o passar do tempo, acabaram se deteriorando de forma gradual. Por essa razão, a demolição e reconstrução da estrutura já estavam previstas. Diante do desabamento repentino, o serviço de Conservação e Proteção irá reconstruí-lo com os materiais originais em uma primeira fase para, posteriormente, realizar o projeto integral.
No contexto do programa de preservação patrimonial do município de Rosário, as autoridades provinciais de Santa Fe realizaram o concurso nacional de anteprojetos para o novo edifício da Escola Provincial de Artes Visuais Nº 3031 "General Manuel Belgrano". O lote selecionado abrigava as antigas oficinas ferroviárias do Central Argentino, onde os/as concorrentes deveriam adaptar as construções às necessidades da escola e da comunidade, preservando seu valor histórico. Conheça o projeto vencedor a seguir.
O mercado de arquitetura não é nem a sombra do que costumava ser. Em um mundo onde a maioria dos serviços é adquirida pela internet, profissionais de arquitetura que ignoram o marketing online estão cavando a própria cova. Quem prospera faz uso efetivo da tecnologia e das ferramentas oferecidas pelo marketing digital, garantindo maior presença na internet e mais contato com potenciais oportunidades — que certamente não chegarão até você se estiver cometendo os seguintes seis erros:
Ao desenvolver um projeto fora do âmbito urbano, onde as divisas não delimitam o perímetro das obras e não existem edifícios adjacentes condicionando o projeto, surgem as respostas mais honestas sobre como intervir e que posição adotar em relação à paisagem circundante.
Apresentamos a seguir 4 projetos arquitetônicos localizados na Província de Córdoba que, definidos pelas condições topográficas do terreno e pelas características próprias de seu entorno, resolvem sua implantação estabelecendo um forte sentido de pertencimento com a paisagem, potencializando a ambiguidade entre o natural e o artificial e nos oferecendo ferramentas e pistas úteis sobre como agir na hora de projetar em terrenos suburbanos.
O projeto surge como uma oportunidade para aumentar a acessibilidade ao atual Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires — que hoje conta com gestão privada — a partir de intervenções mínimas, criando um parque linear no entorno do terreno. A iniciativa dota este pulmão verde de maior inclusão, de modo que funcione como um núcleo social integrador e melhore o meio ambiente e a qualidade de vida.
No novo Código Urbanístico e de Edificação da Cidade de Buenos Aires, aprovado pelo Legislativo no final de 2018, apresentam-se novas estratégias para um crescimento e densificação planejados da cidade. Um de seus elementos de maior repercussão, sobre o qual este artigo refletirá, viabiliza e permite o desenvolvimento de apartamentos com uma nova área mínima estabelecida em 21 m². A suposta acessibilidade econômica proporcionada pelas metragens mínimas busca, sob uma agenda política, duplicar a população urbana em um futuro próximo, apostando na densificação de uma cidade que passará de 3 milhões para 6 milhões de habitantes.
A Universidade de Monterrey, no México, inaugurou a nova porta de entrada de seu campus: o edifício Estoa, apresentando uma nova face na paisagem da zona oeste da cidade. O edifício Estoa integra o Plano Diretor de Infraestrutura da UDEM, cuja visão é criar um campus para pedestres e um pulmão verde para a região oeste da cidade. O imóvel, localizado a oeste do campus, contará com aproximadamente 90 mil metros quadrados de área construída, onde abrigará áreas estudantis e de convivência, escritórios de atendimento ao público da UDEM, além de salas de Educação Continuada.
A Praça Houssay tem sido motivo de debate nos últimos tempos. A apenas quatro anos de sua reinauguração oficial sob o título de “Campus Urbano”, foi anunciada para os primeiros dias desta semana sua grande reapertura. A devolução deste espaço público à cidade promete não apenas a reativação da área urbana adjacente, mas também a reivindicação de sua qualidade como espaço de encontro para a vizinhança, com a chegada de 4 salas de cinema e estabelecimentos gastronômicos de diversos tipos.
A Maestranza de San Bernardo, complexo ferroviário abandonado e declarado monumento histórico que já foi uma das maiores instalações ferroviárias da América do Sul, ao sul de Santiago do Chile, apresenta avanços no projeto de restauração e conversão em boulevard. O projeto está a cargo do escritório Uno Proyectos, do arquiteto Gonzalo Martínez de Urquidi, com uma proposta que busca revitalizar o setor por meio de um programa de espaços de intercâmbio econômico e cívico.
Construcciones Modernas, S.A. é uma série composta por um álbum de edifícios populares, lembrados e esquecidos da Cidade do México, funcionando como um registro e o início de um atlas. É uma linha de metrô com todos os ícones arquitetônicos que não estão nos vagões, uma homenagem à cidade, à sua modernidade e à sua decadência.
Las siete viviendas participantes de Construye Solar 2019. Image Cortesía de Construye Solar
Uma habitação social sustentável com espaços produtivos e de comercialização é a vencedora da terceira edição do concurso chileno Construye Solar. O projeto conhecido como Casa Mercado foi desenvolvido pela equipe composta por estudantes da Universidad Mayor.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119596/casa-mercado-vencedora-do-construye-solar-2019ArchDaily Team
As novas e crescentes demandas por mudança que as cidades apresentam diante do aumento demográfico fazem com que, no momento de projetar, nos deparemos com um tecido amplamente heterogêneo e em constante transformação. O aumento da densidade urbana afeta diretamente o espaço livre disponível para o desenvolvimento de construções novas e independentes, resultando na justaposição de edificações onde a simultaneidade e a coexistência de buscas individuais conduzem a uma conformação variada do tecido urbano.
Como parte das comemorações do Bicentenário da Independência do Peru, o Ministério da Cultura, a Municipalidade de Lima e o Grupo Centenario anunciaram o lançamento de um concurso internacional de arquitetura e paisagismo para o desenho de um parque metropolitano no perímetro do Santuário de Pachacamac, no distrito de Lurín, Lima. O concurso foi realizado com o objetivo de convidar à reflexão sobre a relação que Lima deve estabelecer com seu patrimônio histórico e paisagístico, uma vez que o Santuário abriga algumas das estruturas mais importantes do patrimônio arqueológico nacional ao longo de mais de quinze séculos de ocupação humana.
Originalmente publicado na ArquitecturaAhora, a arquiteta Ana Sugranyes explora a origem e a evolução do conceito de direito à cidade desde os anos sessenta em Paris até a sua expansão mundial.
Em nome da integração social ou da sustentabilidade, a Nova Agenda Urbana das Nações Unidas (2016) também incorporou uma menção ao direito à cidade. “As palavras, então, não servem: são palavras”, diz Alberti. Enquanto isso, o Chile mantém sua posição elevada no ranking de desigualdade na distribuição de renda, o que tem um efeito correlativo direto na profunda segregação socioespacial dos territórios e das cidades; esta, por sua vez, corresponde a dimensões preocupantes de violência social, cultural e estrutural.
A construção com terra continua atual, desde a preservação do nosso patrimônio até novos projetos que buscam horizontes de sustentabilidade, passando também pelas inúmeras capacitações promovidas por institutos e universidades. No entanto, não podemos esquecer um dos grandes motores desse material construtivo: a autoconstrução. Devido às suas vantagens técnicas e ao seu fácil acesso, inúmeras comunidades ao redor do mundo escolheram construir seus assentamentos com terra. Dessa forma, a construção se transforma em um exercício comunitário no qual cada indivíduo pode contribuir para concretar um futuro comum.
Neste artigo, em particular, descobrimos como a ONG Terrachidia trabalha com a comunidade de Mhamid, no Marrocos, reabilitando espaços públicos escolhidos pelos próprios moradores. O trabalho conta com a colaboração de voluntários e voluntárias para resgatar as tradições construtivas locais, conseguindo conservar e valorizar o conhecimento acumulado em locais onde a ideia de modernidade levou ao abandono, mas que ainda são valorizados por quem os habita.
Como parte das celebrações anuais do Prêmio CEMEX, foi anunciado o nome de quem receberá a Bolsa Arq. Marcelo Zambrano, reiterando o compromisso de continuar contribuindo para o desenvolvimento da arquitetura no México. A CEMEX concede a Bolsa Arq. Marcelo Zambrano em homenagem à trajetória exemplar de dedicação profissional e liderança do arquiteto Marcelo Zambrano, com o objetivo de incentivar jovens do México a realizar estudos de pós-graduação em universidades de maior prestígio internacional.
La casa chorizo é uma tipologia residencial utilizada antigamente na Argentina, principalmente na cidade de Buenos Aires. Ela se caracteriza como uma sucessão de cômodos ou recintos que, com dimensões semelhantes, se conectam entre si ao longo de um eixo longitudinal e se abrem para uma galeria ou pátio, de onde recebem iluminação e ventilação. Costumam se implantar em lotes entre empenas, com suas áreas de serviço agrupadas nos fundos. Atualmente, são numerosos os projetos que abordam a reabilitação desse tipo de habitação. Tais projetos podem ser compreendidos como investigações que estudam a maneira como a matriz construtiva característica de uma cidade pode ser revista e atualizada para se adaptar aos modos de vida contemporâneos.
A XI Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (XI BIAU) foi encerrada na última sexta-feira, 11 de outubro, em Assunção, com as palestras de Jorge Scrimaglio, um dos dois vencedores do Prêmio Ibero-Americano de Arquitetura 2019, e a conferência de encerramento de Solano Benítez e Gloria Cabral, cofundadores do Gabinete de Arquitectura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119693/xi-biau-destaca-os-contrastes-e-contradicoes-da-ibero-america-em-concurso-de-fotografiaArchDaily Team
Mariam Kamara é fundadora e diretora do Atelier Masōmī em Niamey, Níger, um escritório de arquitetura cujo foco está em projetar soluções relevantes para problemas espaciais inerentes ao mundo em desenvolvimento, a partir de perspectivas culturais, históricas e climáticas. É membro fundadora do escritório colaborativo united4design em Seattle, onde trabalhou em dois grandes projetos no oeste da África. Na primavera de 2017, iniciou sua atuação como professora associada adjunta de Estudos Urbanos na Universidade de Brown.
“Sobre o crescimento e a forma”, obra escrita pelo biólogo e matemático D’Arcy Wentworth Thompson [1860-1948], é considerada a maior obra em prosa da ciência do século XX, destacando o papel da física e da mecânica na determinação da forma e da estrutura dos organismos. O livro tornou-se imediatamente uma obra clásica para a exploração de geometrias naturais na dinâmica do crescimento e dos processos físicos. Thompson se revela um grande cientista, sensível ao fascínio e à beleza do mundo natural, com um estilo que levou a imprensa especializada a qualificar sua obra como «tão boa literatura quanto ciência; um discurso sobre a ciência como se tratasse de uma questão da humanidade».