
Originalmente publicado na ArquitecturaAhora, a arquiteta Ana Sugranyes explora a origem e a evolução do conceito de direito à cidade desde os anos sessenta em Paris até a sua expansão mundial.
Em nome da integração social ou da sustentabilidade, a Nova Agenda Urbana das Nações Unidas (2016) também incorporou uma menção ao direito à cidade. “As palavras, então, não servem: são palavras”, diz Alberti. Enquanto isso, o Chile mantém sua posição elevada no ranking de desigualdade na distribuição de renda, o que tem um efeito correlativo direto na profunda segregação socioespacial dos territórios e das cidades; esta, por sua vez, corresponde a dimensões preocupantes de violência social, cultural e estrutural.
Após 40 anos de um processo contínuo de privatização e mercantilização do território e da cidade, está aberto o desafio de repolitizar as dimensões territorial e urbana no debate público e, idealmente, também no constitucional.
