Combinar unidades e padrões a fim de apresentar distintas possibilidades de compor o espaço é o principal motivo para buscar por um mobiliário modular. Este agrega valor ao espaço através da versatilidade espacial que proporciona, além de criar um ritmo que pode ditar diferentes formas de ocupação e intervenções num mesmo ambiente.
Um dos maiores nomes da arquitetura brasileira e mundial, Paulo Mendes da Rocha, faleceu ao 92 anos. O arquiteto estava com câncer de pulmão e encontrava-se internado em São Paulo. Ele nos deixou na madrugada deste domingo (23 de maio), conforme informou seu filho Pedro Mendes da Rocha.
Paulo Mendes da Rocha será lembrando pelo grande papel formador que possuía. Sua criação arquitetônica debatia sobretudo a vida, levantando indagações que questionam as ideias prontas e o conformismo. Consolidou uma influência além da linguagem ou estética, formada principalmente pelo modo de agir e de pensar, no qual cada projeto era uma oportunidade de transformação. Suas ideias e desenhos transbordavam os limites do programa, lote e materialidade, trazendo sempre um novo olhar para uma simplicidade revolucionária.
Como parte de uma iniciativa da nova plataforma Mexico Design Fair, hoje, 22 de maio, foi concedido o prêmio "Designer of the Year" na Casa Naila, em Puerto Escondido, à designer industrial Liliana Ovalle, cujo trabalho demonstra uma ampla exploração de materiais e processos que incorporam narrativas e observações de seu entorno.
O destino de um dos exemplos mais icônicos da arquitetura metabolista, a Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa, pode ter tido selado, encaminhando-a à demolição. O edifício foi vendido pela associação responsável pela gestão do condomínio, segundo informações publicadas pelo jornal Japan Forward. A demolição da Torre tem sido intensamente especulada nos últimos anos devido ao estado precário da estrutura e incompatibilidade com os atuais padrões estruturais para resistir a terremotos.
Lajes planas, telhados inclinados e solucionados em linhas retas são tecnologias muito recentes na história da humanidade. Na arquitetura realizada por povos originários coberturas curvas predominavam. Hoje, apesar de não ser a solução mais comum, alguns escritórios se propõem a pensar como telhados de desenho mais orgânico podem melhor dialogar com o contexto e apresentar em sua solução compositiva fatores funcionais que influenciam a obra desde o canteiro até o conforto final de seus usuários.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em fevereiro de 2021, o Brasil alcançou a marca de 500 mil unidades consumidoras de energia solar fotovoltaica distribuída (GD), e a maior parte das instalações (73,6%) encontra-se em residências. A entidade aponta que, entre o total de consumidores, 16,6% são representados por pequenos comércios, seguidos pelo setor rural e pela indústria, com 7% e 2,4%, respectivamente. Com objetivo de responder às 500 mil unidades, 400 mil sistemas solares foram instalados.
Intitulado “To Gather: the Architecture of Relationships”, o pavilhão de Cingapura para a 17ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, explora as diferentes maneiras como os cingapurianos se apropriam dos espaços públicos em sua pequena cidade-estado. Com curadoria da Universidade Nacional de Cingapura (NUS), o pavilhão será aberto visitação no próximo dia 22 de maio, dia em que se inaugura a 17ª Bienal d Arquitetura de Veneza.
Formas de sombrear as fachadas e impedir a incidência direta da radiação solar nos interiores de um edifício estão presentes até mesmo em arquiteturas ancestrais. No entanto, foi na arquitetura moderna que se difundiu o uso do brise-soleil, um dos mais difundidos dispositivos para controlar de forma passiva o calor em ambientes, ao sombreá-los e permitir a ventilação cruzada quando necessário.
A organização sem fins lucrativos Zuecca Projects e o escritório Coldefy apresentaram novas pesquisas sobre o Tropicalia, a maior estufa de cúpula única do planeta, para a 17ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Além de apresentar a fauna e a flora tropicais, a equipe também compartilha as especificidades arquitetônicas e de engenharia da estufa Tropicalia, que conta com um sistema exclusivo de tratamento de ar sustentável.
Titulado "Future School", o Pavilhão da Coreia na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia transforma a estrutura em uma instalação acadêmica exploratória. Com curadoria de Hae-Won Shin, o pavilhão ficará exposto no Giardini de 22 de maio a 21 de novembro de 2021.
O Pavilhão de Luxemburgo na 17ª Bienal de Arquitetura reflete sobre como a pandemia trouxe uma série de dualidades ao centro das atenções, desafiando a compreensão das relações estabelecidas entre arquitetura e solo, interior e exterior, casa e trabalho ou o ambiente construído e a natureza. Diante dessas questões, a exposição intitulada Homes for Luxembourg, projetada por Sara Noel Costa de Araujo (Studio SNCDA) e com contribuições para a publicação de arquitetura Accattone, explora ideias de modos de vida modulares e reversíveis, ao mesmo tempo em que ilustra um modelo de reaproveitamento de terrenos para construir novas formas de coletividade.
Plataforma da CPTM da Estação da Luz, no Centro de São Paulo. Foto: Bruno Escolastico/Photopress/Estadão Conteúdo
Mais de um ano se passou desde que a pandemia impôs ao mundo uma nova rotina e um protocolo de cuidados atípico. Um levantamento do NZN Intelligence, em parceria com o Estadão Summit Mobilidade Urbana, mostra que, no Brasil, 45,3% das pessoas mudaram a forma de se deslocar desde então.
A fuga de aglomerações levou 40,2% a aumentarem o uso do carro particular e 31, 6% a se deslocarem mais a pé ou de bicicleta, respondendo a uma tendência global de incentivo à mobilidade ativa.
O Pavilhão da Federação Russa para a Bienal de Veneza de 2021 explora o papel das instituições culturais através dos espaços físicos e digitais. Intitulado Open, o programa investiga o tema em múltiplas frentes, desde a renovação de sua arquitetura física até a pesquisa sobre o papel social dos ambientes virtuais e um conjunto de perspectivas sobre as novas formas de pensar no âmbito institucional. A contribuição se baseia no projeto Open?, que teve início em maio de 2020 e seguiu durante todo o ano como uma plataforma virtual para criativos e pensadores.
O Prêmio Europeu de Intervenção no Patrimônio Arquitetônico, organizado pelo COAC (Colégio de Arquitetos da Catalunha) e pela AADIPA (Associação de Arquitetos para a Defesa e a Intervenção no Patrimônio Arquitetônico), anunciou as obras selecionadas nas categorias A (Intervenção no patrimônio construído) e B (Espaços Exteriores).
Os projetos finalistas e premiados serão anunciados no dia 17 de junho, no âmbito da V Bienal Internacional de Intervenção no Patrimônio Arquitetônico.
O escritório Foster + Partners divulgou o projeto de um masterplan predominantemente residencial na periferia de Bangkok. Batizado de The Forestias, o empreendimento traz uma grande floresta em seu centro. O projeto busca enfrentar o crescente distanciamento entre a vida urbana contemporânea e as tradições familiares, focando na promoção da coabitação familiar multigeracional e em novos modelos de vida urbana na Tailândia.
Intitulado "It's Not For You! It's For the Building", o Pavilhão da Letônia na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia mostra como a tecnologia corre o risco de criar novos problemas ao mesmo tempo em que oferece soluções para crises globais urgentes. Com curadoria do escritório de arquitetura NRJA, o pavilhão ficará exposto no Arsenale de 21 de maio a 22 de novembro de 2021.
O projeto Loreto Open Community é a proposta vencedora do concurso organizado pela Prefeitura de Milão para redesenhar a Piazzale Loreto, atualmente um movimentado nó viário. Projetado por Metrogramma, em conjunto com Mobility in Chain, Studio Andrea Caputo, LAND, Temporiuso, Squadrati e desenvolvido pela Ceetrus Nhood, o projeto prevê um sistema em camadas de elementos arquitetônicos e espaços públicos que promoverá uma ampla gama de atividades, ao mesmo tempo em que configura uma nova área verde para a cidade.
O Pavilhão de Israel na 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza destaca o impacto da agricultura mecanizada intensiva nas paisagens e ecossistemas, bem como a ruptura causada nas comunidades locais. Intitulada Land. Milk. Honey e com curadoria de uma equipe interdisciplinar composta por Dan Hasson, Iddo Ginat, Rachel Gottesman, Yonatan Cohen e Tamar Novick, a exposição retrata as mudanças fundamentais vividas pela região por meio das histórias de animais locais, construindo uma narrativa do desenvolvimento do século XX.
O sistema de placas acústicas da Vorwerk Flooring oferece possibilidades de combinação quase ilimitadas, enquanto seu configurador online torna a criação de conceitos espaciais clara e descomplicada.
Nomeado "Yuan-er, a Courtyard-ology: From the Mega to the Micro", o Pavilhão Chinês na 17ª Bienal Internacioal de Arquitetura de Veneza irá responder às questões de como arquitetura pode contribuir para igualdade, conectividade e unidade, ao resgatar as tipologias tradicionais familiares chinesas. Com curadoria de Zhang Li, o pavilhão irá estar exposto de 22 de Maio de 2021 à 21 de Novembro do mesmo ano.
O Prêmios FAD 2021, um dos reconhecimentos de arquitetura mais importantes da Península Ibérica, anunciou os projetos finalistas de sua mais recente edição.
Ciudad Juarez é uma cidade industrial mexicana localizada na fronteira norte com os Estados Unidos, especificamente com a cidade de El Paso, Texas. Ao longo dos anos, Juárez tem sido economicamente dominada pela indústria maquiladora e já foi considerada uma das cidades mais violentas do mundo devido à onda de crimes que se instalou entre 2008 e 2012. É um território que combina características de multiculturalismo, migração e processos de resiliência que compõem um fenômeno de raízes híbridas que, ao longo das décadas, formaram o molde da "cultura de fronteira".
https://www.archdaily.com.br/pt/961657/nomada-laboratorio-urbano-espaco-publico-e-o-novo-normal-na-fronteira-entre-mexico-e-euaArchDaily Team
A contribuição da Romênia para a 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza apresenta uma nova perspectiva sobre a migração em massa, um fenômeno com uma ampla variedade de causas e de grande relevância na agenda pública internacional. Intitulada Fading Borders e com curadoria dos/as arquitetos/as Irina Meliță e Ștefan Simion, a exposição explora os desafios e as oportunidades da migração, bem como suas consequências no ambiente construído. Utilizando a Romênia como estudo de caso — onde três milhões de pessoas deixaram o país na última década em busca de uma vida melhor no exterior —, o projeto curatorial propõe uma discussão sobre o papel da arquitetura na gestão bem-sucedida do fenômeno migratório, à medida que as fronteiras territoriais continuam a se dissipar pelo mundo.
O Architecture Film Festival London, agora em sua terceira edição, promove discussões sobre arquitetura, sociedade e ambiente construído por meio do cinema. Além da Competição Internacional de Cinema, a programação de 2021, que estreia no dia 2 de junho e será realizada online, apresentará uma série de exibições temáticas, ensaios e eventos intitulada "Capsules", que oferece uma plataforma para diversas vozes curatoriais.