Para quem busca uma arquitetura notável na Europa, Luxemburgo se destaca como um destino especial imperdível. Situado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, este pequeno país surpreende por sua rica história, paisagens deslumbrantes e arquitetura vibrante. Embora diminuto, o país é culturalmente efervescente e oferece uma gama fascinante de obras arquitetônicas a serem exploradas. De castelos antigos a marcos modernos, a paisagem arquitetônica diversa de Luxemburgo promete uma jornada pelo tempo e pelos estilos.
Munique — capital da Baviera desde 1506 — é uma cidade com ricas camadas de história. Seus muitos anos como um crescente epicentro arquitetônico deixaram uma mistura interessante e única de edifícios. De igrejas e catedrais medievais a sinagogas contemporâneas. De arranha-céus a pequenos pavilhões. Do brutalismo ao Art Nouveau. A arquitetura de Munique é verdadeiramente vasta e maravilhosa.
Embora fosse um erro não reconhecer as maravilhas cervejeiras de Munique, a única menção a essa bebida aqui se dará por meio dos impressionantes edifícios que as abrigam (como a nova sede da Paulaner, projetada pelo escritório Hierl Architekten). De fato, outros aspectos da cidade são grandiosos, mas vamos nos concentrar na principal atração de Munique: sua arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134873/guia-de-arquitetura-de-munique-dos-arranha-ceus-aos-pequenos-pavilhoes-do-brutalismo-ao-art-nouveauVirginia Duran
Paris, a cidade que nasceu às margens do Sena, cresceu a partir de uma pequena ilha – a Île de la Cité – para se tornar a vasta metrópole que hoje se estende além de Ménilmontant, o vingtième arrondissement.
A capital francesa tem muito a oferecer. Séculos de história deixaram um legado de estruturas significativas que também serviram de cenário para histórias de amor, guerras e revoluções. Seja para admirar recantos escondidos, marcos icônicos e joias prestes a serem inauguradas, ou para enriquecer sua própria história de vida, você encontrará tudo o que procura nesta cidade.
Esta lista, sem ordem de preferência, busca servir de guia e inspiração para sua próxima viagem a Paris. Se você ama arquitetura, caro/a leitor/a, não precisa procurar mais.
Em 12 de agosto de 1833, a vila de Chicago foi fundada, com cerca de 200 habitantes. Em 1837, quando o estado de Illinois ainda contava com apenas 19 municípios, Chicago foi oficialmente incorporada como cidade. Em 1871, o Grande Incêndio de Chicago ceifou 300 vidas e destruiu nove quilômetros quadrados de terras, deixando mais de 100 mil desabrigados. Na época, Chicago já era a cidade de crescimento mais rápido do mundo, com uma população superior a 300 mil habitantes. Felizmente, a tragédia não desanimou a cidade: com determinação, seus cidadãos iniciaram rapidamente a reconstrução, devolvendo a Chicago a sua prosperidade.
Movida por uma determinação inabalável, Chicago ressurgiu das cinzas, período no qual nasceram diversas obras arquitetônicas clássicas. Exemplos disso são o Rookery Building (1888, Frank Lloyd Wright), o Auditorium Building (1889, Louis Sullivan) e o Monadnock Building (1893, Burnham & Root, Holabird & Roche) — marcos da primeira geração de arranha-céus de Chicago que testemunharam a reconstrução e o desenvolvimento da metrópole.
Arquitetos/as e urbanistas continuam a enriquecer o desenvolvimento urbano de Chicago, com novos edifícios que redefinem constantemente o panorama de seu horizonte. Este ano, a cidade sedia a Bienal de Arquitetura de Chicago de 2019-2020, proporcionando ainda mais oportunidades de visibilidade para a cidade. No entanto, para os visitantes que ainda não conhecem Chicago, por onde começar?
Se você é amante da arquitetura, a seleção de edifícios históricos e contemporâneos de Chicago apresentada neste artigo serve como um excelente ponto de partida. Ao explorar a cidade sob a perspectiva de sua evolução arquitetônica, é bem provável que você se apaixone por esta metrópole que funciona como um verdadeiro museu a céu aberto.
Pronto/a para iniciar esta jornada de descoberta?
https://www.archdaily.com.br/pt/1070431/guia-de-arquitetura-chicago-23-edificios-imperdiveisVirginia Duran
Em 1782, Bangkok tornou-se a capital do Sião – como a Tailândia era anteriormente conhecida. Sua posição estratégica, protegida pela curva do rio Chao Phraya a oeste e pelo vasto delta pantanoso do "Mar de Lama" que assegurava a defesa da cidade a leste, foi fundamental. O Rei Rama I modelou a nova cidade com base naquela que vinha sendo a referência urbana da Tailândia desde o século XIV: Ayutthaya, que por volta de 1700 já havia se tornado a maior cidade do mundo, com um total de 1 milhão de habitantes.
Bangkok viu progressivamente a construção de templos (wats), escolas, bibliotecas e hospitais. No entanto, poucas outras tipologias foram erguidas e a cidade carecia de ruas pavimentadas significativas. Em vez disso, o rio e uma rede de canais interconectados serviam como a infraestrutura de transporte local. Com o tempo, as casas flutuantes ancoradas ao longo da orla do rio diminuíram e a pavimentação se espalhou.
A histórica cidade de origem romana vem passando por uma intensa transformação, com novos e instigantes edifícios, praças e parques públicos florescendo por toda parte. Desde minha primeira viagem a Zurique em 2014, muita coisa mudou na antiga Turicum.
Graças a uma viagem fascinante organizada pela Visit Zürich e por meu amigo Philipp Heer, pudemos visitar alguns dos pontos mais novos, interessantes e inspiradores da cidade. Deslocando-nos de um lado para o outro, Roc Isern, David Basulto e eu tivemos o privilégio de seguir um itinerário sob medida, com acesso a verdadeiras joias de Zurique e, o que foi talvez ainda mais inspirador de tudo, contato com os/as arquitetos/as por trás dessas estruturas admiráveis.
Em 12 de agosto de 1833, a vila de Chicago tinha cerca de 200 habitantes. Quatro anos depois, em 1837, foi elevada à categoria de cidade (The City of Chicago) – um fato interessante, considerando que ainda existem 19 vilas incorporadas em Illinois. O Grande Incêndio de Chicago em 1871 matou 300 pessoas, destruiu cerca de 9 km², e deixou mais de 100 mil desabrigados/as. No entanto, naquela época, Chicago já havia se tornado a cidade com o crescimento mais rápido do mundo, e sua população ultrapassava os 300 mil habitantes. O desastre exigiu que essa população ambiciosa recomeçasse do zero.
Com uma força admirável, a cidade renasceu das cinzas, e algumas das melhores obras de arquitetura de Chicago foram erguidas logo em seguida. Estruturas como o Rookery Building (1888, Frank Lloyd Wright), o Auditorium Building (1889, Louis Sullivan) e o Monadnock Building (1893, Burnham & Root, Holabird & Roche) são apenas alguns exemplos dos altos padrões que a cidade buscava alcançar.
Liubliana é o pequeno segredo da Europa. Esta pequena capital (com menos de 300.000 habitantes) é surpreendentemente grandiosa em termos de arquitetura, e a variedade de sua história construída a torna uma parada obrigatória em qualquer jornada arquitetônica. De igrejas ricamente pintadas ao brutalismo sóbrio. Do barroco clássico e da arquitetura de inspiração habsburga a encantadoras fachadas e interiores em Art Nouveau. E, claro, áreas verdes abundantes (Liubliana é a capital verde da Eslovênia – e agora da Europa) e boa gastronomia.
Liubliana é uma cidade repleta de camadas. Seus primórdios como cidade romana ainda são visíveis (uma muralha, a roda de madeira mais antiga do mundo e as vias de entrada e saída da cidade, para citar apenas alguns exemplos). Seus vestígios contemporâneos podem ter envelhecido, mas seu significado permanece intacto – basta pensar na Praça da República ou nos postos de combustíveis brutalistas. É ao visitá-la pessoalmente que conseguimos realmente sentir esses lugares e compreender essas camadas.
Amsterdã é uma das cidades mais belas da Europa. Suas origens estão no século XII, quando pescadores que moravam às margens do rio Amstel construíram uma ponte sobre a hidrovia perto do IJ criando uma grande enseada de água salgada. A maior parte do território da cidade está abaixo do nível do mar e, portanto, em uma porção de terra onde antes era água.
A capital holandesa tem uma forte relação com planejamento urbano, infra-estrutura de ciclismo e pontes, que cruzam os canais junto às antigas casas comerciais que se inclinam em ângulos impossíveis. Conheça, a seguir, 25 lugares em Amsterdã que merecem uma vista.
https://www.archdaily.com.br/pt/933364/guia-de-arquitetura-de-amsterda-25-lugares-para-conhecer-na-capital-holandesaVirginia Duran
Barcelona é o berço do urbanismo contemporâneo, uma cidade enriquecida por suas infinitas camadas históricas sobrepostas. Desde os primórdios da Roma antiga, gerações após gerações transformaram esta cidade em palimpsesto, escrevendo e reescrevendo a sua historia ao longo do tempo.
A origem dos primeiros povos que aqui chagaram é até certo ponto, incerta. Entretanto, sabemos que os romanos deixaram marcas indeléveis na capital catalã assim como os visigodos o fizeram em seu tempo. Barcelona passou por um breve período islâmico que ainda pode ser visível na arquitetura de algumas das mais importantes ruas da cidade. Essas antigas histórias permanecem presentes ainda hoje, convivendo para construir uma atmosfera arquitetônica espirituosa. Junto ao coração da cidade, podemos visitar uma catedral de pedra construída no século XIV e logo em seguida visitar ao lado um edifício de arquitetura contemporânea de estrutura metálica e cobertura sinuosa. Talvez não haja cidade no mundo em que podemos experimentar tal tensão temporal como em Barcelona.
https://www.archdaily.com.br/pt/919329/guia-de-arquitetura-de-barcelona-23-lugares-imperdiveis-que-todo-arquiteto-precisa-visitarVirginia Duran