Steve Mouzon

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Princípios práticos para lugares que se recuperam do desinvestimento

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Dos quatro tipos de recuperação enfrentados pelas cidades e vilas norte-americanas — desastres, dispersão urbana, desinvestimento e a recuperação comunitária para populações em fuga das mudanças climáticas —, a recuperação de locais que sofreram desinvestimento severo é, sem dúvida, a que menos recebe atenção da imprensa hoje em dia. No entanto, com um esforço razoável, é o tipo de recuperação com maior probabilidade de gerar frutos. Isso se deve a vários fatores, a começar pela probabilidade de que a estrutura fundamental do placemaking sustentável ainda esteja preservada. Novos empreendimentos urbanos, mesmo quando projetados com maestria, frequentemente enfrentam críticas por sua "falta de autenticidade", ao passo que locais em recuperação após o desinvestimento transbordam marcas autênticas de décadas de declínio. Além disso, assentamentos de origens humildes costumavam ser construídos em etapas menores do que áreas historicamente abastadas; assim, os ritmos mais densos e fragmentados desses espaços são, por natureza, mais interessantes no início do processo de recuperação do que aqueles de escala monumental.

A natureza que desafia o tempo das tradições arquitetônicas vivas

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

A arquitetura tradicional é percebida como arquitetura histórica, tanto pelo público geral quanto por profissionais do design. Em outras palavras, “tradicional” equivale a “estilo”. Não há consciência sobre o processo de tradição que cria o que mais tarde é considerado um estilo. O modernismo leva essa percepção um passo adiante e enquadra a arquitetura tradicional como “não pertencente ao nosso tempo” e, portanto, obsoleta.

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Como a tão criticada varanda promove comunidades caminháveis e sustentáveis

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

A inspiração para escrever este ensaio veio de uma publicação fascinante sobre a dinâmica social das varandas, de autoria de Patrick Deneen, intitulada A Republic of Front Porches. Lugares sustentáveis devem ser acessíveis por diversos meios, especialmente a pé. Bairros onde as pessoas caminham para diversos destinos têm mais chances de ser seguros, pois os moradores costumam conhecer melhor seus vizinhos e, consequentemente, percebem com mais facilidade a presença de estranhos na área. A caminhabilidade é essencial para que um lugar seja funcional, pois as pessoas não se deslocarão a pé para usufruir desses serviços se a experiência do pedestre for ruim. Assim, a caminhada é um aspecto fundamental para a sustentabilidade de qualquer lugar. As varandas podem desempenhar um papel crucial na caminhabilidade das ruas residenciais de um bairro e, consequentemente, na própria sustentabilidade do bairro.

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Como criar moradia acessível de verdade, com dignidade

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

A escassez de moradia nos EUA é mais severa na faixa mais acessível do mercado. Em um momento de escalada generalizada de custos, no qual imóveis até pouco tempo atrás viáveis para muitos tornaram-se inacessíveis para a maioria, isso não chega a ser uma surpresa. O problema é mais agudo, naturalmente, nos mercados mais aquecidos, onde exigências de acessibilidade e o controle de aluguéis tentam preservar a acessibilidade da locação para uma parcela da população, visto que a casa própria nesses locais é um sonho restrito aos mais ricos. (Nenhuma das medidas discutidas neste artigo tem impacto sobre esses mercados.)

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Chaves do desenho urbano para alcançar a verdadeira autenticidade: 12 princípios

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

A autenticidade parece impossível hoje em dia, com lugares e edifícios construídos a partir de produtos do Complexo de Desenvolvimento Industrial que poderiam ser montados em quase qualquer outra parte do planeta — um desvario de descaracterização espacial, desarmonia com a natureza e ausência de significado que não envelhece bem. Diante disso, como alcançar a autenticidade no ambiente construído?

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Qual é o sentido do urbanismo de baixa densidade?

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Existem três cenários principais em que o urbanismo de menor densidade pode ser útil e onde as condições favoráveis aos YIMBYs são fracas ou inexistentes: como um substituto para o que atualmente está planejado para se tornar espraiamento urbano, como um processo de recuperação do espraiamento existente e em pequenas cidades em crescimento. Abrir mão desses cenários força todo o desenvolvimento voltado a combater a crise habitacional para contextos urbanos, idealmente próximos ao transporte público, onde a terra é muito mais cara para adquirir e desenvolver. Além disso, permite que a máquina do espraiamento urbano continue avançando sem impedimentos. O melhor veículo para implementar os princípios aqui ilustrados na escala de um bairro, vilarejo ou vila não é uma grande construtora de produção em massa, pois esses princípios violam quase todas as suas práticas industriais convencionais. Em vez disso, deve-se olhar para o histórico de incorporadores do Novo Urbanismo mais consolidados, que estão habituados a fazer coisas consideradas não convencionais pelo Complexo de Desenvolvimento Industrial, visando criar lugares melhores com retornos mais robustos de longo prazo.

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Como o debate YIMBY-NIMBY agravou a crise habitacional

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Nas últimas três décadas, os YIMBYs e NIMBYs têm travado batalhas campais em todos os EUA pelo coração e pela alma do desenvolvimento urbano futuro. Contudo, a crise habitacional só piorou, especialmente desde o colapso de 2008, que transformou radicalmente o lado da oferta.

Doze anos depois, veio 2020, o ano mais estranho de nossas vidas, que tornou os desafios do lado da oferta ainda mais pronunciados. As raízes do problema, contudo, são muito mais profundas, com erros cometidos há mais de 75 anos sendo repetidos por gerações completamente novas. A incapacidade de compreender esses erros — e até mesmo por que são erros e não boas práticas — perpetuará e agravará a crise atual para as futuras gerações.

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A Cidade de 15 Minutos, Desconstruída

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

O que é a Cidade de 15 Minutos? É toda cidade construída pela humanidade neste planeta até um século atrás, rebatizada com um nome atraente. Se os centros históricos de uma cidade não foram destruídos no último século, são essas as áreas que mais atraem turistas — pessoas que viajam por continentes e oceanos para vivenciar o melhor que elas têm a oferecer.

Há quarenta anos, um grupo de pioneiros decidiu voltar a projetar Cidades de 15 Minutos. Na verdade, planejaram cidades de 5 minutos, pois não acreditavam que as pessoas caminhariam por 15 minutos — e, no início dos anos 1980, estavam certos, dado o forte condicionamento da época em usar o carro para qualquer deslocamento. Seaside, na Flórida, foi o marco inicial. A revista Time a chamou de “a pequena cidade que mudou o mundo”. Pela primeira vez na história moderna da dispersão urbana, era possível guardar as chaves do carro na gaveta ou pendurá-las na parede e esquecê-las por dias. Ao retornar das férias em Seaside, os visitantes se perguntavam: “Por que não podemos construir assim onde moramos?”. Não demorou para que o Novo Urbanismo nascesse.

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10 Ações para fazer os centros das cidades prosperarem

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Há inúmeros exemplos positivos em centros urbanos nos EUA, mas eles estão raramente conectados a um tecido bom o suficiente para se tornarem vibrantes. 

Este artigo apresenta 10 estratégias necessárias para fazer os centros urbanos prosperarem. Nenhum deles é uma ação habitual, de forma que omitimos alguns pontos que já são conhecidos por todos.

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7 razões pelas quais a arquitetura (como a conhecemos) está acabada

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Steve Mouzon, diretor de Studio Sky e Mouzon Design, é um arquiteto, urbanista, autor e fotógrafo de Miami. Ele fundou o New Urban Guild, que hospeda o Project: Smart Dwelling e ajuda a divulgar o movimento Katrina Cottages. A Associação sem fins lucrativos afiliada é a Guild Foundation, que hospeda a iniciativa Original Green.

A arquitetura mudou irreversivelmente na última década, mas aqueles que souberam se adaptar estarão bem colocados dentro da profissão dentro de alguns anos. Já se passaram 8 anos desde o pico da construção em 2005, quase seis anos da crise de financiamentos e cinco anos desde a grande crise que originou a Grande Recessão.

Hoje em dia, parece que o mercado imobiliário está começando a se recompor, mas é tarde demais para a arquitetura como a conhecíamos. E aqui estão sete razões disso...