O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos selecionados como finalistas para o Prêmio RIBA Stirling 2023. O prêmio anual é um dos mais prestigiados do Reino Unido no campo da arquitetura, avaliando os projetos com base em diversos critérios, incluindo inovação, originalidade e a capacidade de envolver e encantar os ocupantes e visitantes. Além disso, a sustentabilidade e a acessibilidade são fatores cruciais para a seleção. A lista de finalistas desta edição inclui projetos de arquitetos como Apparata, Sergison Bates Architects e Adam Khan Architects, que estão estreando na lista de finalistas, bem como práticas que já foram vencedoras no passado, como Witherford Watson Mann Architects e Feilden Clegg Bradley Studios.
Na sexta-feira, 8 de setembro, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a cordilheira do Alto Atlas, no Marrocos. O epicentro se localiza a apenas 72 quilômetros a sudoeste de Marrakech, a quarta maior cidade do país e um destino turístico popular. O terremoto é o mais forte a atingir a região central do país em mais de um século. Estimativas apontam que o número de vítimas passa de duas mil e há ainda mais feridos, mas, como várias cidades e vilas permanecem inacessíveis nas montanhas, estima-se que esse número aumente. Além do impacto humano, vários lugares históricos, incluindo sítios da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, foram afetados, e testemunhas oculares nas encostas das montanhas relatam que várias cidades remotas foram completamente destruídas, de acordo com a CNN.
Arquitetos, urbanistas e pesquisadores de todo o mundo estão trabalhando em soluções para combater a crescente ameaça da crise climáticas, em especial no que diz respeito ao aumento do nível do mar e frequência de inundações. Entre eles, o MVRDV, como parte do North Creek Collective, lançou uma série de propostas para a cidade de Vancouver, mapeando possíveis adaptações de edifícios, paisagens e infraestruturas à beira-mar. Em uma iniciativa semelhante, um grupo de pesquisadores liderado por Adrian Lahoud desenvolveu a Second Sea Calculator, uma ferramenta digital que estima os danos financeiros causados à cidades costeiras, ao passo que a Human Climate Horizons desenvolveu uma plataforma para visualizar como diferentes níveis de aquecimento global afetarão a vida das pessoas.
O arquiteto visionário Raymond Moriyama, cofundador do escritório Moriyama Teshima Architects e a mente por trás de alguns dos edifícios mais influentes do Canadá, faleceu aos 93 anos. Reconhecido por projetar grandes obras em todo o mundo, incluindo o Museu de Guerra do Canadá, o Ontario Science Centre e a Embaixada do Canadá em Tóquio, Moriyama concentrou-se na criação de edifícios mais humanos, que refletissem os ideais de democracia, igualdade e inclusão. Moriyama faleceu em 1º de setembro de 2023, de acordo com um comunicado de seu escritório, Moriyama & Teshima Architects.
O arquiteto Antoine Predock divulgou sua proposta para o Albuquerque Rail Trail, um percurso multimodal que conectará pontos importantes da área central da cidade de Albuquerque, no estado do Nova México (EUA). O projeto busca combinar caminhos para pedestres e bicicletas com a cultura e a história local, incentivando a recreação saudável, expressão cultural e desenvolvimento econômico. O projeto faz parte do Mayor's Institute on City Design e da Just City Mayoral Fellowship.O Circuito Rail Trails de 7 milhas foi projetado para conectar diversos destinos importantes na área central de Albuquerque, incluindo o National Hispanic Cultural Center, o Old Town, BioPark e o Indian Pueblo Cultural Center. Para incentivar o desenvolvimento da economia local, várias atividades estão propostas ao longo da rota de transporte multimodal.
O Burning Man, o festival anual que ocorre no DesertoBlack Rock em Nevada, foi aberto em 27 de agosto com milhares de participantes reunindo-se para criar a Cidade Black Rock, uma "metrópole temporária" com várias instalações, obras de arte e pavilhões que celebram a "comunidade, arte, autoexpressão e autossuficiência". No entanto, este ano, a experiência do festival tem sido diferente, já que fortes chuvas no deserto inundaram o local do evento, criando um lamaçal. As estradas de acesso e saída do festival foram fechadas, pois veículos grandes correm o risco de ficar presos na lama. Enquanto algumas pessoas deixaram o local a pé, a maioria dos 70.000 participantes permanece isolada no local, conforme relatado pela CNN.
Cantercel, França, 2022. Imagem cortesia de forty five degrees
Ao falar sobre práticas de criação de espaços, arquitetos e urbanistas geralmente pensam em planejamento participativo e processos colaborativos, muitas vezes ignorando as maneiras pelas quais as próprias comunidades podem se tornar agentes de mudança. Como as pessoas possuem um conhecimento íntimo não apenas do ambiente, mas também das normas sociais e culturais, das necessidades de suas comunidades e das oportunidades latentes em seu entorno, muitas vezes são elas que iniciam ações, apoiam seus pares e contribuem positivamente. O escritório de pesquisa forty five degrees se propôs a explorar essas iniciativas de base, conhecer os moradores locais e reunir suas histórias em uma ação para obter uma melhor compreensão dos territórios culturais complexos e diversos em toda a Europa. Sua jornada, organizada sob o projeto "Radical Rituals", segue a linha paralela 45°N que atravessa a Europa de leste a oeste. O escritório foi selecionado como parte das Novas Práticas de 2023 do ArchDaily, uma pesquisa anual destinada a mostrar aqueles que enfrentam os desafios cada vez maiores de nosso tempo e levam a arquitetura a novas direções.
Em um momento marcado por desafios ambientais e uma crescente demanda por autenticidade e diversidade cultural, os arquitetos estão recorrendo cada vez mais aos sistemas de conhecimento indígena não apenas como fontes de inspiração, mas como soluções viáveis para se adaptar e responder aos desafios locais e globais. Como guardiãs tradicionais da terra, as comunidades indígenas possuem uma compreensão profunda de seus ecossistemas, materiais disponíveis localmente, normas culturais e restrições sociais. Esse conhecimento é valioso para a arquitetura contemporânea, podendo ajudá-la a se adaptar tanto às pessoas quanto aos seus ambientes.
As práticas vernaculares e indígenas estão surgindo como base para a reimaginação arquitetônica, dando informações sobre disposições espaciais, escolha de materiais e técnicas de construção, ao mesmo tempo em que permite a integração da inovação e da expressão contemporânea. Essa cuidadosa combinação de tradição e modernidade pode ter um impacto significativo em termos de sustentabilidade, pois arquitetos que adotam a abordagem indígena para aproveitar os recursos disponíveis podem não apenas criar estruturas enraizadas em seu contexto, mas também minimizar o impacto ecológico da construção. Além disso, colaborar diretamente com as comunidades indígenas leva a projetos que priorizam a participação comunitária, a sensibilidade cultural e ao desenvolvimento sustentável.
Em termos de desenvolvimento urbano, a escolha entre demolição e reutilização adaptativa tem implicações de longo alcance. Dos debates em torno da importância cultural e histórica da estrutura, ao impacto ambiental do processo de demolição e reconstrução em comparação com o custo de preservação e adaptação, a questão das demolições tem levado a comunidade arquitetônica a se unir e pedir por estratégias mais responsáveis na esperança de redescobrir o valor das estruturas existentes. Este artigo reúne algumas histórias de edifícios ameaçados de demolição e os processos que levaram ao seu resgate.
Durante a edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Giacomo Ardesio e Claudia Mainardi, do Fosbury Architecture, integrantes da equipe de curadoria do Pavilhão Italiano ao lado de Alessandro Bonizzoni, Nicola Campri e Veronica Caprino. O projeto curatorial, intitulado “Spaziale: Everyone Belongs to Everyone Else”, busca oferecer um retrato singular e original da arquitetura italiana no contexto internacional. A equipe de curadoria discutiu a origem do escritório, suas fontes de inspiração e a reflexão por trás das decisões projetuais que orientaram a concepção do pavilhão.
A cidade de Osaka, no Japão, foi a escolhida para sediar a Expo Mundial de 2025, um evento internacional que deverá atrair milhões de visitantes. Prevista para começar em 13 de abril de 2025 e terminar em 13 de outubro do mesmo ano, essa é a segunda vez que o Japão é o anfitrião — a primeira foi em 1970. Ao longo de sua história, as Exposições Mundiais têm sido o local onde novas tecnologias e produtos são apresentados e popularizados, levando a avanços tecnológicos e projetos inovadores. O tema desta edição é Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas, dividido em três subtemas que aprofundam a proposta: Salvando Vidas, Empoderando Vidas e Conectando Vidas. O arquiteto Sou Fujimoto é o responsável pelo projeto do masterplano da Expo, além de coordenar e oferecer diretrizes para os países participantes.
O tecido de nossas cidades é moldado por milhões de pequenas decisões e adaptações, muitas das quais se tornaram essenciais para nossa experiência. Atualmente, considerados como óbvios, alguns desses elementos foram revolucionários na época de sua implementação. Um desses elementos é o rebaixamento do meio-fio (curb cut), uma pequena rampa que desce a calçada para conectá-la à rua adjacente, permitindo que usuários de cadeiras de rodas e pessoas com deficiências motoras se movam facilmente para dentro e para fora da calçada. Essa adaptação aparentemente pequena provou ser inesperadamente útil para uma gama maior de pessoas, incluindo pais com carrinhos de bebê, ciclistas, trabalhadores de entrega etc. Consequentemente, ela empresta seu nome a um fenômeno mais amplo, o "efeito curb cut", no qual melhorias feitas para uma minoria acabam beneficiando uma população muito maior de maneiras esperadas e inesperadas.
Rosetta Bonatti – Untitled. Image Courtesy of URBAN Photo Awards
O URBAN Photo Awards 2023 anunciou a lista de finalistas, marcando a penúltima etapa do concurso internacional. Divididos por seção e área temática, os finalistas foram apresentados em uma lista sem ordem classificatória que contém mais de 70 fotografias individuais, 20 séries e cinco volumes escolhidos pelo júri para o Prêmio de Melhor Livro.
O laboratório de pesquisa e design da IKEA, SPACE10, publicou o relatório The Healthy Home, a segunda edição da série Future Home. O relatório explora três temas principais relacionados aos ambientes domésticos: como nossas casas nos protegem de danos, restauram nossos corpos e mentes, e nos permitem evoluir ao longo das etapas da vida. A pesquisa tem como objetivo avaliar as formas pelas quais as casas podem contribuir positivamente e apoiar os ritmos e fluxos de vida das pessoas.
O projeto do OMA para a nova sede do UniCredit em Munique, na Alemanha, propõe uma praça elevada do chão para aumentar os espaços públicos e a conectividade urbana e ativar uma área historicamente negligenciada. Desenvolvida por meio de concurso, a proposta tem como objetivo "atribuir retroativamente caráter a uma área que talvez nunca tenha tido", e está localizada próximo a uma das principais artérias da cidade, o S-Bahn, uma área estritamente funcional que carece de espaços públicos ou equipamentos. O edifício é elevado do chão, e sua pegada reduzida permite uma integração mais fácil com o espaço público, preservando as características do lugar.
Desenvolvido pela GXN para o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague, o Pavilhão (P)RECAST explora a possibilidade de reutilizar elementos de concreto pré-moldado de edifícios existentes para promover a circularidade e reduzir as emissões de carbono na indústria da construção. O pavilhão exibe elementos de concreto recuperados ao lado de vigas de madeira de 200 anos, destacando seu valor estético e estrutural. Seguindo a mesma motivação, mas por meio de uma abordagem diferente, o MEE Studio desenvolveu a Cabana Regenerativa, uma estrutura que explora o uso aplicado de materiais biogênicos regenerativos para reduzir as emissões de carbono associadas aos materiais de construção.
Desde que as restrições impostas pela pandemia foram suspensas, a Europa tem experimentado um aumento no turismo, com milhões de pessoas visitando alguns de seus destinos mais atraentes, como Veneza, Barcelona e Paris. O grande número de visitantes tem sido um desafio para as cidades. A superlotação afeta a população local, o desenvolvimento urbano e até mesmo os ecossistemas naturais ao redor das áreas urbanas. Na tentativa de limitar esse fluxo, algumas das cidades mais populares da Europa estão adotando diversas medidas para lidar com a superlotação e os subsequentes problemas sociais e infraestruturais. As medidas incluem multas, taxas de entrada e horários específicos para impor algumas restrições.