Kaley Overstreet

Bacharel e Mestre em Arquitetura pela Escola Knowlton do Estado de Ohio. Mestrado em Desenvolvimento Imobiliário pela Universidade de Columbia. Contribuinte Sênior da ArchDaily. Interessado no desenvolvimento estratégico de cidades em uma escala intangível. Reside em Nova York.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Realidade virtual e aumentada: o futuro da experiência dentro e fora dos estádios

Diz-se que o esporte une as pessoas. Historicamente, seja dentro ou fora de quadra, o esporte tem aproximado milhões de pessoas do mundo todo – de todas as origens e com pouco ou quase nada em comum – as quais se reunem em campo, em bares ou estádios. Pelo amor ao esporte, deixamos de lado nossas diferenças para celebrar uma paixão comum: o amor pelo esporte.

Uma breve história do design de espaços de trabalho e para onde ele pode estar caminhando

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Muitos de nós passamos mais tempo nos escritórios do que nunca e, às vezes, vemos nossos colegas mais do que as nossas próprias famílias. Os locais de trabalho podem ser considerados nossas segundas casas, razão pela qual o projeto planejado desses espaços tem recebido tanta atenção hoje em dia. O design global dos ambientes de trabalho busca criar um equilíbrio perfeito entre o trabalho focado e individual e dinâmicas de colaboração, visando melhorar a produtividade e o bem-estar geral das equipes. Enquanto as tendências de escritórios vêm e vão, uma nova evolução está na mente de todos: a projeção de como será o escritório pós-COVID-19, tanto no futuro imediato quanto a longo prazo. Embora não haja uma resposta definitiva, diversos escritórios de arquitetura, grupos de pesquisa e empresas do setor imobiliário têm sido convocados para idealizar e implementar soluções de design inovadoras e políticas de segurança sanitária que serão fundamentais para redefinir como utilizaremos nossos locais de trabalho nos próximos anos.

ArchDaily x LifeCycles: Assista aos painéis de discussão

Nossas vidas como arquitetos/as e designers giram em torno de inventar novas maneiras de transformar tanto a profissão que exercemos quanto o mundo para o qual construímos. Dos edifícios individuais às estratégias de planejamento urbano que propomos, a forma como consideramos a longevidade e o impacto de um projeto no mundo desempenha um papel fundamental em nossa maneira de pensar o design.

Para explorar ainda mais como podemos projetar cidades, ambientes e edifícios, temos o prazer de anunciar a programação do ArchDaily x LifeCycles: O Futuro de Nossas Cidades; uma série de debates de três dias (26 a 28 de maio) com a participação de arquitetos/as de todo o mundo que compartilharão suas ideias e experiências sobre como construir um futuro melhor.

Como a arquitetura de Nova York tem respondido a emergências nacionais nos últimos 20 anos

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A cidade de Nova York representa a expressão máxima da fusão entre os bairros vibrantes e de escala granular que Jane Jacobs outrora idealizou e as transformadoras inovações urbanas de Robert Moses. No entanto, sua população diversa enfrentou graves adversidades nos últimos vinte anos, o que forçou a cidade a mergulhar em uma onda contínua de autorreflexão para reavaliar as estratégias urbanas, as tendências de design e os sistemas de transporte global aos quais havia se acostumado. Após as tragédias do 11 de setembro e do furacão Sandy, o equilíbrio delicado entre promover uma identidade cultural individual e a força da união — marca registrada dos nova-iorquinos — foi o motor essencial de sua revitalização. A cidade de Nova York tem lidado constantemente com a adversidade, sempre repensando, redesenhando e reconstruindo o ambiente urbano para um futuro melhor.

Quem veio antes, o projeto ou a construção? Uma jornada pela história das representações

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No sentido mais fundamental, podemos dizer que a arquitetura nasce – em sua forma mais elementar – da inerente busca humana por abrigo. A cabana como abrigo construído pelo homem, em sua forma mais primitiva, já existia há muito tempo quando Marc-Antonie Laugier à descreveu em 1755. Laugier teorizou uma alegoria de um homem na natureza e sua necessidade de abrigo, um requisito básico para proteger-se do sol e da chuva. Os troncos de madeira, verticalmente dispostos no terreno, aludem ao papel desempenhado pelas colunas, enquanto os elementos horizontais colocados sobre elas nos fazem pensar na função de uma viga, os galhos, por sua vez, cumprem a função de cobertura inclinada de uma típica “cabana” moderna. Embora o homem tenha vagado pela superfície da Terra por milhares e milhares de anos, por que apenas em meados do século XVIII fomos capazes de teorizar a respeito da gênese da mais elementar das criações humanas?

Arquitetura Nômade: Uma nova forma de viver em movimento

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A noção romântica de wanderlust — o desejo intrínseco de viajar — e a capacidade de se afastar livremente do familiar carregando o mínimo de pertences é um anseio que quase todas as pessoas já vivenciaram em algum momento da vida. O estilo de vida nômade é tão atraente porque representa a possibilidade de se rebelar contra os símbolos de estabilidade e permanência em prol da exploração do meio ambiente e da capacidade de se adaptar com facilidade a diversas condições de vida. Esse desejo deu origem a estruturas móveis para o errante urbano, capazes de se transformar em um escritório temporário, uma residência ou até mesmo uma comunidade inteira. 

Arquitetura proativa como estratégia para mitigar as mudanças climáticas

Até o recente surto da pandemia de COVID-19, a crise climática talvez fosse o problema fundamental que os projetos da nossa era do Antropoceno enfrentavam. A ameaça das mudanças climáticas nos forçou, como arquitetos, a reavaliar como realizamos projetos em todas as escalas. Acabamentos internos ecologicamente corretos, arranha-céus com energia zero e estratégias para impedir que o aumento do nível do mar empurre os residentes das cidades costeiras para o interior são apenas algumas das soluções inovadoras que surgiram da crescente urgência de mitigar os efeitos do clima sobre o nosso mundo.

O que a arquitetura da Coreia do Norte nos diz sobre seu regime político

A Coreia do Norte é um país conhecido pela sua crescente tensão nuclear, extremas ameaças militaristas e visões draconianas dos direitos humanos. Como um dos poucos lugares remanescentes na terra que é quase inteiramente fechado para o resto do mundo, pouco se sabe sobre a vida cotidiana no Estado comunista. Mas, para uma nação que está tão profundamente envolta em mistério e incertezas, os esforços da sua bravata arquitetônica proporcionam algumas noções de como o regime opera.

Distanciamento social em comunidade: o que o co-living está nos ensinando em tempos de pandemia

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Muitos de nós já vivemos, ou estamos vivendo atualmente, em algum tipo de moradia comunitária compartilhada. Seja por uma necessidade, durante a faculdade e os primeiros anos depois de formado, ou por uma escolha, em uma comunidade de amigos ou aposentados, compartilhar o espaço da vida cotidiana está se tornando cada dia mais comum, a ponto de se transformar em um mercado muito explorado e porque não, lucrativo. As empresas especializadas em co-living, incluindo a WeLive, a Common, e a Ollie, têm explorado as vantagens da chamada economia compartilhada, oferecendo soluções de moradia acessíveis, e promovendo a diversidade sociais em determinados contextos. Enquanto continuamos a lutar contra o avanço da disseminação da pandemia da COVID-19, procurando nos adaptar as novas regras de distanciamento social, as pessoas que vivem em casas e apartamentos compartilhados passaram a explorar diferentes possibilidades impulsionadas por este estilo de vida, descobrindo novas formas de viver em comunidade, ao mesmo tempo que, procuram minimizar os riscos de contágio. De fato, o que se percebe é que estas comunidades podem estar ainda melhor preparadas para lidar com uma pandemia ao mesmo tempo que proporcionam uma sensação de normalidade, algo tão distante daquelas pessoas que, antes mesmo do início da pandemia, já viviam em uma espécie de isolamento domiciliar.

O modernismo visto pelas das lentes da Playboy

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O modernismo visto pelas das lentes da Playboy - Imagem de Destaque
The Playboy Town House Production Recommendations.. Image Courtesy of The Playboy Company. Architect: R. Donald Jaye; Renderer: Humen Tan, Playboy, May 1962.

Arquitetos da era moderna são personagens que ainda hoje despertam as mais diversas fantasias através de seus projetos e (controversas) histórias de vida. Tomemos como exemplo a paixão que Le Corbusier nutria pela arquiteta Eileen Gray e a sua relação com o projeto da Casa E.1027, a qual ela havia projetado para seu amante, Jean Badovici, então amigo pessoal de Corbu. Sabe-se que o famoso arquiteto franco-suíço, procurando desesperadamente chamar a atenção de Gray, decidiu entrar na casa sem sem convidado, e começou a pintar grandes murais coloridos em uma das paredes brancas da sala. Além disso, sabemos que Corbusier foi um dos piores críticos da obra de Gray, desdenhando publicamente das suas qualidades como projetista, ao mesmo tempo que, contraditoriamente, à elogiava em em suas cartas de amor nunca respondidas. Algo parecido aconteceu na vida de Adolf Loos. Depois de um encontro casual em Paris com a estrela em acensão de apenas 19 anos, Josephine Baker, ele decidiu simplesmente projetar uma casa para ela. Obviamente, o projeto nunca saiu do papel.

O fascínio destes dois personagens por mulheres alheias são um resumo da história de um das mais famigeradas publicações periódicas do mundo, a revista Playboy. Entretanto, para além do seu conteúdo explicito, desde seus primórdios os editores da revista se esforçaram para promover um estilo de vida pontuado pelo design moderno, celebrando algumas das mais importantes figuras (masculinas) no mundo do design americano. Em um esforço para promover a revista como uma publicação moderna e de vanguarda, os editores entrevistavam com frequência alguns dos mitos da arquitetura americana, como Mies van der Rohe, Buckminster Fuller e Eero Saarinen, aproximando tais figuras de um público, que apesar de devoto a harmonia das formas, era totalmente iletrado em arquitetura.

Repensando os espaços de trabalho na era do Big Data

No mundo altamente conectado em que vivemos hoje, a tecnologia influencia e impacta quase todas as decisões que tomamos. Big Data, Inteligência Artificial (IA), e a Internet das Coisas (IoT) têm aperfeiçoado nossas vidas no âmbito digital, nos ajudado a entender melhor os espaços em que vivemos. Além dos sistemas e equipamentos inteligentes que já fazem parte de nossa vida cotidiana – os quais foram sendo incorporados ao nosso dia-a-dia ao longo das últimas décadas –, uma série de outras tecnologias estão surgindo e prometem revolucionar também os nossos espaços de trabalho, as quais – mais cedo ou mais tarde –, também deveremos nos adaptar. Frequentemente, o objetivo dessas novas tecnologias é a otimização de todos os processos, fornecendo dados para que as empresas possam tomar decisões mais acertadas e compreendendo melhor o fluxo de trabalho de seus funcionários.

Smart Cities abrindo o caminho para um futuro inteligente

O movimento smart ganhou força e gerou agitação na última década, mas apesar de todo o hype, o que é uma cidade inteligente? Os princípios por trás de sua definição, e objetivos soltos têm sido bastante inconsistentes. Enquanto alguns afirmam que o sistema deve ser baseado na digitalização de todos os aspectos urbanos, outros argumentam que o aumento na coleta de dados pessoais é o único método para melhorar o estilo de vida urbana. Para uma pessoa, o mundo digital pode ser o paraíso na Terra, já para a outra, tecnofóbica, praticamente o dia do juízo final. Além da mera definição dessas cidades, qual o papel dos arquitetos e pesquisadores na criação desse cenário futurista, ainda pouco identificado? Assim como Corbusier definiu a casa como uma máquina para morar, é hora de redefinirmos como nossos edifícios podem abandonar o exterior passivo, e se tornarem verdadeiras máquinas de trabalho, como sempre deveriam ter sido.

Compartilhe sua experiência de home office e faça parte do Clube de Arquitetos(as) Remotos(as)

Com a pandemia de COVID-19 forçando muitos escritórios de arquitetura a migrarem rapidamente para o trabalho remoto, profissionais de design estão tendo que descobrir novas formas de trabalhar sem compartilhar o mesmo espaço físico. As conversas informais, as ideias ouvidas por acaso e as visitas às obras, que antes eram parte integrante do trabalho, foram suspensas, deixando parte dos/as arquitetos/as sem saber como os demais colegas estão dando andamento aos projetos.

(NÃO CONCLUÍDO) Examinando as ideias do Archigram e sua busca pelo estilo

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A Europa dos anos 1960 foi o berço para o surgimento de grupos radicais, jovens, provocativos e de vanguarda na arquitetura, incluindo Archizoom, Superstudio, Ant Farm e UFO. Esses grupos se rebelaram contra os dogmas tradicionais da arquitetura em favor da exaltação de conceitos que celebravam os ideais da contracultura, demonstrando interesse por projetos capazes de expandir tanto o tempo quanto o espaço. O Archigram, vertente londrina desse movimento, não buscou reinventar os princípios modernistas; em vez disso, tentou acelerá-los, tensionando o clima conservador da época para torná-lo mais aberto ao futuro. Com toda razão, o grupo sentia que a arte e a arquitetura estavam ficando defasadas, dada a incapacidade de acompanhar as inovações tecnológicas e os novos produtos que já faziam parte do cotidiano. Embora as ideias e desenhos do Archigram fossem frequentemente criticados como frívolos, as profecias do grupo sobre o futuro se concretizaram de diversas maneiras e ainda exercem forte influência no discurso arquitetônico contemporâneo.

A psicologia dos cassinos: espaços projetados para que você aposte como nunca e perca como sempre

Muitas pessoas sonham em um dia tirar a sorte grande, e qual o melhor lugar para fazê-lo se não em um casino estrelado? Embora estes luxuosos complexos pareçam ser um mundo à parte, os convidados mal se dão conta de tudo aquilo que se esconde por trás das cortinas e por baixo dos tapetes de uma sala de apostas. Os modernos cassinos de hoje em dia estão se transformando em estruturas cada vez mais inteligentes e capazes de induzir as mais diversas sensações e impulsos em seus clientes. A tecnologia se extende muito além da simples programação das máquinas caça-níqueis e da previsão das probabilidades de cada mesa. Uma luz se acende, a roleta gira, bimgo! Tudo aqui é meticulosamente planejado para fazer com que você se sinta especial, que você se sinta confiante e que coloque a mão no bolso sem pensar duas vezes. Dizem que a casa sempre ganha, que é impossível virar o jogo e que nada acontece por acaso. Qual o papel da arquitetura nesta lógica do azar, e como a configuração do espaço e seus mecanismos podem ser capazes de induzir determinados comportamentos?

Grafton Architects, laureadas com o Prêmio Pritzker 2020, falam sobre recursos naturais e o fazer arquitetônico

Grafton Architects, laureadas com o Prêmio Pritzker 2020, falam sobre recursos naturais e o fazer arquitetônico - Image 4 of 4
Kingston University Townhouse. Imagem © Ed Reeve

Profissionais da arquitetura em todo o mundo vêm buscando constantemente novas maneiras de utilizar materiais para criar obras de grande impacto e mais ecológicas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects — laureadas com o Prêmio Pritzker em 2020 —, a pesquisa e a aplicação de materiais estão na vanguarda de cada projeto que desenvolvem, a exemplo de sua primeira obra em Lima, no Peru, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC).

Um olhar para o futuro: quais os próximos passos do movimento feminino na arquitetura?

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Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, é importante refletir e reconhecer o progresso que as mulheres, em todas as áreas de arquitetura e design, fizeram nos últimos anos. Desde mulheres sendo nomeadas para cargos de liderança em instituições acadêmicas de destaque, como a arquiteta Jeanne Gang, que foi nomeada como uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time em 2019, já sua equipe feminina do Counterspace recebeu o projeto do Serpentine Pavilion em Londres. E até mesmo, o primeiro escritório, liderado por duas mulheres, que venceu o prestigioso Prêmio Pritzker há apenas alguns dias. Cada vez mais mulheres na arquitetura estão ganhando o reconhecimento que merecem, nessa profissão tradicionalmente dominada por homens.

Grafton Architects discutem a relação entre recursos naturais e o fazer de seus projetos

Grafton Architects discutem a relação entre recursos naturais e o fazer de seus projetos - Image 2 of 4
Kingston University Townhouse. Imagem © Ed Reeve

Profissionais da arquitetura em todo o mundo buscam constantemente explorar novas formas de utilizar materiais que sejam mais sustentáveis e que, ao mesmo tempo, proporcionem projetos de grande impacto, evidenciando novas capacidades criativas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, da Grafton Architects e laureadas com o Prêmio Pritzker de 2020, essas ideias estão na vanguarda de cada projeto que realizam, mas ganharam um significado ainda mais especial quando visitaram pela primeira vez a obra concluída do campus universitário da UTEC, em Lima, no Peru — projeto por elas descrito como uma “montanha esculpida”.