Eduardo Souza

Editor Sênior de Brands & Materials no ArchDaily. Arquiteto e Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

O papel essencial das envoltórias modernas no equilíbrio entre sustentabilidade e estética

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Tradicionalmente, o papel da arquitetura tem sido criar uma barreira entre os/as habitantes e as intempéries, proporcionando proteção e segurança. Mesmo com os avanços materiais e tecnológicos ao longo do tempo, essa função continua fundamental. Ainda dependemos de nossas envoltórias prediais para nos manter secos/as, seguros/as e confortáveis, permitindo-nos realizar nossas atividades diárias com facilidade. Hoje, as envoltórias de alto desempenho expandem essa função protetora ao utilizarem materiais e tecnologias avançadas, transformando-se em elementos essenciais de um design sustentável e resiliente. Elas não apenas protegem os interiores de fatores externos — como calor, umidade e poluentes —, mas também contribuem diretamente para a eficiência energética, a durabilidade e a estética da edificação. Compostas por fachadas, sistemas de sombreamento solar e esquadrias, essas envoltórias definem o caráter do edifício e desempenham um papel essencial em seu desempenho global.

Construindo uma Arquitetura Resiliente para o Frio Extremo: O Design Orientado pelo Clima da BIOSIS

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À medida que as preocupações globais com as mudanças climáticas crescem a cada ano — remodelando nosso cotidiano, cidades e paisagens —, algumas regiões enfrentam um desafio paradoxal: o frio extremo. Nas latitudes mais rigorosas do planeta, projetar edifícios sustentáveis e habitáveis exige mais do que abordagens convencionais; demanda inovação e um profundo respeito pelo meio ambiente local. Este é o compromisso do BIOSIS, um escritório de arquitetura sediado em Copenhague que assumiu o desafio de atuar em alguns dos climas mais extremos da Terra. Especializado em projeto orientado pelo clima (climate-driven design), o escritório adapta cada obra ao seu entorno, respeitando a natureza e colaborando com ela. Para os fundadores Morten Vedelsbøl e Mikkel Thams Olsen, com quem conversamos, essa abordagem representa mais do que resiliência estrutural: é uma forma de harmonizar as edificações com o entorno em regiões onde o frio extremo é uma realidade diária.

Tela de Resfriamento: Quando o Ar-Condicionado Encontra o Design de Interiores

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Os primeiros sistemas de ar-condicionado foram criados pelo engenheiro eletricista Willis Carrier em 1902 para resolver um problema de uma gráfica no Brooklyn, em Nova York, onde a umidade ameaçava arruinar o papel. Desde então, o ar-condicionado evoluiu de um sistema revolucionário de conforto térmico para um elemento essencial em residências e locais de trabalho. Inicialmente, as unidades eram grandes e centralizadas, ocultas devido à natureza de seus sistemas de dutos. No entanto, essa abordagem está mudando rapidamente, à medida que aparelhos de ar-condicionado sem dutos, mais eficientes energeticamente, tornam-se mais integrados aos interiores contemporâneos.

Moldando jornadas seguras por meio do design resistente ao fogo em estações de trem modernas

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A infraestrutura compreende os serviços essenciais que as áreas urbanas devem fornecer para garantir o acesso a padrões fundamentais de saúde e bem-estar, tais como saneamento básico, energia, vias públicas, transporte e comunicação. Mais do que uma rede funcional, ela desempenha um papel transformador na maneira como as pessoas vivem, trabalham e se conectam. As estações de trem, por exemplo, vão além de suas funções de mobilidade para se tornarem centros de interação social, polos econômicos e símbolos de desenvolvimento sustentável. Seu projeto reflete um equilíbrio delicado entre funcionalidade, segurança e valor arquitetônico, ilustrando como a infraestrutura pode aprimorar e transformar as experiências urbanas.

Fachadas de zinco que unem sustentabilidade, durabilidade e design moderno

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No projeto de arquitetura, os materiais desempenham um papel crucial não apenas na definição da estética de um edifício, mas também em seu desempenho e na tradução das ideologias de quem os concebe. As megatendências arquitetônicas atuais são impulsionadas pela necessidade de sustentabilidade, resiliência e inovação de materiais, especialmente em resposta às mudanças climáticas e à conservação de recursos. O design focado no bem-estar também vem ganhando relevância, priorizando ambientes que promovam a saúde física e mental. Nesse contexto, materiais naturais, princípios biofílicos e uma melhor qualidade ambiental interna são cada vez mais utilizados para ampliar o conforto e estimular uma conexão mais profunda com a natureza. Entre esses materiais, o zinco-titânio destaca-se como uma opção versátil e sustentável, oferecendo durabilidade, apelo estético e potenciais benefícios para a saúde em aplicações arquitetônicas.

Segurança com vista: como guarda-corpos e para-ventos transparentes permitem ver tudo?

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Guarda-corpos e quebra-ventos desempenham um papel fundamental na arquitetura contemporânea, combinando segurança, funcionalidade e apelo estético. Esses sistemas são cruciais para proteger espaços elevados, como varandas, terraços e escadas, incorporando materiais como vidro laminado temperado, aço inoxidável, alumínio e sistemas inovadores de fixação. Isso garante transparência e vistas desobstruídas sem comprometer a segurança. Além disso, contam com opções personalizáveis, incluindo perfis de acabamento superior, corrimãos e iluminação integrada, permitindo que arquitetos e arquitetas criem espaços únicos e de forte impacto visual que atendem a objetivos tanto práticos quanto estéticos.

Em essência, um sistema de guarda-corpo consiste em um conjunto de componentes cuidadosamente projetados, em que cada elemento desempenha um papel vital para garantir a segurança e a estética. Para além do impacto visual desejado, esses sistemas devem ser altamente confiáveis e seguros para cumprir sua função primordial. No cerne do sistema estão os componentes de fixação, que fornecem suporte e direcionamento, com opções de preenchimento — como painéis de vidro, barras, tubos ou cabos — que equilibram segurança e estilo. Os perfis de base (base shoes), uma tipologia de guarda-corpo, fixam os painéis de fechamento de vidro diretamente à estrutura, garantindo durabilidade e precisão. Os corrimãos opcionais podem ser montados em montantes ou fixados diretamente no vidro, enquanto os perfis superiores (top rails) oferecem um toque estético, ao mesmo tempo em que protegem a borda superior do vidro e auxiliam no seu alinhamento.

Transformando varandas e loggias em espaços habitáveis

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A expansão urbana e o aumento da densidade populacional têm impulsionado uma demanda crescente por áreas externas em apartamentos de vários andares, à medida que os/as moradores/as buscam manter a conexão com a natureza sem sair de casa. Essa tendência reflete os desafios da vida urbana moderna, onde o acesso à natureza é frequentemente limitado e os espaços verdes públicos são cada vez mais escassos. Nesse contexto, elementos como varandas, loggias e jardins de inverno destacam-se como soluções atraentes, oferecendo espaços privados para relaxamento e lazer em meio à agitação da vida na cidade. Além de enriquecer a experiência urbana, esses espaços aumentam a qualidade de vida, proporcionando um refúgio pessoal em meio à paisagem urbana.

Flexibilidade em sua essência para sistemas de vitrines em museus

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Espaços expositivos transmitem conteúdos cuidadosamente selecionados com o objetivo de educar, inspirar e engajar as pessoas que os visitam, utilizando objetos e suportes para contar histórias. Além de promoverem a educação, a preservação cultural e a apreciação estética, esses ambientes estimulam a criatividade e a interação. Por meio de experiências imersivas e interativas, eles permitem que o público estabeleça conexões significativas com novos conhecimentos, diferentes perspectivas e importantes patrimônios culturais, gerando um engajamento tanto intelectual quanto emocional.

Democratizando a arte e redefinindo a experiência da galeria

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A arte há muito tempo é percebida como elitista, uma imagem consolidada por seus profundos laços com o poder e a riqueza. Na Antiguidade, as obras de arte eram símbolos de status reservados a governantes e figuras religiosas, ao passo que o Renascimento marcou um período em que patronos abastados, como a família Médici, promoveram a arte como uma ferramenta de prestígio social e político. No século XVII, com a ascensão das academias de arte, estabeleceram-se padrões rígidos para o que era considerado "alta cultura", distanciando ainda mais a arte das massas.

No século XIX, o mercado da arte passou a ser moldado por colecionadores particulares e galerias comerciais que viam a arte como um produto de luxo, o que acentuou sua exclusividade e tornou a acessibilidade uma questão secundária. Movimentos artísticos como o Impressionismo, o Modernismo e a arte urbana desafiaram esse elitismo, ampliando o alcance da arte e questionando sua exclusividade institucional. Embora o sistema contemporâneo continue dominado por colecionadores ricos e por um mercado que prioriza o lucro em detrimento da acessibilidade, ainda existem iniciativas que buscam transformar essa dinâmica.

Espaço para mudanças: design de interiores que se adapta com estilo

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Cores, materiais, iluminação e texturas são os pilares fundamentais que moldam a atmosfera e o tom de um espaço interno. Esses elementos devem trabalhar em harmonia para criar ambientes que influenciam profundamente a maneira como nos sentimos e interagimos com o espaço ao nosso redor. De residências serenas e tranquilas a escritórios dinâmicos ou espaços de hospitalidade acolhedores, as tendências de design evoluíram para atender às necessidades específicas de cada contexto, ao mesmo tempo em que o mercado oferece uma infinidade de combinações de produtos.

Nos últimos anos, essas tendências passaram por uma transformação significativa, com um foco crescente na flexibilidade, no design biofílico e na sustentabilidade. Essas três abordagens estão redefinindo a maneira como os espaços são projetados—não apenas em termos estéticos, mas também no que diz respeito à funcionalidade, ao bem-estar e ao impacto ambiental. Dominar a interação entre esses elementos tornou-se essencial para criar espaços que se alinhem com propósito e funcionalidade, oferecendo experiências imersivas e significativas para seu público-alvo.

Superfícies que dialogam com a luz, o espaço e a natureza

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Uma superfície faz mais do que simplesmente cobrir um espaço — ela o transforma, infundindo personalidade, ritmo e alma. Deixa de ser um mero pano de fundo para se tornar um elemento ativo que molda a atmosfera por meio da interação entre material, forma e luz. O equilíbrio do toque, a espessura, as incisões, os tons e os reflexos luminosos podem transformar superfícies em experiências sensoriais. Texturas podem evocar estabilidade ou leveza, sulcos introduzem dinamismo, cores definem estados de espírito e a luz esculpe profundidade e movimento. A cerâmica, com sua versatilidade estética e funcional, é particularmente adequada para esse papel, oferecendo a arquitetos e arquitetas uma ampla paleta de possibilidades criativas.

Do Patrimônio Industrial à Inovação Verde: O Renascimento da Fábrica de Açúcar Domino

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Nova York é uma cidade em constante transformação. Desde o final do século XVIII, quando se tornou um dos maiores portos do mundo, a metrópole se estabeleceu como um polo de inovação, comércio e diversidade cultural, atraindo imigrantes de todas as partes. A rápida industrialização do século XIX impulsionou a proliferação de fábricas, armazéns e bairros de classe trabalhadora, como o Brooklyn e o Lower East Side, que moldaram o crescimento urbano e econômico da cidade.

O futuro da renderização com IA: aumente a eficiência e reduza custos com a ferramenta certa

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A criação de imagens por meio da inteligência artificial (IA) nos surpreendeu há alguns anos. Utilizando algoritmos como redes neurais convolucionais (CNNs), esses sistemas são treinados para identificar padrões visuais em imagens do imenso banco de dados da internet, interpretá-los e gerar novas composições. Inicialmente, os resultados tendiam a ser rudimentares, frequentemente distorcidos e estranhos, mas com a evolução dos sistemas e dos métodos de treinamento, a IA passou a produzir imagens altamente detalhadas e visualmente impressionantes, desafiando os limites da criatividade digital. Na arquitetura, isso não tem sido diferente. À medida que o projeto de arquitetura evolui, as tecnologias que permitem a arquitetos e arquitetas dar vida às suas visões progridem no mesmo ritmo. As renderizações por IA estão transformando a maneira como visualizamos e conceituamos espaços, com potencial para reduzir significativamente os custos, aumentar a eficiência e melhorar a precisão, especialmente em termos de fidelidade de escala e representação espacial.

Resíduos que constroem: uma escola na Índia feita de bagaço de cana-de-açúcar

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A indústria da construção civil, tradicionalmente dependente do uso intensivo de materiais naturais não renováveis, encontra-se em um momento decisivo para reavaliar seus processos e mitigar seu significativo impacto ambiental. Como atender à crescente demanda por infraestrutura, habitação, saúde e educação sem esgotar os recursos naturais? Embora as iniciativas de reciclagem estejam ganhando força, elas ainda se mostram insuficientes. Nesse cenário, surgem soluções mais inovadoras, que propõem o aproveitamento de resíduos agrícolas, como o bagaço da cana-de-açúcar, para criar alternativas sustentáveis e disruptivas para o setor.

Um caminho tijolo por tijolo para conectar o passado e o futuro

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O Factory 52, batizado em referência à produção de baralhos de 52 cartas que outrora ocorria no local, é um exemplo notável de reuso adaptativo, transformando uma antiga fábrica em uma vibrante comunidade de uso misto. Localizado em Norwood, Ohio, no antigo edifício da U.S. Playing Card Company, o projeto de renovação reimagina o patrimônio industrial ao integrar o design moderno sem perder de vista suas raízes históricas, incorporando áreas residenciais, comerciais e de lazer. O uso de revestimento de tijolos desempenha um papel crucial na conexão entre o passado e o futuro, oferecendo uma textura rústica que homenageia a história industrial ao mesmo tempo em que destaca as novas estruturas com seus tons singulares em um cenário contemporâneo.

Versatilidade e eficiência no projeto acústico para escolas, escritórios e espaços esportivos

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Equilibrar elementos funcionais e estéticos no projeto de edifícios é uma tarefa crucial, porém frequentemente complexa. Isso ocorre porque uma estrutura construída abrange múltiplas funções, sistemas, materiais, produtos e requisitos de toda ordem. Um aspecto crítico dos espaços é a acústica, que pode influenciar significativamente a usabilidade e o conforto, nunca devendo ser negligenciada, especialmente em áreas comuns como restaurantes, centros de convenções, museus e instalações esportivas. Uma boa acústica contribui para o bem-estar e a produtividade dos ocupantes, ao passo que uma acústica deficiente pode causar estresse, fadiga e danos auditivos. Esses problemas podem ser causados por ruídos externos, diversas fontes sonoras ou impactos (como passos, saltos ou movimentação de móveis), além da reflexão das ondas sonoras dentro do próprio ambiente, criando ecos e reverberações que comprometem a inteligibilidade da fala.

Projetar ruas sob a ótica do cuidado

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Ao refletir sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem rumo definido, atenta aos detalhes, aos encontros casuais e às narrativas que emergem do espaço urbano. Esse modo de estar na cidade, moldado pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo está em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o planejamento urbano ao longo do século XX. Ruas projetadas prioritariamente para a eficiência e a fluidez raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a coexistência de diferentes ritmos de vida.

Jane Jacobs também foi uma das vozes a contestar essa lógica predominantemente racionalista, defendendo que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que esses autores compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são meras infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas ocorrem.

Pensando globalmente, construindo localmente: glocalização e o uso ético de materiais

“The times they are a-changin’” (os tempos estão mudando), cantava um jovem Bob Dylan em 1964, capturando um país tomado por protestos por direitos civis e pelas tensões da Guerra Fria. Quase uma década depois, David Bowie voltou o olhar para dentro de si com “Ch-ch-ch-ch-changes” (mudanças, mudanças, mudanças), uma abordagem pessoal sobre identidade e reinvenção, em meio ao colapso das promessas da contracultura e à aceleração da globalização. Já nos anos 1990, Tupac Shakur trouxe a conversa de volta para as ruas, escancarando as realidades da injustiça racial e da violência sistêmica com um lembrete direto: “That’s just the way it is, things are never gonna change” (é assim que as coisas são, elas nunca vão mudar).

Três vozes, três décadas, três maneiras de confrontar a mudança. Se a arte — aqui, por meio da música — tem historicamente funcionado tanto como espelho quanto como grito em tempos de turbulência, é legítimo perguntar: como a indústria da construção tem respondido a um mundo em constante transformação, um mundo que clama, com urgência, por novas direções? A arquitetura tem, de fato, se engajado com as necessidades da sociedade ou apenas reforçado a lógica dos sistemas econômicos vigentes? Hoje, enfrentamos uma confluência entre crise planetária e fragmentação social: o planeta aquece, as desigualdades persistem e se aprofundam, os dados se multiplicam, as identidades se fraturam. Nesse contexto, a arquitetura já não pode se dar ao luxo de se limitar à experimentação formal ou aos imperativos do mercado. É chamada a repensar — com clareza, responsabilidade e imaginação — o que construímos, com o quê construímos, como construímos e, sobretudo, para quem.