
Há 470 anos, no Pateo do Collegio, surgia a maior cidade da América Latina: São Paulo. Uma metrópole em constante movimento que, entre tantas complexidades e conflitos, apresenta uma diversidade cultural e humana que a torna profundamente rica.

Há 470 anos, no Pateo do Collegio, surgia a maior cidade da América Latina: São Paulo. Uma metrópole em constante movimento que, entre tantas complexidades e conflitos, apresenta uma diversidade cultural e humana que a torna profundamente rica.

No contexto contemporâneo, os museus enfrentam conjuntos contraditórios de ideias: tornar-se atrações por si sós, mas apresentar uma imagem discreta que direcione a atenção para as exposições; criar um ambiente seguro e protegido para os artefatos, mas abri-los ao público; tornar-se repositórios da história, mas catalisadores de inovação. A busca pelo equilíbrio entre todas essas condicionantes resultou no florescimento de diversos tipos de museus e instituições culturais, desde aqueles dedicados à memória de um único evento ou personalidade até sedes temporárias para eventos culturais ou espaços que expandem sua oferta cultural além das áreas de exposição.
Esta seleção com curadoria das melhores propostas de de arquitetura não construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que demonstram a fusão de arte, tecnologia e inovação no âmbito dos museus e centros culturais. Entre os projetos em destaque estão obras de renomados escritórios de arquitetura, incluindo CAA architects, NextOffice – Alireza Taghaboni e Fentress Architects, além de diversos escritórios emergentes. Variando de um museu de arte escultural em Dubai a um complexo cultural e recreativo local no Senegal, ou um museu de ciência imersivo em Roma, Itália, esta compilação diversificada busca demonstrar o espectro de escalas e propósitos das instituições culturais.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) registra que mais de um décimo da população global, cerca de 800 milhões de pessoas, pratica a agricultura urbana em todo o mundo. Nos Estados Unidos, milhões de cidadãos enfrentam dificuldades de acesso a supermercados. Os agricultores urbanos desempenham um papel crucial ao abordar questões de segurança alimentar nas cidades americanas.
A distância entre áreas rurais e urbanas nunca foi tão grande, tornando as fontes de alimentos tradicionalmente rurais inacessíveis. Inicialmente, as cidades se desenvolviam em torno de mercados centralizados que traziam produtos das áreas agrícolas para os centros urbanos. Hoje, a agricultura urbana está revitalizando essa conexão entre os habitantes das cidades e os produtos agrícolas.
Peripheria Films compartilha conosco dois vídeos do novo Parque Jardins Mediterrâneos de La Hoya, projetado por KAUH Arquitectura y Paisajismo. Trata-se de um vídeo da construção e outro do funcionamento da intervenção paisagística que recupera o singular enclave patrimonial de La Hoya para Almería, na Espanha.

Contemporâneo e fresco, luminoso e colorido, intrigante e surpreendente; o design de interiores de um apartamento recém-concluído em Londres expressa a linguagem visual de sua autoria, concebida pelo/a premiado/a designer Karim Rashid. Com uma trajetória de quatro décadas nos campos do design e da arquitetura, Rashid consolidou seu talento e sua abordagem com um DNA projetual sempre reconhecível.

Um símbolo da era industrial, o telhado em shed é um ícone na história da arquitetura. Apesar de ser uma invenção funcional originada da necessidade há quase 200 anos, sua forma icônica está passando um renascimento em diversos projetos contemporâneos.
Composto por muitos telhados longos e finos, cada um com inclinações irregulares, dispostos lado a lado, o telhado serrilhado posiciona suas bordas mais íngremes - preenchidas com painéis de vidro - afastadas do cume. Essa estratégia permite que edifícios amplos controlem o ganho solar, evitando a luz solar direta, ao mesmo tempo, em que proporciona uma entrada uniforme de luz natural indireta em toda a área interna.

Cansadas de um padrão minimalista e sem personalidade, as pessoas buscam cada vez mais por espaços com caráter que tragam peças que dialoguem com a própria identidade. Ao menos, essa pode ser uma das interpretações a serem criadas ao avaliarmos que cozinhas com "cores berrantes, mix de estampas, quadros, plantas e, claro, o obrigatório pinguim de geladeira" são consideras uma tendência nas buscas do Pinterest para 2024. Com o retorno de uma estética kitsch e todos os elementos citados anteriormente, buscamos por alguns exemplos entre os projetos publicados no ArchDaily que possam inspirar a mudança neste ambiente tão fundamental de uma residência.

Este artigo é o sétimo de uma série sobre a Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily, em colaboração com John Marx, fundador e diretor artístico chefe da Form4 Architecture, traz artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial desse novo reino, bem como compreender suas limitações.
De muitas maneiras, a introdução do software de IA criou a sensação de que vivemos em um mundo previsto por romances de ficção científica. Costumávamos acreditar que os computadores nunca seriam capazes de projetar. Esse tempo chegou, e com ele surge uma oportunidade de enfrentar os pontos positivos e negativos dessas novas tecnologias.

Cidades contemporâneas e assentamentos urbanos se manifestam como estruturas intricadas que exigem reflexão profunda e uma abordagem cuidadosa. Os modelos sociais e layouts espaciais estão em constante evolução, transformando-se ao longo do tempo. Nesse contexto, surge uma pergunta crucial: qual é o modelo predominante para as cidades hoje? Muitas cidades contemporâneas resultam de um paradigma que atingiu seu apogeu no século XIX, caracterizado pela densificação intensiva e urbanização em resposta a necessidades que nem sempre refletiam seus habitantes.
Em alguns casos, devido às transformações vivenciadas pelas grandes cidades, certos setores urbanos caíram em desuso, tornando-se espaços residuais ou afastando-se de propósitos orientados para o desenvolvimento comunitário. Reconhecendo que as pessoas são a força motriz por trás das dinâmicas das cidades e assentamentos humanos, é imperativo reivindicar esses espaços. Para isso, abordagens teóricas como a proposta por Henri Lefebvre do direito à cidade e a cidade dos 15 minutos são apresentadas como alternativas. Nesses casos, as pessoas retomam o foco, tornando-se elementos-chave no design e permitindo o restabelecimento de um vínculo comunidade-pessoa-espaço.

Geralmente caracterizados por suas configurações ao ar livre, ofertas diversas, vendedores/as locais e independentes, caráter temporário e por atuarem como polos sociais, os mercados de rua e as feiras livres existem há milhares de anos. Desde a época do Fórum Romano até a Rota da Seda e os mercados da Grécia Antiga, eles são, sem dúvida, partes essenciais da vida urbana, ou “o centro de tudo o que é não oficial.” Classificados em sua maioria no âmbito da economia informal devido à falta de regulamentação e autorização, os mercados de rua no Sul Global muitas vezes têm sido vistos como uma ameaça ao desenvolvimento urbano. No entanto, esses espaços urbanos inconstantes e adaptáveis desempenham funções fundamentais em qualquer cidade em desenvolvimento, atuando como pilares comunitários em diversas facetas da sociedade.
Formuladores/as de políticas e autoridades municipais há muito lutam contra a informalidade, considerando-a a “antítese da modernidade”. Convencionalmente, a economia informal consiste em atividades com valor de mercado que não são registradas formalmente, sendo muitas vezes desregulamentadas, não documentadas e operando fora do sistema de incentivos oferecido pelo Estado. Os/as vendedores/as ambulantes, especificamente no Sul Global, constituem uma parcela substancial da economia informal. Além disso, à medida que as cidades crescem e avançam em seu desenvolvimento, os espaços públicos tornam-se mais disputados e privatizados, o que resulta em uma missão generalizada de remover os mercados de rua ou pressioná-los rumo à formalização.

Uma análise rápida das cem maiores cidades da África não apresenta muitas surpresas. A maioria está nos países mais ricos da África. A maior parte delas são capitais nacionais ou regionais/estaduais. Pelo menos metade tem portos fluviais ou marítimos. Muitas têm estações ferroviárias há décadas e, mais recentemente, aeroportos e conexões com rodovias. Um grande número tem universidades. Todas têm perfis na Wikipedia, incluindo muitos que se estendem por várias páginas.

Organizado pela Monaco Marina Management, o Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous tem como objetivo propor soluções inovadoras e incentivar sua aplicação no desenvolvimento de marinas virtuosas. Esta iniciativa se destaca por conectar marinas, arquitetos/as, inovadores/as, profissionais do setor náutico, investidores/as, autoridades e formuladores/as de políticas públicas, promovendo o desenvolvimento de marinas eco-responsáveis, eficientes e atraentes no contexto da transição ecológica em curso nos destinos de iatismo. Para esta terceira edição, foi lançado um concurso de projeto para um beach club, que contou com a participação de 14 escritórios profissionais internacionais e 51 estudantes, que apresentaram um total de 43 projetos aos membros do júri presidido por Jean-Michel Wilmotte, da Wilmotte & Associés.

Às vezes, arquitetos/as levam o processo de projeto para fora do escritório, envolvendo os usuários potenciais como participantes ativos do design. Isso amplia o escopo do projeto, tornando as contribuições dos futuros usuários fundamentais para o desenvolvimento da proposta. Ao recorrer ao conhecimento, às habilidades e às decisões coletivas da comunidade, o projeto se alinha melhor às suas necessidades, adaptando-se de forma mais precisa ao contexto local e tornando-se uma plataforma para o intercâmbio de tecnologias e saberes vernaculares. Esse processo também fomenta um sentimento compartilhado de pertencimento na comunidade e empodera os usuários para que reivindiquem melhorias em seu entorno.
O design participativo é um processo aplicável a todas as escalas da arquitetura, desde residências e escritórios até espaços públicos e intervenções urbanas. Ao analisar diferentes projetos sob a perspectiva da cocriação com arquitetos/as, é possível compreender melhor o valor intrínseco a esse processo de projeto. Essa abordagem traduz os princípios teóricos da participação, como colaboração, cocriação e empoderamento, em exemplos práticos e atividades pragmáticas. Estes projetos materializam a contribuição dos usuários para o processo de projeto, seja por meio do planejamento espacial e urbano, seja pelo uso de materiais e técnicas construtivas locais.

A linguagem autoral de cada arquiteto é sempre a base de análise de seu trabalho. O decorrer do tempo demonstra a consolidação de sua assinatura, possibilita reconhecer influências e referências precedentes, ao mesmo tempo que apresenta a constante atualização dessa linguagem, como um desenvolvimento formal que responde (e corresponde) ao recorte temporal em que se insere. Os projetos do Studio Guilherme Torres são ótimos exemplos deste desenvolvimento, desde sua fundação até o presente.

Apesar das pessoas com deficiência representarem quase 15% da população mundial e de mais da metade viverem em ambientes urbanos, as nossas cidades raramente atendem às suas necessidades. A maioria é projetada a partir da perspectiva de pessoas sem deficiência que se deslocam em transporte privado (como carros e motos), em vez das que caminham, andam de bicicleta e usam o transporte público.

Recentemente, o renomado escritório dinamarquês BIG anunciou o lançamento do seu projeto para a cidade de Gelephu, no Butão. Um masterplan inspirado na cultura do país e nos seus princípios de felicidade. A "Mindfulness City" apresentará inúmeras possibilidades de apropriação ao público, trazendo investimentos em infraestrutura, educação e tecnologias sustentáveis, tudo sob os preceitos da Felicidade Interna Bruta (FIB).

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.
A fascinação de Christopher Payne por fábricas vem de décadas. Como estudante de arquitetura na Universidade da Pensilvânia na década de 1990, Payne teve a sorte de conseguir um emprego de verão na Inspeção de Edifícios Americanos Históricos, dentro do Serviço Nacional de Parques. "Eles enviavam equipes de estudantes de arquitetura, historiadores e fotógrafos para documentar todo tipo de projeto", diz ele. "Documentamos silos de grãos em Buffalo, pontes de ferro fundido em Ohio, uma usina elétrica no Alabama e parques nacionais em Utah. Essa experiência incutiu um profundo apreço pela arquitetura industrial". Após a formatura, trabalhou por vários anos como arquiteto na cidade de Nova York antes de fazer a transição em tempo integral para a fotografia. Seus livros publicados incluem New York’s Forgotten Substations: The Power Behind the Subway (Subestações Esquecidas de Nova York: A Energia por Trás do Metrô); Asylum: Inside the Closed World of State Mental Hospitals (Asilo: Dentro do Mundo Fechado dos Hospitais Psiquiátricos Estaduais); North Brother Island: The Last Unknown Place in New York City (Ilha North Brother: O Último Lugar Desconhecido em Nova York); e Making Steinway: An American Workplace (Fazendo Steinway: Um Local de Trabalho Americano). No mês passado, Payne ministrou a Palestra Memorial Ralph Caplan, da School of Visual Art, e pouco depois, entrei em contato com ele para falar sobre seu livro mais recente, Made in America, seu longo caso de amor com fábricas e o processo fotográfico.

Reveja o melhor da arquitetura da última semana de acordo com nossos leitores e editores, com esta seleção dos artigos mais lidos, os projetos mais acessados e os produtos mais populares do ArchDaily Brasil.
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No contexto do design contemporâneo, as divisórias de vidro ganharam espaço no mundo do design de interiores graças à sua versatilidade em combinar elegância, funcionalidade, luminosidade e amplitude de maneira harmoniosa. Uma de suas principais vantagens é a transparência, refletida na capacidade de criar divisões espaciais sem obstruir a luz natural, proporcionando uma sensação de abertura e conectividade entre as áreas — o que é especialmente benéfico em espaços reduzidos, onde a luminosidade pode fazer toda a diferença no ambiente interno.
Por sua vez, os métodos construtivos também são simplificados pela instalação limpa e rápida de painéis e portas de vidro, bem como por suas múltiplas opções de fixação, adaptando-se às condições estruturais e às etapas da obra. Além disso, embora a transparência seja uma característica de destaque, as divisórias de vidro também podem incorporar recursos para garantir a privacidade quando necessário, utilizando diferentes tipos de vidros com aplicação de impressão digital, serigrafia ou acabamento jateado.

Nos últimos anos, a Índia tem se destacado entre arquitetos e urbanistas de todo o mundo. Desde a rica herança cultural até iniciativas de cidades inteligentes por todo o país, dos atos de decolonização nos projetos arquitetônicos à evolução de um vernáculo modernizado, a Índia tem demonstrado o potencial de quem busca fomentar arquitetura e projeto urbano de qualidade. Este ano, o ArchDaily lançou a coluna ArchDaily Building for Billions, que discute os efeitos do aumento populacional, urbanização e crescimento econômico no ambiente construído da Índia. Building for Billions foi impulsionada pelo reconhecimento das mudanças e projetos inovadores que estão transformando o país.

Uma pessoa passa em média aproximadamente 90.000 horas, equivalente a um terço da vida, no trabalho. O local de trabalho pode ser um segundo lar para os adultos e essa relação tem alimentado um desejo de mudança duradouro nos escritórios. Ao longo das décadas, vários fatores, incluindo pandemias, crises econômicas e mudanças nas preferências geracionais, têm impactado a natureza do trabalho e os lugares onde as pessoas trabalham. Os fenômenos recentes da "Grande Demissão" e a adoção generalizada de arranjos de trabalho remotos e híbridos aceleraram a transformação dos locais de trabalho. Em resposta, as organizações estão cada vez mais priorizando a experiência geral dos funcionários, reconhecendo a necessidade de criar ambientes que acomodem estruturas em evolução, ao mesmo tempo em que promovem satisfação, engajamento e bem-estar entre sua força de trabalho.

É cada vez mais comum observar como as gerações atuais, caracterizadas por um maior respeito e consciência para com o meio ambiente, buscam novas formas de interagir com a natureza, ao mesmo tempo em que assumem a responsabilidade de protegê-la. Nesse sentido, o futuro da arquitetura está fortemente ligado à capacidade de equilibrar esses anseios e obrigações, especialmente no âmbito do projeto de espaços públicos naturais.
Através da integração de caminhos e passarelas sutis, o desenho de espaços públicos pode se abrir de maneira acessível para pessoas de todas as idades e habilidades. Juntamente com a seleção de uma paleta de materiais naturais, arquitetos e designers podem criar espaços que complementam seus ambientes. No entanto, por mais bonitos que possam ser esses espaços naturais, torná-los seguros e adequados para visitação pode ter efeitos prejudiciais em seu entorno. Por essa razão, o desenho e a seleção de materiais devem ser abordados de forma consciente e cuidadosa.

Este artigo é o sexto de uma série que sobre a Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily, em colaboração com John Marx, fundador e Diretor Artístico Chefe da Form4 Architecture, traz artigos mensais que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial desse novo reino, bem como compreender suas limitações.
A Inteligência Artificial está na fase inicial da criação de mudanças fundamentais na maneira como projetamos e construímos edifícios e cidades. Algumas dessas mudanças serão abruptas e disruptivas para as práticas normativas. Outras levarão mais tempo para sentir o efeito dessa nova tecnologia, mas a mudança será abrangente. Quando combinada com o Metaverso, a IA também oferecerá vastas oportunidades para a profissão se expandir e crescer. Os tipos de espaços e ambientes que projetamos no Metaverso serão, em alguns aspectos, muito diferentes do que projetamos atualmente no mundo físico sozinho. A IA evolui a cada dia, e somos compelidos a aprender enquanto inovamos. A IA provou ser uma ferramenta poderosa para ajudar designers e nos desafia a alterar nosso processo de design. A combinação de IA com design narrativo é um desses desafios.

À medida que a temperatura cai no hemisfério norte, os espaços externos são cobertos por geada, gelo e neve, e nos vemos correndo de um ambiente aquecido para o outro, menos dispostos ou menos capazes de parar e apreciar o mundo natural ao nosso redor.
Para além de trazer um pinheiro para dentro de casa e enfeitá-lo para o Natal, costumamos deixar o mundo natural real seguir seus próprios ciclos sazonais até ressurgir na primavera. No entanto, ao convidar os efeitos positivos da vida vegetal para dentro de nossas casas, podemos melhorar tanto nossa saúde mental quanto o ar que respiramos, enchendo nossos lares de paz e alegria o ano inteiro, e não apenas no Natal.