É possível dizer que existe um material atemporal na arquitetura, em termos estéticos? Seguramente, a madeira e o concreto são fortes candidatos. Não apenas porque são entendidos como representantes da solidez, volume e massa das construções, mas porque oferecem grande variedade plástica nos projetos. O concreto, diferentemente da madeira, possui mais maleabilidade. Ainda que a madeira já ofereça soluções mais moldáveis através de sistemas CLT, por exemplo, o concreto é obtido a partir de uma mistura entre líquido, pó e um agregado, ou seja, uma pasta, que pode ser vertida numa forma, espalhada sobre uma superfície, moldada em formatos diversos.
Independentemente da religião à qual nos identificamos, ou mesmo se renunciamos ou criticamos ativamente a religião organizada em todas as suas formas, um único aspecto do Cristianismo que afeta as pessoas em países predominantemente cristãos em algum momento de suas vidas é a estética clássica da arquitetura da igreja.
Seja frequentando a igreja várias vezes por semana, comparecendo uma ou duas vezes por ano, ou apenas uma vez a cada dez anos para um dos três eventos principais da vida: nascimentos, mortes e casamentos, sempre ficamos impressionados com os arcos elevados, os complexos trabalhos em pedra e, em dias ensolarados, a beleza espiritual e os arco-íris coloridos de luz que fluem através dos vitrais.
Embora a madeira engenheirada e a construção off-site continuem em destaque, as tecnologias digitais associadas voltadas a profissionais de arquitetura tiveram uma evolução mais silenciosa. Com o objetivo de trazer essas questões para o primeiro plano da arquitetura, o QWEB (Quebec Wood Export Bureau) está expandindo sua iniciativa Offsite Wood BIM ao se associar à organização sem fins lucrativos BC Wood Specialties Association.
Por que essa aliança entre leste e oeste é uma excelente notícia para profissionais do setor de AEC? A BC Wood compartilhará sua gama de sistemas de madeira com a plataforma Offsite Wood BIM, melhorando a representação do material no mercado BIM — a exemplo do que já ocorre com outros materiais estruturais. Como a indústria da madeira está estreitamente vinculada a regiões geográficas específicas, essa colaboração quadruplicará o número de tipos de madeira disponíveis na plataforma até 2024. Ao incluir descrições digitais detalhadas desses sistemas no ambiente de modelagem Revit, profissionais da área poderão trabalhar com madeira de forma mais eficaz e eficiente em seus projetos.
Quando os primeiros raios de sol atingem a superfície da cidade sueca de Jukkasjärvi, no momento em que o inverno dá lugar a primavera, este hotel de gelo começa a derreter. São quinhentas toneladas de água que escorrem rumo ao Rio Torne. O que antes eram paredes, pisos e tetos, agora são gotas de água em busca do seu curso natural. Nessa cena que acontece todos os anos desde 1989, tudo é contradição. A solidez e a longevidade da construção, a efemeridade e a transitoriedade da escultura de gelo.
Esta seleção curada da Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que demonstram o uso de formas orgânicas em diferentes tipologias arquitetônicas e programas. Frequentemente, a arquitetura orgânica serve como prova do que somos capazes de criar em 2024, inovando em termos de tecnologia estrutural e de materiais. Do HospiWood, de Vincent Callebaut, ao Cadence Art Center, de Zomorrodi & Associates, estes exemplos revelam uma mudança no pensamento de projeto. Seja em uma villa residencial nos Estados Unidos ou em um resort estruturado em torno de uma piscina curvilínea nos Países Baixos, a arquitetura orgânica tem se consolidado como uma tendência global.
Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.
O ambiente construído na Índia está envolvido em uma negociação entre tradições antigas, uma população diversificada e ambições globalizadas. Quando se trata de preservação do patrimônio, essas forças convergem para criar uma abordagem distintiva aos esforços de conservação no país. Além dos modelos convencionais vistos em muitas partes do mundo, os projetos de conservação na Índia entrelaçam práticas históricas, envolvimento comunitário e reverência pela essência viva dos edifícios.
Costa Amalfitana. Foto de Raghu Nayyar na Unsplash.
Viver em cidades construídas sobre encostas geográficas é uma experiência singular e desafiadora. Se, por um lado, essas áreas podem oferecer vistas panorâmicas e paisagens impressionantes, por outro lado, a topografia íngreme apresenta uma série de desafios em termos de planejamento urbano, segurança estrutural e riscos socioambientais. Essas cidades exigem cuidados e soluções especiais no projeto de ruas, edificações e infraestruturas, e também o entendimento de que, por motivos de segurança ambiental e da população, nem todas as áreas devem ser ocupadas.
Sessão de planeamento comunitário liderada por mulheres em Kibera, Nairobi, Quénia / Kounkuey Design Initiative (KDI). Imagem cortesia de The Dirt
"Estamos focados em criar um espaço público justo", disse Chelina Odbert, Hon. ASLA, CEO e principal fundadora da Kounkuey Design Initiative (KDI), no National Building Museum em Washington, D.C. E por justo, "queremos dizer livre, inclusivo, acessível, imparcial e equitativo". "Um espaço público justo está aberto a todos". Há acesso ilimitado às ruas e espaços públicos para que as pessoas possam ir para a escola, para o trabalho e serem membros plenos de suas comunidades.
Infelizmente, o espaço público é muitas vezes "intimidante, excludente, inacessível, injusto e desigual" para muitas mulheres, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas negras. Arquitetos paisagistas, urbanistas e outros planejadores urbanos precisam entender quem se sente seguro e confortável em espaços públicos, caso contrário, há o risco de perpetuar desigualdades, argumentou Odbert.
https://www.archdaily.com.br/pt/1012755/projetando-espacos-que-sejam-bons-para-as-mulheres-e-para-todosJared Green
Há cerca de duas semanas, recebi um e-mail intrigante de Jeff Speck, autor de dois dos livros mais influentes sobre planejamento urbano das últimas duas décadas: Suburban Nation (2010; em coautoria com Andrés Duany e Elizabeth Plater-Zyberk) e Walkable City (2012; reeditado em 2022 com novo material). O comunicado de imprensa que o acompanhava anunciava a criação de uma nova parceria, a SpeckDempsey, “uma nova empresa de planejamento e design que atende a governos, organizações sem fins lucrativos e clientes privados”. Antes disso, Speck era um profissional solo potente e altamente visível, disseminando o conceito de cidades caminháveis. Após passar uma década como diretor de planejamento urbano no escritório de Duany e Plater-Zyberk, Speck atuou como diretor de design do National Endowment for the Arts antes de fundar a Speck & Associates em 2007. Agora, ele uniu forças com Chris Dempsey, um defensor do transporte na região de Boston, com o objetivo conjunto de escalar as práticas de cidades caminháveis. Na semana passada, conversei com eles sobre a nova parceria, sua metodologia e seus planos para o futuro.
Cortesia da New Murabba Development Company | Riad
A Arábia Saudita, em meio a uma transformação significativa, não apenas está alterando sua paisagem, mas também redefinindo sua identidade em nível global. Como parte da Visão 2030, que orienta suas ações, o reino está empenhado em promover novos desenvolvimentos, com o objetivo de revitalizar a cultura e diversificar a economia. A capital, Riade, está na vanguarda dessa transformação ao sediar a Expo Mundial de 2030. Isso representa o compromisso do país com o progresso, enquanto vários mega projetos estão em andamento, transformando a estrutura do reino.
Em meio aos diversos projetos, várias empresas de renome estão envolvidas em mega projetos em diferentes escalas. O renascimento cultural, por exemplo, é evidenciado pela Ópera de Snøhetta em Diriyah, enquanto a Torre de Jeddah segue uma trajetória que superará o Burj Khalifa. Ao mesmo tempo, a conversão de uma usina de dessalinização em Jeddah pelo Heatherwick Studio em um próspero centro cultural demonstra a reutilização de espaços industriais. Desde os projetos costeiros da Foster + Partners até os arranha-céus no centro da cidade que estão redesenhando o horizonte, o país passa por transformações significativas em seu ambiente construído.
Associado a uma estética industrial, o metal tem aparecido cada vez mais em arquiteturas residenciais e comerciais. O brilho que o material oferece tem ampliado as possibilidades de combinação entre texturas e cores, conformando uma nova estética para os interiores. Assim, arquitetos e designers tem optado pela superfície metálica para definir planos, bancadas e outros mobiliários que ajudam a conformar o espaço e denotam um tom contemporâneo. Em busca de inspiração para esta tendência, apresentamos algumas formas de trazer o alumínio, ou um semelhante, para o espaço.
Tecer não é apenas uma habilidade técnica, mas também uma forma de projetar experiências materiais. O envolvimento no processo da tecelagem nos permite estruturar, comunicar, refletir e conectar nossos desenhos. Ao experimentar diferentes estruturas de tecido, temos insights sobre como os materiais se comportam sob tensão e compressão. Esse entendimento nos ajuda a ultrapassar os limites dos materiais, resultando em estruturas que ampliam e testam as propriedades dos elementos.
Na arquitetura, o tecer como mecanismo de construção centraliza o abrigo no processo construtivo. Nesse sentido, ele se torna uma manifestação direta da produção material. Além disso, a tecelagem oferece inúmeros benefícios ambientais e sociais ao criar abrigos que interagem ativamente com materiais, ferramentas, tecnologias e potenciais criativos, apoiando assim o placemaking.
Aplicação pixel. Imagem cortesia de Rieder Group / Florian Voggeneder
Atualmente, os conceitos de redução de resíduos e upcycling vêm passando por uma expansão notável em diversos campos da arquitetura, impulsionados pela necessidade de mudar o paradigma dos hábitos de consumo tanto na sociedade quanto na indústria. Essa onda não apenas responde a abordagens sustentáveis, mas também tem demonstrado benefícios significativos em termos econômicos. Hoje, a transformação de diversos recursos, desde a terra escavada até resíduos agrícolas e plásticos, é realizada para criar novos materiais, consolidando, assim, a eficiência e a viabilidade de práticas mais ecológicas.
Nesse contexto, a tecnologia e os dados têm contribuído significativamente para uma melhor compreensão dos materiais e para a exploração de novos métodos de processamento. Nesse sentido, a inteligência artificial tornou-se uma aliada valiosa. Além disso, as inovações em software permitiram maximizar o potencial do que antes era considerado resíduo. Em consonância com isso, a Rieder apresentou uma inovação de produto chamada pixel, com o objetivo de minimizar o desperdício na produção de elementos de fachada fabricados em concreto reforçado com fibra de vidro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140508/transformando-residuos-em-pixels-de-concreto-reforcado-com-fibra-de-vidroEnrique Tovar
Até dezembro de 1956, Mario Soto e Raúl Rivarola receberam o primeiro prêmio para construir quatro escolas na província de Misiones, Argentina, e logo depois receberam o primeiro prêmio para a construção de seis pousadas, no contexto do projeto da Escola Normal Superior Nº 1 em Leandro N. Alem e o primeiro prêmio para a construção do Instituto de Previdência Social e Hotel da cidade de Posadas. Suas obras em Misiones, desenvolvidas no contexto do processo de provincialização dos territórios nacionais ocorrido entre 1951 e 1955, ofereceram a oportunidade de estudar temas como a relação entre Estado e arquitetura, a ligação entre técnica e política, a arquitetura do Estado e as vanguardas, o dilema dos estilos, entre outros.
O descontentamento entre os trabalhadores dos escritórios de arquitectura está no seu ponto mais alto, demonstrado no crescimento da sindicalização dos arquitectos nos EUA em resposta à falta de bem-estar geral na profissão. Este descontentamento pode ser em grande parte atribuído à natureza inerentemente exploradora das estruturas regulares dos escritórios de arquitetura, de cima para baixo, promovendo uma desconexão entre a direção que as empresas tomam e as pessoas que trabalham para torná-la possível. Nestes, a liderança assume frequentemente projectos que ultrapassam a capacidade financeira da empresa, com a expectativa de que o pessoal mal remunerado assuma o peso do trabalho através de horas extras não remuneradas. Nessas estruturas, os funcionários não são destinados a ser uma voz orientadora para a empresa, mas sim a serem explorados em prol do lucro. Então, quais são as maneiras de abordar essa desconexão? Está na hora de reestruturar as empresas para dar mais autonomia aos arquitetos? Quais são as formas de criar estruturas empresariais não hierárquicas?
Jardim de plantas medicinais - Fonte: Wesley Pacífico.
A Oca da Saúde é uma das construções que compreendem o Movimento Integrado de Saúde Mental (MISMEC) 4 Varas, localizada na Barra do Ceará, periferia de Fortaleza, funcionando como um espaço de cura, oferecendo cuidados e experiências holísticas gratuitas à comunidade. A construção foi erguida por mestres tradicionais juntamente com os moradores da região, possuindo uma tipologia arquitetônica de caráter afro-indígena com rico simbolismo ancestral.
https://www.archdaily.com.br/pt/1012791/arquitetura-comunitaria-para-a-cura-a-oca-da-saude-no-movimento-integrado-de-saude-mental-4-varasAdrísia Marques e Clevio Rabelo
Atualmente a atenção à saúde mental e ao bem-estar, não apenas físico, mas também emocional e psíquico, tem se tornado um foco crescente em âmbitos clínicos, mas também em relação a inúmeros fatores cotidianos. A exemplo, a campanha Janeiro Branco que ressaltou essa urgência, convidando-nos a refletir sobre o bem-estar mental e emocional. Nesse cenário, a neuroestética e a neuroarquitetura emergem como campos que se colocam como aliados nessa busca. Elas não são apenas disciplinas acadêmicas; são abordagens práticas que buscam compreender como nosso ambiente físico afeta nosso estado psicológico. A neuroestética, especialmente, estuda a relação entre a percepção estética e os processos neurológicos, como destacado por Colin Ellard, psicólogo da Universidade de Waterloo e autor de "Places of the Heart: The Psychogeography of Everyday Life" (2015).
A impressão 3D apresenta um vasto potencial devido à sua facilidade de fabricação em larga escala, flexibilidade na exploração de materiais e capacidade de materializar diversas geometrias. No decorrer de 2023, arquitetos e designers exploraram essa tecnologia para descarbonizar os materiais de construção, integrar a estética contemporânea com métodos construtivos tradicionais e adicionar uma camada de artesanato e arte tanto aos interiores quanto às fachadas.
O uso e a demanda de materiais naturais em arquitetura e interiores possibilitou a retomada de sistemas construtivos tradicionais atualizados para o contexto contemporâneo. O que era considerado rústico passou a ser explorado em ambientes mais modernos, logo, a aplicação do material também se sujeita a novas formas de fixação, coloração, orientação (horizontal ou vertical). A madeira é o material dominante quando se trata de sistemas tradicionais e materiais ambientalmente sustentáveis. Contudo, um material que também é usado secularmente, igualmente sustentável e biodegradável, e que tem tido menos destaque, é a palha.
Boas-vindas à mais recente edição do Prêmio ArchDaily Building of the Year, que celebra mais de 15 anos de excelência e inovação na arquitetura. Este prêmio consolidou-se como o ápice do reconhecimento democrático na comunidade da arquitetura, contando com uma participação sem precedentes de mais de 4.000 projetos anualmente. Impulsionado pela voz coletiva de nossos leitores e leitoras apaixonados em todo o mundo, o prêmio anual do ArchDaily consolidou-se como um farol de imparcialidade, apresentando os projetos mais extraordinários que moldam nosso ambiente construído.
Ao iniciarmos esta jornada mais uma vez, convidamos você a se juntar a nós para homenagear a diversidade, a criatividade e a engenhosidade demonstradas por arquitetos/as e designers em todo o mundo. Por meio do processo democrático de votação, nossos leitores e leitoras tornam-se participantes essenciais, contribuindo para uma visão compartilhada de grandeza arquitetônica. Juntos, continuamos a redefinir e a elevar os padrões de excelência, garantindo que as obras mais merecedoras recebam o reconhecimento que lhes é devido.
O Prêmio ArchDaily Building of the Year é realizado com o apoio da Dornbracht, reconhecida por seus designs inovadores voltados à arquitetura, presentes internacionalmente em cozinhas e banheiros.
Opt Oog Column / Blast Studio. Imagem cortesia de Blast Studio
No projeto arquitetônico, nossas interações com organismos não humanos foram predominantemente marcadas pela criação de barreiras para excluí-los da esfera humana. Mas se adotássemos uma abordagem diferente? O design interespécies é um movimento que coloca organismos não humanos — fungos, insetos e diversos animais — em pé de igualdade com os humanos. Essa filosofia de design propõe estruturas que promovem relações não hierárquicas com outras espécies. Ao fazê-lo, cultivamos empatia por outras formas de vida e transformamos nossa perspectiva sobre o mundo que nos cerca. Esta abordagem visa não apenas alcançar uma pegada ecológica zero, mas também busca a colaboração com organismos não humanos para desenvolver ambientes benéficos para todos. Abaixo, conheça algumas tecnologias de materiais emergentes projetadas para beneficiar tanto os humanos quanto outras formas de vida.
Com uma população estimada em mais de 3,7 milhões de pessoas, Adis Abeba, a capital da Etiópia, abriga cerca de um quarto da população urbana do país. A cidade gera mais de 29% do PIB urbano da Etiópia e 20% do emprego urbano nacional. Nas últimas duas décadas, Adis Abeba testemunhou rápidas mudanças socioeconômicas e uma drástica transformação física, impulsionadas por um governo orientado para o desenvolvimento e pelo setor privado.
A intersecção entre inteligência artificial (IA) e planeamento urbano representa um grande potencial para a criação de cidades mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Trata-se da incorporação de tecnologias inovadoras que podem direcionar a tomada de decisões, otimizar a alocação de recursos, antecipar tendências, envolver os cidadãos, entre muitas outras. Nesse contexto em que se entende a IA como uma ferramenta para o desenvolvimento de diferentes aspectos urbanos, tem surgido uma proliferação de aplicativos, softwares e demais sistemas tecnológicos desenhados para auxiliar no planejamento urbano. Da morfologia ao envolvimento da comunidade, a seguir selecionamos alguns estudos e tecnologias que estão sendo aplicados ao redor do mundo.