Com foco nas diferentes tipologias residenciais, a seleção desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca projetos conceituais enviados pela comunidade do ArchDaily. De empreendimentos urbanos a minicasas, o artigo explora o tema da arquitetura residencial e apresenta abordagens de várias partes do mundo.
Apresentando desde uma cabana em meio à floresta verdejante do norte do Irã, passando por um empreendimento na Geórgia que propõe uma proporção de 80% de espaço recreativo para 20% de habitação, até um projeto em Paris que questiona nossa realidade urbana e repensa as formas tradicionais de moradia, esta seleção aborda uma infinidade de escalas. Além disso, destaca-se uma série de casas de praia na Grécia, Itália, Argentina e Letônia, cada uma respondendo a uma paisagem e topografia distintas. Outras propostas em destaque incluem a renovação de conjuntos residenciais existentes em Moscou, a transformação de uso predominantemente residencial de uma antiga fábrica em Manchester e um conjunto de blocos agrupados em torno de um jardim comunitário elevado nos Países Baixos.
Esta semana, apresentamos vagas em dois escritórios de design localizados em Pequim e Xangai: o IN.X 屋里门外 e o SLT- STUDIOLITE. Atuando em diversas áreas da arquitetura, ambos se destacam por projetos de diferentes escalas e temáticas e buscam atrair arquitetos/as alinhados/as com suas visões para integrar suas equipes.
Após mais de uma década selecionando a melhor arquitetura, no ArchDaily sabemos que ninguém constrói de forma isolada. Dar forma ao nosso ambiente construído exige colaborações estreitas e parcerias entre arquitetos/as, designers e centenas de outros/as profissionais comprometidos/as com cada projeto. Por isso, é hora de reconhecer e destacar os/as melhores colaboradores/as responsáveis por viabilizar a melhor arquitetura, ao mesmo tempo em que continuamos a compartilhar conhecimento valioso relacionado às diferentes disciplinas de nossa comunidade.
O ArchDaily Professionals é uma iniciativa voltada a todos/as os/as colaboradores/as envolvidos/as no processo de arquitetura e construção que participaram e foram creditados/as nos projetos selecionados por nossa curadoria.
Este vídeo explora como os cenários e espaços na primeira temporada de Westworld, da HBO, contribuem para a interpretação geral da série. Da cidade sem lei de Sweetwater aos escritórios rigidamente controlados da Delos, Westworld utiliza a arquitetura de maneira precisa para estabelecer seus mundos complexos. Embora a série se passe em um parque temático do futuro próximo, livros como Variation on a Theme Park, de Michael Sorkin, argumentam que já estamos tratando as cidades em que vivemos — na vida real — como parques temáticos. Assim, embora Westworld compartilhe diversas estratégias arquitetônicas com locais como a Disneyland, a produção também não está tão distante de cidades como Chicago, Nova York ou Londres. Afinal, foi o arquiteto Charles Moore quem declarou a Disneyland o ambiente urbano mais influente construído após a Segunda Guerra Mundial. Ir a fundo nessa toca de coelho envolve muitas viagens de trem e uma introdução ao conceito de heterotopia de Michel Foucault, que ajuda a explicar o que acontece quando mundos colidem.
Projetar cidades resilientes combina soluções práticas com ideias inovadoras. O escritório global interdisciplinar HKS trabalha para dar vida a essas ambições ao lado de profissionais de pesquisa, design urbano, enfermagem, antropologia, design gráfico, entre outras áreas. Enxergando o projeto como um processo de descoberta, três diretoras da HKS lideram a forma como as cidades exploram a pesquisa, a equidade e a integração para criar futuros mais resilientes.
Cortesía de Arqs. Mariano Gonzalez Moreno, Ana Paula Saccone, Sebastián Batarev, Pablo Villordo
Qual o papel desempenhado pelo espaço durante o ensino? De que maneira podem ser incorporados novos métodos de aprendizagem que colaborem com a preservação do meio ambiente e introduzam critérios de sustentabilidade às novas gerações? A Escola Século XXI (Escuela Siglo XXI), no Barrio Parque Donado-Holmberg da Cidade Autônoma de Buenos Aires, toma como referência diversos estabelecimentos de ensino da Finlândia, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, em uma busca por integrar a escola à comunidade e potencializar o uso de espaços abertos e novas tecnologias.
Belmont (Monty) Freeman (n. 1951) fundou seu escritório sediado em Nova York e atualmente com oito integrantes, a Belmont Freeman Architects, em 1986. Seus projetos ativos dividem-se igualmente entre institucionais e residenciais, com foco especial em reuso adaptativo, predominantemente em Nova York e estados vizinhos. Entre as obras mais emblemáticas do escritório estão a LGBT Carriage House no campus da Universidade da Pensilvânia, uma série de restaurações no restaurante Four Seasons no Seagram Building, reformas no Yale Club em Manhattan e a reforma da Galeria Ezra e Cecile Zilkha na Universidade Wesleyan, em Connecticut, projetada por Kevin Roche. Os projetos atuais incluem um complexo residencial amplo, porém minimalista, em Martha's Vineyard, reformas em filiais de bibliotecas públicas na cidade de Nova York e a requalificação de um antigo frigorífico em um novo Hub de Inovação para a Escola de Negócios da Universidade de Columbia.
Martin C. Pedersen conversa com Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, sobre sua visão em relação à IA e ao futuro da profissão. O autor explica que, há seis anos, ele "entrevistou Frank Stasiowski, fundador e presidente da PSMJ Resources, uma consultoria de gestão especializada em empresas de arquitetura, engenharia e construção. Além de assessorar empresas em planejamento estratégico e de crescimento, planos de liderança e sucessão, fusões e aquisições, além de uma série de outras questões, Stasiowski dedica grande parte de seu tempo a analisar como o setor deve evoluir no futuro, especialmente à medida que a tecnologia assume um papel cada vez mais importante". Considerando-o um dos observadores mais perspicazes do setor, Pedersen conversou com Stasiowski para obter sua opinião sobre a IA e o futuro da arquitetura.
Na Architects, not Architecture, acreditamos ser seguro dizer que quase todas as pessoas que estudaram arquitetura nos últimos 50 anos já se depararam com o Salk Institute, projetado pelo arquiteto Louis Kahn. Embora isso nem sempre se reflita em suas obras, nossos/as palestrantes compartilharam histórias pessoais sobre como essa joia modernista, construída em 1963, desempenhou um papel em suas vidas. E, como acabamos de iniciar nossa segunda Virtual World Tour em 13 de outubro de 2021, pensamos em compartilhar algumas dessas histórias de eventos anteriores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131130/como-o-instituto-salk-de-louis-kahn-influenciou-uma-geracao-de-arquitetos-asAbhinav Thakar / Architects, not Architecture
O que é preciso para construir uma cidade inteligente do zero? Ou, talvez, a verdadeira questão seja: o que é preciso para construir uma cidade inteligente do zero e torná-la bem-sucedida? Por mais de uma década, arquitetos/as e urbanistas trabalharam lado a lado para criar Songdo, um distrito de negócios totalmente novo que buscava representar os avanços sul-coreanos em tecnologia e infraestrutura. Songdo já foi um modelo de como viveríamos nas cidades do futuro — mas, hoje, a realidade do que essa cidade inteligente rapidamente se tornou nos faz repensar como a combinação entre tecnologia e comunidade pode ter falhado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131202/utopias-iztapalapa-projeto-vencedor-no-concurso-acao-x-habitacao-e-assentamentos-frente-a-covid-19ArchDaily Team
Este vídeo nos leva aos bastidores de um ateliê profissional de maquetaria em Chicago chamado Presentation Studios International (PSI). O local produz maquetes para diversos tipos de clientes, mas principalmente para incorporadoras e profissionais de arquitetura. O designer de arquitetura e ex-funcionário Robert Becker nos guia em uma visita pelo espaço, ajudando-nos a compreender como a conceituação de maquetes nesse ambiente difere daquela de um escritório de arquitetura ou do meio acadêmico. Ali, elas são quase estritamente edifícios em miniatura, cujo papel é retratar fielmente o projeto e servir como uma ferramenta persuasiva para atrair investimentos. Em seguida, conversamos com Martin Chadwick, maquetista de longa data, que detalha o processo de criação de edifícios e paisagens em miniatura de alta qualidade.
Henning Larsen vem criando projetos que abordam o design intercultural, enfrentam diversas zonas climáticas e buscam alcançar objetivos ambiciosos de sustentabilidade. Tudo isso não seria possível sem o uso da tecnologia e de ferramentas de design digital e generativo especialmente desenvolvidas, que permitem a arquitetos e arquitetas tratar qualquer elemento como um parâmetro no projeto.
Em entrevista especial ao ArchDaily, Jakob Strømann-Andersen, sócio e diretor do Departamento de Inovação e Sustentabilidade da Henning Larsen, fala sobre as ferramentas digitais e sua incorporação ao processo de projeto. Concentrando-se nesta conversa especificamente no Sandworm, um novo programa de modelagem que utiliza caixas de areia, Andersen explica como conseguiram escanear e transferir diretamente paisagens manipuladas para um modelo 3D.
E se pudéssemos visitar qualquer edifício, independentemente de ter sido de fato construído? Ou, até mesmo, após ter sido demolido? Este vídeo e o link abaixo se concentram em uma única residência — a One Half House, projetada por John Hejduk — com o objetivo de ressuscitá-la e explorá-la. O projeto utiliza o programa Enscape para percorrer o edifício, buscando preservar e compartilhar a experiência de uma arquitetura que não existe em formato construído. O vídeo apresenta uma linha do tempo para contextualizar o papel da casa na carreira e na obra de John Hejduk, uma análise da edificação e as primeiras impressões ao percorrê-la pela primeira vez. Em especial, a One Half House foi fundamental para se pensar em como os volumes arquitetônicos podem se relacionar no espaço sem o elemento ordenador de uma grelha ou de uma parede. Que magia e quais outros aprendizados estariam latentes no projeto, ocultos até o momento em que pudéssemos experimentá-lo?
Com milhões de habitantes migrando para as metrópoles todos os anos, o Sul da Ásia testemunha níveis impressionantes de desenvolvimento urbano. Esse crescimento traz prosperidade econômica, mas também desgaste ecológico, à medida que selvas de concreto substituem os habitats naturais. A região — que abrange países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Butão, Maldivas e Nepal — enfrenta o desafio de conciliar a urbanização com a sustentabilidade ambiental a partir de suas próprias particularidades contextuais. Trata-se de uma negociação complexa e cheia de nuances, que exige uma compreensão sistemática dos cenários econômico, social e político de cada país.
Este artigo de Sebastián Trujillo Torres (Universidad Nacional de Colombia/CEPT University) foi publicado originalmente com o título "Un manifiesto de infraestructuras leves"na edição nº 28 de 2020 da revista Dearq (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq28.2020.03) e faz parte de uma parceria conjunta de difusão.
Shenzhen, a metrópole moderna no sudeste da China que conecta Hong Kong ao continente chinês, passou por um rápido desenvolvimento imobiliário e intensas licitações de obras nos últimos anos.
O concurso “Dez Instalações Culturais de Shenzhen da Nova Era” consolidou-se como uma importante competição internacional de projeto, atraindo grande atenção e investimentos de muitos/as arquitetos/as de destaque em atividade em todo o mundo.
A tensão entre forma e estrutura na arquitetura é um dilema antigo; muitas vezes, as ideias mais ousadas, vanguardistas e imaginativas de arquitetos e arquitetas acabam restritas ao papel devido a exigências estruturais e limitações técnicas. Como, então, viabilizar projetos que rompem com as formas convencionais e traduzir essas visões criativas em realidade construída?
Nesta edição, o ArchDaily apresenta a Eckersley O'Callaghan, um escritório de engenharia estrutural e de fachadas de referência global. A empresa acumula colaborações de sucesso com alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial. Sua parceria duradoura com a Foster + Partners resultou em diversas Apple Stores icônicas ao redor do mundo, conhecidas por suas fachadas de "vidro puro". Além disso, o escritório mantém parcerias sólidas com firmas como Zaha Hadid Architects, SOM, Gensler, KPF, Snøhetta e Heatherwick Studio. Com inovações e avanços significativos na tecnologia de fabricação de vidro e no design estrutural, a Eckersley O'Callaghan destaca-se por sua capacidade de liderar e viabilizar soluções estruturais inéditas no cenário internacional.
Lembre-se da última vez que se reuniu com um/a cliente. Preparar uma infinidade de materiais de apresentação — incluindo renderizações, diagramas, plantas, elevações e cortes — simplesmente não é suficiente. A parte difícil começa quando o/a cliente se apega a uma ou duas imagens realistas e simplesmente não quer abrir mão delas.
Plant 7 no Congdon Yards, um projeto de reutilização adaptativa em High Point, Carolina do Norte. Imagem cortesia de Keith Isaas
O reuso adaptativo, ou o processo de transformar uma edificação antiga por meio do reaproveitamento de sua estrutura e da alteração de sua função original, tem ganhado relevância ao longo dos anos, sobretudo por permitir a otimização completa do desempenho do ambiente construído existente. Em um artigo publicado originalmente na Metropolis, a autora Elissaveta Brandon explora como "arquitetos/as e incorporadores/as estão transformando símbolos do Sul — localizados ao longo de uma região de 120 milhas (cerca de 190 km), de Winston-Salem a Fayetteville — em uma infraestrutura adequada para os dias de hoje". Ao destacar a transformação de fábricas históricas em polos de design e complexos de uso misto, o artigo apresenta três exemplos na Carolina do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131029/tres-projetos-de-reuso-adaptativo-na-carolina-do-norte-reinventam-fabricas-historicasElissaveta M. Brandon
«Arquitetos» é uma série de microdocumentários produzida pela AvantVisual e dirigida por Mauro Alfaro sobre a vida e a obra de destacadas arquitetas e arquitetos do Chile, que estrearia no âmbito da XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile, "o comum e o corriqueiro". No entanto, devido à suspensão da Bienal em decorrência do estallido social de 2019, a estreia não pôde ser realizada.
O campus de Xiangshan da Academia de Arte da China foi projetado pelo vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2012, Wang Shu, e por Lu Wenyu, do escritório Amateur Architecture Studio. O escritório foi responsável pela execução global do projeto, desde o plano diretor até o projeto arquitetônico e o paisagismo. No lado norte de Xiangshan fica a primeira fase do campus. Projetada em 2001 e concluída em 2004, ela consiste em um complexo de dez edifícios e duas pontes, com uma área construída de cerca de 70.000 metros quadrados. A segunda fase do campus localiza-se no lado sul de Xiangshan; foi projetada em 2004 e concluída em 2007. É composta por dez edifícios grandes e dois pequenos, totalizando uma área construída de quase 80.000 metros quadrados.
O período de construção de cada uma das duas fases foi de 14 meses. O intenso trabalho artesanal durante a execução gerou diversos desafios que só puderam ser resolvidos no próprio canteiro; assim, o local foi repetidamente moldado e tocado por incontáveis mãos. Em 2007, o fotógrafo Iwan Baan registrou o campus logo após sua conclusão. Em 2021, o/a fotógrafo/a Sai Zhao utilizou lentes com a mesma distância focal original para registrar o campus a partir dos mesmos locais. Ao longo de mais de dez anos, a vegetação cobriu e protegeu a estrutura, e o conjunto edificado agora possui vida própria.
Desde sua inauguração na década de 1960, mais de 10 milhões de turistas visitam anualmente a Calçada da Fama de Hollywood na esperança de vivenciar o brilho e o glamour da atração mais famosa de Los Angeles. Até hoje, seus 18 quarteirões de pisos de terrazzo permanecem em excelente estado, revelando a longevidade e a durabilidade de um material capaz de resistir ao fluxo intenso de pedestres ao longo de décadas.
A 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza está em andamento, e seus 60 pavilhões nacionais revelam uma ampla variedade de respostas para a pergunta "Como viveremos juntos?". A edição deste ano reafirma o papel da Bienal como uma plataforma de debate, provocando uma reavaliação coletiva de questões urgentes como migração, desigualdade, mudanças climáticas ou o papel da tecnologia. Durante o evento em Veneza, o ArchDaily encontrou-se virtualmente, dentro do pavilhão coreano, com o/a curador/a Hae-Won Shin, uma vez que a pandemia impediu a presença da equipe de criação da mostra na Bienal. A conversa explorou o pensamento por trás da "Future School" e como o projeto cria uma estrutura para o aprendizado e a exploração coletivos.