É preciso mais do que criatividade para criar projetos excepcionais. A colaboração eficaz é um elemento essencial em qualquer projeto bem-sucedido, bem como no dia a dia dos negócios. O uso das ferramentas certas pode ajudar arquitetos/as e designers a superar obstáculos e elevar o nível de suas propostas. A ferramenta de renderização em tempo real Enscape introduziu um recurso colaborativo de rastreamento de pendências, apropriadamente chamado de *Collaborative Annotation* (Anotação Colaborativa), em sua versão mais recente, a 2.8. Esse novo recurso promete proporcionar a arquitetos/as e designers um fluxo de trabalho mais colaborativo.
O Louisiana Channel publicou recentemente uma segunda parte de sua entrevista com Jens Thomas Arnfred e Søren Nielsen, cofundadores/as do premiado escritório dinamarquês Vandkunsten Architects. Neste breve vídeo, os/as dois/as arquitetos/as conversam sobre como nutrir o senso de comunidade por meio do design e refletem sobre a preocupação do estúdio em fomentar encontros sociais em seus projetos.
Em março de 2020, a pandemia de Covid-19 transferiu nossa universidade — a Universidade da Califórnia em Berkeley — inteiramente para o ambiente on-line, acompanhando todo o sistema educacional, da educação infantil ao ensino superior, em todo o país e em grande parte do planeta. Na esteira desse experimento forçado e sem precedentes, os debates sobre o seu significado continuam em andamento. Será que o sonho episódico de uma universidade sem lugar físico — ou, no mínimo, de um formato híbrido entre o presencial e o virtual — se tornará realidade? Milênios de experiência defendem a necessidade de dar ao ensino superior uma âncora física e local. E a maioria das universidades e faculdades tem essa âncora como ponto de partida, mesmo enquanto avalia o significado de sua experiência contínua com o ensino, a pesquisa e a administração virtuais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127247/carta-de-berkeley-planejamento-de-campus-em-um-mundo-cada-vez-mais-virtualEmily B. Marthinsen, John J. Parman, Richard Bender
A empresa de visualização de arquitetura Brick Visual tem carregado suas cenas mais complexas no motor de ray-tracing 3D em tempo real da Chaos Group, o Project Lavina, desde o lançamento do primeiro beta privado. Com o primeiro beta público agora disponível, Attila Cselovszki, CDO da Brick Visual, compartilha como a adição do Project Lavina ao fluxo de trabalho de visualização de arquitetura (arch-viz) revolucionou sua dinâmica de trabalho.
Expansão suburbana sobre habitat remanescente / La Citta Vita, via Flickr, sob licença CC BY-SA 2.0
A exportação da cultura norte-americana é uma das forças mais influentes em nosso mundo interconectado. De Dakar a Délhi, a música pop, o cinema e a culinária ultraprocessada dos Estados Unidos são onipresentes. Contudo, uma de suas exportações mais nocivas é o modelo de subúrbio. Quando a fórmula do século XX para abrigar as crescentes populações de Long Island e Los Angeles é transposta para a Kinshasa e a Kuala Lumpur do século XXI, o estilo de vida norte-americano pode muito bem se tornar a nossa ruína.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125984/a-expansao-suburbana-aumenta-o-risco-de-futuras-pandemiasMichael Grove
Cosmorama, parte do pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza de 2018, compreendeu três conjuntos de histórias geográficas ilustradas: Mining the Sky, Planetary Ark e Pacific Cemetery (uma parte do qual está ilustrada acima). Cortesia Design Earth
Não consigo parar de pensar em refugia. Nos anos, meses e dias anteriores à pandemia da COVID-19, o termo limitava-se à literatura e à filosofia da crise climática, referindo-se a bolsões de vida que, por meio do isolamento geográfico ou da resiliência das espécies, conseguem resistir apesar das forças ambientais adversas. Pense em colônias de cracas do Noroeste Pacífico aninhadas no alto de afloramentos costeiros para evitar se tornarem presas de caracóis marinhos. Ou em florestas antigas isoladas das temperaturas crescentes em vales montanhosos de clima ameno.
À medida que o autoisolamento se impôs no início daquela primavera, a palavra *refugia*, pelo menos para mim, expandiu sua definição de uma condição ecológica específica para uma referência conceitual — um salto metafórico necessário diante de uma crise planetária. A magnitude desta pandemia foge à compreensão humana, mas, para as pessoas mais afortunadas, o refúgio é algo administrável: um local de relativa segurança, de fermento natural e aulas de ginástica on-line.
CSG. Imagem cortesia de Eastlake Studio, Kendall McCaugherty, Hall + Merrick Photographers
Nas últimas décadas, a arquitetura e o design de interiores passaram por uma mudança drástica nos fluxos de trabalho que os/as profissionais consideram padrão. O desenho à mão ficou no passado; para muitos/as, ele evoca nostalgia, enquanto a grande maioria prefere o potencial das ferramentas digitais. Alguns/as vão ainda mais longe com o BIM, adotando esse processo para guiar seus negócios rumo ao sucesso duradouro.
O Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas, abrindo espaço para reflexões profundas e discussões pessoais. Uma ampla gama de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para profissionais de design, enquanto outros apresentam revisões de projetos, entrevistas ou explorações sobre a vida cotidiana e o design. O Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126387/dicas-e-taticas-como-desenvolver-um-conceito-de-projetoThe Second Studio Podcast
Dr. Fantástico ou: Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba é um daqueles raros filmes que não apenas melhora com o tempo, mas também revela uma nova camada de significado a cada exibição. Recentemente, passei a acreditar que se trata do filme mais importante sobre ambientalismo já realizado — não apenas por seu alerta evidente sobre a aniquilação nuclear, mas por sua crítica astuta à própria ideia de profissionalismo e à natureza do trabalho.
https://www.archdaily.com.br/pt/1125997/a-estranha-licao-ambiental-do-dr-fantastico-para-arquitetos-asChristopher L. Cosper
Texto de Reutov Design. A inspiração para conceber este projeto veio da natureza da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias. A partir da fusão entre as paisagens extraterrestres dessa ilha e as cores vibrantes da natureza de Ibiza, conseguimos criar um interior futurista e leve.
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Peter Eisenman, Patrik Schumacher e Alisa Andrasek entre os palestrantes que participaram do Digital Futures. Imagem cortesia de Digital Futures
A exemplo do que ocorreu com a maioria dos eventos nos últimos meses, a edição deste ano do Digital FUTURES, realizado anualmente desde 2011 na Universidade de Tongji, em Xangai, teve que migrar para o ambiente digital devido à pandemia. A organização aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão global ao evento, transformando o festival no que chamam, com razão, de o mais importante evento mundial de educação em arquitetura já realizado, com transmissão ininterrupta (24/7) de workshops, palestras e debates envolvendo alguns/as dos/as arquitetos/as e educadores/as de maior destaque da atualidade. A seguir, apresentamos um panorama do festival, acompanhado de uma seleção de palestras do Digital FUTURES World.
É difícil imaginar Nova York sem os vagões de metrô lotados, as longas filas e as multidões impressionantes de turistas que pareciam essenciais para a vida cotidiana. Assim que o medo da pandemia de COVID-19 diminuir, a cidade, a exemplo de outras pelo mundo, se verá em um cenário de incertezas e profundamente alterada, mesmo após a recuperação da prosperidade econômica. Em um debate que parece andar em círculos — mas que agora ressurge com caráter de urgência —, como queremos que sejam as cidades nos próximos anos?
O BIM e a modelagem 3D são essenciais no campo da arquitetura contemporânea. No entanto, eles estão longe de ser estáticos ou prescritivos. A forma como o BIM é integrado varia não apenas de acordo com o escritório, mas também com cada projeto individual. O tamanho do edifício, a estrutura da equipe de projeto ou até mesmo exigências governamentais podem ditar como uma empresa utiliza seus recursos em BIM. O escritório belga Osar Architects descobriu que o Vectorworks é a solução ideal para a forma como gerenciam seu escritório. Especificamente, Vectorworks Architect se adapta perfeitamente ao tipo e à escala de modelagem que realizam, pois oferece a flexibilidade necessária para atender às demandas de cada projeto.
Profissionais de arquitetura e design do ambiente construído são frequentemente vistos na cultura popular como agentes de mudança progressistas, cuja tela de aço e vidro traz luz ao espaço público. Pelo menos uma pesquisa global sobre a confiança do público em várias profissões coloca os/as arquitetos/as em um grupo de destaque que inclui profissionais da saúde e socorristas. No entanto, nos Estados Unidos, a profissão de arquiteto/a é surpreendentemente mais envelhecida e muito menos progressista do que se imagina.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126378/the-drawdown-review-sugere-que-os-as-arquitetos-as-caminhem-em-direcao-a-solucoes-climaticas-escalaveisJesse M. Keenan
Atualmente, não faltam softwares de arquitetura no mercado, e saber quais ferramentas se adaptam melhor ao seu trabalho pode ser um desafio complexo e exaustivo. Muitas vezes, acabamos nos limitando aos programas que aprendemos na faculdade ou àqueles adotados pelo escritório em que trabalhamos. No entanto, costuma ser benéfico sair dessa zona de conforto e investigar outras opções disponíveis. Novos softwares podem apresentar oportunidades para simplificar fluxos de trabalho existentes ou até mesmo trazer novos recursos digitais para você e sua empresa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126297/saiba-mais-sobre-o-dynamo-para-revit-recursos-funcoes-e-novidadesGoPillar Academy
Talvez a parte mais árdua na carreira de todo/a aspirante a arquiteto/a seja a tensão acumulada que envolve o processo de se preparar mentalmente e, de fato, prestar o Architect Registration Exam — também conhecido como ARE. O que idealmente deveria ser um processo voltado a testar a aplicação prática e o conhecimento sobre o exercício da profissão transformou-se gradualmente em um desafio mentalmente exaustivo de garimpar informações altamente específicas apenas para passar em cada prova. A única tarefa mais difícil do que estudar para os exames em si é navegar pelo universo cada vez mais saturado de simulados online, fóruns de discussão, guias de estudo avulsos e dicas informais que parecem cercar de mistério essa jornada de seis etapas rumo à habilitação profissional, em vez de trazer clareza ou orientação.
Os projetos de conclusão de curso do Bacharelado em Estudos Arquitetônicos da IE School of Architecture and Design são mostras inspiradoras que coroam anos de estudo, exploração e dedicação de estudantes. Este ano, o corpo discente desenvolveu soluções criativas, surpreendentes e teoricamente consistentes para problemas arquitetônicos — focadas, majoritariamente, na cidade espanhola de Valência.
Laurel Canyon, Los Angeles, foi o nexo da atividade da contracultura nos anos 60. Agora, suas pequenas cabanas de montanha têm preços exorbitantes. Imagem via trekandshoot / Shutterstock
A imagem mais impressionante, entre tantas, no documentário Laurel Canyon: A Place in Time, dirigido por Alison Ellwood, é uma fotografia em preto e branco de Eric Clapton visitando Los Angeles pela primeira vez em turnê com o Cream. Ele está sentado a poucos metros de Joni Mitchell, que toca violão, com um David Crosby visivelmente chapado ao fundo, no gramado do quintal da casa de Cass Elliot. Clapton observa Mitchell com uma intensidade tão latente que parece prestes a estourar um amplificador. Ele está hipnotizado por Mitchell não por sua beleza — embora ela fosse marcante —, mas por sua musicalidade.
Se você caminhasse pelo Novinsky Boulevard, no centro de Moscou, cinco anos atrás em busca do edifício Narkomfin, daria de cara com um cenário desolador. O Narkomfin, o símbolo máximo da arquitetura construtivista projetado por Moisey Ginzburg e Ignaty Milinis em 1928, vinha se deteriorando lentamente após passar 45 anos abandonado. Tinta descascando, concreto esfarelando e janelas quebradas — sem mencionar as inúmeras e confusas alterações feitas no bloco residencial, incluindo um pavimento térreo completamente descaracterizado.
Diante do complexo debate em curso sobre monumentos e a nossa relação com a história, devemos começar a pensar em um Memorial da COVID-19. Sim, eu sei que estamos no meio (ou seria ainda o início?) desta pandemia, mas a intensidade do momento atual pode, na verdade, nos ajudar a vislumbrar o que tal memorial poderia ser. Em vez de esperar por um momento de maior distanciamento da nossa catástrofe atual, deveríamos capturar as paixões que movem a sociedade neste exato momento.
Apesar da pandemia em andamento, IE University encontrou uma maneira de receber de volta 7.000 estudantes de 140 nacionalidades em seus campi físicos e digitais. Desde o início da crise, a instituição tem trabalhado para proteger a saúde de sua comunidade de estudantes, docentes e colaboradores/as. A universidade garantiu a continuidade das atividades acadêmicas por meio de plataformas on-line durante as semanas de isolamento social, incorporando novas metodologias e soluções interativas.
Em 2012, os desenvolvedores de software belgas Peter Eerlings and Jerry De Paepe foram procurados por um escritório de arquitetura que buscava uma solução para simplificar seus relatórios de visita à obra. Elaborar esses relatórios era uma atividade extremamente demorada: primeiro, anotava-se tudo em papel e tiravam-se fotos durante a visita. De volta ao escritório, vinha a transferência das fotos para o computador por meio de um cabo. Em seguida, era preciso fazer anotações nas imagens usando o Paint, decifrar e digitar as notas manuscritas, lutar com a diagramação ao inserir as fotos no Word, e assim por diante. Um ciclo repetitivo. Tratava-se de um gargalo administrativo que consumia facilmente mais de uma hora por relatório — por vezes, duas ou três.
"Making Markets" Pesquisa Pós-pandemia do AMDL CIRCLE
Inoltre, um novo projeto do Grupo Unipol, visa revitalizar as periferias de Milão com arte e beleza. Três áreas periféricas, pertencentes aos distritos 5, 8 e 9 de Milão, serão o foco do projeto. A Unipol conduzirá pesquisas, além de promover eventos e intervenções para iniciar a reabilitação de um contexto que, tipicamente, tende a ser complexo e de difícil gestão. O projeto terá escopo internacional, com coordenação da Universidade de Pavia e intervenções lideradas pela YAC. Estas incluirão a realização de três intervenções de microarquitetura e urbanismo tático, destinadas a levar a arquitetura de autor a locais onde ela geralmente não é vista; qualidade onde costumam prevalecer decisões puramente econômicas; e beleza onde raramente se costuma procurar por ela.
Hoje, as renderizações fotorrealistas são o padrão. Sua produção é rápida, barata e esperada pelos clientes. Mas será que essas imagens estão realmente cumprindo seu propósito original? Quem está na vanguarda das novas técnicas de design 3D argumenta que, como setor, nos limitamos a transmitir informações, quando o que deveríamos realmente oferecer é emoção. Agora que as condições de atuação se nivelaram em termos de capacidade tecnológica e hiper-realismo, qual é o próximo passo? Ao introduzir uma camada emocional e criar um senso de lugar, as renderizações podem agregar ainda mais valor a um projeto, escritório, cliente e comunidade.