Em setembro lançamos na Colômbia a terceira edição da nossa convocatória para que arquitetas e arquitetos enviassem seus trabalhos de conclusão de curso (conhecidos no país como tesis de grado). Nesta edição, a convocatória recebeu 94 projetos de mais de 10 cidades e 22 universidades de todo o país, um aumento de 34% nas propostas recebidas em relação a 2017.
Após uma avaliação exaustiva, 6 trabalhos de conclusão de curso foram eleitos vencedores pelo nosso júri editorial (Fabián Dejtiar, Mónica Arellano, José Tomás Franco e Nicolás Valencia). Obras construídas, investigações históricas e planos diretores fazem parte da nossa seleção: desde um protótipo residencial rural até uma detalhada pesquisa sobre o Edificio de Renta, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Além disso, incluímos pela primeira vez um júri externo de alto nível, encarregado de escolher o projeto Grande Vencedor2018. O júri foi composto por Lina Toro (Madri), Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira). "Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades comunicativas, ela também necessita consolidar vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam ideias transformadoras", comenta Cano na avaliação do júri.
O renascimento de Medellín é um dos marcos na histórias da arquitetura. Após décadas de violência urbana, a cidade hoje não é apenas (comparativamente) pacífica, mas um centro arquitetônico de nível mundial. De fato, muitos citam o desenvolvimento urbano da cidade como principal fator de seu renascimento. Mas o sucesso de Medellín às vezes obscurece o da cidade vizinha, a capital colombiana, Bogotá.
Pintando Latinoamérica, uma oficina de encontro que recupera as galerias de um edifício abandonado em pleno centro histórico de Santa Cruz. Image
En Santa Cruz de la Sierra, mais de 150 estudantes de 15 países deram início ao Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura ELEA 2018, organizado pela Coordenação Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) em parceria com a IBEA (Integração Boliviana de Estudantes de Arquitetura). Como já é tradição, uniram-se forças com diferentes entidades públicas e privadas, coletivos de arquitetura, ministrantes de oficinas, docentes e membros da sociedade civil para pensar, projetar e construir nos mais diversos pontos da cidade sob a temática "Crise de identidade?".
A proposta Jardim Botânico Mirante La Cocha, da equipe de estudantes Germán López, María Echeverry e Julián Villescas, conquistou o segundo lugar na nona edição do concurso de projeto em aço para estudantes de arquitetura na Colômbia (Alacero Colômbia), cujo tema deste ano foi um pavilhão estufa para um parque botânico.
Sob o mesmo conceito estrutural, o projeto — dividido em blocos que compreendem o edifício de acesso, o anel de circulação e os pavilhões estufa — busca se constituir como "um espaço de alto valor educativo e de pesquisa que visa promover a preservação e a conservação de espécies botânicas representativas e em estado de ameaça" no departamento colombiano de Nariño.
Nas últimas décadas, a arquitetura e as profissões relacionadas ao ambiente construído mantiveram uma postura isolada, o que as distanciou de debates relevantes e impediu a identificação de oportunidades e novos territórios a serem conquistados. O futuro exigirá líderes com uma visão ampla e renovadora do nosso campo: líderes — homens e mulheres — com a agudeza e as habilidades para identificar problemas reais originados em um espectro de áreas mais amplo do que o atual, capazes de transformá-los em oportunidades de negócios inovadoras, com poder de impacto e que se conectem melhor com a sociedade, gerando mais valor.
A onipresença da tecnologia, a pressão demográfica, o crescimento urbano exponencial ou as diversas ameaças ambientais estão transformando a maneira como planejamos, compreendemos e interagimos com o espaço: em suma, o nosso modo de viver. Para enfrentar esse cenário, devemos evoluir mais rápido do que o nosso contexto. Profissionais de arquitetura e design contam com um talento excepcional como grupo. Temos a capacidade de pensar de forma sistêmica, combinando naturalmente abordagens criativas e propositivas com uma sólida capacidade analítica, e somos capazes de integrar fatores bastante distintos em uma visão de longo prazo, o que nos torna bons estrategistas. Aproveitar esse talento a partir de uma perspectiva profissional muito mais ampla não significa esquecer o papel que tradicionalmente desempenhamos, mas exige questionar o status quo: como em uma árvore, quanto mais alto pretendemos chegar, mais profundas devem ser nossas raízes.
Relembrar as seguintes ideias pode servir como um guia relevante neste interessante trabalho de redefinição:
https://www.archdaily.com.br/pt/1116760/nos-arquitetos-as-e-designers-devemos-evoluir-mais-rapido-do-que-o-nosso-contextoJerónimo van Schendel Erice
O arquiteto Frank Harmon tem um compromisso diário: ele tenta fazer um desenho à mão livre todos os dias. Ele não gasta muito tempo com cada um. Cerca de cinco minutos. Esses gestos rápidos de representação são como capturar relâmpagos em uma garrafa ou, como Virginia Woolf disse uma vez sobre a importância de escrever todos os dias, “bater a rede para capturar a borboleta do momento”. Para capturar esses momentos, você deve ser rápido. O minuto se move. Os desenhos de Harmon parecem soltos, confusos nas bordas. Você sente sua duração de cinco minutos.
https://www.archdaily.com.br/pt/904735/como-um-croqui-diario-melhorara-sua-arquiteturaMichael J. Crosbie
As bienais de arquitetura são uma mostra da produção profissional em nível local, regional ou global. Existem muitas pelo mundo e, graças a elas, é possível conhecer o melhor do trabalho realizado por nós, arquitetos e arquitetas. No Peru, o evento, promovido pelo Colégio de Arquitetos, constitui uma oportunidade para reunir diferentes gerações e turmas, bem como para trocar ideias e experiências.
Refletindo sobre a diversidade do modo como vem sendo organizado nos últimos anos e a impressão geral que me deixam seus resultados, escrevo estas linhas como uma proposta para que nossa categoria estabeleça um modo de celebrar este evento, transcendendo o ponto de vista das diretorias nacionais ou regionais que possam estar à frente.
O Coal Drops Yard, projetado pelo Heatherwick Studio em King's Cross, Londres, foi apresentado hoje, antecipando a abertura oficial do novo distrito comercial ao público nesta sexta-feira, 26 de outubro. O escritório reinventou dois edifícios ferroviários históricos da década de 1850, transformando-os em um novo centro de compras e abrindo o local ao público pela primeira vez. O projeto estende as coberturas internas de duas águas dos antigos depósitos de carvão vitorianos para interligar os dois viadutos em torno de áreas comerciais e espaços públicos.
A série chilena Proyecto Habitarmergulha na intimidade das casas para explorar a realidade da moradia no Chile. Dividida em 9 capítulos que exploram uma série de temas relacionados à habitação, os diretores Joaquín Mora e Verónica Wüst buscam abrir uma discussão. “Acho importante começarmos a nos perguntar como estamos vivendo e como queremos viver”, reflete Mora.
Durante as filmagens, os realizadores exploraram diversas alternativas para conquistar a confiança dos protagonistas e poder narrar como vivem seus espaços. “No processo de trabalhar em equipe, surge a possibilidade e a curiosidade de empregar diferentes formatos para dar espaço à busca”, comenta Wüst.
Como conseguir fachadas leves e modulares com um aspecto rústico e monolítico?
Composto de cimento, celulose e materiais minerais, o fibrocimento permite revestir paredes levemente, não combustíveis e resistentes à chuva, gerando ao mesmo tempo fachadas com texturas, cores e tonalidades variadas. Seus painéis são facilmente manejáveis e perfuráveis e podem configurar fachadas ventiladas quando instaladas com uma certa separação da parede posterior. Confira, a seguir, 9 projetos que utilizaram o fibrocimento com sabedoria como o principal material de suas fachadas.
Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.
https://www.archdaily.com.br/pt/904365/destaques-da-semana-o-que-os-olhos-nao-veemKatherine Allen
Os recentes episódios de poluição ambiental nas cidades chilenas de Quintero e Puchuncaví reacenderam as discussões sobre o impacto na saúde de quem vive nas chamadas zonas de sacrifício. Em agosto passado, o jornal chileno La Tercera noticiou que essas cidades da baía de Quintero convivem com "15 grandes empresas de energia, produtos químicos e combustíveis", incluindo uma fundição, uma usina de gás natural e quatro termoelétricas.
Nesse contexto, o arquiteto chileno Leonardo Quinteros apresentou em seu projeto de graduação a proposta “Bosque Marinho”, uma plataforma de descontaminação baseada no cultivo de algas pardas para a biorremediação da baía. O trabalho apoia-se em uma pesquisa sobre os possíveis métodos de descontaminação e absorção de metais pesados na baía, evidenciando o potencial das algas pardas como agentes de biorremediação marinha.
Quinteros, vencedor do CNPP 2015 e que atualmente desenvolve o projeto do novo edifício municipal de Providencia (Santiago) junto a Tomás Villalón e Nicolás Norero, baseia sua proposta em um plano de descontaminação conhecido como FIC Algas, desenvolvido pela Faculdade de Ecologia da Universidade Andrés Bello (UNAB) em parceria com o Governo Regional de Valparaíso.
Elementos metálicos vêm sendo usado na arquitetura e construção civil há centenas de anos, seja como elemento decorativo, coberturas ou mesmo para reforçar estruturas de alvenaria. No entanto, é apenas na segunda metade do século XVIII que surgem as primeiras pontes cuja estrutura era inteiramente feita em ferro fundido. Um século mais tarde, o ferro foi substituído por uma liga mais resistente e maleável, muito usada ainda hoje na arquitetura: o aço.
Mais denso que o concreto, a resistência o aço subverte seu peso e proporciona maior rigidez com menos material - permitindo a realização de estruturas mais leves e esbeltas que aquelas feitas de outros materiais, como a madeira ou o próprio concreto. Não é, de longe, o material mais usado na arquitetura residencial, entretanto, seu uso tem possibilitado a construção de alguns interessantes - e belos - exemplos de casas contemporâneas:
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.
Após avaliar 94 candidaturas de toda a Colômbia, o ArchDaily anunciou os seis projetos vencedores da terceira edição da chamada de Teses de Graduação do ArchDaily na Colômbia. A seleção realizada por nosso júri editorial inclui obras construídas, pesquisas históricas e planos diretores: de um protótipo residencial rural a uma pesquisa aprofundada sobre o *Edificio de Renta*, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Nesta edição, incorporamos uma nova etapa de avaliação: um segundo júri composto por arquitetos e arquitetas de destaque na Colômbia encarregou-se de escolher o Grande Vencedor2018. Os membros do júri foram Lina Toro, Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira).
"Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades de comunicação, ela também requer a consolidação de vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam as ideias transformadoras", comenta Carlos Cano na avaliação do júri, que convidamos você a conhecer a seguir.
Tijuana é uma das cidades mais povoadas do México e a produção de habitações coletivas teve um boom importante no ano 2000, momento em que se registrou centenas de residências que evoluíram para se tornarem mais de 30.000 em 2007. Este fenômeno veio acompanhado de um consumo midiático que transformou completamente os limites da cidade e a periferia mostrava uma nova aparência: um futuro modernizado e novos esquemas urbanos com um novo estilo de vida.
Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
A ligação entre arquitetura e cinema é inquestionável, assim como a magia de assistir a um filme em um lugar preparado para isso. O desenhos dos espaços de projeção requer soluções arquitetônicas que não apenas respondam à distribuição de assentos e visibilidade, mas também à acústica e à iluminação.
Diversas alternativas publicadas em nosso site destacam as qualidades das propostas de alguns arquitetos frente a esse desafio. Reveja a seguir estes exemplos, acompanhados de suas plantas e cortes.
Durante o desenvolvimento projetual em Arquitetura, estudantes e profissionais adotam uma série de metodologias como experimentação às soluções do objeto arquitetônico a ser materializado. Um suporte importante de muitas dessas metodologias é modelo físico que, do ponto de vista projetual, tem por objetivos simular relações espaciais considerando volumes e planos dispostos no desenho, entender setorizações e ainda ensaiar sistemas construtivos.
Seja qual for a forma - pessoal, teórica, erudita -, arquitetos freqüentemente buscam respaldo em conceitos filosóficos quando precisam defender certas decisões subjetivas de projeto. Pelo lado pessoal, isso até se justifica. Mas, profissionalmente, essa dependência de conceitos filosóficos é um dos principais motivos pelos quais a arquitetura difere fundamentalmente de outras disciplinas práticas da sociedade, como o direito, a economia ou a medicina. Essas disciplinas baseiam-se em estruturas de conhecimento (em códigos, sistemas econômicos e na ciência, respectivamente) que fazem a mediação entre as decisões profissionais e o julgamento subjetivo.
O contato entre as mãos e as maquetes nunca deve ser perdido. Adentrar essa experiência evoca o silêncio, obrigando-nos a refletir sobre o cuidado depositado nas maquetes de concreto. Poucas palavras são necessárias, pois as maquetes costumam revelar tudo o que precisamos saber por meio da beleza e da simplicidade de sua criação e da importância do processo manual no trabalho do/a arquiteto/a.
American Dream or American Nightmare / Yue Ma. Image Courtesy of World Architecture Festival
O World Architecture Festival, com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciaram hoje os vencedores do seu anual Architecture Drawing Prize, estabelecido em 2017 para reconhecer a “importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abraça o uso criativo das renderizações digitalmente produzidas.”
https://www.archdaily.com.br/pt/904308/world-architecture-festival-anuncia-os-vencedores-do-premio-de-desenho-de-2018Katherine Allen
Por ocasião da terceira edição do Workshop EA USS, do qual o ArchDaily é parceiro de mídia, Ernesto Silva, diretor da Escola de Arquitetura da Universidade San Sebastián, reflete sobre as origens desta iniciativa, que teve sua primeira edição em 2016 com a participação internacional de Juan Herreros e, um ano mais tarde, ao lado de Alberto Veiga, sócio fundador do Estudio Barozzi Veiga.
A ideia de realizar um workshop no Chile surgiu em 2015, durante um encontro com Juan Herreros. A princípio, parecia uma iniciativa extremamente difícil de concretizar, mas logo, e após a inclusão de Enrique Walker na conversa, a ideia começou a tomar forma. O projeto se concretizou em outubro de 2016 graças ao apoio e generosidade da Faculdade de Arquitetura da Universidade San Sebastián, quando Juan Herreros e Enrique Walker lideraram na EAUSS o primeiro workshop desta série: Correções Tipológicas.
Os templates de Revit são o ponto de partida para se trabalhar no software, pois contêm os elementos e configurações básicas necessárias para qualquer tipo de projeto. Dessa forma, cada escritório de arquitetura vai criando diferentes templates para os seus diversos projetos.
Se você está começando a trabalhar no Revit ou quer complementar os seus templates já criados, apresentamos a seguir dois templates que contêm tudo o que você precisa para iniciar de forma eficaz no mundo BIM, em suas versões 2017 e 2018.