Olhe o Degrau Jardim Nakamura. Image Cortesia de Cidade Ativa
Caminhando pelas ruas, nos deparamos com diversas formas, cores, texturas, sons e cheiros. Nossos sentidos são ativados e esses estímulos nos fazem conectar com o lugar em que estamos. As cidades são, muitas vezes, sinônimo de fumaça, ruídos de motores e buzinas, tons de cinza. A escassez de elementos naturais ou construídos que transmitam a sensação de segurança, conforto e que nos agradem esteticamente influencia para que sigamos descontentes e frustrados no ambiente urbano. Esses sentimentos alimentam a falta de conexão entre pessoas e lugares, a falta de empatia com o outro e descompromisso com aquilo que é público.
Certamente, todo arquiteto se perguntou como as formas fluidas, mas complexas, da arquitetura de Zaha Hadid Architects são trazidas à realidade. E é lindo ver como uma ideia conceitual inicial - provavelmente desenhada como um esboço rápido - se materializa em desenhos planimétricos precisos e detalhados.
Nós compilamos uma série de detalhes construtivos de 9 projetos desenvolvidos pelo escritório Zaha Hadid Architects que dão uma visão sobre seu estilo e abordagem distintos, nos mostrando que, com um pouco de criatividade e muita experiência, até mesmo os sonhos mais impossíveis podem ser construídos.
Centro de Estudos e Pesquisas de Petróleo Rei Abdullah por Zaha Hadid Architects, finalista da categoria "Ensino Superior e Pesquisa - Edifícios Concluídos"
O World Architecture Festival é considerado um dos eventos arquitetônicos mais abrangentes e influentes do mundo. A edição deste ano será realizada em Amsterdã, no Centro de Convenções e Exposições RAI, de 28 a 30 de novembro. Reunindo vozes globais na arquitetura, os palestrantes deste ano incluem o apresentador Rem Koolhaas, Jeanne Gang, David Adjaye e Li Xiaodong. Este ano, cinco leitores do ArchDaily podem ganhar um ingresso para o World Architecture Festival 2018 (no valor de € 1.525). Participe aqui.
Dia das Bruxas. Um dia atormentado por fantasmas, vampiros e duendes. Historicamente, a noite de Todos os Santos era tida como o momento em que os espíritos poderiam retornar ao mundo terreno. Aqui, compilamos alguns exemplos em que "fantasmas" do além aparecem como coadjuvantes na fotografia de arquitetura. Veja-os a seguir... se tiver coragem.
Quando o mundo passa por grandes mudanças (sejam elas sociais, econômicas, tecnológicas ou políticas), o mundo da arquitetura precisa se adaptar junto. Mudanças na política do governo, por exemplo, podem trazer novas oportunidades para a arquitetura prosperar, como o influxo de moradias sociais de alta qualidade que estão sendo projetadas atualmente em Londres. Os avanços tecnológicos são mais fáceis de perceber, mas as mudanças sociais têm tanto impacto sobre a indústria de arquitetura e os edifícios que projetamos.
Hoje, estima-se que só no Brasil sejam depositados 30 milhões de toneladas de lixo anualmente em aterros sanitários, e que só em São Paulo sejam 14 mil toneladas de resíduos sólidos direcionados a estas áreas todos os dias. [1] Não é de se espantar que aterros sanitários ocupem enormes parcelas territoriais, que não param de crescer, e que são problemas críticos para quase todas as cidades. Mas o que pode ser feito quanto os aterros já não podem mais receber resíduos e são fechados? É possível dar uma nova vida a essas montanhas de lixo? Quais as possibilidades e cuidados?
Classificar arquitetos ou tentar criar uma lista – que, de partida, pressupõe um ponto de vista e gostos particulares – parece ser uma tarefa, no mínimo, inútil. No entanto, à medida que deixamos de buscar inspiração apenas em fontes reconhecidas e premiadas, os grandes nomes da arquitetura mundial, é importante lançar luz sobre produções que nós, como editores do ArchDaily, consideramos particularmente valiosas. Dos milhares de escritórios já selecionados para publicação em nossos sites, ocasionalmente notamos profissionais cujo trabalho se destaca. Seja por suas abordagens inovadoras em relação à prática projetual, pela contribuição às suas comunidades locais ou pela generosidade, estes profissionais chamaram nossa atenção – e aqui os apresentamos na esperança de que suas produções sejam vistas como exemplos que inspiram a desafiar o status quo na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/904783/os-profissionais-mais-inspiradores-da-arquitetura-contemporaneaAD Editorial Team
O seguinte trecho do Guia Arquitetônico de Viagem: Mid-Century Modern Architecture Travel Guide: East Coast USA — e as excelentes fotos de Darren Bradley diga-se de passagem - fornecem uma introdução à charmosa e inspiradora arquitetura moderna Mid-Century da Costa Leste dos Estados Unidos. O livro inclui mais de 250 projetos e pode ser considerado um novo catálogo de um dos mais importantes movimentos arquitetônicos dos EUA.
Poucas experiências encontram-se tão enraizadas no senso comum do ser humano ocidental quanto a ideia de atravessar os Estados Unidos por suas rotas mais famosas - um rito de passagem descrito e transformando em literatura por uma série de autores tais como Alexis de Tocqueville e Jack Kerouac. E a rota da arquitetura moderna? Ela não parece ser assim tão conhecida. Mas, podemos considerar que essa é uma das muitas razões pelas quais, a rota da arquitetura mid-century pode ser tão fantástica e surpreendente. Na atual era digital, novas descobertas tornaram-se momentos cada vez mais raros em nossas vidas. A redescoberta da costa leste dos Estados Unidos - principalmente no contexto de uma das mais inspiradoras obras de arquitetura do mundo - pode ser um verdadeiro deleite.
Em setembro lançamos na Colômbia a terceira edição da nossa convocatória para que arquitetas e arquitetos enviassem seus trabalhos de conclusão de curso (conhecidos no país como tesis de grado). Nesta edição, a convocatória recebeu 94 projetos de mais de 10 cidades e 22 universidades de todo o país, um aumento de 34% nas propostas recebidas em relação a 2017.
Após uma avaliação exaustiva, 6 trabalhos de conclusão de curso foram eleitos vencedores pelo nosso júri editorial (Fabián Dejtiar, Mónica Arellano, José Tomás Franco e Nicolás Valencia). Obras construídas, investigações históricas e planos diretores fazem parte da nossa seleção: desde um protótipo residencial rural até uma detalhada pesquisa sobre o Edificio de Renta, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Além disso, incluímos pela primeira vez um júri externo de alto nível, encarregado de escolher o projeto Grande Vencedor2018. O júri foi composto por Lina Toro (Madri), Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira). "Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades comunicativas, ela também necessita consolidar vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam ideias transformadoras", comenta Cano na avaliação do júri.
O renascimento de Medellín é um dos marcos na histórias da arquitetura. Após décadas de violência urbana, a cidade hoje não é apenas (comparativamente) pacífica, mas um centro arquitetônico de nível mundial. De fato, muitos citam o desenvolvimento urbano da cidade como principal fator de seu renascimento. Mas o sucesso de Medellín às vezes obscurece o da cidade vizinha, a capital colombiana, Bogotá.
Pintando Latinoamérica, uma oficina de encontro que recupera as galerias de um edifício abandonado em pleno centro histórico de Santa Cruz. Image
En Santa Cruz de la Sierra, mais de 150 estudantes de 15 países deram início ao Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura ELEA 2018, organizado pela Coordenação Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) em parceria com a IBEA (Integração Boliviana de Estudantes de Arquitetura). Como já é tradição, uniram-se forças com diferentes entidades públicas e privadas, coletivos de arquitetura, ministrantes de oficinas, docentes e membros da sociedade civil para pensar, projetar e construir nos mais diversos pontos da cidade sob a temática "Crise de identidade?".
A proposta Jardim Botânico Mirante La Cocha, da equipe de estudantes Germán López, María Echeverry e Julián Villescas, conquistou o segundo lugar na nona edição do concurso de projeto em aço para estudantes de arquitetura na Colômbia (Alacero Colômbia), cujo tema deste ano foi um pavilhão estufa para um parque botânico.
Sob o mesmo conceito estrutural, o projeto — dividido em blocos que compreendem o edifício de acesso, o anel de circulação e os pavilhões estufa — busca se constituir como "um espaço de alto valor educativo e de pesquisa que visa promover a preservação e a conservação de espécies botânicas representativas e em estado de ameaça" no departamento colombiano de Nariño.
Nas últimas décadas, a arquitetura e as profissões relacionadas ao ambiente construído mantiveram uma postura isolada, o que as distanciou de debates relevantes e impediu a identificação de oportunidades e novos territórios a serem conquistados. O futuro exigirá líderes com uma visão ampla e renovadora do nosso campo: líderes — homens e mulheres — com a agudeza e as habilidades para identificar problemas reais originados em um espectro de áreas mais amplo do que o atual, capazes de transformá-los em oportunidades de negócios inovadoras, com poder de impacto e que se conectem melhor com a sociedade, gerando mais valor.
A onipresença da tecnologia, a pressão demográfica, o crescimento urbano exponencial ou as diversas ameaças ambientais estão transformando a maneira como planejamos, compreendemos e interagimos com o espaço: em suma, o nosso modo de viver. Para enfrentar esse cenário, devemos evoluir mais rápido do que o nosso contexto. Profissionais de arquitetura e design contam com um talento excepcional como grupo. Temos a capacidade de pensar de forma sistêmica, combinando naturalmente abordagens criativas e propositivas com uma sólida capacidade analítica, e somos capazes de integrar fatores bastante distintos em uma visão de longo prazo, o que nos torna bons estrategistas. Aproveitar esse talento a partir de uma perspectiva profissional muito mais ampla não significa esquecer o papel que tradicionalmente desempenhamos, mas exige questionar o status quo: como em uma árvore, quanto mais alto pretendemos chegar, mais profundas devem ser nossas raízes.
Relembrar as seguintes ideias pode servir como um guia relevante neste interessante trabalho de redefinição:
https://www.archdaily.com.br/pt/1116760/nos-arquitetos-as-e-designers-devemos-evoluir-mais-rapido-do-que-o-nosso-contextoJerónimo van Schendel Erice
O arquiteto Frank Harmon tem um compromisso diário: ele tenta fazer um desenho à mão livre todos os dias. Ele não gasta muito tempo com cada um. Cerca de cinco minutos. Esses gestos rápidos de representação são como capturar relâmpagos em uma garrafa ou, como Virginia Woolf disse uma vez sobre a importância de escrever todos os dias, “bater a rede para capturar a borboleta do momento”. Para capturar esses momentos, você deve ser rápido. O minuto se move. Os desenhos de Harmon parecem soltos, confusos nas bordas. Você sente sua duração de cinco minutos.
https://www.archdaily.com.br/pt/904735/como-um-croqui-diario-melhorara-sua-arquiteturaMichael J. Crosbie
As bienais de arquitetura são uma mostra da produção profissional em nível local, regional ou global. Existem muitas pelo mundo e, graças a elas, é possível conhecer o melhor do trabalho realizado por nós, arquitetos e arquitetas. No Peru, o evento, promovido pelo Colégio de Arquitetos, constitui uma oportunidade para reunir diferentes gerações e turmas, bem como para trocar ideias e experiências.
Refletindo sobre a diversidade do modo como vem sendo organizado nos últimos anos e a impressão geral que me deixam seus resultados, escrevo estas linhas como uma proposta para que nossa categoria estabeleça um modo de celebrar este evento, transcendendo o ponto de vista das diretorias nacionais ou regionais que possam estar à frente.
O Coal Drops Yard, projetado pelo Heatherwick Studio em King's Cross, Londres, foi apresentado hoje, antecipando a abertura oficial do novo distrito comercial ao público nesta sexta-feira, 26 de outubro. O escritório reinventou dois edifícios ferroviários históricos da década de 1850, transformando-os em um novo centro de compras e abrindo o local ao público pela primeira vez. O projeto estende as coberturas internas de duas águas dos antigos depósitos de carvão vitorianos para interligar os dois viadutos em torno de áreas comerciais e espaços públicos.
A série chilena Proyecto Habitarmergulha na intimidade das casas para explorar a realidade da moradia no Chile. Dividida em 9 capítulos que exploram uma série de temas relacionados à habitação, os diretores Joaquín Mora e Verónica Wüst buscam abrir uma discussão. “Acho importante começarmos a nos perguntar como estamos vivendo e como queremos viver”, reflete Mora.
Durante as filmagens, os realizadores exploraram diversas alternativas para conquistar a confiança dos protagonistas e poder narrar como vivem seus espaços. “No processo de trabalhar em equipe, surge a possibilidade e a curiosidade de empregar diferentes formatos para dar espaço à busca”, comenta Wüst.
Como conseguir fachadas leves e modulares com um aspecto rústico e monolítico?
Composto de cimento, celulose e materiais minerais, o fibrocimento permite revestir paredes levemente, não combustíveis e resistentes à chuva, gerando ao mesmo tempo fachadas com texturas, cores e tonalidades variadas. Seus painéis são facilmente manejáveis e perfuráveis e podem configurar fachadas ventiladas quando instaladas com uma certa separação da parede posterior. Confira, a seguir, 9 projetos que utilizaram o fibrocimento com sabedoria como o principal material de suas fachadas.
Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.
https://www.archdaily.com.br/pt/904365/destaques-da-semana-o-que-os-olhos-nao-veemKatherine Allen
Os recentes episódios de poluição ambiental nas cidades chilenas de Quintero e Puchuncaví reacenderam as discussões sobre o impacto na saúde de quem vive nas chamadas zonas de sacrifício. Em agosto passado, o jornal chileno La Tercera noticiou que essas cidades da baía de Quintero convivem com "15 grandes empresas de energia, produtos químicos e combustíveis", incluindo uma fundição, uma usina de gás natural e quatro termoelétricas.
Nesse contexto, o arquiteto chileno Leonardo Quinteros apresentou em seu projeto de graduação a proposta “Bosque Marinho”, uma plataforma de descontaminação baseada no cultivo de algas pardas para a biorremediação da baía. O trabalho apoia-se em uma pesquisa sobre os possíveis métodos de descontaminação e absorção de metais pesados na baía, evidenciando o potencial das algas pardas como agentes de biorremediação marinha.
Quinteros, vencedor do CNPP 2015 e que atualmente desenvolve o projeto do novo edifício municipal de Providencia (Santiago) junto a Tomás Villalón e Nicolás Norero, baseia sua proposta em um plano de descontaminação conhecido como FIC Algas, desenvolvido pela Faculdade de Ecologia da Universidade Andrés Bello (UNAB) em parceria com o Governo Regional de Valparaíso.
Elementos metálicos vêm sendo usado na arquitetura e construção civil há centenas de anos, seja como elemento decorativo, coberturas ou mesmo para reforçar estruturas de alvenaria. No entanto, é apenas na segunda metade do século XVIII que surgem as primeiras pontes cuja estrutura era inteiramente feita em ferro fundido. Um século mais tarde, o ferro foi substituído por uma liga mais resistente e maleável, muito usada ainda hoje na arquitetura: o aço.
Mais denso que o concreto, a resistência o aço subverte seu peso e proporciona maior rigidez com menos material - permitindo a realização de estruturas mais leves e esbeltas que aquelas feitas de outros materiais, como a madeira ou o próprio concreto. Não é, de longe, o material mais usado na arquitetura residencial, entretanto, seu uso tem possibilitado a construção de alguns interessantes - e belos - exemplos de casas contemporâneas:
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.
Após avaliar 94 candidaturas de toda a Colômbia, o ArchDaily anunciou os seis projetos vencedores da terceira edição da chamada de Teses de Graduação do ArchDaily na Colômbia. A seleção realizada por nosso júri editorial inclui obras construídas, pesquisas históricas e planos diretores: de um protótipo residencial rural a uma pesquisa aprofundada sobre o *Edificio de Renta*, formato residencial popular em Bogotá entre as décadas de 1940 e 1970.
Nesta edição, incorporamos uma nova etapa de avaliação: um segundo júri composto por arquitetos e arquitetas de destaque na Colômbia encarregou-se de escolher o Grande Vencedor2018. Os membros do júri foram Lina Toro, Carlos Cano (OPUS, Medellín) e Jorge Noreña (Ruta 4, Pereira).
"Embora a arquitetura exija rigor, dedicação e habilidades de comunicação, ela também requer a consolidação de vínculos com o urbanismo e a paisagem, bem como com profissões que viabilizam as ideias transformadoras", comenta Carlos Cano na avaliação do júri, que convidamos você a conhecer a seguir.