A recém-criada cidade de Sadra, no Irã, gradualmente está se transformando em uma mega-cidade, devido principalmente a sua localização geográfica privilegiada. Procurando diversificar o contexto de uma cidade em um avassalador processo de crescimento e expansão, vários centros culturais tem sido construídos em Sadra ao longo dos últimos anos, transformando a cidade em uma vibrante e dinâmica centralidade urbana dentro do país.
Mas uma cidade projetada e em permanente processo de expansão não se faz apenas de edifícios, por mais variados que seus programas possam ser, ela necessita principalmente de um planejamento urbano bastante efetivo e que considere a flexibilização do uso do espaço ao longo do tempo assim como projete a sua decorrente expansão futura. Pensando nisso, o estúdio de arquitetura NextOffice - Alireza Taghaboni desenvolveu um projeto chamado de “Centro Cívico de Sadra” como uma cidade dentro da própria cidade, construída e definida a partir de seus principais elementos urbanos e características espaciais.
Nos últimos anos, a arquitetura europeia tem se voltado para a renovação e remodelação de edifícios e centros históricos, visando deminuir a expansão urbana horizontal e promover o readensamento dessas regiões.
Além de adensar zonas anteriormente degradadas, esta tendência permitiu, em alguns casos, que populações deslocadas para as periferias voltassem a habitar os centros, desfrutando de melhores condições de acesso à infraestrutura urbana.
Utilizando a mistura de uma base cimentícia com fragmentos de pedras naturais, o granilite caracteriza-se como um material extremamente resistente e versátil. Muito utilizado há algumas décadas, o material tem sido redescoberto pelos arquitetos e cada vez mais utilizado em novas obras. Mas além das pedras naturais, essa base cimentícia pode incluir elementos inusitados, como resíduos da construção: pregos, tijolos quebrados, pedaços de madeira, que são incluídos na mistura criando produtos interessantes.
A peça final do novo empreendimento no Parque de Edimburgo será o primeiro edifício do artista britânico David Mach, chamado “Mach 1”. Concebido em parceria com o arquiteto Dixon Jones, o edifício será composto por mais de 30 contêineres - porém, sem seguir a constumeira ortogonalidade dos edifícios de contêineres. Em vez disso, sua forma escultórica visa chamar a atenção do público para o novo bairro, especialmente daqueles que se deslocam de trem na região.
Aeroportos exigem soluções arquitetônicas que respondam não apenas à eficiência de seus espaços e circulações - tanto operacionais quanto de passageiros -, mas também às previsões de conexão com outros sistemas de transporte e às estratégias de expansão dos terminais.
Veja, a seguir, dez exemplos de aeroportos publicados em nossas plataformas que atendem as altas exigências envolvidas no transporte aéreo.
Montagem feita a partir dos desenhos cedidos pelos autores. . Image Cortesia de a+t architecture publishers
Viajar pelo Japão pode ser uma experiência impressionante para um turista ocidental - especialmente se este tiver alguma relação com a arquitetura. Além das enormes diferenças culturais, o país é conhecido por uma produção arquitetônica riquíssima - oito dos 42 laureados do Prêmio Pritkzer são japoneses - que mantém sua consistência desde os anos 1960.
Edifício Niemeyer em Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel
Como parte de nosso tema mensal (viagem), covidamos alguns escritórios brasileiros e portugueses a sugerirem edifícios e espaços públicos de suas respectivas cidades que merecem uma visita. No Brasil, projetos em Brasília, Rio de Janeiro, Olinda, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre farão alguns de nossos leitores desejarem conhecer melhor o país - ou cruzar o Atlântico para visitar algumas obras nas cidades portuguesas de Guimarães, Porto e Lisboa.
https://www.archdaily.com.br/pt/919841/17-lugares-imperdiveis-no-brasil-e-portugal-segundo-arquitetos-de-cada-regiaoEquipe ArchDaily Brasil
A premiada arquiteta Tatiana Bilbao falou em uma entrevista divulgada pelo Louisiana Channel sobre suas frustrações com a situação atual de sustentabilidade na arquitetura. Vivendo no México, que Bilbao descreve como um "país sem recursos", ela afirma que as pessoas estão acostumadas a não desperdiçar recursos e que a "sustentabilidade" é uma parte natural da vida cotidiana. “Eu odeio a palavra 'sustentabilidade' porque acho que se tornou uma palavra que pode qualificar um tipo de arquitetura e que, para mim, deveria ser incorporada."
Mercado dos Peixes, Fortaleza (CE), vencedor do 10º Prêmio AsBEA de Arquitetura, na categoria Edifícios Comerciais. Projeto dos escritórios Arcosanti Arquitetura, Esdras Santos Arquitetura e Fausto Nilo Arquitetura.. Image Cortesia de CAU/BR
Arquitetos e urbanistas avaliaram os serviços oferecidos pelo CAU/BR e pelos CAU/UF. De nove serviços analisados pelos profissionais, sete receberam nota média superior a 7, em uma escala de zero a 10. Essas e outras informações fazem parte da Pesquisa de Avaliação do CAU realizada pelo Instituto Datafolha em maio, com 1.500 arquitetos e urbanistas e 500 empresas de Arquitetura e Urbanismo entrevistados por telefone, para aferir a efetividade dos canais de comunicação do Conselho com os profissionais e sociedade, além levantar informações para subsidiar ações que garantam o acesso às informações da entidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/919658/arquitetos-e-urbanistas-de-todo-o-brasil-avaliam-servicos-do-cauEquipe ArchDaily Brasil
Étienne-Louis Boullée é considerado um dos arquitetos mais visionários e influentes do neoclassicismo francês, no entanto, apesar do prestígio, não viu nenhum de seus projetos mais extraordinários sair do papel. Ao longo das últimas décadas do século XVIII, Boullée ensinou, teorizou e praticou arquitetura em um estilo característico marcado por formas geométricas de grande escala, negação de qualquer ornamentação desnecessária e repetição de colunas e outros elementos similares.
Não há dúvidas de que arquitetos passam muito tempo na prancheta, seja virtual ou tridimensional. De fato, apesar dessa característica não ser exclusiva aos arquitetos, a média de tempo que uma pessoa passa sentada por dia é de 7,7 horas, porém, nos EUA este tempo chega a 13 horas. Claro que este tempo inclui os momentos de deslocamento em transporte público, no sofá assistindo televisão, e uma ampla gala de atividades realizadas na posição sentada, no entanto, parte considerável desse tempo é gasto trabalhando em frente a um computador.
Como podemos melhorar a qualidade desse tempo de modo que ele seja bem gasto e também minimizado? Para passar um tempo mais eficiente, produtivo -- e sobretudo mais agradável -- mostramos a seguir 13 dicas para melhorar seu espaço de trabalho físico e digital.
Independentemente da área de especialização dos designers, estes profissionais são capazes de traduzir ideias e fantasias em matéria visível e tangível. Afinal, o princípio da disciplina é bastante simples: se algo não existe, crie-o.
Para seu exame final de fotografia, Szabó Viktor fez fotos de edifícios existentes e os manipulou de modo a recriar estruturas que só existiam até então em sua imaginação.
House in Boliqueime. Imagem Cortesia de bak gordon arquitectos
Past, Present, Future é um projeto de entrevistas do Itinerant Office que convida arquitetos aclamados a compartilharem suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três segmentos de vídeo: Passado, Presente e Futuro, nos quais os entrevistados discutem suas reflexões e experiências através de cada um destes enfoques. O primeiro episódio do projeto contou com a participação de 11 arquitetos da Itália e Holanda, e o segundo episódio conta com entrevistas com 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Arquitetos podem buscar inspiração em qualquer coisa ao seu redor: formas, volumes, arte, música, natureza ... Mas algumas fontes de inspiração são simplesmente fora deste mundo. Literalmente.
A NASA criou uma biblioteca online com 140.000 fotos, vídeos e áudios em alta resolução, todos gratuitos e disponíveis para download. Veja, a seguir, uma seleção de imagens que pode servir de inspiração - ou, simplesmente, matar a curiosidade.
Originalmente publicado em Entrepreneur Architect, Kevin J Singh, Professor Associado da Louisiana Tech, nos mostra neste artigo 21 pontos sobre como ter uma vida bem sucedida e feliz como arquiteto. A lista dá algumas diretrizes que certamente ajudarão estudantes e jovens arquitetos, mas que podem também ser úteis a profissionais não tão jovens que necessitam repensar o que lhes é mais importante na vida profissional.
O que vem a seguir é uma compilação da palestra que proferi em meu último dia de aula. Em vez de recapitular o conteúdo ou aplicar uma prova final, compartilhei com meus alunos uma apresentação intitulada You Finish School and Start to Practice. Nela apresento uma série de declarações seguidas por breves explicações.
Os seres humanos podem sobreviver 30 dias sem comer, 3 dias sem beber, mas apenas 3 minutos sem respirar. Naturalmente, a nossa necessidade de ar é constante, dependemos dele em todos os momentos, tanto em ambientes internos como externos, embora muitas vezes este seja menos limpo do que o esperado. Odores desagradáveis nos alertam para um ar ruim, mas muitas substâncias irritantes e gases insalubres não são facilmente detectáveis pelo cheiro embora ainda afetem nossa saúde. Os cheiros são o sinal mais óbvio, pois são conscientemente percebidos pelo cérebro e pelo sistema nervoso, permitindo-nos fazer julgamentos sobre o nosso ambiente.
Saiba mais sobre as origens da má qualidade do ar interior, a importância de abordá-la dentro do ambiente construído e como projetar almejando conforto e uma boa qualidade do ar interior.
O cast da quinzena aborda a série do SESCTV chamada “A cidade no Brasil”, inspirada na publicação de mesmo nome do antropólogo, historiador, poeta e ensaísta Antônio Risério. Quem dirige a série e é uma das nossas convidadas para o cast é a socióloga e cineasta Isa Grinspum Ferraz, que tem entre seus trabalhos a série documental “O povo brasileiro”, baseada na obra de Darcy Ribeiro, e o documentário “Marighella”, de 2012. Completando o time de convidados, o arquiteto e urbanista Álvaro Gianninni traz sua visão de expectador entusiasmado com com a proposta do canal.
Crianças europeias passam aproximadamente 200 dias por ano nas suas escolas primárias. Ainda que grande parte do mundo não tenha toda essa carga letiva, depois da própria casa, geralmente o local em que as crianças e adolescentes passam mais tempos são nas instituições educacionais. Podem ser locais de aprendizado, brincadeiras e convívio. E, por mais triste que possa ser, também podem ser os locais seguros, de oportunidades e mesmo de alimentação para crianças que vivem em ambientes de abandono, fome e violência. Através de uma pesquisa ampla no Reino Unido, concluiu-se que as diferenças nas características físicas das salas de aula explicavam 16% da variação no progresso da aprendizagem ao longo de um ano. Ou seja, quanto mais bem projetada a sala de aula, mais bem as crianças se dão academicamente. Ainda segundo o estudo, os fatores que mais influenciam são a luz solar, a qualidade do ar interno, o ambiente acústico, a temperatura, o projeto da própria sala de aula e a estimulação dentro dela.
Falar hoje em dia de infraestruturas significa falar de geopolítica e conectividade como fator chave da competitividade global, e por conectividade não se deve entender apenas as infraestruturas físicas, ainda que sejam ruas para veículos sem condutor, ou túneis para o hyperloop.
Diferente de muitas produções audiovisuais onde as cidades do futuro aparecem colapsadas por infra-estruturas distópicas, abarrotadas de pessoas e cheias de violência, Black Mirror nos mostra uma linha possivelmente muito mais próxima e austera - muito mais relacionada às tendências atuais da arquitetura.
Os avanços na tecnologia mudaram a forma como as pessoas trabalham e se deslocam em cidades congestionadas. Como o espaço livre nessas áreas urbanas tornou-se escasso, as pessoas mudaram sua perspectiva e agora olham para o céu buscando novos meios de mobilidade, transportando seus produtos através de drones ou "táxis" aéreos.
Em 1955, o Museu de Arte Moderna de Nova York organiza seu primeiro levantamento de arquitetura latino-americana: a exposição Latin American Architecture since 1945. Sob a curadoria do historiador e teórico da arquitetura moderna Henry-Russell Hitchcock, a exposição e o catálogo que a acompanha agenciam um discurso específico sobre a arquitetura latino-americana produzida entre 1945 e 1955, sob a rubrica de dois conceitos unificadores: o do modernismo e o da América Latina[1].
https://www.archdaily.com.br/pt/918870/o-moma-e-a-america-latina-construindo-olhares-tecendo-relacoesLaura Levi
Como um escape à deixar de lado as preocupações cotidianas, baladas e casas noturnas são por vezes o local a expressão corporal e libertação do estresse interior. Pensadas às atividades dançantes e buscando criar atmosferas ousadas, arquitetos de todo o mundo tem cada vez mais sido convidados a projetar estes espaços, com propostas inovadoras, desde a escolha de materiais a projetos luminotécnicos irreverentes.