
Cristóbal Caro nos apresenta uma mostra fotográfica intitulada "Cadeiras, microarquitetura no espaço público", cujo conceito busca vincular os objetos dispersos na trama urbana aos símbolos e vestígios implícitos que contêm.

Cristóbal Caro nos apresenta uma mostra fotográfica intitulada "Cadeiras, microarquitetura no espaço público", cujo conceito busca vincular os objetos dispersos na trama urbana aos símbolos e vestígios implícitos que contêm.

Se perguntado sobre conforto, qual é a primeira coisa que vem à mente? Acabamentos de luxo, cadeiras caras e interiores elegantes? Poucos pensariam em seu escritório, e o provável culpado é uma ignorância fundamental de uma definição alternativa de conforto. Quando definido como um estado de bem-estar físico derivado das disposições necessárias para que os ocupantes desempenhem tarefas específicas no espaço, é evidente que os arquitetos possuem um papel fundamental - e que o conforto não não diz respeito a apenas espaços confortáveis para atividades de lazer.
Arquitetos e designers são responsáveis pelas qualidades visuais, térmicas e acústicas dos espaços, sem mencionar a qualidade do ar interior dos nossos escritórios e residências. Isso é fundamental, considerando que o típico cidadão urbano do século XXI gasta em média 90% do seu tempo em ambientes fechados. Estamos constantemente experimentando as consequências físicas, psicológicas e fisiológicas do equilíbrio (ou desequilíbrio) dos desenhos nos espaços internos.
Com isso em mente, o conforto térmico parece óbvio (e é), mas infelizmente o conforto como objetivo holístico da arquitetura nunca foi levado a sério o suficiente. Além de medir os aspectos acústicos e visuais de um espaço construído, os arquitetos devem ter uma sólida compreensão dos conceitos subjacentes que orientam as melhores práticas. Uma compreensão sólida de como as seleções de materiais afetarão as avaliações qualitativas de salas de conferências, residências, teatros etc. melhora a tomada de decisões tectônicas básicas que podem, por sua vez, criar espaços mais confortáveis.
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Frequentemente empregado em projetos residenciais e atuando como uma extensão da laje, o beiral abandonou na contemporaneidade a timidez dimensional e aplicação intimamente ligada a proteção das faces externas contra a chuva e, indo muito além, é reinventado, garantindo novos espaços de convívio, como a varanda por exemplo, que parece ressignificar o antigo alpendre bandeirista e cria uma extensão dos interiores quebrando os limites entre interno e externo.

À medida que 2018 chega ao fim, voltamos nossos olhos para os projetos que estamos mais aguardados de 2019. Muitos dos projetos listados aqui estão em andamento há anos, tendo já experimentado as frustrações inerentes de uma profissão que depende de investimentos significativos e longos prazos - para não mencionar as mudanças de políticas.

Como anunciado anualmente, o Pantone Color Institute divulgou há alguns dias a cor 2019: Coral Living. Com nuance vibrante, mas, ao mesmo tempo, suavidade, a cor que promete ser a tendência do novo ano, "nos acolhe com sua aura cálida e nutritiva, flutuando e reconfortando num ambiente em constante transformação". [1]

As dinâmicas dos habitantes das cidades se moldam de acordo com seu cotidiano, o que inclui as atividades que realizam, seus horários e o meio de transporte que utilizam. Além disso, a condição física e mental sustenta a interação entre as pessoas e as ruas. Trata-se de uma experiência completamente subjetiva, associada à idade, à estatura ou a alguma condição física que implique a ausência de algum dos sentidos ou de parte do corpo.
As pessoas caminham, atravessam a rua quando o semáforo indica, enquanto ouvem, simultaneamente, uma playlist no celular. Conhecem as texturas porque as veem; sabem para onde o vento sopra através do olhar. Sabem que sentem a cidade, mas sem se aprofundar nas informações recebidas por meio de cada sentido.

Enfim chegamos ao último dia de 2018, um ano marcado por uma série de tendências arquitetônicas, novidades em propostas apresentadas a concursos, bienais e feiras de arquitetura, e sobretudo, pontuado por um mar de projetos que refletem inquietações por parte dos arquitetos que sugerem novos rumos a arquitetura. Posto isso, após 365 dias de muitas surpresas para o universo da arquitetura, é hora de festejar e agradecer por mais um ano e nada melhor do que curtir a chegada de 2019 ao som de músicas especiais, não é mesmo? Com isso em mente, nossa equipe editorial preparou uma seleção especial - com sons de Coldplay e John Lennon para emocionar, passando por Bruno Mars e Alok para festejar e chegando a clássicos brasileiros de Elis Regina e João Gilberto.
Conheça a lista completa de músicas para o Reveillon, a seguir.

Desde a sua mais tenra idade, Carlo Scarpa, aquele que se tornaria um dos mais importantes arquitetos italianos de todos os tempos, tinha muito presente o elemento fundamental que descreveria e fundamentaria sua obra muitos anos depois: a água. Enquanto brincava e se divertia por entre aquele emaranhado de vielas e canais, Scarpa vivenciava todo um universo de informações, especialmente a riqueza de estímulos que sua cidade natal o oferecia. Sua enorme sensibilidade para com o espaço è fruto dos estímulos que lhe proporcionava Veneza, sua mais bela inspiração. Sua devoção pelo simples, pelo despretensioso, exatamente o contrário da exuberância, do cenográfico e ostensivo, vai sendo construída pouco a pouco; a arte, o espaço e a história estavam presentes em suas leituras, em sua viagem em direção ao conhecimento.
Carlo Scarpa desenvolveu sua arquitetura à partir de sua extraordinaria cultura visual e de seu respeito pela tradição; percorrendo as evidências do passado e reinterpretando-as à sua manera, transformando-as em espaço arquitetônico onde todas as peças são unidades independentes mas bem orquestradas, uma narrativa espacial que, como ele mesmo dizia, poderia ser interpretada como uma música. Utilizava toda sua sabedoria e sensibilidade para se posicionar em relação ao passado, às preexistências. Mergulhando na história e interpretando o passado, construía suas obras de modo que valorizassem o contexto onde estavam inseridas.

Porque, para todos os projetos e edifícios inspiradores de todo o mundo, estaríamos perdidos sem os fotógrafos dedicados a compartilhar essa inspiração conosco. Apresentamos, a seguir, as fotografias de arquitetura mais inspiradoras do ano.

A implementação de uma Rua Completa é uma conquista a ser celebrada em uma cidade. Um projeto que chega a se tornar realidade é uma indicação de que a mobilidade urbana da região está sendo pensada em prol do uso mais democrático do espaço e da segurança de todos os seus usuários. Mesmo assim, medir o impacto dessas intervenções é de vital importância para orientar futuras ações no local.
A primeira Rua Completa de São Paulo, a Rua Joel Carlos Borges, no Brooklin, passou por uma avaliação dois meses após sua implantação, a qual concluiu que 92% dos usuários da via aprovam o projeto e acreditam que as mudanças são benéficas.

A arquitetura não ilustra nem imita ideias nascidas da filosofia, da literatura, da pintura ou de qualquer outra forma de representação artística; mas, sim, constitui um modo de pensamento por direito próprio: o pensamento arquitetônico. Esse modo de discorrer, de fazer, necessita de suas próprias ferramentas como único meio para traduzir todas essas ideias em algo concreto, em algo real, capaz de se comunicar por si mesmo. Uma dessas ferramentas, talvez a mais indispensável, é o desenho.

O nome de Jorn Utzon está, para a maioria das pessoas, indissociavelmente ligado à sua obra mais famosa: a Ópera de Sydney. Concluído em 1973, o projeto foi declarado Patrimônio Mundial em 2007, tornando Utzon apenas o segundo arquiteto (depois de Oscar Niemeyer) a receber tal honra em vida. Trata-se, indiscutivelmente, de uma das obras de arquitetura mais reconhecíveis e significativas do século XX, que continua à frente de seu tempo. No entanto, o detalhamento intransigente e o caráter futurista de seus projetos fizeram com que muitas de suas obras permanecessem não construídas ou desconhecidas até sua morte, em 2008.

Com mais de quatro mil projetos publicados em 2018, nossos editores fecham este ano estimulante para a arquitetura com uma seleção dos melhores projetos de uma tipologia cara a todos nós: casas.
De paisagens remotas a ambientes urbanos; projetos vernaculares a automação e alta tecnologia, esta seleção de 100 casas destaca os exemplos mais instigantes de 2018 em termos de projeto arquitetônico, inovação em materiais e construção, topografias desafiadoras e desejos do cliente. Veja as melhores casas de todo o mundo. a seguir.

O ano de 2018 foi repleto de conquistas e surpresas no campo da arquitetura. À medida que este ano chega ao fim, percebemos a importância dos concursos para fortalecer a imagem que cada região ou país projeta para o mundo. O México não foi exceção, destacando-se com cerca de 18 reconhecimentos internacionais (incluindo bolsas de estudo, concursos, indicações, etc.) que mostraram ao resto do mundo quais são os temas de interesse e as metas para os próximos anos. Nessa seleção, destacamos a importante participação das arquitetas mexicanas Frida Escobedo e Rozana Montiel — que foram convidadas e premiadas em diversas ocasiões em alguns dos eventos mais importantes do setor —, bem como de projetos marcantes como o Centro Cultural Teopanzolco, de Isaac Broid + Productora, que recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.
Continue lendo para conferir a lista completa.

Há alguns meses o arquiteto Filipe Vasconcelos compartilhou conosco suas colagens digitais, que exploram a similaridade entre arquiteturas e objetos, criando cenas em que as obras são ressignificadas em situações absolutamente deslocadas de seus contextos e usos originais.

Com a missão de fornecer ferramentas e inspiração para arquitetos em todo o mundo, os curadores do ArchDaily estão constantemente em busca de novos projetos, ideias e novas formas de expressão. Nos últimos três anos, o ArchDaily apresenta as melhores descobertas do nosso ano e, nesta oportunidade, queremos compartilhar os melhores desenhos de arquitetura publicados durante este ano.
Qual é o papel do desenho contemporâneo na arquitetura? Abordamos a definição de desenho como projeto em si. Desenhos são usados para explicar princípios, fornecer idéias, para construir nova arquitetura e para documentar processos criativos.
Abaixo, você verá a seleção dos desenhos organizados em seis categorias: Contexto, Desenhos Arquitetônicos, Croquis e Desenho à Mão, Colagens Digitais, Desenhos e Diagramas Conceituais e Gifs Animados. Cada desenho escolhido reforça a construção proposta ou aprimora o trabalho construído.
Você também pode revisar as coleções de anos anteriores aqui ou outras postagens relacionadas a desenhos selecionadas pelos nossos editores no link a seguir.

O arquipélago catalão está conformado, em quase toda sua extensão, por uma pequena serra que o acompanha crescendo desde a linha da costa, tangente ao mar, formando falésias, até as poucas dúzias de quilômetros que conformam sua máxima expressão.
A própria arquitetura desta porção costeira tende a ser catalogada, recorrentemente, como arquitetura catalã; obviando e contaminando a arquitetura própria de terra, escura, sombria, pesada. Uma arquitetura - a interior - de digestões lentas, de luz de fundo e ar imóvel, que soa diferente.
Ao noroeste, encontramos uma região onde as faias permanecem imóveis e crescem a uma altura inferior a qualquer outra área do país. Onde a luz é mais suave, turva, onde as sombras são mais tênues e mais profundas. Onde chove diferente. Onde se fala diferente. Onde os campos são diferentes. Aqui vivem. Aqui trabalham. Falamos de Olot. Falamos de RCR.

A partir de um interesse comum entre as cidades, a arquitetura e a fotografia, o grupo de pesquisa FORM+ da Universitat Politècnica de Catalunya (UPC) em colaboração com o ArchDaily em espanhol, realizaram neste ano de 2018 um importante acordo editorial, divulgando as pesquisas realizados pelo FORM+ em relação à recente exposição realizada na capital colombiana: Bogotá pelas lentes de 10 fotógrafos
Assim, nossos leitores agora podem conhecer o trabalho de alguns dos precursores da fotografia de arquitetura e da paisagem graças à pesquisa desenvolvida pelos responsáveis pelo projeto: María Pía Fontana (UdG), Miguel Mayorga (UPC) e Margarita Roa (USB, Cali), todos integrantes do grupo FORM+. "A fotografia é uma forma de mediação intelectual e sensível para com o mundo, que abrange a nossa experiência perceptiva e renova a nossa sensibilidade visual: um instrumento que educa o olhar, um recurso da criatividade que ensina a reconhecer o espaço e o entorno construído", explicaram os responsáveis pelo projeto.
A seguir apresentamos os perfis dos 10 fotógrafos incluidos neste pacto editorial:

Em uma pequena faixa de terra entre o rio Emscher e o canal Rhine Herne, na Alemanha, há um ponto de parada cuja aparência colorida desmente seu propósito radical. O projeto engenhoso da estrutura consiste em tubos condutores de dois banheiros e do Emscher (o rio mais poluído da Alemanha) e que convergem em um pequeno jardim comunitário e fonte. O jardim é, na verdade, um pântano artificial que recolhe, trata e limpa a efluência dos sanitários e do rio - tornando potável.
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As águas do canal Gowanus, na região do Brooklin, em Nova York, continuam não cheirando bem, embora o problema tenha sido muito pior. São resquícios de anos de poluição industrial e de esgoto não tratado.
O local, que nos séculos 19 e 20 era formado basicamente por fábricas, passou por uma revitalização nos últimos anos com investimento federal (veja aqui). Novas áreas verdes foram instaladas e comércios exclusivamente de serviços chegaram ao bairro. O preço dos imóveis residenciais também foi elevado, o que acabou por expulsar antigos moradores.

Em foi um ano repleto de novidades e é normal que muitas delas tenham passado em branco, mas nós estamos aqui para lembra-los. Em meio à este mar de projetos, prêmios, concursos e eventos, algumas tendências parecer ter se consolidado neste ano de 2018 - tendências que refletem as principais inquietações dos arquitetos e sugerem o caminho que a arquitetura está tomando.

Dedicado a famílias afetadas por desastres naturais e aquelas que vivem em zonas costeiras à espera de alternativas ou mudanças em seu habitat.
As encostas são como um manto que nos rodeia, mas de uma forma tendenciosa. A neblina de Lima esconde esse esquecimento. Falar em habitar as encostas ainda pode ser sinônimo de não-habitável por conta das más condições em que se encontram tantas casas vulneráveis pertencentes aos 70% da autoconstrução da cidade. No entanto, as encostas, devido à sua condição geográfica, oferecem qualidades habitáveis que devemos reconhecer e repensar, a fim de nos colocarmos sabiamente no território, e assim reabitar com novos ares. Nem todas as casas auto-construídas são "sem conhecimento", algumas delas têm suas próprias lições. Outras, em sua maioria, não. A verdade é que ainda é uma área a ser explorada.

Seja pela postura excessivamente delicada das figuras humanas em maquetes ou pela presunção de que são decoradoras de interiores residentes, a representação das mulheres na arquitetura é frequentemente marcada pela subserviência. Apesar dos esforços práticos de Despina Stratigakos com a Barbie Arquiteta ou do impacto global do legado da "starchitect" Zaha Hadid, as mulheres continuam carecendo de visibilidade na profissão.
Em um artigo recente no New York Times, a escritora Allison Arieff propõe a recorrente pergunta que a comunidade da arquitetura insiste em se fazer: "Onde estão todas as arquitetas?". Não se tratando mais de uma disparidade de gênero na formação acadêmica, a persistência de um número reduzido de mulheres em cargos de liderança e direção em escritórios simplesmente não condiz com a realidade. Ela argumenta que, talvez ainda mais importante do que as estatísticas, o real problema resida na própria definição de sucesso.

É a época das festas de fim de ano, e com isso recebemos as saudações criativas de arquitetos, instituições, fotógrafos e colaboradores em todo o mundo. Veja nossos favoritos a seguir - ou confira os melhores cartões enviados por leitores.
2018 foi um ano muito rico para a arquitetura! Veja os melhores projetos e artigos publicados este ano, aqui.
A equipe do ArchDaily deseja aos seus leitores um feliz Natal e um ótimo 2019!