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Como julgar um edifício: ele faz você se sentir mais, ou menos, vivo?

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Este trecho foi originalmente publicado no Common Edge como "O Legado de Christopher Alexander: Critérios para uma Arquitetura Inteligente."

Em sua monumental obra de quatro volumes, The Nature of Order, Christopher Alexander discorre sobre uma arquitetura inteligente, sensível e responsiva às necessidades e à sensibilidade humanas por meio da adaptação aos edifícios existentes e à natureza. Trata-se de uma nova maneira de ver o mundo — uma forma de nos conectarmos a ele e a nós mesmos — que, no entanto, assemelha-se profundamente às formas mais antigas de conexão.

A arquitetura londrina audaciosamente excêntrica de Peter Barber

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A arquitetura londrina audaciosamente excêntrica de Peter Barber - Imagem de Destaque
© Peter Barber Architects

A arquitetura de Londres hoje, apesar de todos os grandes nomes que dominam as manchetes (Foster, Rogers, Heatherwick), encontra sua riqueza em pequenos escritórios. Peter Barber lidera um desses ateliês, onde, nos últimos 30 anos, vem conduzindo o desenvolvimento de alguns dos projetos de habitação e conjuntos residenciais mais sensíveis da cidade.

Sáenz de Oiza: uma volta de bicicleta

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O renomado arquiteto espanhol Sáenz de Oiza [1918 - 2000] era um ciclista fervoroso. Como ele próprio confessava, sua vida mudou completamente após se mudar com a família de Navarra para Madri para iniciar seus estudos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri [E.T.S.A.M.], em meio a uma Espanha em efervescência política e social após o estopim da guerra civil em 1936. Com a morte de seu pai em 1938, coube a ele, de certa forma, o sustento da família. Essas lembranças e as dificuldades emocionais e financeiras de seus primeiros anos fizeram com que, após seu posterior sucesso como arquiteto, ele gastasse parte do patrimônio acumulado em caprichos materiais dos quais não pôde desfrutar na juventude: carros de luxo ou bicicletas, as quais gostava de colecionar.

Outra lembrança curiosa do arquiteto remete ao momento em que, após disputar uma corrida espontânea com um ciclista desconhecido no trajeto de volta de La Granja a Madri, o outro lhe perguntou na altura de Puerta de Hierro: “Escuta... Em que equipe você corre?”. Acabou-se descobrindo que o oponente misterioso era ninguém menos que Federico Ezquerra, um lendário ciclista basco. Aquele deve ter sido um momento muito gratificante para ele.

Legislação: o novo tratado arquitetônico?

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Jaime Sanz Haro, do coletivo ARKRIT, nos convida a refletir no artigo originalmente entitulado "Normativa, el nuevo tratado arquitectónico: Vitrubio, Alberti, Paladio, y el Plan General" sobre o papel e as consequências dos marcos regulatórios no urbanismo.

As fotografias mais curtidas em nosso Instagram no ano de 2018

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2018 foi um ano de muito trabalho para o ArchDaily Brasil. Tivemos a oportunidade de publicar uma série de conteúdos - artigos, notícias e projetos - curados especialmente para você, leitor, que diariamente nos acompanha. Indo além de nossa plataforma, nossa conta no Instagram foi fonte diária de compartilhamento de conteúdo através de nossos stories, IGTV e sobretudo, das dezenas de fotografias compartilhadas semanalmente.

Com nossos quase 150 mil seguidores no perfil brasileiro (@archdailybr) que têm nos acompanhado diariamente e distribuído seus likes nas melhores fotografias de arquitetura de projetos desenvolvidos por arquitetos brasileiros e portugueses, resolvemos criar um balanço de final de ano e analisar quais foram as 15 fotografias que receberam mais curtidas. Confira a lista a seguir!

As fotos mais populares do nosso Instagram em 2018

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O ano de 2018 está quase no fim e nos deixa com um fato bastante interessante. Instagram, dada a sua natureza visual, tornou-se uma ferramenta muito importante para a difusão da arquitetura na era digital.

Nesse sentido, em nossa conta compartilhamos os diversos projetos publicados no site e mantemos o registro das fotografias com mais interações. Você sabe quais foram as imagens mais populares do nosso Instagram em 2018?

Arquitetos consagrados propõem mobiliários urbanos para a Avenida Paulista

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Paulo Mendes, Nadezhda Rocha e outros três escritórios de arquitetura (FGMF, Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados e Nitsche Arquitetos) são concorrentes do Festival de Ideias Paulista Para Todos, iniciativa do Esquina.net.br, , e do escritório de advocacia Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, sediado na Paulista.. Cada um deles desenvolveu de maneira livre uma proposta de mobiliário urbano para a Avenida Paulista. As ideias serão submetidas a um trio de jurados composto pelos arquitetos e urbanistas Carlos Leite e Sol Camacho e por Renato Schermann Ximenes de Melo, sócio do Mattos Filho. O anúncio do vencedor será feito no dia 05 de dezembro.

10 canções que falam sobre cidades

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A música é uma importante conexão com a cultura. Além de ser uma fonte de entretenimento, é também um canal para comunicar ideias e expressar a criatividade de artistas. Com conteúdos românticos, sociais, políticos e históricos, cada peça musical desperta lembranças e sensações.

Embora atualmente exista uma infinidade de gêneros em comparação a algumas décadas atrás, a música nos permite viajar pelo mundo sem sair de casa, seja por meio de suas letras ou de suas imagens nos videoclipes. Por isso, elaboramos uma lista com 10 canções que não apenas trazem nomes de cidades em seus títulos, mas que, graças à sua lírica e estética visual, nos transportam para cada uma dessas localidades — que, sendo capitais ou não, transbordam magia em sua arquitetura e em suas ruas.

La Cañada em Córdoba: como uma obra para enfrentar inundações acaba sendo uma obra de paisagem urbana

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Embora a fundação das cidades hispano-americanas sempre tenha estado relacionada à disponibilidade de cursos d'água, nem sempre essas cidades conseguiram harmonizar seu desenvolvimento com os rios que as atravessam. No caso de Córdoba, isso ocorre em relação ao Rio Suquía, ao qual a cidade deu as costas durante o século XX, utilizando-o como limite industrial.

Em contrapartida, a canalização parcial do arroio La Cañada é concebida quase como um elemento inerente à cidade, constituindo-se como um traço marcante da imagem urbana, tanto por ser um eixo estruturante e ordenador quanto por seu grande apelo paisagístico e turístico.

Bogotá, segundo a fotografia de Manuel H.

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A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços com a paisagem urbana existente.

Quando se trata de analisar o impacto do fotojornalismo, é necessário falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como o pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho gráfico imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.

Nesta edição de Bogotá sob o olhar de 10 fotógrafos e fotógrafas, conheceremos o legado de Manuel H.:

Projeto em vila japonesa define os padrões para uma arquitetura de resíduo zero

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Aninhada nos íngremes desfiladeiros e vales fluviais da província de Tokushima, no Japão, fica Kamikatsu - uma pequena cidade como qualquer outra. Mas Kamikatsu, ao contrário de seus vizinhos (ou a maioria das cidades do mundo), pode orgulhar-se de ser quase totalmente livre de resíduos.

Desde 2003 - anos antes de o movimento ganhar popularidade - a cidade comprometeu-se com uma política de desperdício zero. Os requisitos são exigentes: os resíduos devem ser classificados em mais de 30 categorias, itens quebrados ou obsoletos são doados ou separados em peças, itens indesejados são deixados em uma loja para troca de comunidade. Mas os esforços dos moradores ao longo dos anos foram recompensados - quase 80% de todos os resíduos da vila são reciclados.

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9 conceitos urbanos das cidades mexicanas

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Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.

A nova face da visualização arquitetônica

A nova face da visualização arquitetônica - Imagen 1 de 4
Simulações em tempo real da HNTB utilizando Datasmith no UE4

A visualização arquitetônica existe há séculos, com desenhos e pinturas que retratavam estruturas prontas antes mesmo de serem construídas. Nos anos 1990, a transição do setor do papel para o CAD inseriu os vídeos nesse cenário, trazendo a nova possibilidade de produzir passeios virtuais (walk-throughs) e sobrevoos (fly-throughs) a partir do projeto.

Era apenas uma questão de tempo para que os/as profissionais de visualização arquitetônica descobrissem a renderização em tempo real, que permite produzir vídeos finalizados em uma fração do tempo exigido pelos processos tradicionais de renderização. Desenvolvidos inicialmente para o mercado de jogos, os motores de renderização em tempo real alcançaram um nível de qualidade e fotorrealismo que os torna ideais para a apresentação de projetos de arquitetura.

Com a renderização em tempo real, surge uma vantagem inesperada: novos formatos de apresentação para clientes. A visualização arquitetônica agora pode incluir experiências imersivas, como visitas em realidade virtual, projetos interativos semelhantes a jogos e ambientes virtuais automáticos CAVE (CAVEs) para apresentar projetos de maneiras nunca antes vistas.

Kampung Admiralty Singapore, do WOHA, é nomeado o edifício do ano de 2018 no World Architecture Festival

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O Kampung Admiralty Singapore de WOHA em Cingapura foi eleito o Edifício do Ano de 2018 no World Architecture Festival, concluindo o evento de três dias deste ano em Amsterdã. O prédio, que combina instalações dedicadas a residências para idosos com um amplo programa de uso misto e uma cobertura verde exuberante, foi selecionado de uma lista extremamente ampla que incluiu obras de escritórios como Sanjay Puri Architects, Koffi e Diabate Architectes, Heatherwick Studio, Spheron Arquitetos e INNOCAD.

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O seu celular tem muito o que dizer sobre segregação urbana

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Independentemente de onde você mora ou trabalha e com quem você interage, você geralmente passa pelos mesmos bairros e ruas da sua cidade. Seja em Santiago, Madri, Xangai ou Nova Iorque, certamente há bairros onde você nunca esteve, não importa o quanto você tenha vivido toda a sua vida na mesma cidade. Você realmente já pensou em quantas cidades existem na sua cidade?

Um artigo escrito por pesquisadores chilenos e publicado recentemente na Royal Society Open Science aposta no big data para analisar e visualizar a segregação urbana, oferecendo ferramentas espaciais que nos permitem planejar em uma "cidade de muitas cidades". "Sabemos que Santiago tem bolhas e que há segregação", diz Teodoro Dannemann, co-autor da pesquisa, em conversa com o ArchDaily via e-mail. "Sabemos que cada indivíduo explora apenas uma pequena parte da cidade, que é basicamente o percurso casa-trabalho, o que significa que apenas interagimos com um pequeno grupo de cidadãos", acrescenta.

5 edifícios na Cidade do México que deveriam ser resgatados

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Em 2011, foi apresentado à UNESCO um plano de melhoria para o Centro Histórico da Cidade do México para os anos de 2011 a 2016. O projeto foi proposto como um plano conjunto entre a sociedade civil, a iniciativa privada e o governo, o que resultou na melhoria de grande parte do centro histórico e na recuperação social e material de muitos imóveis do bairro.

O legado arquitetônico da Cidade do México se estende para além do Centro Histórico e, embora o plano inicial tenha beneficiado enormemente essa região, ainda existem muitos edifícios sem intervenção dentro e fora da Colonia Centro. Após o terremoto que sacudiu o México em 2017, os edifícios danificados passaram a engrossar a lista daqueles que já estavam em desuso, abandonados ou em avançado estado de degradação, espalhados por toda a Cidade do México.

Entre todos eles, destacamos aqueles cuja reabilitação e posterior reutilização gerariam um maior impacto na região onde se encontram, com base em seu valor simbólico, arquitetônico e material.

O movimento moderno já não é a resposta na Rússia

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Desde o final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais, o modelo de expansão urbana utilizado pela Rússia tem sido o Modernismo Soviético. O uso prolongado e a aplicação dos princípios do Movimento Moderno no crescimento urbano trouxeram múltiplas consequências para o desenvolvimento orgânico das cidades e para a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Novas gerações de profissionais buscam promover uma mudança.

12 Projetos de Burle Marx vistos do espaço

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Sabemos que arquitetos adoram ver projetos em planta baixa. E certas obras de arquitetura paisagística atingem uma escala difícil de ser compreendida como um todo se não forem visualizadas desta forma; vê-las desta perspectiva pode fazer você captar toda sua essência e apreciar todo o conjunto. Selecionamos a seguir algumas fotografias de obras de Roberto Burle Marx que dificilmente você já havia visto deste ângulo, compartilhados conosco pela empresa espanhola Deimos Imaging.

WIO: 21 equipes universitárias imaginam intervenções em 7 estruturas obsoletas em Santiago

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No contexto da Semana UTEM 2018 no Chile, o workshop Infraestruturas em Obsolescência (WIO) reuniu 21 equipes da Faculdade de Arquitetura da Universidade Tecnológica Metropolitana (UTEM), que desenvolveram propostas para intervir em 7 estruturas em obsolescência em Santiago, a partir de uma ponte para pedestres atualmente fechada por uma estação de trem deteriorada.

Com a presença internacional dos arquitetos Luis Tombé (Colectivo720, Colômbia) e Walter Leone (Leone Arquitectura, Venezuela) - que também participaram do ciclo de palestras CONTRAPOSICIONES que deram palestras no Colégio de Arquitetos do Chile -, cada equipe foi composta por 7 membros de diferentes anos, acompanhados por dois tutores que orientaram os projetos.

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O futuro dos Países Baixos: o método pôlder como solução

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Quando falamos de cidades como Amsterdã, inevitavelmente nos lembramos daquela rede de canais, de ruas entremeadas por água. E a água é, de certa forma, um dos desafios mais célebres enfrentados por essa cidade. Com 60% de seu território abaixo do nível do mar, as mudanças climáticas (e a consequente elevação do nível dos mares e rios) são uma questão de sobrevivência não apenas para ela, mas para todo o país.

Jean Pierre Crousse: 'Buscamos que as respostas que damos a problemas locais tenham relevância global'

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Jean Pierre Crousse e Sandra Barclay acabam de ganhar o Mies Crown Hall Americas Prize – a maior honraria da arquitetura no continente americano – com o recém-inaugurado Edifício E da Universidade de Piura. Por meio de sua obra, a dupla Barclay & Crousse tem abordado o território e as paisagens peruanas sob diferentes perspectivas e em diferentes escalas, aliando essa abordagem a uma reflexão e a uma prática docente na Pontificia Universidad Católica del Perú, na qual explora a dimensão transdisciplinar e multiescalar da arquitetura.

Nesta entrevista, buscamos aprofundar sua relação com o ensino, com o território peruano e com o papel que a arquitetura desempenha hoje em países como o Peru.

Destaques da semana: reduzir, reutilizar, repensar

É muito comum, nos dias de hoje, sentir-se extenuado pela enorme quantidade de informações que consumimos, tanto consciente quanto inconscientemente. No mundo da arquitetura não é diferente, é preciso dedicar-se para acompanhar o feed diário do ArchDaily e por isso mesmo, entendemos que nem sempre é possível estar a par daquilo que é notícia no mundo. Mas isto que à primeira vista parece ser uma infinita linha de produção arquitetônica, não necessariamente vem ao encontro das mais recentes preocupações em nossa disciplina, aquelas voltadas à economia e compartilhamento de recursos.

Esta reflexão generosa, à respeito de como e para quem estamos construído nossos edifícios e cidades, encontrava-se oculta em meio a produção massiva que definiu a arquitetura durante o século XX, mas algo estava nascendo, mesmo que em estado embrionário - algo que está se tornando cada dia mais evidente nos dias de hoje. Cada vez mais, arquitetos estão incorporando processos e estratégias de sustentabilidade e/ ou reuso adaptativo. Os mais tradicionais prêmios e reconhecimentos do mundo da arquitetura estão operando uma efetiva mudança de direção em nossa disciplina, chamando à atenção não mais apenas aos mesmos grandes nomes, mas também para pequenos escritórios de arquitetura espalhados pelo mundo, aqueles que têm nos apresentado uma nova maneira de pensar e conceber a arquitetura.

O estereótipo do arquiteto foi por muito tempo o da obsessão pelo ego e pela novidade. Praticamente um sinônimo de egocentrismo e originalidade. Por outro lado, atualmente estamos testemunhando uma mudança de rumo à partir da prática de milhares e milhares de jovens profissionais. Os projetos que foram notícia nesta última semana nos ensinam a repensar a arquitetura à partir da redução e da reutilização, transformando a maneira como concebemos à arquitetura no século XXI. 

Natureza Revolucionária: A Arquitetura de Hiroshi Sambuichi

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Natureza Revolucionária: A Arquitetura de Hiroshi Sambuichi - 3 的图像 4
Naoshima Hall. Imagem © Sambuichi Architects

Nosso mundo gira. Não apenas de forma literal, como faz ao redor do sol, mas em todos os aspectos da natureza. As estações se sucedem em ciclos (embora de maneira cada vez mais errática a cada ano), as ondas desenham e redesenham as praias conforme a maré muda, as flores se abrem, se fecham e se voltam para seguir o caminho do sol. Até nós somos governados por esses sistemas naturais circulares. A manutenção de nossos ritmos circadianos — a conexão humana com a luz — é tão essencial para a saúde que se tornou um elemento obrigatório em muitos códigos de edificação contemporâneos. 

Por que as coisas belas nos deixam felizes — e por que o modernismo nos deixa tristes?

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Uma exposição recente no MAK Viena – Museu Austríaco de Artes Aplicadas / Arte Contemporânea, apresenta as obras de Sagmeister & Walsh, um escritório de design sediado em Nova York que investiga o que torna a beleza tão atraente.

Intitulada "Beauty", a exposição explora a noção de que a beleza opera como uma função independente e que, por si só, pode ser o propósito primordial da arquitetura: a forma é uma função. Em colaboração com o canal do YouTube e estúdio de design Kurzgesagt (In A Nutshell), este vídeo, lançado em conjunto com a exposição, explica por que coisas belas nos deixam felizes.

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