A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto do fotojornalismo, é indispensável falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho visual imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
Fotografia de Gustavo Neves da Rocha Filho (1954). Image Cortesia de IAB - SP
O IAB teve um primeiro papel fundamental para consolidar a profissão de arquitetos e urbanistas como atividade autônoma da engenharia lá nos anos 1940 e 1950. Organizou-se como instituição de representação, de agremiação espontânea dos arquitetos e de plataforma para as políticas do campo. Seja na direção de uma prática legítima sobre o construído, a paisagem, a cidade; seja sobre o ensino, a educação do arquiteto e da sociedade para esta atividade tão fundamental para a cidadania. Uma ação nestes diversos temas se iniciou com o apoio a regulamentação, em nosso país, da arquitetura como profissão (a criação do Crea/Confea, em 1933), depois com a organização do congresso de 1945, e no caso de São Paulo, com o incentivo para a Fundação da Faculdade de Arquitetura da USP, em 1948.
No leste de Londres, The Trampery on the Gantry está apostando alto no aspecto "criativo" do reuso adaptativo. Parte do enorme centro de transmissão utilizado durante os Jogos Olímpicos de 2012, o antigo pórtico de climatização (HVAC) foi reformado pelo escritório de arquitetura Hawkins\Brown para se tornar um polo de inovação em arte e mídia.
Aproximadamente 3.550 estudantes se matriculam anualmente nos Estados Unidos em programas credenciados de Bacharelado em Arquitetura (BArch), segundo o National Architectural Accrediting Board (NAAB), e cerca de 70% desse contingente acaba se formando em arquitetura. Existem 51 programas de BArch credenciados nos Estados Unidos, em comparação com mais de 2.000 programas de arquitetura em todo o mundo. Os Estados Unidos têm um número muito reduzido de escolas de arquitetura em termos globais. Um fato interessante é que existem duas vezes mais programas de Mestrado em Arquitetura (MArch) nos EUA, mas o volume inicial de matrículas em cada programa é bastante semelhante.
O Urban Sketchers é uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a fomentar uma comunidade global de artistas que praticam o desenho in loco. Sua missão é elevar o valor artístico, narrativo e educativo do desenho, promover sua prática e conectar pessoas de todo o mundo que desenham nos lugares onde vivem e por onde viajam, contando a história de nossos ambientes e dos espaços que habitamos.
Era uma cidade de rios indomáveis: eles irrompiam sazonalmente sobre as margens, moldando férteis e úmidas várzeas. Quando o rio baixava, a terra era rija o suficiente para que uma bola rolasse e muitos pés corressem atrás dela. Foi em uma São Paulo sem rios enterrados sob fatias tristes de concreto que emergiu o futebol de várzea.
Recuperar a história do futebol de várzea em São Paulo é entender a formação da cidade em torno de rios imponentes como o Tietê. No início do século XX, populações imigrantes e de afro-brasileiros e negros recém libertos ocuparam esses territórios e originaram bairros como a Barra Funda, na região oeste da capital. Mais do que uma prática amadora desportiva, essa modalidade se consolidou enquanto símbolo de organização social e luta pelo direito à cidade, em uma época onde a capital paulista começava a ser disputada espacialmente e a sofrer com a gentrificação.
'Silogismos' é um projeto de arquitetura e ilustração que fundamenta sua pesquisa em arquivos, publicações e fotografias sobre a história da construção moderna no México. Trata-se de uma narrativa gráfica sobre as permanências e transformações de obras fundamentais do século XX por meio da síntese, interpretação e contraposição de seus ideais. Os binômios referidos confrontam pensamento e forma com inferências dedutivas. A soma das partes vislumbra significados e motivos críticos da arquitetura para sua futura reconstrução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117721/silogismos-urbanos-um-ensaio-grafico-sobre-chapultepec-heights-plus-hipodromo-no-mexicoJuan José Kochen + Ximena Rios-Zertuche
Templo de Las Cenizas y Crematorio / Juan Felipe Uribe de Bedout + Mauricio Gaviria + Hector Mejía. Imagem
Este ano de 2018 foi especial para o ArchDaily Colômbia: não apenas celebramos em Bogotá, junto a arquitetos e arquitetas de destaque, os três primeiros anos do nosso site local e nos preparamos para alcançar um novo recorde de visitas anuais, mas também abrimos a conta do ArchDaily Colômbia no Instagram, um perfil que em seis meses já alcançou 10 mil seguidores graças a vocês.
Para encerrar este grande ano, selecionamos as obras mais populares —com base no volume total de interações e desconsiderando repostagens— no @archdailyco:
Há muitas maneiras de resolver o conforto acústico dos espaços interiores que projetamos, usando materiais e soluções de diferentes preços e aparências. Placas de gesso acartonados são uma opção econômica e eficiente para incorporar em nossos projetos, absorvendo o som e reduzindo o nível de ruído gerado pela reverberação através de diferentes padrões e formas.
Aplicadas principalmente em escolas, escritórios, centros comerciais, restaurantes, lobbies e hospitais, as placas de gesso são fáceis de instalar e podem oferecer resultados estéticos de alta qualidade em forros e revestimentos.
Em sua monumental obra de quatro volumes, TheNature of Order, Christopher Alexander discorre sobre uma arquitetura inteligente, sensível e responsiva às necessidades e à sensibilidade humanas por meio da adaptação aos edifícios existentes e à natureza. Trata-se de uma nova maneira de ver o mundo — uma forma de nos conectarmos a ele e a nós mesmos — que, no entanto, assemelha-se profundamente às formas mais antigas de conexão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117182/como-julgar-um-edificio-ele-faz-voce-se-sentir-mais-ou-menos-vivoNikos A. Salingaros & Kenneth G. Masden II
A arquitetura de Londres hoje, apesar de todos os grandes nomes que dominam as manchetes (Foster, Rogers, Heatherwick), encontra sua riqueza em pequenos escritórios. Peter Barber lidera um desses ateliês, onde, nos últimos 30 anos, vem conduzindo o desenvolvimento de alguns dos projetos de habitação e conjuntos residenciais mais sensíveis da cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1116966/a-arquitetura-londrina-audaciosamente-excentrica-de-peter-barberKatherine Allen
O renomado arquiteto espanhol Sáenz de Oiza [1918 - 2000] era um ciclista fervoroso. Como ele próprio confessava, sua vida mudou completamente após se mudar com a família de Navarra para Madri para iniciar seus estudos na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Madri [E.T.S.A.M.], em meio a uma Espanha em efervescência política e social após o estopim da guerra civil em 1936. Com a morte de seu pai em 1938, coube a ele, de certa forma, o sustento da família. Essas lembranças e as dificuldades emocionais e financeiras de seus primeiros anos fizeram com que, após seu posterior sucesso como arquiteto, ele gastasse parte do patrimônio acumulado em caprichos materiais dos quais não pôde desfrutar na juventude: carros de luxo ou bicicletas, as quais gostava de colecionar.
Outra lembrança curiosa do arquiteto remete ao momento em que, após disputar uma corrida espontânea com um ciclista desconhecido no trajeto de volta de La Granja a Madri, o outro lhe perguntou na altura de Puerta de Hierro: “Escuta... Em que equipe você corre?”. Acabou-se descobrindo que o oponente misterioso era ninguém menos que Federico Ezquerra, um lendário ciclista basco. Aquele deve ter sido um momento muito gratificante para ele.
via Flickr usuário: Ángela Ojeda Heyper Licenciado CC BY 2.0
Jaime Sanz Haro, do coletivo ARKRIT, nos convida a refletir no artigo originalmente entitulado "Normativa, el nuevo tratado arquitectónico: Vitrubio, Alberti, Paladio, y el Plan General" sobre o papel e as consequências dos marcos regulatórios no urbanismo.
2018 foi um ano de muito trabalho para o ArchDaily Brasil. Tivemos a oportunidade de publicar uma série de conteúdos - artigos, notícias e projetos - curados especialmente para você, leitor, que diariamente nos acompanha. Indo além de nossa plataforma, nossa conta no Instagram foi fonte diária de compartilhamento de conteúdo através de nossos stories, IGTV e sobretudo, das dezenas de fotografias compartilhadas semanalmente.
Com nossos quase 150 mil seguidores no perfil brasileiro (@archdailybr) que têm nos acompanhado diariamente e distribuído seus likes nas melhores fotografias de arquitetura de projetos desenvolvidos por arquitetos brasileiros e portugueses, resolvemos criar um balanço de final de ano e analisar quais foram as 15 fotografias que receberam mais curtidas. Confira a lista a seguir!
O ano de 2018 está quase no fim e nos deixa com um fato bastante interessante. Instagram, dada a sua natureza visual, tornou-se uma ferramenta muito importante para a difusão da arquitetura na era digital.
Nesse sentido, em nossa conta compartilhamos os diversos projetos publicados no site e mantemos o registro das fotografias com mais interações. Você sabe quais foram as imagens mais populares do nosso Instagram em 2018?
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Concurso Paulista para Todos - Proposta de Paulo Mendes da Rocha + Nadezhda Rocha. Image via Esquina
Paulo Mendes, Nadezhda Rocha e outros três escritórios de arquitetura (FGMF, Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados e Nitsche Arquitetos) são concorrentes do Festival de Ideias Paulista Para Todos, iniciativa do Esquina.net.br, , e do escritório de advocacia Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, sediado na Paulista.. Cada um deles desenvolveu de maneira livre uma proposta de mobiliário urbano para a Avenida Paulista. As ideias serão submetidas a um trio de jurados composto pelos arquitetos e urbanistas Carlos Leite e Sol Camacho e por Renato Schermann Ximenes de Melo, sócio do Mattos Filho. O anúncio do vencedor será feito no dia 05 de dezembro.
A música é uma importante conexão com a cultura. Além de ser uma fonte de entretenimento, é também um canal para comunicar ideias e expressar a criatividade de artistas. Com conteúdos românticos, sociais, políticos e históricos, cada peça musical desperta lembranças e sensações.
Embora atualmente exista uma infinidade de gêneros em comparação a algumas décadas atrás, a música nos permite viajar pelo mundo sem sair de casa, seja por meio de suas letras ou de suas imagens nos videoclipes. Por isso, elaboramos uma lista com 10 canções que não apenas trazem nomes de cidades em seus títulos, mas que, graças à sua lírica e estética visual, nos transportam para cada uma dessas localidades — que, sendo capitais ou não, transbordam magia em sua arquitetura e em suas ruas.
Embora a fundação das cidades hispano-americanas sempre tenha estado relacionada à disponibilidade de cursos d'água, nem sempre essas cidades conseguiram harmonizar seu desenvolvimento com os rios que as atravessam. No caso de Córdoba, isso ocorre em relação ao Rio Suquía, ao qual a cidade deu as costas durante o século XX, utilizando-o como limite industrial.
Em contrapartida, a canalização parcial do arroio La Cañada é concebida quase como um elemento inerente à cidade, constituindo-se como um traço marcante da imagem urbana, tanto por ser um eixo estruturante e ordenador quanto por seu grande apelo paisagístico e turístico.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços com a paisagem urbana existente.
Quando se trata de analisar o impacto do fotojornalismo, é necessário falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como o pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho gráfico imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
Aninhada nos íngremes desfiladeiros e vales fluviais da província de Tokushima, no Japão, fica Kamikatsu - uma pequena cidade como qualquer outra. Mas Kamikatsu, ao contrário de seus vizinhos (ou a maioria das cidades do mundo), pode orgulhar-se de ser quase totalmente livre de resíduos.
Desde 2003 - anos antes de o movimento ganhar popularidade - a cidade comprometeu-se com uma política de desperdício zero. Os requisitos são exigentes: os resíduos devem ser classificados em mais de 30 categorias, itens quebrados ou obsoletos são doados ou separados em peças, itens indesejados são deixados em uma loja para troca de comunidade. Mas os esforços dos moradores ao longo dos anos foram recompensados - quase 80% de todos os resíduos da vila são reciclados.
Certa vez, Javier Reverte disse que "a aventura de viajar consiste em ser capaz de viver como um evento extraordinário a vida cotidiana de outras pessoas em locais distantes do seu lar" e é nesses eventos extraordinários de Reverte que, ao chegar a um novo país, passamos por um processo de adaptação que transforma o extraordinário em cotidiano. Quer o país de acolhida fale o mesmo idioma, quer se trate de uma língua desconhecida, nos primeiros meses absorve-se uma infinidade de conceitos tão diversos quanto entender que nas farmácias é possível comprar tabaco ou identificar os diferentes sons dos caminhões que vendem tacos, tamales ou camotes. Aprendem-se novos termos para definir o cotidiano e, da mesma forma, reaprendem-se palavras conhecidas que adquirem um novo significado.
A visualização arquitetônica existe há séculos, com desenhos e pinturas que retratavam estruturas prontas antes mesmo de serem construídas. Nos anos 1990, a transição do setor do papel para o CAD inseriu os vídeos nesse cenário, trazendo a nova possibilidade de produzir passeios virtuais (walk-throughs) e sobrevoos (fly-throughs) a partir do projeto.
Era apenas uma questão de tempo para que os/as profissionais de visualização arquitetônica descobrissem a renderização em tempo real, que permite produzir vídeos finalizados em uma fração do tempo exigido pelos processos tradicionais de renderização. Desenvolvidos inicialmente para o mercado de jogos, os motores de renderização em tempo real alcançaram um nível de qualidade e fotorrealismo que os torna ideais para a apresentação de projetos de arquitetura.
Com a renderização em tempo real, surge uma vantagem inesperada: novos formatos de apresentação para clientes. A visualização arquitetônica agora pode incluir experiências imersivas, como visitas em realidade virtual, projetos interativos semelhantes a jogos e ambientes virtuais automáticos CAVE (CAVEs) para apresentar projetos de maneiras nunca antes vistas.
O Kampung Admiralty Singapore de WOHA em Cingapura foi eleito o Edifício do Ano de 2018 no World Architecture Festival, concluindo o evento de três dias deste ano em Amsterdã. O prédio, que combina instalações dedicadas a residências para idosos com um amplo programa de uso misto e uma cobertura verde exuberante, foi selecionado de uma lista extremamente ampla que incluiu obras de escritórios como Sanjay Puri Architects, Koffi e Diabate Architectes, Heatherwick Studio, Spheron Arquitetos e INNOCAD.
https://www.archdaily.com.br/pt/907057/kampung-admiralty-singapore-do-woha-e-nomeado-o-edificio-do-ano-de-2018-no-world-architecture-festivalKatherine Allen
Independentemente de onde você mora ou trabalha e com quem você interage, você geralmente passa pelos mesmos bairros e ruas da sua cidade. Seja em Santiago, Madri, Xangai ou Nova Iorque, certamente há bairros onde você nunca esteve, não importa o quanto você tenha vivido toda a sua vida na mesma cidade. Você realmente já pensou em quantas cidades existem na sua cidade?
Um artigo escrito por pesquisadores chilenos e publicado recentemente na Royal Society Open Science aposta no big data para analisar e visualizar a segregação urbana, oferecendo ferramentas espaciais que nos permitem planejar em uma "cidade de muitas cidades". "Sabemos que Santiago tem bolhas e que há segregação", diz Teodoro Dannemann, co-autor da pesquisa, em conversa com o ArchDaily via e-mail. "Sabemos que cada indivíduo explora apenas uma pequena parte da cidade, que é basicamente o percurso casa-trabalho, o que significa que apenas interagimos com um pequeno grupo de cidadãos", acrescenta.