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A Coroa de Espinhos de Fernando Higueras, pelas lentes de Zisko Gómez

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O fotógrafo madrilenho Zisko Gómez registra o recente interesse pelo arquiteto espanhol Fernando Higueras em sua série de fotos sobre o projeto “La Corona de Espinas” [ou, A Coroa de Espinhos]. Atualmente, o prédio serve de sede do Instituto para o Patrimônio Cultural da Espanha.

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João Luís Carrilho da Graça e o poder da curiosidade na arquitetura

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Past, Present, Future é um projeto de entrevistas do Itinerant Office que convida arquitetos aclamados a compartilhem suas perspectivas sobre o mundo em constante evolução da arquitetura. Cada entrevista é dividida em três segmentos: Passado, Presente e Futuro, em que os entrevistados discutem suas reflexões e experiências através de cada um destes enfoques. O primeiro episódio contou com a participação de 11 arquitetos da Itália e Países Baixos, e o segundo episódio é composto por entrevistas com 13 arquitetos da Espanha, Portugal, França e Bélgica.

Arquicast #72: Cem anos de Bauhaus!

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Arquicast #72: Cem anos de Bauhaus! - Imagem 1 de 4

Aproveitando as comemorações pelos 100 anos de sua fundação, o Arquicast #72 fala sobre a Escola Bauhaus e a influência que teve na formação de uma geração de arquitetos, além da influência na própria estruturação do ensino de arquitetura e urbanismo nos diversos cursos espalhados por diferentes continentes. Convidamos o arquiteto Caio Dias, do Portal Projetar, e o arquiteto e editor do Archdaily, Romullo Barato, para este bate-papo que, de maneira informal e informativa, percorreu um pouco da história da escola, de seus fundadores e de todo o contexto que sempre influenciou os diferentes momentos vividos pela instituição.

Emilio Santiago Muíño: "A sustentabilidade não é um problema técnico, mas político"

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Em sua mais recente edição, a BBConstrumat, a maior feira de construção da Espanha, enfatizou seu interesse em acompanhar um novo modelo na indústria da construção, focado desta vez na economia circular e no desenvolvimento sustentável. 

Entre os destaques do evento, Ricardo Devesa, editor-chefe na Actar e urbanNext e professor do IAAC, foi o curador do instigante congresso Lógicas de inovação e mudança, no qual as apresentações e debates giraram em torno de desafios globais como as mudanças climáticas, a robótica, a resiliência, os movimentos migratórios e as novas narrativas globais.

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15 Projetos que exploram as possibilidades diversas do aço na arquitetura

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O uso do aço na arquitetura é considerado um dos desenvolvimentos mais inovadores da história da construção civil, permitindo que os arquitetos criassem estruturas em escalas nunca antes imaginadas. Hoje em dia, o aço continua sendo um dos materiais mais importantes no campo da construção, mas há muito mais neste material do que apenas resistência à tração e durabilidade. Alguns arquitetos estão bem cientes do potencial do aço e o transformaram em uma enorme diversidade de itens, de luminárias e elementos decorativos a fachadas e acabamentos.

Veja, a seguir, 15 projetos que exploram o aço para além de suas qualidades estruturais, buscando aplicações variadas e, por vezes, inesperadas. 

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Arquitetura Invisível: 09 Fachadas Reflexivas

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Ao pensarmos em fachadas reflexivas, imediatamente nossa mente parece imaginar arranha-céus e seus vidros ultrareflexivos. No entanto, indo além, uma série de outros materiais com acabamento polido, como é o caso do alumínio por exemplo, e espelhos, veem sendo aplicados em projetos arquitetônicos e oportunizado uma gama de estímulos visuais, ora pela ilusão de desaparecimento do objeto arquitetônico no espaço, mimetizando-o através da reflexão da paisagem adjacente, ora  permitindo qualidades óticas. Pensando nisso, reunimos um compilado de nove projetos que utilizam materialidades reflexivas em suas fachadas e que conquistaram resultados surpreendentes. Confira a seguir!

"Eu vi um Brasil na TV" com Jô Vasconcellos, Gustavo Penna e Francesco Perrotta-Bosch

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"Eu vi um Brasil na TV" foi o tema do debate que no dia 8 de novembro de 2018, reuniu um conjunto de arquitetos participantes na Exposição "Infinito Vão - 90 Anos de Arquitetura Brasileira" no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.

Reurbano: 'Queremos ser um exemplo de desenvolvimento consciente e boas práticas para projetar cidades mais equitativas'

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A Cidade do México, considerada uma das maiores e mais povoadas áreas urbanas do mundo, é, de fato, a maior cidade do continente americano e de todo o mundo hispanófono. Por ser um território tão extenso, figura também entre as cidades mais populosas do planeta, o que se reflete em assentamentos urbanos que se espalham pelas periferias e que demandam uma cidade mais densa e inclusiva. Diferentes fenômenos, como o abandono de edifícios no centro da cidade devido a terremotos históricos (como o de 1985), somados à falta de condições básicas de habitabilidade, despertaram a atenção de diversos atores. Estes buscam, por meio de ações concretas, devolver à cidade um tecido urbano coerente que possa estimular processos de apropriação por parte dos habitantes.

Amancio Williams: arquitetura teórica para o futuro da Argentina

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Geralmente, ao se falar sobre a arquitetura de Amancio Williams, o foco de estudo é colocado em seus edifícios construídos, na face tangível de sua profissão. Além de ser um grande arquiteto, ele era pesquisador, criador, vanguardista e visionário. Estudioso das possibilidades técnicas de sua época, direcionava seu desenvolvimento teórico e seu pensamento para o campo arquitetônico como se este fosse um laboratório.

Isso fica evidente nos projetos que Amancio desenvolveu para as habitações no espaço (1942), a sala para o espetáculo plástico e o som no espaço (1942), o aeroporto de Buenos Aires (1945) o edifício suspenso de escritórios (1946) e a primeira cidade na Antártida (1980), que abordaremos a seguir.

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Odile Decq: As histórias por trás de sua jornada arquitetônica

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“Past, Present, Future” é uma série de entrevistas realizada pelo Itinerant Office que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre as transformações no campo da arquitetura. Cada entrevista é estruturada em três partes: passado, presente e futuro, nas quais os/as entrevistados/as discutem suas ideias e experiências profissionais sob uma ótica pessoal. A primeira edição da série entrevistou 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, ao passo que a segunda reúne 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.

Os patinetes que estão tomando conta das cidades são seguros? Um olhar para as evidências

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Os patinetes são a última tendência da nova mobilidade. É provável que você tenha visto alguém passando por um desses pequenos, mas ágeis veículos de duas rodas, em alguma grande cidade. Após o crescimento explosivo dos aplicativos de transporte sob demanda e das bicicletas compartilhadas, chegou a vez dos patinetes, que registraram 38,5 milhões de viagens nos Estados Unidos apenas em 2018.

Dicionário Iphan do Patrimônio Cultural: o que é "gentrificação"

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O vocábulo “gentrificação” é um aportuguesamento do inglês gentrification, usado pela primeira vez, provavelmente, pela socióloga britânica Ruth Glass na obra London: aspects of change (1964), onde a autora descreveu e analisou determinadas mudanças na organização espacial da cidade de Londres. O termo ganhou popularidade após seu uso em trabalhos acadêmicos sobre a temática, acompanhando um fenômeno urbano presente em diversas temporalidades e espacialidades: o deslocamento, processual ou súbito, de residentes e usuários com condições de vida precárias de uma dada rua, mancha urbana ou bairro para outro local para dar lugar à apropriação de residentes e usuários com maior status econômico e cultural.

As redes sociais na construção coletiva da memória urbana: o caso de #RobinHoodGardens

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Nesta ocasião, Beatriz Coeffé Boitano nos apresenta parte da tese "Brutalism Revival: media as active spaces of urban memory", desenvolvida em seu Mestrado em Arte e Gestão Cultural na King’s College London. Nela, a autora reflete sobre o registro e a construção de um discurso coletivo em torno da memória urbana por meio das redes sociais, destacando, neste caso, a experiência da demolição do edifício brutalista Robin Hood Gardens, de Alison e Peter Smithson.

Da modernidade aos muros de ar: três pavilhões do Brasil na Bienal de Veneza

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Desde 1980, com a primeira exposição dedicada exclusivamente à arquitetura, intitulada A presença do passado e dirigida por Paolo Portoghesi, a Bienal de Veneza se posicionou como um dos pontos de inflexão da história da arquitetura contemporânea. Desde então, 16 edições já ocuparam os espaços do Giardini e do Arsenale, abordando temas que vão dos elementos fundamentais da arquitetura ao futuro da disciplina.

Apartamentos Brasileiros: 10 Apartamentos com lajes de concreto aparente

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Há alguns meses temos realizado a publicação de um compilado de projetos residenciais brasileiros numa variedade temática em nossa série Casas Brasileiras. No entanto, pensando nos diferentes desafios e escalas que regem a profissão em arquitetura e, sobretudo, do morar contemporâneo, iniciamos a partir de hoje nosso primeiro artigo da série Apartamentos Brasileiros, onde exploraremos os desafios projetuais nesta tipologia, soluções inovadoras e usos de novas materialidades.

Como a "indústria da felicidade" tem transformado a arquitetura nas últimas décadas

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Ainda que o livro A Arquitetura da Felicidade não tenha causado muito alvoroço logo após a sua publicação no início dos anos 2000, o conceito defendido pelo seu escritor, Alan de Botton, de que a arquitetura é um elemento fundamental para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, parece estar ganhando cada vez mais força e seguidores ao longo dos últimos anos. Pensando nisso, o Canadian Centre for Architecture de Arquitetura (CCA), em parceria com o curador Francesco Garutti, está apresentando uma exposição questionando as maneiras pelas quais a "indústria da felicidade" tem passado a explorar e controlar a vida das pessoas depois da crise financeira de 2008.

Our Happy Life, Architecture and Well-being in the Age of Emotional Capitalism (Nossa Vida Feliz, Arquitetura e Bem-estar na Era do Capitalismo Emocional) é uma exposição de projetos de arquitetura, obras de arte e fotografias. Samuel Medina, editor da Metropolis Magazine, conversou com Garutti para esclarecer os conceitos por trás da exposição do CCA, o impacto das mídias sociais em nossas vidas e o significado da arquitetura nos dias de hoje.

Restaurante Coati, projetado por Lina Bo Bardi e Lelé, pelas lentes de Manuel Sá

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O fotografo Manuel Sá compartilhou conosco seu ensaio do Restaurante Coati, projetado em 1987 por Lina Bo Bardi, João Filgueiras Lima - Lelé (pré-fabricados de argamassa armada), Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki. O conjunto completo, um restaurante, um bar e três casarões que seriam transformados em nove apartamentos com uso comercial no térreo, está na região do Pelourinho em Salvador e faz parte do Projeto piloto para o Plano de Recuperação do Centro Histórico da Bahia proposto por Lina. O restaurante está, infelizmente, abandonado e em processo de arruinamento, assim como o restante do conjunto.

A arquitetura de Prada Poole: "por que isto é assim e não de outro modo?"

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Muitas figuras pioneiras são inoportunas, chegam cedo demais. José Miguel de Prada Poole [1938-atualidade] não é uma exceção; pelo contrário, ocupa seu lugar na história como um dos nomes mais singulares, distantes da norma e personalistas da arquitetura do século XX na Espanha. Precursor da arquitetura baseada em superfícies pneumáticas, sem dúvida a tendência pop da época — representada por grupos como Archigram, Archizoom ou Team 10 — influenciou a caracterização de sua prática. Ele sempre se mostrou particularmente interessado no “trabalho móvel e desdobrável” das vanguardas, concretamente exemplificado naquelas estruturas capazes de dar uma resposta variável a um uso em constante mudança. Em suma, podemos considerá-lo um dos primeiros a cunhar termos como "sustentabilidade" dentro de um âmbito puramente arquitetônico: todas as suas obras minimizavam o consumo energético ou eram capazes de gerar microclimas por si mesmas. 

A internet está nos fazendo voltar à idade média? A resposta de Deyan Sudjic à Bienal de Shenzhen 2019

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O que acontece quando a cidade imbuída de sensores adquire a capacidade de enxergar - quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo e Arquitetura de 2019 em Shenzhen (UABB), intitulada "Urban Interactions" [Interações Urbanas], o Archdaily está trabalhando com os curadores da seção "Eyes of the City” [Olhos da Cidade] na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologiase Inteligência Artificial em particular pode afetar a arquitetura e a vida urbana. Aqui você pode ler a declaração curatorial “Eyes of the City” de Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT. Se você se interessar em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a Chamada Aberta “Eyes of the City” até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net

Sem a cidade, a modernidade nunca poderia ter sido inventada. O que estamos descobrindo agora é se a modernidade pode sobreviver em uma cidade transformada pela revolução digital. A cidade pode oferecer segurança e comunidade, mas o que não permite aos seus habitantes é a possibilidade de serem diferentes, um fenômeno que é tão verdadeiro agora quanto era durante a era das bruxas.

Do lixo ao luxo: produtos de revestimentos feitos a partir de resíduos

A indústria da construção civil movimenta recursos econômicos consideráveis em todo o mundo, gera inúmeros empregos e muita receita. Ao mesmo tempo, também implica em impactos negativos que vão desde o consumo dos recursos naturais, até a elevada geração de resíduos, seja durante a etapa construtiva e nas demolições. Para se ter uma ideia, no Brasil estima-se que 61% do total de resíduos gerados sejam representados pelos Resíduos de Construção e Demolição e 28% pelos resíduos domiciliares [1].

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Amey Kandalgaonkar explora a relação da arquitetura com a natureza mesclando formas geométricas e rochas do deserto

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Ainda que a arquitetura esteja sempre em constante estado de transformação, ela nunca estará desassociada de seu passado. A herança construída pelo trabalho coletivo ao longo dos séculos, estará sempre acessível no presente para inspirar e proporcionar maior profundidade à temporalidade da arquitetura. A integração entre a paisagem natural e aquela construída pelo homem também não é nenhuma novidade na história da arquitetura.

Pensando nisso, Amey Kandalgaonkar, arquiteto e fotógrafo de arquitetura baseado em Xangai, foi buscar inspiração no túmulo de Madain Saleh na Arábia Saudita - uma estrutura escavada na rocha em uma montanha no meio do deserto. Apropriando-se desta histórica obra de arquitetura e patrimônio da humanidade, ele resolveu revistar o passado e projetar duas casas contemporâneas com uma abordagem bastante parecida.

Estratégias de projeto para habitação social na América Latina

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© Pedro Vannucchi

O artigo a seguir faz parte de uma série desenvolvida por Nikos A. Salingaros, David Brain, Andres M. Duany, Michael W. Mehaffy e Ernesto Philibert-Petit, que explora as particularidades da habitação social na América Latina. Nesta ocasião, retomam exemplos de estratégias de projeto. 

Universidades, escolas e oficinas que transformam a arquitetura educacional do Peru

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Nesta oportunidade, apresentamos os avanços alcançados pelo Peru no campo da arquitetura voltada à educação.

A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque

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211 East 48th Street, Midtown East, William Lescaze, 1934. Image © Mark Wickens

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Este Artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine aqui.

Caminhar pelas ruas de uma cidade observando a sucessão de edifícios do tempo e no espaço, é uma verdadeira aula de história, uma viagem no tempo. A história da arquitetura pode ser contada através destes percursos à céu aberto. A cidade de Nova Iorque talvez, seja um dos melhores exemplos disso, um livro aberto da história da arquitetura, uma experiência que vai muito além de apenas algumas jóias da arquitetura moderna, como a Lever House ou o Sagram Building. 

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Oitenta e cinco anos depois, a casa branca implantada na East 48th Street, projetada por William Lescaze ainda impressiona. Suas Imaculadas paredes brancas e formas puras faz com que ela se destaque em um entorno especialmente marcado por edifícios soturnos, construídos em pedra e tijolo. Ela salta aos nossos olhos assim como se destaca do plano de fachada de seus edifícios vizinhos, avançando sobre a calçada, um objeto deslocado no tempo e no espaço, uma jóia encrustada entre um típico edifício residencial de meia altura e a universal arquitetura miesiana dos arranha-céus norte-americanos. A ruptura na pureza do volume branco, atravessada por dois consistentes e desajeitados panos de tijolos de vidro, é compensada pela plasticidade da marquise de concreto e de suas formas sinuosas dos seus pavimentos inferiores. Os cinco pontos da nova arquitetura definidos por Le Corbusier e publicados em 1926 são facilmente identificáveis neste projeto (menos a cobertura jardim). Construída em 1934 a partir do que sobrou de uma antiga casa da era da Guerra Civil americana, esta foi a primeira casa modernista edificada nas ruas da cidade de Nova Iorque.

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