Reconhecida internacionalmente pela busca de propostas para o habitar moderno, Zaha Hadid realizava múltiplos estudos topográficos abstratos para propor suas obras fluidas flexíveis e expressivas evocando o dinamismo da vida urbana contemporânea.
Com o objetivo de conhecer com maior profundidade o processo criativo e o desenvolvimento de projetos profissionais de Zaha Hadid, realizamos uma seleção histórica de pinturas da arquiteta que expandem o campo de exploração arquitetônica com exercícios abstratos tridimensionais que propõem uma nova e distinta visão do mundo, questionando as bases físicas do projeto, produzindo a base contínua e criativa ao longo de sua carreira.
A YACademy lança a segunda edição do *Architecture for Heritage*, um curso de especialização de alto nível que oferece 8 bolsas de estudo e vagas de estágio em escritórios de arquitetura de renome internacional.
São 106 horas de aulas, um workshop de 32 horas e estágios ou palestras conduzidos por escritórios de arquitetura de renome internacional, como OMA, Mccullough Mulvin Architects, Aires Mateus E Associados, Claudio Nardi Architects e Carrilho Da Graça Arquitectos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071551/arquitetura-para-o-patrimonio-curso-da-yacademy-oferece-8-bolsas-de-estudo-e-estagios-em-escritorios-de-renome-internacionalSponsored Post
Recebemos da arquiteta Marta Vilarinho de Freitas uma série de desenhos sobre a cidades e arquiteturas portuguesas. Criadora do projeto "As Cidades e a Memória - a Arquitetura e a Cidade", Marta mostra um conjunto de ilustrações sobre situações urbanas que evocam o o universo da arquitetura e o seu mundo criativo e fascinante.
https://www.archdaily.com.br/pt/912061/arte-e-arquitetura-as-cidades-e-a-memoria-nil-a-arquitetura-e-a-cidade-por-marta-vilarinho-de-freitas-parte-iiiPedro Vada
Em 1948 o arquiteto Charles-Édouard Jeanneret-Gris - mais conhecido como Le Corbusier -, lançou uma de suas publicações mais famosas, intitulada O modulor, seguida por O modulor 2 em 1953. Nesses textos, Le Corbusier fez conhecer sua abordagem às investigações que tanto Vitruvio quanto Da Vinci e Leon Battista Alberti haviam começado, em um esforço por encontrar a relação matemática entre as medidas do homem com a natureza.
As pesquisas dos autores previamente mencionados representam também uma busca por explicar os Partenons, templos indígenas e as catedrais construídas a partir de medidas precisas que faziam referência a um código do que se entendia como essencial. Saber de quais instrumentos se dispunha para encontrar a essência dessas construções era o ponto de partida, e parecia se tratar de instrumentos que transcendiam o tempo. Não parece tão estranho dizer que as medidas que se empregaram foram, em essência, partes do corpo, como cotovelo, dedo, polegada, pé, braço, palma, etc. Inclusive, existem instrumentos e medidas que levam nomes que aludem ao corpo humano, o que indica que a arquitetura não está longe de ser reflexo do mesmo.
Le Corbusier - Ronchamp. Imagem cortesia de Atelier RZLBD
A história do desenho arquitetônico é tão antiga quanto a própria arquitetura e desenvolveu-se ao longo de sua linha do tempo. Outrora diagramas, os desenhos eram tão grandes quanto os zigurates e as pirâmides, traçados na escala de um para um no próprio canteiro de obras. Hoje, por outro lado, são praticamente inexistentes como objetos tangíveis. Existem apenas como dados digitais salvos no espaço virtual. A despeito de sua longa história e drástica evolução, um único fato a seu respeito nunca mudou: foram e continuam sendo um meio, um dispositivo intermediário que visualiza uma ideia e atravessa uma jornada de aventuras antes de se materializar. Ainda assim, há sempre o risco de que o mesmo conjunto de desenhos de um/a arquiteto/a possa ser traduzido em diferentes interpretações arquitetônicas.
Rua Joel Carlos Borges, em São Paulo. Foto: Pedro Mascaro/WRI Brasil
O mais recente Relatório de Status Global sobre Segurança no Trânsitoda Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que nos últimos 15 anos a taxa de mortalidade no trânsito se manteve estável em relação ao tamanho da população mundial. O fato dos números não terem aumentado pode até soar positivo, mas é preciso lembrar que estamos falando da morte de 1,35 milhão de pessoas ao ano, além de 50 milhões de feridos.
https://www.archdaily.com.br/pt/912041/as-mortes-no-transito-nao-estao-diminuindo-ruas-completas-podem-ajudarWRI Brasil
Trabalhos selecionados de seis dos nove novos membros honorários do AIA.
Mais de 100 arquitetos/as norte-americanos/as e nove profissionais internacionais de arquitetura foram promovidos/as ao American Institute of ArchitectsCollege of Fellows. O título de Fellow do AIA é uma honraria de prestígio concedida a quem tenha dado contribuições duradouras para a profissão. Embora seja um reconhecimento majoritariamente nacional, o AIA também concede o título a diversos/as projetistas internacionais todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071174/aia-eleva-novos-membros-e-nove-membros-honorarios-internacionais-ao-colegio-de-fellowsKatherine Allen
Perspectiva. Image Cortesía de Arquitectos Rodrigo Schiavoni y Adán Yenerich
Rodrigo Schiavoni e Adán Yenerich, sócios fundadores do SY arquitectos, foram os vencedores do concurso aberto organizado no âmbito do oitavo Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado na cidade de Córdoba entre 27 e 30 de março de 2019. O concurso propunha o desenho de um marco comemorativo em escala urbana que se constituísse como símbolo cidadão.
Organizado pela Cámara de Turismo de la Provincia de Córdoba e voltado tanto para artistas quanto para designers e arquitetos/as, este concurso interdisciplinar propunha a produção de peças em escala urbana para intervir no espaço público de um setor de destaque da cidade: um trecho da área fundacional localizado a poucos metros da Manzana Jesuítica, setor considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
University of West Georgia. Image Courtesy of Superior Recreational Products
Em todo projeto arquitetônico de sucesso, é essencial fornecer aos usuários um espaço confortável ao ar livre. Em qualquer época do ano, estruturas modulares de sombra podem criar espaços que protegem do vento, poeira, sol, chuva, neve e ruídos de uma forma leve, flexível e esteticamente agradável.
Com isso em mente, o que devemos procurar ao escolher estruturas de sombra para espaços ao ar livre? Abaixo, fornecemos as principais recomendações da Superior Recreational Products.
O percurso que Vincent Van Duysen tem percorrido desde 1990 mostra grande consistência e uma visão coerente do projeto. Desde o início, promoveu-se com um certo número de lojas. E isso não foi coincidência. Van Duysen tem dito em diversas ocasiões que se não tivesse tido a oportunidade de estudar arquitetura, certamente teria seguido uma carreira na moda. Assim, não é surpreendente que após os seus estudos em Sint Lucas Gent se tenha mudado para Milão, uma cidade de renome como uma das capitais mundiais do design e da moda. Em Milão ficou convencido que um designer devia não só expressar um conceito na forma mais clara possível, mas deveria também prestar atenção a todos os detalhes significativos.
Cada movimento artístico e de design tem uma história interessante sobre como influenciou a arquitetura, e nem todos começaram com os mesmos princípios pelos quais ficaram depois conhecidos. A Bauhaus não é exceção. Ícone das origens do movimento moderno, a famosa escola alemã foi uma instituição experimental voltada para o expressionismo, criatividade e artesanato, unindo os estilos de Art Nouveau e Arts and Crafts com desenhos modernos.
Sol e vento vêm à nossa cabeça rapidamente quando pensamos em energias provindas de fontes renováveis. Descentralizar a produção de energia elétrica de grandes usinas é algo que tem movido engenheiros e inventores por todo o mundo. Mas pensar em transformar a energia mecânica do caminhar das pessoas em energia elétrica é algo que sai um pouco do senso comum. A tecnologia foi desenvolvida pelo fundador da Pavegen, Laurence Kemball-Cook, através de uma plataforma que se mescla ao passeio, desenvolvendo um produto que converte os passos em energia elétrica, mas que também pode gerar dados e até recompensas. Mas antes de sair por aí se sentindo o Michael Jackson em Billie Jean, entenda melhor como esse sistema funciona.
"Você se sente revigorado/a. Seus níveis de energia sobem, o oxigênio flui, sua mente clareia." Michel Rojkind teve, sob qualquer aspecto, uma vida de paixão — primeiro como um autêntico astro do rock e agora como um/a arquiteto/a premiado/a (incluindo o prêmio ArchDaily Building of the Year de 2017 pelo seu projeto Foro Boca). Mas quem acompanha Michel Rojkind nas redes sociais sabe qual é a sua verdadeira paixão diária.
O ano de 2019 marca o centenário do início da Bauhaus, um movimento originado no âmbito acadêmico cuja influência superou transferências forçadas, intervenções políticas e, por fim, o seu fechamento. Embora a tecnologia, o gosto e os estilos arquitetônicos tenham passado por profundas transformações desde então, a Bauhaus permanece como um dos temas mais fundamentais no campo do ensino de arquitetura e design, atraindo o interesse de um público cada vez mais amplo.
Como parte das nossas celebrações da Bauhaus — e também para saciar seu desejo de aprofundar-se no tema —, selecionamos alguns dos melhores documentários sobre a escola disponíveis para assistir online. Com imagens raras de arquivo, entrevistas exclusivas e perspectivas singulares sobre a Bauhaus, esses filmes são uma excelente porta de entrada para o assunto.
via usuário do Wikipedia: Poiche licenciado sob CC BY 2.0
Desde meados do século XX, as cidades latino-americanas vêm experimentando fenômenos de metropolização nos quais o transporte é profundamente afetado pelo crescimento expressivo do uso do automóvel particular. Esse cenário se deve à rápida e desregulada expansão da mancha urbana, fazendo com que as cidades se estendam de forma dispersa pelo território. Somam-se a isso a deficiente gestão pública dos transportes e as frágeis condições socioeconômicas internas dos países latino-americanos, que condicionam o desenvolvimento dos sistemas de mobilidade.
Córdoba, a segunda cidade mais populosa da Argentina, depois de Buenos Aires, insere-se nesse paradigma como detentora de uma das maiores malhas urbanas do mundo, cobrindo 576 km² (além de sua área metropolitana). Sua estrutura física caracteriza-se por uma configuração radiocêntrica, com corredores viários que convergem para o núcleo urbano, consolidando um centro denso, com alta concentração de serviços, e uma periferia em constante expansão.
Se as paredes pudessem falar, teriam infinitas histórias para contar - histórias de antiguidade, guerra, escândalo e reconciliação. Abordagens para a preservação são tão variadas quanto os profissionais por trás delas, e é comum vermos projetos de preservação que combinam estruturas antigas com características contemporâneas, criando belas combinações do antigo e do novo.
Reveja alguns projetos que destacam a beleza nas imperfeições das ruínas e grandes combinações de materiais usados e novos.
Esta seleção é uma das muitas compilações interessantes feitas por nossos usuários registrados. Lembre-se que você pode salvar e organizar suas inspirações no Meu ArchDaily. Crie sua conta aqui.
A partir deste mês, o ArchDaily apresentará temas mensais. Nossa equipe editorial e de curadoria alinhará esforços para se aprofundar em tópicos que consideramos relevantes no debate arquitetônico atual, por meio de novos artigos, projetos, colaborações e contribuições do nosso público leitor. Em fevereiro, começamos com Representação arquitetônica.
Junya Ishigami's works at the 2008 Venice Biennale. Image Courtesy of junya.ishigami+associates
Em minha recente visita ao Japão tive a oportunidade de encontrar-me com uma das principais figuras do momento no cenário arquitetônico japonês. Junya Ishigami recebeu-me em seu estúdio pra lá de experimental (além de muito internacional) em Tóquio, uma das experiências mais memoráveis pelas quais passei ao longo dos últimos anos. Seu entusiasmo incontido é arrebatador, principalmente quando ele fala à respeito de sua própria arquitetura ou aquilo que pensa em relação à nossa querida profissão. Junya acredita que a arquitetura contemporânea “ainda não é suficientemente livre”. E é exatamente aí que ele começa a se posicionar. Junya tem buscado libertá-la, desvencilhar-se desta inércia determinante que define e limita a arquitetura nos dias de hoje. Ele procura desenvolver uma arquitetura que seja leve e liberta, projetos inspirados em metáforas improváveis como as nuvens ou a tranqüilidade da superfície da água. “Precisamos introduzir mais diversidade na arquitetura contemporânea, é preciso dar novas respostas aos sonhos das pessoas ... Eu quero levar a arquitetura para o futuro, criar novas condições que nunca foram pensadas antes”, diz Ishigami. O arquiteto japonês inaugurou recentemente duas exposições em forma de manifesto na cidade de Paris, questionando a natureza e o propósito da arquitetura nos dias de hoje. Junya é um visionário que parece um pouco fora de moda naquela que talvez seja a mais incerta das profissões.
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Light Up, de NH Architecture, Ark Resources, John Bahoric Design e estudantes de arquitetura da RMIT, é o projeto vencedor do concurso de design do Land Art Generator Initiative de 2018 para Melbourne, gerando 2.220 MWh de energia limpa.
O concurso LAGI 2019 oferece a designers e profissionais criativos/as a oportunidade de reimaginar a infraestrutura energética e demonstrar a beleza de um mundo 100% renovável.
Levante a mão quem já quis nadar dentro de uma torre de água. Na realidade, provavelmente seria um lugar escuro, sinistro e não tão legal quanto parece. No entanto, esse não é o caso do projeto do escritório dinamarquês SquareOne, no qual o topo de uma torre de água abandonada se transforma em uma piscina pública e spa. Utilizando o sistema estrutural existente da torre, o SquareOne também propõe a adição de mais de 40 unidades de habitação estudantil suspensas ao redor da estrutura. Essa proposta de uso duplo responde à grave escassez de moradia em Copenhague, ao mesmo tempo em que dá nova vida a um edifício antigo.
Comemore o centenário da Bauhaus com a plataforma número um do mundo para contar histórias através de imagens, o Instagram. Ferramenta essencial para designers, o Instagram é um banco de dados digital em constante crescimento, útil para compartilhamento e estímulo de mercados. A mídia social mudou não apenas o modo como apresentamos e comercializamos nossos projetos, mas também como apresentamos nós mesmos ao mundo.
São muitas as narrativas que se sobrepõem e cruzam na arquitetura e na cidade. Fruto do desejo humano de criar distinções artificiais em meio à natureza - seja por necessidade ou por vontade de manifestar sua existência - o espaço arquitetônico pode até apresentar certo rigor, mas mesmo as geometrias mais rígidas são o lugar onde variadas experiências, tempos e ações humanas sucedem.
Assim, sobre a intenção projetual sobrepõe-se a vida, e o resultado é um emaranhado constantemente mutável de narrativas. Para compreender essas histórias - ou segregá-las para contar ainda outras histórias - podemos contar com algumas ferramentas de representação da arquitetura e do espaço. A fotografia, nesse sentido, é aliada, e com ela é possível desembaraçar - ou complicar ainda mais - o novelo urbano em narrativas específicas, recombiná-las e, então, contar outra prosa.