Este projeto de renovação de Peter Ebner + ZT GmbH trata da história do lugar e de gostos e tempos em mudança. É sobre a não necessidade de uma grande escala para melhorar radicalmente o espaço ao redor. Trata-se da beleza e o caráter da cidade, com sua vida refletida e cintilante, o céu noturno sombrio, gotas de chuva e luzes de carros que passam. É sobre pessoas que estão com muita pressa, mas que às vezes param por alguns segundos para observar algo especial, como uma sala brilhante.
Edifício SIS de Sir Terry Farrell em Vauxhall Cross
Sir Terry Farrell fala sobre sua longa e variada carreira na arquitetura. Farrell, conhecido por suas obras exuberantemente pós-modernas na Grã-Bretanha, conta como se interessou pela arquitetura, o papel que os/as arquitetos/as desempenharão em nosso mundo em rápida urbanização e a importância de debater abertamente sobre nossas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071332/sir-terry-farrell-fala-ao-monocle-on-design-sobre-sua-carreira-de-seis-decadas-na-arquiteturaKatherine Allen
A YACademy lança a segunda edição de "Architecture for Landscape", um curso de especialização de alto nível que oferece 8 bolsas de estudo e estágios em escritórios de arquitetura de renome internacional.
Com 101 horas de aula, um workshop de 32 horas e estágios/palestras ministrados por escritórios de arquitetura de renome internacional como Stefano Boeri Architetti, Snøhetta, Hhf Architects, Rodrigo Duque Motta, Jean Nouvel Design, Rintala Eggerston e Jensen & Skodvin.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070765/arquitetura-para-a-paisagem-palestras-e-estagios-com-escritorios-de-arquitetura-de-renome-internacionalSponsored Post
* Autoria: Xie Xiaofan, vice-diretor/a da Academia Nacional de Pintura da China. Colaborou com Arata Isozaki na construção do Museu de Arte da Academia Central de Belas Artes (CAFA) e realizou a curadoria de uma série de grandes exposições. É autor/a das obras Expondo o Museu de Arte e Delineando Imagens — Caminhando entre Arte e Construção, além de ter sido responsável pela redação da regulamentação nacional "Padrões Nacionais para a Construção de Museus de Arte" e coordenado a implantação da nova sede do Museu Nacional de Arte da China. * Este texto foi cedido por Xie Xiaofan.
Em 5 de março, às 23h30, recebi a primeira notícia sobre a premiação de Arata Isozaki e enviei imediatamente a seguinte mensagem para Hu Qian: “Seria absolutamente genial se o mestre Isozaki declarasse imediatamente que recusa o Prêmio Pritzker; diga a ele o que penso. O Pritzker celebra o estrelato e as tendências; ele é um intelectual de vanguarda.” Como a pessoa responsável por transformar as ideias e desenhos de Isozaki em edifícios de verdade, e alguém que passou por muitos embates e discussões com Hu Qian, essa foi a minha reação imediata.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070741/xie-xiaofan-quando-arata-isozaki-recebeu-o-premio-pritzker韩爽 - HAN Shuang
Recentemente, o escritório HASSELL foi convidado a participar do concurso para o plano diretor e o projeto de paisagismo da área, com a proposta de remodelar este local singular para criar o Parque Central de Hefei, preservando as memórias históricas do sítio. Ao final, a proposta da HASSELL foi selecionada como uma das duas vencedoras do certame. O júri de especialistas destacou: “No projeto da HASSELL, a estrutura do desenho urbano é robusta, e a transição entre o parque e a interface urbana é surpreendente. A malha viária principal apresenta alta viabilidade de implantação, e o sistema de circulação interna é extremamente completo. Ao mesmo tempo em que preserva a integridade da pista de pouso existente, a proposta amplia sua flexibilidade para usos futuros. O tratamento do nó de transporte intermunicipal, apelidado de ‘fita verde’, é um elemento de destaque.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1070713/hassell-apresenta-plano-diretor-e-projeto-paisagistico-para-o-parque-central-de-hefei舒岳康 - SHU Yuekang
"Não é fascinante como esse simples ato de desenhar uma linha em um mapa pode transformar a maneira como vemos e vivenciamos o mundo?", pergunta Ronald Rael em sua palestra no TED de dezembro de 2018. "E essas linhas em um mapa podem criar cicatrizes na paisagem e cicatrizes em nossas memórias."
https://www.archdaily.com.br/pt/1119433/novo-ted-talk-de-ronald-rael-coloca-em-destaque-o-poder-da-arquitetura-de-dividirKatherine Allen
Muitas das soluções de projeto mais interessantes resultam das condições do local onde são construídas, seja pelo clima, pela disponibilidade de materiais e mão de obra, pelas técnicas construtivas e, sobretudo, pela forma com que esses critérios são pensados no contexto muito específico do lote em que se encontram. O terreno é, por excelência, o espaço para colocar em prática essas estratégias, e com cidades que apresentam cada vez mais parcelas de dimensões reduzidas, lidar com espaços estreitos para construir passa a ser uma realidade recorrente.
Traçar a trajetória do desenvolvimento da civilização chinesa é percorrer um caminho que avança do curso inferior ao superior do Rio Amarelo. Da Pequim das dinastias Ming e Qing, retrocede-se a Luoyang das dinastias Sui e Tang, depois a Xi'an das dinastias Qin e Han, até alcançar a civilização pré-histórica de oito mil anos atrás em Qin'an. Recentemente, o projeto do Arquivo de Qin'an, concebido pelo escritório Weishe Studio, teve suas obras iniciadas nesta cidade histórica e cultural, conhecida como a terra natal das divindades mitológicas Fuxi e Nuwa. O edifício não apenas cumprirá a função de salvaguardar os arquivos históricos do distrito, mas também oferecerá um espaço cultural integrado que reúne atividades de consulta, leitura, exposições e intercâmbio acadêmico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070329/weishe-architecture-revela-o-projeto-para-o-arquivo-do-condado-de-qinan-com-efeito-de-fachada-fissurada-e-intemperizada舒岳康 - SHU Yuekang
Este artigo serve como uma breve introdução a uma forma de pensar que presumo ser estrangeira e nova para a maior parte do público leitor. Baseia-se em observações que fiz nos últimos cinco anos como parte de minha pesquisa de doutorado sobre a comparação entre duas tradições de representação arquitetônica, a chinesa e a europeia, sob a orientação do Prof. Li Xiaodong na Universidade Tsinghua, em Pequim. Dessa forma, este artigo não tem a pretensão, nem a extensão adequada, de transmitir plenamente a complexidade das representações do espaço arquitetônico nos desenhos chineses, devendo ser visto como uma primeira tentativa de comunicar algumas dessas ideias a um público mais amplo.
Carolina Maria de Jesus, 1960. Fundo documental: Correio da Manhã. Image via Wikipédia
Nessa tese de doutorado, a arquiteta e urbanista Gabriela Leandro Pereira explora os relatos e as disputas de narrativas urbanas da escritora mineira Carolina Maria de Jesus. Carolina é uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, tendo como sua obra mais conhecida o livro Quarto de Despejo. Diário de Uma Favelada - resultado do relato do cotidiano cruel de mulher negra, catadora de papel e moradora da favela do Canindé em São Paulo. A tese foi defendida em 2015 na Universidade Federal da Bahia, tendo como orientadora a Profa. Dra. Ana Maria Fernandes e recebeu o Prêmio Prêmio Rodrigo Simões de Teses de Doutorado, Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) em 2017. Veja abaixo o resumo enviado pela autora.
https://www.archdaily.com.br/pt/912820/corpo-discurso-e-territorio-a-cidade-em-disputa-nas-dobras-da-narrativa-de-carolina-maria-de-jesusPedro Vada
Embora a capacidade de instalar de forma prática a domótica (automação residencial) de forma prática esteja associada a novos projetos, é possível adaptar um trabalho já construído de maneira relativamente simples. Em pequenas e grandes reformas, esses sistemas podem oferecer uma nova operação automatizada que atenda aos requisitos e necessidades de seus usuários, melhorando a habitabilidade e o conforto de seus espaços, aumentando sua segurança e promovendo economia a longo prazo de dinheiro e energia. Nesse sentido, que considerações devem ser feitas para tornar um projeto de arquitetura "inteligente"?
O Brasil possui atualmente 167.060 arquitetos e urbanistas ativos e registrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo. A maioria, 63,10% (105.420) são mulheres (105.420), enquanto 36,90% (61.640) são homens (61.400). Em 2018, os percentuais eram respectivamente de 62% e 38%. Essa predominância tende a aumentar nos próximos anos, uma vez que a parcela de mulheres entre estudantes é bem maior: 67%.
Mulheres pensam, planejam e constroem nossos edifícios e cidades, nossos espaços de vida. Contudo, a igualdade de gênero ainda não é uma realidade em diversas práticas sociais e profissionais. Constatamos isso diante da violência física e psicológica sofrida pelas mulheres, da falta de reconhecimento, das imposições ocupacionais, diferenças salariais, além de tantas outras. Esse panorama diz respeito às mulheres de todo o mundo, mas também dentro da arquitetura há estatísticas que comprovam como as mulheres ainda não são valorizadas social e profissionalmente.
Dentro desse quadro de desvalorização e desigualdade, as mulheres negras enfrentam um panorama de invisibilidade ainda maior. O preconceito racial enraizado em nossa sociedade, assim como as oportunidades ainda segmentadas geram uma disparidade de quantidade e reconhecimento de profissionais negras nos cursos e áreas de atuação da Arquitetura e do urbanismo.
A Universidad de Navarra apresenta três mestrados para este ano de 2019: Mestrado em Teoria e Projeto Arquitetônico (MtDA), Mestrado em Projeto e Gestão Ambiental de Edifícios (MDGAE) e Mestrado Universitário em Arquitetura (MUA). Na modalidade presencial, seus cursos serão realizados em suas sedes de Pamplona, Madri e Bilbao a partir de setembro deste ano. Confira mais detalhes a seguir.
Em maio de 1985, um antigo teatro e sala de concertos abriu suas portas ao público para a inauguração de uma boate em Nova Iorque. O projeto fora encomendado pelos empresários Steve Rubell e Ian Schrager, proprietários do também famoso clube Studio 54, e foi concebido como uma estrutura independente, vibrante e luminosa instalada dentro de uma envoltória bastante clássica, que serviu como belo pano de fundo para as geometrias de Isozaki.
De acordo com o New York Times em sua edição de 20 de maio de 1985: “Arata Isozaki é ao mesmo tempo uma grande eminência da arquitetura japonesa e fonte de alguns de seus pensamentos mais recentes. E todas as facetas do Sr. Isozaki estão visíveis no Palladium."
Vista desde parque. Image Cortesía de Guillermo Canutti
No dia 15 de novembro do ano passado, teve início o Concurso nacional de ideias e anteprojetos para o Hospital Norpatagônico em Neuquén, organizado pelo governo provincial por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Economia e Infraestrutura, com o apoio da Federação Argentina de Arquitetos (FADEA) e o patrocínio do Colégio de Arquitetos da província de Neuquén.
O lote de implantação, onde se propôs o objetivo de construir um edifício que tanto ofereça serviços de alta complexidade quanto se vincule ao entorno natural, está localizado no planalto de Neuquén e conta com uma área de 32.700 m2. O primeiro prêmio foi concedido à equipe de arquitetura de La Plata, composta por Guillermo Ariel Canutti, Bernardo Luna, Clara Gallardo, Agustín Ichuribehere e Fernando Sebastián Fariña. Conheça o projeto em detalhes a seguir.
Você tem ideias sobre como melhorar habitações sociais existentes para, assim, transformar as condições ambientais? Essa foi a pergunta proposta no Proyectar a Conciencia 2.0, concurso destinado a estudantes e docentes de todo o Chile, com o objetivo de atuar no Programa de Proteção do Patrimônio Familiar (PPPF) do Ministério de Habitação e Urbanismo do Chile (MINVU).
Arata Isozaki, o arquitetos japonês vencedor do Prêmio Pritzker 2019, não foi famoso apenas por seu frutífero portfolio de obras construídas em todo mundo (mas de 100 obras), mas também por suas contínuas colaborações para a teoría da arquitetura e do urbanismo.
Precisamente no âmbito do urbanismo, desenvolveu uma de suas mais interessantes propostas que não foi construída: o futurista plano conhecido como City in the Air (A Cidade no Ar) para o bairro de Shinjuku em Tóquio, no Japão.
Durante a vida profissional em Arquitetura, a tarefa de projetar e desenhar uma residência é em grande parte, frequente. No entanto, representar um conjunto de ideias ao espaço a partir da compilação de desenhos à leigos é certamente uma das tarefas encontradas no desenvolvimento projetual. Posto isso, indo além da bidimensionalidade das plantas, cortes e elevações, as perspectivas axonométricas apresentam-se como eficientes instrumentos na representação espacial, uma vez que ao inserir a ideia de terceira dimensão, ainda que pela bidimensionalidade da tela do monitor ou folha de papel impressa, propicia um melhor entendimento àqueles não familiarizados aos desenhos técnicos.
Lluís J. Liñán, do Coletivo ARKRIT, nos convida a refletir, no artigo intitulado "Valdrada global", sobre as consequências da aproximação cada vez maior do ser humano em relação às suas representações nos meios de comunicação, a ponto de a distinção entre ambas as realidades não ser mais perceptível: ela molda nossa maneira de pensar e de nos comportarmos e, portanto, o modo como produzimos a realidade cotidiana. Acontece o mesmo com a arquitetura?
https://www.archdaily.com.br/pt/1120493/valdrada-global-o-acesso-a-informacao-molda-a-nossa-maneira-de-produzir-arquiteturaLluís J. Liñán
Pense em um pátio, apenas um pátio. E, claro, a primeira coisa que vem à mente é um pátio definido por um limite. Assim, a equipe projetou essa moldura para lhe dar a atmosfera de “lar do conhecimento”–yachaywasi–, como batizaram seu projeto. Mas, mais uma vez, não perca o foco do pátio. Pensou-se também em uma estrutura que definisse não apenas o pátio, mas que o integrasse ao volume circundante de tal forma que ele se transformasse, se estendesse, se adaptasse e completasse ou criasse o que falta na escola. Sombra, assentos, painéis, ventilação, área verde, jardim… até mesmo a fachada.
Algo assim pode acontecer na mente diante de um concurso que estabelece premissas claras e delimitadas, mas onde há total liberdade para dar asas à imaginação e participar não apenas para vencer, mas para propor (e inovar). O resultado é uma escola inspiradora. Esta proposta conquistou o segundo lugar no Primeiro Concurso de Projetos de Infraestrutura Social, organizado pelo PLAN PISE, cujo objetivo era e é potencializar a condição natural de um pátio como espaço educativo para a escola Villa de Jesús IE 7216, localizada em Villa El Salvador, ao sul de Lima. A seguir, a descrição enviada pela equipe do projeto.
O design de cartazes sobre obras de arquitetura já está se tornando uma espécie de tradição na Fakultet savremenih umetnosti de Belgrado. Os alunos do curso de design de interiores desenvolveram uma uma série de ilustrações chamada "Architecture - Strictly Minimal" como parte da disciplina de arquitetura e design contemporâneos. Seguindo um modelo padrão de apresentação, cada um dos alunos foi convidado a criar um cartaz que retratasse a sua obra favorita de arquitetura. A linguagem minimalista foi utilizada intencionalmente como um meio de simplificar a representação das obras de arquitetura. A estratégia de design procura revelar a essência de cada projeto, potencializando a sua capacidade de comunicação.
A cultura mais importante da arquitetura moderna castelhana, e do século XX, nasceu pelas mãos de Rafael Aburto [1913-2014] e de seus contemporâneos; dessa geração esquecida. Uma geração do entreguerras, de trincheiras não apenas nos campos de batalha, mas também na arquitetura. Um grupo de arquitetos e arquitetas que precisou enfrentar, além dos estragos da guerra civil espanhola, um tradicionalismo inócuo, cercado de profissionais que não haviam lido, não sabiam nem tinham visto quase nada. Era a tradição que sustentava as coisas, neste caso a espanhola. A própria guerra civil marcou um revés geracional na profissão, como não poderia deixar de ser; porém, não apenas na geração de Rafael Aburto, mas também nas vindouras.
A diferença geracional passava pelo único crivo de ter combatido na guerra. Oíza tinha dezoito anos quando o conflito eclodiu; Sota, Cabrero, Coderch, Aburto… foram convocados para a batalha, combatendo, em sua maioria, no lado nacionalista. Com o fim da guerra, a imagem da Espanha já não lembrava aquela de antes de seu início; e o pensamento arquitetônico tampouco. Ao retornarem à profissão nos anos quarenta, os/as arquitetos/as se depararam com uma tradição já antiquada, praticamente inútil, bem como com uma modernidade precária, na qual não havia densidade nem conhecimento. É por isso que surgem figuras como Aburto, arquitetos e arquitetas da geração do pós-guerra que assumiram o papel de pioneiros ou, ao menos, demonstraram empenho em romper com os laços do academicismo para abraçar uma modernidade própria.
“Decidi chamá-lo de Silos porque este edifício costumava armazenar alimentos, o que é, naturalmente, essencial para a vida. Para mim, assim como a comida, a roupa também faz parte da vida” [1].
Construído em 1950, o antigo armazém de cereais de 4.500 metros quadrados, hoje Armani Silos, por Giorgio Armani, expandiu-se e transformou-se em um espaço único. Distribuído em quatro pavimentos, o local abriga uma impressionante seleção de criações do estilista, dividida por temas, paletas de cores e texturas, em que cada uma narra uma história distinta.